quarta-feira, 30 de junho de 2010

Festa do Preciosíssimo Sangue de Cristo




Amanhã, 1º de julho, o calendário romano tradicional (em vigor, atualmente, para a forma extraordinária) comemora a festa do Preciosíssimo Sangue. Para os que assistem a Missa tridentina, torna-se fácil lembrar de tal data. Os frequentadores do Novus Ordo, todavia, sentem o abandono dessa festa no calendário moderno.

Uma eventual reforma da reforma, aliás, muito bem poderia contemplar a volta da celebração litúrgica do Preciosíssimo Sangue, ao menos com o grau de festa. O melhor seria, contudo, que voltasse como solenidade, que é o grau equivalente à primeira classe, como era no rito antigo.

Enquanto a festa não volta para o calendário normativo, pode-se, contudo, celebrar, na forma ordinária, uma Missa votiva De pretiosissimo Sanguine DNIC, pois a data é liturgicamente livre. Nos dias feriais em que não há solenidade, festa ou memória obrigatória, pode-se celebrar uma Missa votiva, e, pois, nada é mais adequado, para o 1º de julho, do que a votiva do Sangue do Senhor, que se encontra no Missal Romano pós-conciliar, seja em latim, seja em português.

Fica a sugestão para apresentar ao seu pároco, caro leitor: que ele, no lugar da Missa ferial, celebre essa votiva.

Em latim, o Próprio da Missa votiva, segundo a forma ordinária (rito moderno), é o que segue:


DE PRETIOSISSIMO SANGUINE
DOMINI NOSTRI IESU CHRISTI

In hac Missa adhibetur color ruber.

Ant. ad introitum Cf. Ap 5, 9-10
Redemísti nos, Dómine, in Sánguine tuo,
ex omni tribu et lingua et pópulo et natióne,
et fecísti nos Deo nostro regnum.

Collecta
Deus, qui pretióso Unigéniti tui Sánguine
univérsos hómines redemísti,
consérva in nobis opus misericórdiæ tuæ,
ut, nostræ salútis mystérium iúgiter recoléntes,
eiúsdem fructum cónsequi mereámur.
Per Dóminum.

Super oblata
Maiestáti tuæ, Dómine,
oblatiónis nostræ múnera proferéntes,
ad novi testaménti Mediatórem Iesum
his mystériis accedámus,
eiúsque aspersiónem Sánguinis salutíferam innovémus.
Qui vivit et regnat in sǽcula sæculórum.

Præfatio I de Passione Domini, p. 528.

Ant. ad communionem Cf. 1 Cor 10, 16
Calix benedictiónis, cui benedícimus,
communicátio Sánguinis Christi est;
et panis, quem frángimus,
participátio Córporis Dómini est.

Post communionem
Cibo refécti, Dómine, potúque salútis,
Salvatóris nostri, quǽsumus,
semper Sánguine perfundámur,
qui fons aquæ nobis fiat in vitam saliéntis ætérnam.
Per Christum.

Vel:
Refécti cibo potúque cælésti, quǽsumus, omnípotens Deus,
ut ab hóstium deféndas formídine,
quos pretióso Fílii tui Sánguine redemísti.
Qui vivit et regnat in sǽcula sæculórum.

Lembremos que a festa foi instituída pelo Papa Beato Pio IX, em ação de graças pela libertação de Roma, após a revolução nacionalista anticlerical que o obrigara a exilar-se em Gaeta.



Vale lembrar tambem que todo o mes de julho é dedicado ao preciossisimo sangue de Cristo.Portanto mesmo que nao seja no dia 1º, vale apena marcar uma missa votiva do preciossisimo sangue de Cristo,em outra ocasiao dentro do mês de Julho.Que o Preciossisimo Sangue de Cristo, lave, e abençoe a todos...

Fonte: http://www.salvemaliturgia.com/

Padre norte-americano é nomeado Cerimoniário Pontifício


O padre John Richard Cihak foi nomeado Cerimoniário Pontifício, cuja função é a de auxiliar o Mestre das Cerimônicas Papais, Dom Guido Marini, na organização e execução de todas as celebrações presididas pelo Santo Padre.

Cihak foi ordenado padre pelo Arcebispo John Vlazny na Catedral Santa Maria, em Portland (Estados Unidos), em junho de 1998 e sua primeira paróquia foi a igreja de Santa Ana, em Grants Pass. Ele atua como sacerdote, professor e confessor das Postulantes das Missionários da Caridade, em Roma.

Bento XVI indica novo reitor da Pontifícia Universidade Lateranense


O Papa nomeou como Reitor da Pontifícia Universidade Lateranense o padre Enrico dal Covolo, SDB, docente ordinário de Literatura cristã antiga grega na Pontifícia Universidade Salesiana e Membro Ordinário da Pontifícia Academia de Teologia.

O cargo era ocupado pelo Arcebispo Rino Salvatore Fisichella, agora nomeado presidente do anunciado Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização.

Dal Covolo também é posturador geral da Família Salesiana, membro do Comitê Pontifício de Ciências Históricas, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé desde 2002, onde colaborou, durante alguns anos, com o então Cardeal Joseph Ratzinger. É o postulador da causa de beatificação de Papa João Paulo I e da mãe de Dom Bosco, Margherita.

Academia pra a Vida tem novo presidente


O Papa nomeou como presidente da Pontifícia Academia para a Vida o monsenhor Ignacio Carrasco de Paula, até agora Chanceler da mesma Academia.

O posto era ocupado pelo Arcebispo Rino Salvatore Fisichella, nomeado presidente do anunciado Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização.

Papa nomeia 1º presidente do Conselho Para a Nova Evangelização


O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 30, o presidente do anunciado Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização, o Arcebispo Titular de Voghenza, Dom Rino Salvatore Fisichella, até então presidente da Pontifícia Academia para a Vida.

O Santo Padre anunciou a criação deste novo organismo da Santa Sé na última segunda-feira, 28, nas vésperas da Solenidade de São Pedro e São Paulo, na Basílica São Paulo fora dos muros, quando destacou que existem "regiões no mundo que ainda esperam uma primeira evangelização e outras que embora já o tenham recebido necessitam um trabalho 'mais profundo'".

E para ir ao encontro dessa necessidade, criaria um Pontifício Conselho com a tarefa de "promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e buscar meios adequados para propor novamente a perene verdade do Evangelho de Cristo".

Este é o primeiro dicastério vaticano criado desde que o Papa João Paulo II criou o Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde em 1985.

Congregação para os Bispos tem novo prefeito


O Santo Padre acolheu a renúncia apresentada, por razões de limite de idade, do Cardeal Giovanni Battista Re do encargo de prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina.

Bento XVI nomeou como sucessor para as mesmas funções o Cardeal Marc Ouellet, até agora Arcebispo de Québec (Canadá). O novo prefeito tem 66 anos e é religioso sulpiciano.

No Vaticano, Ouellet já foi consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, membro da Commissão Interdicasterial Permanente para a Igreja na Europa Oriental. Atualmente, é membro da Pontifícia Academia de Teologia.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Bento XVI diz que São Pedro e São Paulo são fundamentos da Igreja



A Igreja festeja nesta terça-feira, 29, os Santos Patronos de Roma, São Pedro e São Paulo, que "embora tendo recebido de Deus carismas diversos e missões distintas a cumprir, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica", destacou hoje o Papa Bento XVI no Ângelus, após a Missa desta Solenidade.

O Santo Padre ressaltou que a liturgia do dia "repropõe a profissão de fé de Pedro no diálogo com Jesus: 'Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo' (cf. Mt 16, 16)" e destacou que a resposta do apóstolo "não é uma declaração fruto de raciocínios lógicos, mas uma revelação do Pai ao humilde pescador da Galileia".

"Simão Pedro é de tal forma próximo ao Senhor que se torna, ele próprio, uma rocha de fé e de amor sobre a qual Jesus edificou a sua Igreja", explicou.

Bento XVI recordou também o ardor com que São Paulo anunciou o Evangelho, "semeando a Palavra de verdade e de salvação em meio aos povos pagãos". E apontou que a Igreja é "permanentemente aberta à dinâmica missionária e ecumênica, porque enviada ao mundo para anunciar e testemunhar, atualizar e expandir o mistério de comunhão que a constitui".

O Papa concluiu recordando a entrega do 'pálio' aos 38 arcebispos metropolitanos nomeados este ano, que "simboliza tanto a comunhão com o Bispo de Roma quanto a missão de apascentar com amor o único rebanho de Cristo".

E expressou seu desejo de que "o exemplo dos Apóstolos Pedro e Paulo ilumine as mentes e acenda nos coração dos crentes o santo desejo de cumprir a vontade de Deus, a fim de que a Igreja peregrina sobre a terra seja sempre fiel ao seu Senhor".

Papa afirma que dano mais grave para a Igreja é "poluição da fé"




"Se pensamos nos dois milênios de história da Igreja, podemos observar que - como havia prenunciado o Senhor Jesus (cf. Mt 10, 16-33) - nunca faltaram para os cristãos as provações, que em alguns períodos e lugares assumiram o caráter de verdadeiras e próprias perseguições. Essas, no entanto, apesar do sofrimento que provocam, não constituem o perigo mais grave para a Igreja. O dano maior, de fato, provém daquilo que polui a fé e a vida cristã dos seus membros e das suas comunidades, afetando a integridade do Corpo Místico, enfraquecendo a sua capacidade de profecia e testemunho, manchando a beleza de seu rosto".

Essa foi a indicação crucial de Bento XVI durante a homilia na Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, celebrada na Basílica de São Pedro na manhã desta terça-feira, 29.


Logo no início, o Papa disse que o tema dos textos bíblicos da Liturgia do dia "se poderia resumir assim: Deus está próximo de seus fiéis servidores e os livra de todo o mal, e livra a Igreja das forças negativas".

A partir da promessa de Jesus à Igreja - "as forças do inferno não prevalecerão" -, o Santo Padre afirmou que essa realidade vale não somente para as históricas perseguições que resultaram no martírio de Pedro e Paulo, "mas vai além, desejando assegurar a proteção sobretudo contra as ameaças de ordem espiritual".

Nesse sentido, o Pontífice destacou que é possível afirmar que existe uma garantia de liberdade assegurada por Deus à Igreja, tanto dos laços materiais - que podem prejudicar a missão - quanto dos males espirituais e morais - que podem afetar a credibilidade.

Dirigindo-se aos 38 Arcebispos Metropolitanos nomeados no último ano, que participaram do rito de imposição do pálio - entre os quais dois brasileiros -, o Papa salientou que a comunhão com Pedro e seus sucessor é garantia de liberdade, seja com relação aos poderes constituídos, seja "no sentido da plena adesão à verdade, à autêntica tradição, de tal forma que o Povo de Deus seja preservado de erros concernentes à fé e à moral", indicou.

O Santo Padre também referiu-se à promessa de Jesus - de que as portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja - em um sentido ecumênico:

"A partir do momento que, como citei há pouco, um dos efeitos típicos da ação do Maligno é exatamente a divisão no interior da comunidade eclesial. As divisões, de fato, são sintomas da força do pecado, que continua a agir nos membros da Igreja mesmo após a redenção. [...] A unidade da Igreja está enraizada na sua união com Cristo, e a causa da plena unidade dos cristãos - sempre a se buscar e renovar, de geração em geração - é, então, sustentada pela sua oração e sua promessa".


A Celebração

Concelebraram a Eucaristia com o Papa os 38 Arcebispos Metropolitanos que, durante o Sagrado Rito, receberam a imposição do Pálio diante da Confissão de São Pedro.

No final da Missa, o Papa recitou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, destacando que a profissão de fé de Pedro no diálogo com Jesus - "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16, 16) - "não é uma declaração fruto de raciocínios lógicos, mas uma revelação do Pai ao humilde pescador da Galileia".


A Delegação Ortodoxa

Como de costume, por ocasião da Festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Padroeiros da Cidade de Roma, esteve presente na Santa Missa uma Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, composta por Sua Eminência Gennadios (Limouris), Metropolita de Sassima, subsecretário da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa no seu conjunto e vice-moderador do Comitê central do Conselho Ecumênico de Igrejas (Genebra); Sua Eminência Bartholomaios (Ioannis Kessidis), Bispo de Arianzós, Assistente do Metropolita da Alemanha; Reverendo Diácono Theodoros Meimaris, da Sede patriarcal do Fanar.

O grupo participou da celebração das Vésperas na noite desta segunda-feira, 28, que foi presidida pelo Papa na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Celebrando São Pedro e São Paulo


No dia 29 de junho, celebramos a Solenidade de São Pedro e São Paulo (No Brasil por decisão da CNBB foi transferida para o domingo seguinte).
Dois santos totalmente diferentes, mas ligados entre si: São Pedro é a rocha firme da Igreja do Senhor, já São Paulo é o apóstolo das gentes.
São Pedro era o discípulo mais velho, foi colocado várias vezes á prova por Jesus, para ver se realmente tinha a Primazia, cuja qual guia e rege á Santa Mãe Igreja até os dias de hoje e continuará guiando até o fim dos tempos.
São Paulo foi o único apóstolo a não ver pessoalmente ao Senhor, mas ouviu sua voz e o seguiu, levando á todos os povos, a Boa Nova da Salvação; que até então não reconheciam ao Mestre.
São Pedro e São Paulo tinham ideias totalmente diferentes, mas entendiam que a missão de ambos era cuidar e anunciar á todos os povos, á Igreja de Cristo.
São Pedro foi martirizado na Colina Vaticana, onde em cima de seu túmulo se encontra a Sé da Igreja Católica; a Basílica de São Pedro. São Paulo foi martirizado fora dos muros de Roma, onde em cima de seu túmulo também, se encontra uma das 4 Basílicas Papais; a de São Paulo Fora dos Muros ou São Paulo Extramuros.
São Pedro morreu crucificado, mas para não morrer igual ao mestre preferiu morrer de ponta cabeça. São Paulo morreu martirizado pela espada.
Por isso costumamos dizer: Pela Cruz e Pela Espada.
São Pedro e São Paulo são as duas colunas que guiam e regem á Santa Mãe Igreja.
Seria impossível lembrar e venerar São Pedro e esquecer-se de São Paulo ou vice-versa; pois um completa ao outro.
Em todo o mundo na Solenidade de São Pedro e São Paulo, faz-se a doação para o Óbolo de São Pedro, organismo que cuida das necessidades da Igreja.
Nessa solenidade, o Santo Padre entrega o Pálio aos arcebispos nomeados desde o dia 29 de junho do ano passado, até o dia 29 de junho do ano corrente. O Pálio representa a Comunhão dos Arcebispos com o Sucessor Absoluto de São Pedro.
Nesse dia também, se celebra o Dia do Papa, onde a Igreja do Mundo Inteiro, reza e agradece á Deus pela vida e ministério de seu Pastor, do qual o próprio Deus escolheu para Guiar, Administrar, Conservar a Igreja de Cristo.
Pedimos a Intercessão de São Pedro e São Paulo, sobre a Santa Mãe Igreja Católica, sobre nosso Santo Padre o Papa, sobre nossos cardeais, arcebispos, bispos, padres, diáconos, seminaristas, sobre todo o povo de Deus presente nas mais diversas Arquidioceses, Dioceses e Prelazias desse mundo.

Cardeal Kasper anuncia seu afastamento do Conselho para o ecumenismo


O cardeal alemão Walter Kasper anunciou na última sexta-feira seu afastamento, por razões de idade, da presidência do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

"Meus sentimentos são ambivalentes - reconheceu ao falar com jornalistas. Por um lado, tornar-se emérito aos 77 é algo absolutamente normal, até mesmo um alívio. Por outro lado, deixo um trabalho no qual me engajei com entusiasmo, e que sempre considerei como um canteiro de obras da Igreja do futuro."

"Para a Igreja, o ecumenismo não constitui um opcional de luxo, e sim um de seus elementos constitutivos, um de seus objetivos principais, e o mesmo é também válido para as relações com o judaísmo", disse o purpurado, antecipando o anúncio oficial que a Santa Sé fará.

Até o momento, o nome do sucessor do cardeal Kasper à frente do conselho vaticano ainda não foi anunciado. O Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos tem duas atribuições principais: promover o verdadeiro espírito ecumênico no interior da Igreja Católica e favorecer as relações com as diversas Igrejas e comunidades cristãs, tendo em vista a unidade plena.

"Ao longo de 11 anos, esta foi uma função não apenas difícil, como também entusiasmante", comentou o purpurado.

O cardeal Walter Kasper foi nomeado secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos em 16 de março de 1999, pelo Papa João Paulo II. Em 3 de março de 2001, o Papa Wojtyła nomeou-o presidente do conselho e presidente da Comissão Pontifícia para as Relações Religiosas com o Judaísmo.

O purpurado fez um balanço do ecumenismo promovido pela Igreja sublinhando, primeiramente, que "o ecumenismo não é algo que se faz na escrivaninha. Diálogo é vida. O diálogo é parte integrante da vida da Igreja".

"Deixo o conselho com esperança, que não é apenas um otimismo humano, mas esperança cristã", concluiu o cardeal.

Cristãos redescobrem Roma como símbolo de comunhão


Como há dois mil anos, Roma volta a ser um símbolo de comunhão para católicos e cristãos de outras confissões, afirma o porta-voz vaticano.

O Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, comentou o significado da "mais romana de todas as festas" no editorial do último número do Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano.

"Efetivamente - disse o Pe. Lombardi -, Roma é o que é para a Igreja universal por ter sido o local do martírio e no qual se encontram os túmulos dos grandes apóstolos."

"Nesta festa vêm a Roma os nove arcebispos, nomeados durante o ano, para receber das mãos do Papa o ‘pálio' que usarão nas celebrações litúrgicas, como símbolo de sua união na condução de suas Igrejas."

"Os pálios são conservados no nicho mais próximo ao túmulo de Pedro, sob o altar central da Basílica, exatamente abaixo do vértice da cúpula, que indica o coração da comunhão da Igreja."

"Nesta festa - acrescentou -, comparece a Roma também uma delegação do Patriarca ecumênico de Constantinopla, para expressar a fraternidade entre as Igrejas Ortodoxa e Católica, na esperança de uma comunhão mais plena."

"A forte fé do Sucessor de Pedro e sua leitura dos eventos, guiada pelo Espírito, permanecem como a referência mais segura para quem deseja seguir Jesus Cristo, junto dos demais crentes", concluiu.

Papa anuncia criação de novo Conselho Pontifício


Bento XVI anunciou nesta segunda-feira a criação do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, novo dicastério da Santa Sé cujo escopo será o de responder ao processo de secularização nos países cristãos.

O anúncio foi feito pelo Santo Padre na Basílica de São Paulo de fora dos muros durante a celebração das vésperas da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, padroeiros da diocese de Roma.

Durante a homilia, o Papa afirmou que há regiões do mundo "em que o Evangelho fincou raízes há longo tempo, dando origem a uma verdadeira tradição cristã, mas onde nos últimos séculos - com dinâmicas complexas - o processo de secularização produziu uma grave crise de sentido na fé cristã".

Neste contexto, anunciou sua decisão de "criar um novo organismo, na forma de ‘Conselho Pontifício', com a missão de promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que assistem a uma progressiva secularização da sociedade e algo como um ‘eclipse do senso de Deus', que constituem desafios na busca por meios adequados de reapresentar a perene verdade do Evangelho de Cristo".

Dentro em breve deve ser comunicado pela Santa Sé o nome do presidente designado para o novo dicastério, além de detalhes acerca de sua organização específica.

O Santo Padre concluiu explicando que a nova evangelização interpela a Igreja universal "e nos pede também que prossigamos com empenho na busca pela plena unidade entre os cristãos", saudando a delegação do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, enviada por Bartolomeu I e presidida por Sua Eminência Gennadios (Limouris), metropolitano de Sássima.

Sonoros aplausos preencheram a basílica no momento em que o Papa saudou seu convidado.

Chamado a ser catequista é graça divina, diz bispo


“O chamado a ser catequista não é algo pessoal, mas obra divina, graça”, afirma o presidente da Comissão Para Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Dom Eugênio Rixen.O bispo escreveu uma mensagem – divulgada hoje pela Conferência episcopal – para o Dia do Catequista, que será comemorado no Brasil a 29 de agosto.

No texto, o prelado afirma que a Igreja celebra o Dia do Catequista “com admiração, reconhecimento e gratidão”.

Dom Eugênio Rixen assinala que a vocação do catequista “é a vocação do Profeta – aquele/la que fala em nome de Deus e da comunidade a que pertence”.

“O chamado a ser catequista não é algo pessoal, mas obra divina, graça. A missão do catequista está na raiz da palavra ‘catequese’, que vem do grego ‘katechein’ e quer dizer ‘fazer eco’”.

“Logo, catequista é aquele/la que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe. O Senhor chama você para que, através da sua vida, da sua pessoa, da sua comunicação, a Palavra seja proclamada, Jesus Cristo seja anunciado e testemunhado”, afirma o bispo.

O responsável da CNBB destaca que o catequista “não é só transmissor de ideias, conhecimentos, doutrina”. Sua “experiência fundante está no encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo”.

“Catequista, que a experiência do encontro com Jesus Cristo seja a força motivadora capaz de lhe trazer o encantamento por esse fascinante caminho de discipulado, cheio de desafios que o fazem crescer e acabam gerando profundas alegrias”, deseja o bispo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Bispos espanhois: um povo sem seus símbolos é indefeso



"Atentar contra os símbolos dos valores que plasmaram a história e a cultura de um povo é deixá-lo indefeso diante de outras ofertas culturais nem sempre positivas, e obscurecer as fontes fundamentais da ética e do direito que têm se mostrado fecundas no reconhecimento, promoção e tutela da dignidade da pessoa".

É o que assinala uma declaração da Comissão Permanente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), publicada por ocasião da resolução, a ser publicada no próximo 30 de junho, do Tribunal Europeu de Direitos Humanos referente ao recurso apresentado pela Itália sobre a retirada dos crucifixos das escolas públicas.

Os bispos da Comissão sublinharam a importância da exposição pública de símbolos religiosos, em especial nos ambientes em que são educadas as crianças, a fim de transmitir sua identidade e valores.

"As sociedades de tradição cristã na devem se opor à exposição pública de seus símbolos religiosos, particularmente nos locais onde se educam as crianças", assinala a declaração.

"Em caso contrário, estas sociedades dificilmente lograrão transmitir às gerações futuras a identidade e os valores que a ela pertencem".

"Se tornarão assim sociedades contraditórias, que rejeitam a herança espiritual e cultural na qual se firmam suas raízes e interrompem seu caminho em direção ao futuro".

A declaração da comissão da CEE se une às de outras conferência episcopais, personalidades e organismos da Europa que ergueram voz em defesa da exposição pública do crucifixo também nas escolas.

"É justamente graças ao cristianismo que a Europa soube consolidar a autonomia dos campos espiritual e secular e abrir-se para o princípio da liberdade religiosa, respeitando tanto os direitos dos crentes como os dos não crentes", constatam os prelados.

Para os bispos, "a presença de símbolos religiosos cristãos nos âmbitos públicos, em particular a presença do crucifixo, reflete o sentimento religioso dos cristãos de todas as confissões e não pretende excluir ninguém".

"Ao contrário, é a expressão de uma tradição da qual todos reconhecem grande valor e um catalisador do diálogo entre as pessoas de boa vontade, bem como um amparo para todos os que sofrem ou estão em necessidade, sem distinção de fé, raça ou nação".

"A declaração lembra ainda que "na cultura e tradição religiosa cristã, a cruz representa a salvação e a libertação da humanidade", dizem os bispos.

"Da cruz nascem o altruísmo e a generosidade mais puros, bem como uma solidariedade sincera oferecida a todos, sem nada impor a ninguém".

O texto conclui afirmando que "somente em uma Europa em que sejam respeitadas ao mesmo tempo a liberdade religiosa de cada um e as tradições de cada povo ou nação, é que se poderá desenvolver relações adequadas entre as religiões e os povos, na justiça e na liberdade".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cardeal Herranz: sentença contra Crucifixo é expressão de “fundamentalismo laicista”



A sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) que proíbe a exposição do crucifixo nas salas de aula italianas é expressão de um “fundamentalismo laicista”, segundo as palavras do cardeal Julián Herranz Casado, presidente emérito do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos.

O purpurado interveio na última terça-feira na mesa-redonda realizada em Roma por iniciativa da presidência do Conselho de Ministros do Governo Italiano, responsável pelo recurso apresentado junto à Corte de Estrasburgo, que se pronunciará a respeito em 30 de junho próximo.

O “fundamentalismo laicista”, explicou o cardeal espanhol, “ao afastar-se da concepção correta de ‘laicidade’, pretende relegar a fé cristã e o fenômeno religioso em geral ao âmbito privado da consciência pessoal, excluindo qualquer símbolo religioso ou manifestação exterior de fé da esfera pública e das instituições civis”.

O purpurado analisou as motivações desta visão equivocada do princípio da laicidade que estariam por trás desta sentença, segundo a qual a exposição do crucifixo nas escolas constituiria uma pressão moral sobre os alunos em formação e uma agressão à sua liberdade de aderir ou não a uma religião qualquer.

Em primeiro lugar, explicou o cardeal Herranz Casado na reunião, “tal sentença não encontra fundamentação, uma vez que a simples exposição do crucifixo não pode ter caráter discriminatório nem ferir a liberdade religiosa de alunos não cristãos, e ainda desrespeita os direitos dos alunos cristãos das escolas italianas no que se refere ao artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

“Esta, de fato, garante o direito à liberdade religiosa, a qual inclui a liberdade de manifestar, seja individualmente ou em grupo, seja publicamente ou em particular, a própria religião”, lembrou o cardeal.

Em segundo lugar, indicou que “a sentença não ponderou suficientemente que a ‘laicidade’ representa, em si, um princípio constitutivo dos Estados democráticos, mas são estes que determinam, nos casos particulares, suas formas concretas de atuação, à luz das circunstâncias e tradições locais”.

“Não se trata de um princípio ideológico a ser imposto à sociedade violentando as tradições, sentimentos e crenças religiosas de seus cidadãos”, assinalou.

Para o cardeal Herranz, “também o conceito de ‘neutralidade’ religiosa segundo a sentença da Corte de Estrasburgo é interpretado no sentido ideológico de um relativismo agnóstico (...). A neutralidade do Estado significa apenas que nenhuma religião terá caráter estatal, mas não que o Estado deva ser ‘anticonfessional’”.

“Tal postura de rejeição da religião faria do ateísmo uma espécie de ideologia ou religião oficial do Estado”, acrescentou.

O purpurado ressaltou que “a experiência já demonstrou” que proibições do gênero – como a aprovada na França em 2004, “não favorece a integração”, e citou um artigo publicado no Herald Tribune em 2008 segundo o qual, na França, um número crescente de famílias muçulmanas optava por matricular seus filhos em escolas católicas.

O cardeal concluiu pedindo às instituições da União Europeia que defendam estes direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“Enamoremo-nos da Eucaristia!”, pede Bento XVI


Dirigindo-se aos milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça de São Pedro nesta quarta - feira, 23, o Papa os exortou a enamorar-se da Eucaristia, ao dedicar sua terceira catequese a São Tomás de Aquino, aprofundando em vários aspectos do seu pensamento teológico.

Para o santo, explicou o Papa, o eixo do cristianismo é a Encarnação, com a qual a fé "chega a reforçar-se; a esperança se eleva mais confiada ao pensamento de que o Filho de Deus veio entre nós, como um de nós, para comunicar aos homens sua própria divindade; a caridade se reaviva, porque não existe sinal mais evidente do amor de Deus por nós que ver o Criador do universo tornar-se criatura, um de nós".

Na Summa Theologiae, obra prima do santo, "escreve páginas até agora não superadas sobre o mistério da Encarnação e da Paixão de Jesus, acrescentando depois um amplo tratado sobre os sete sacramentos, porque neles o Verbo divino encarnado estende os benefícios da Encarnação para a nossa salvação".

Falando dos sacramentos, Tomás refletiu de modo particular sobre a Eucaristia, pela qual tinha uma grande devoção. Inspirado pelo exemplo do santo, o Papa exortou: "Queridos irmãos e irmãs: na escola dos santos, enamoremo-nos deste sacramento! Participemos da Santa Missa com recolhimento, para obter seus frutos espirituais! Alimentemo-nos do Corpo e do Sangue do Senhor, para ser incessantemente alimentados pela graça divina!".

"Entretenhamo-nos com prazer e com frequência, de igual para igual, em companhia do Santíssimo Sacramento!", acrescentou, em referência à adoração eucarística, devoção muito querida também por Bento XVI.

Além das obras mais conhecidas de São Tomás, a Summa Theologiae e a Summa contra Gentiles, o Papa quis destacar a pregação do Aquinate, tão rigorosa e simples como suas obras científicas.

Referiu-se especialmente aos Opúsculos, uma série de pregações realizadas em 1273, um ano antes de sua morte, na igreja de São Domingos o Maior, em Nápoles.

"O conteúdo da pregação do Doctor Angelicus corresponde quase totalmente à estrutura do Catecismo da Igreja Católica."

"De fato - explicou -, na catequese e na pregação, em uma época como a nossa, de renovado compromisso pela evangelização, não deveriam faltar nunca estes temas fundamentais: o que nós cremos, e aí etá o Símbolo da Fé; o que nós oramos, e aí está o Pai Nosso e a Ave Maria; o que nós vivemos como nos ensina a Revelação Bíblica, e aí está a lei do amor a Deus e ao próximo e os Dez Mandamentos, como explicação desse mandato do amor."

Inclusive em suas pregações, São Tomás não deixava de lado a racionalidade da fé.

"A quem objeta que a fé é uma necedade, porque faz cair em algo que não cai sob a experiência dos sentidos, São Tomás oferece uma resposta muito articulada e recorda que esta é uma dúvida inconsistente, porque a inteligência humana é limitada e não pode conhecer tudo."

"Somente se pudéssemos conhecer perfeitamente todas as coisas visíveis e invisíveis, então seria uma autêntica necedade aceitar as verdades por pura fé", afirmou o Papa.

No demais, explicou, "é impossível viver, observa São Tomás, sem confiar na experiência dos demais, lá onde não chega o conhecimento pessoal. É razoável, portanto, ter Deus que se revela e no testemunho dos Apóstolos".

Os seguidores de Jesus "eram poucos, simples e pobres, aflitos por causa da crucifixão do seu Mestre; e, no entanto, muitas pessoas sábias, nobres e ricas se converteram à escuta da sua pregação".

"Trata-se, de fato, de um fenômeno historicamente prodigioso, ao qual dificilmente se pode dar outra resposta razoável, a não ser a do encontro dos Apóstolos com o Senhor ressuscitado."

Por último, o Papa aludiu à profunda devoção mariana de São Tomás, que definiu Nossa Senhora como "Triclinium totius Trinitatis, triclínio, isto é, lugar onde a Trindade encontra seu repouso".

"Em nenhuma criatura, como n'Ela, as três divinas pessoas inabitam e encontram delícia e alegria em viver em sua alma cheia de graça. Por sua intercessão, podemos obter toda ajuda", acrescentou.

O Pontífice concluiu sua catequese com uma oração que tradicionalmente se atribui a São Tomás e que reflete os elementos da sua profunda devoção mariana: "Ó beatíssima e dulcíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, (...) confio ao vosso coração misericordioso toda a minha vida (...). Alcançai, dulcíssima Senhora minha, caridade verdadeira, com a que possa amar com todo o coração vosso santíssimo Filho e a vós, depois d'Ele, sobre todas as coisas, e ao próximo em Deus e por Deus".

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bispos gregos advertem contra retirada do crucifixo



Os bispos católicos gregos advertiram que a proibição da exposição do crucifixo em repartições públicas não contribuirá para a convivência pacífica na Europa.

É o que afirmam em um comunicado divulgado em 11 de junho pelo Santo Sínodo da Hierarquia Católica da Grécia, por ocasião da decisão judicial de 30 de junho referente ao recurso da Itália, apoiado por outros países da União Europeia, sobre a sentença que obriga a retirada dos crucifixos das repartições públicas.

O comunicado é assinado pelo presidente do Sínodo, Dom Franghiskos Papamanolis, bispo de Santorini e vigário de Creta, e pelo secretário do órgão, Dom Nikolaos Printesis, arcebispo de Naxos, Andros, Tinos e Mykonos e vigário de Chios.

Para os prelados, “a condenação da Itália, um país de cultura cristã universal e tradição histórica, cuja capital é também sede da Santa Sé Apostólica do Bispo de Roma e centro da Igreja Católica, seria o mais importante de uma série de ações já explicitadas, entre as quais a recusa dos dirigentes políticos e representantes dos países europeus em reconhecer na Constituição as raízes cristãs de nosso velho continente”.

“Uma pequena minoria pode impedir que uma vasta maioria expresse sua fé em conformidade com as tradições de seu povo, mas que ao mesmo tempo, não permitirá que as minorias religiosas sejam impedidas de expressar sua própria fé”, diz o comunicado.

Os prelados insistem no fato de que “o respeito recíproco às tradições religiosas é necessário numa sociedade que se torna cada vez mais multicultural”.

Esta é a única maneira de se “assegurar a convivência pacífica entre todos os credos e tradições, condenando toda forma de fundamentalismo religioso, que só trouxe dor à humanidade”.

Para os bispos gregos, “não se deve proibir a exibição pública de símbolos cristãos em sociedades que têm séculos de tradição cristã, especialmente nos ambientes em que se desenvolve a autoconsciência religiosa das crianças e dos jovens”.

“Seria uma contradição negar o patrimônio espiritual e cultural de um país, cujas raízes fazem parte do futuro”, concluem os prelados.

Bento XVI nomeia novo Bispo para o Brasil



O Papa Bento XVI nomeou, nesta quarta-feira, 23, o monsenhor Antônio Braz Benevente como novo bispo da Diocese de Jacarezinho, no Paraná. Ele vai suceder a Dom Fernando José Penteado, que completará 76 anos em julho e teve seu pedido de renúncia aceito pelo Papa Bento XVI. O Código de Direito Canônico prescreve que o bispo deve pedir a renúncia ao completar 75 anos.

Mons. Antônio tem 49 anos e atualmente é o vigário geral da Arquidiocese de Uberaba (MG). Ele nasceu em Itápolis (SP) no dia 1º de janeiro de 1961, cursou filosofia no Seminário Maior de São Carlos (SP) e teologia na Pontifícia Universidade de Campinas (PUC-Camp).

Ordenado padre para a arquidiocese de Uberaba em 7 de dezembro de 1985, mons. Antônio foi pároco nas paróquias de Santo Antônio, de Planura (1985 a 1991); Santa Luzia (1991 a 1996) e São Geraldo (1996 a 1998), em Uberaba; Nossa Senhora do Carmo, em Frutal (1998) e São Benedito, em Uberaba, desde 2000.

Além destas funções, o novo bispo foi professor de História de Israel no Instituto de Teologia São José; coordenador arquidiocesano de pastoral; administrador da cúria; capelão do Papa João Paulo II; membro do Colégio de Consultores e dos Conselhos de Presbíteros e de Pastoral da Arquidiocese de Uberaba.

Maior imagem católica do mundo será inaugurada neste sábado


A maior imagem católica do mundo será inaugurada neste sábado, 26, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. A imagem de Santa Rita de Cássia, padroeira do município, foi construída com 56 metros de altura. Quase 20 metros a mais que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

De acordo com o reitor do Santuário de Santa Rita, Padre Aerton Sales, com essa inauguração, a cidade espera atrair ainda mais o turismo religioso no estado. "Para se ter uma ideia, as festas da padroeira da cidade, Santa Rita, tem atraído mais de 50 mil pessoas. Já vemos a cidade se organizando para receber os visitantes", destacou.

Para a inauguração da obra a cidade preparou uma série de atividades no final de semana. No sábado, a programação começa com a Santa Missa, em seguida acontece a cerimônia de inauguração, que contará com a presença do governador do Rio Grande do Norte, Iberê Ferreira de Souza. E, logo após, os fiéis participam de uma procissão, levando uma pequena imagem da santa para o local onde a obra foi construída.

No domingo, o dia inicia com a Missa. Logo após, haverá diversos momentos de bênçãos, terços à Santa Rita e confissões no complexo que abriga a imagem. Todo o dia será dedicado à visitação pública. Haverá ainda shows culturais e religiosos para o público presente.

Além da imagem gigante, o complexo "Alto de Santa Rita" oferecerá auditório para 225 pessoas, restaurante e capela. A obra teve um investimento de cerca de R$ 6 milhões, com recursos municipais, estaduais e federais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ano Sacerdotal: tempo de purificação na Irlanda, diz cardeal O’Connor


Um período de "noite escura", mas também um momento em que "Deus não nos abandona": assim definiu o momento vivido atualmente pela Igreja Católica na Irlanda o cardeal Cormac Murphy O'Connor, arcebispo emérito de Westminster, atualmente visitador apostólico para a arquidiocese irlandesa de Armagh.

O purpurado se referiu ao tema na última terça-feira no seminário de Maynooth, num discurso por ocasião do encerramento do Ano Sacerdotal.

Referindo-se à carta do Papa Bento XVI às dioceses da Irlanda em resposta aos escândalos dos abusos sexuais cometidos por sacerdotes do país, o cardeal O'Connor disse ainda que "este é também um tempo de arrependimento, de purificação e de fé".

"Sentimos não só a crueza de nosso pecado, como também nossa pobreza", declarou. De qualquer forma, disse ser necessário afrontar esta realidade, que "nos coloca diante de nossa vida, de nossa identidade e de nosso chamado".

"Passei a compreender de uma forma nova ao falar com as vítimas sobre a dor e o grave dano por elas sofridos", disse o purpurado, que se disse ainda "não isento de culpa".

O cardeal O'Connor exortou ainda a Igreja na Irlanda a engajar-se num "simples exercício de penitência", convidando a uma "avaliação honesta de onde as estruturas e procedimentos eclesiais falharam, não apenas em nível jurídico, mas também humano".

Em seguida, citou a Carta de Bento XVI à Igreja na Irlanda, a quem dirigiu um apelo por "um arrependimento sincero", capaz de "abrir a porta para o perdão de Deus e para a graça de uma mudança verdadeira".

Para recuperar a fé e restabelecer a ligação com o povo irlandês, o cardeal O'Connor disse que "a fé e a coragem" deve ser os valores a guiar a Igreja no país. "Quando a fé nas instituições se esmaece, tudo o que podemos fazer é voltar à pessoa e ali começar a reconstrução", concluiu.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Missa bem celebrada é a melhor catequese eucarística, assegura Papa



Missa bem celebrada é a melhor catequese eucarística, assegura Papa
Em seu discurso ao congresso da diocese de Roma


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de junho de 2010

“A melhor catequese sobre a Eucaristia é a própria Eucaristia bem celebrada”, assegura Bento XVI, ao exortar toda a Igreja a celebrá-la com toda a dignidade.

O Pontífice deu esta indicação central aos participantes do congresso da diocese de Roma, que começou no dia 15 de junho, na Basílica de São João de Latrão, catedral do bispo da Cidade Eterna.

“A Santa Missa, celebrada com respeito pelas normas litúrgicas e com um uso adequado da riqueza dos sinais e gestos, favorece e promove o crescimento da fé eucarística”, garantiu o Papa.

“Na celebração eucarística, não inventamos algo, e sim entramos em uma realidade que nos precede; mais ainda, ela abarca o céu e a terra e, portanto, também o passado, o futuro e o presente.”

“Esta abertura universal, este encontro com todos os filhos e filhas de Deus, é a grandeza da Eucaristia: saímos ao encontro da realidade de Deus presente no corpo e no sangue do Ressuscitado entre nós.”

Portanto, “as prescrições litúrgicas ditadas pela Igreja não são algo exterior, mas expressam concretamente esta realidade da revelação do corpo e sangue de Cristo e, desta forma, a oração revela a fé”.

Segundo o Bispo de Roma, “é necessário que, na liturgia, apareça de forma clara a dimensão transcendente, a dimensão do mistério do encontro com o Divino, que ilumina e eleva também a dimensão ‘horizontal’, isto é, o laço de comunhão e de solidariedade que se dá entre os que pertencem à Igreja”.

De fato, “quando prevalece esta última, não se compreende plenamente a beleza, a profundidade e a importância do mistério celebrado”.

O Papa deu este conselho aos fiéis de Roma, em particular aos seus sacerdotes: “Celebrai os divinos mistérios com uma participação interior intensa, para que os homens e mulheres da nossa cidade possam santificar-se, entrar em contato com Deus, verdade absoluta e amor eterno”.

E exortou os católicos de Roma a “prestar mais atenção, entre outras coisas com grupos litúrgicos, à preparação e celebração da Eucaristia, para que os que participam possam encontrar o Senhor. Cristo Ressuscitado se faz presente em nosso hoje e nos reúne ao seu redor”.

Fonte: (ZENIT.org).-



E em nossas comunidades, será que a liturgia esta levando os fies a um amor ainda maior pela Eucaristia???

"Crucifixo é patrimônio religioso e cultural da Europa e expressão de liberdade e democracia", dizem bispos europeus



O crucifixo é um "patrimônio religioso e cultural" dos países europeus e "expressão de liberdade e de democracia", afirmam os bispos da Grécia e da Eslovênia. Após os prelados italianos, que se manifestaram ontem através da presidência da Conferência Episcopal italiana, as conferências episcopais de outros dois países europeus, Grécia e Eslovênia, falaram hoje sobre o tema, em vista da decisão final da Corte Europeia dos Direitos Humanos sobre a exposição de símbolos religiosos, em particular crucifixos, em logradouros públicos, esperada para o dia 30 de junho.

"Nos países de secular tradição cristã, a exposição de símbolos religiosos não deveria ser vetada, em particular nos lugares onde se forma a consciência das crianças e dos jovens. Do contrário seria uma contradição e uma negação do patrimônio religioso e cultural de um país", afirma nota publicada hoje pela Conferência Episcopal da Grécia. Além disso, os bispos gregos desejam um recíproco respeito pelas maiorias e minorias religiosas, para garantir a coexistência pacífica de todas as religiões e condenam toda forma de fundamentalismo religioso.

"Uma pequena minoria não deveria impedir à grande maioria o exercício da própria fé religiosa, segundo as tradições do povo. Da mesma forma, a maioria não deve impedir o mesmo à minoria", lê-se na declaração.

Os bispos da Eslovênia, por sua vez, recordam na sua nota que "o crucifixo é um símbolo que reflete não somente a herança religiosa, mas também cultural das nações europeias", cuja exposição foi "expressamente apoiada por convenções e acordos europeus". Além disso, como outros símbolos religiosos em lugares públicos, "não servem como forma de discriminação ou exclusão, sendo mais uma expressão de liberdade e de democracia, além de respeito pela tradição secular de cada uma das nações europeias".

Os bispos gregos veem a condenação da Itália como o "início de uma série de procedimentos que se perfilam no horizonte e que se referem à rejeição de alguns líderes políticos e representantes da comunidade europeia de reconhecer na Constituição europeia as raízes cristãs do continente". A Conferência Episcopal da Eslovênia exprime na sua nota o "apoio" aos bispos italianos e a outros países europeus que se opõem à iminente decisão da Corte Europeia dos direitos humanos.

"A Eslovênia, assim como outros países europeus, é literalmente salpicada de igrejas, crucifixos e outras imagens e símbolos religiosos em lugares públicos, que representam toda a herança nacional e cultural do país", observam bispos eslovenos, que classificam a remoção de "separação forçada da identidade nacional de suas tradições espirituais e culturais".

“Bispo não é um título que alguém pode arvorar para si”, diz Dom Walmor


"Bispo (...) não é um título que alguém pode arvorar e definir para si, como fundador e líder de um grupo de fiéis que passam, ainda que por razão de práticas religiosas, a se definir como uma Igreja. A Igreja nasce do querer e do coração do seu Mestre e Senhor Jesus". Em seu mais novo artigo, o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, discorre sobre a importância e a função do ser bispo, especialmente do significado histórico disso e do que isso representa diante do Santo Padre.

Dom Walmor encontra-se em Roma em visita Ad Limina Apostolorum com outros bispos da Regional Leste 2 da CNBB. O artigo foi escrito justamente enquanto se encontrava lá, e ilustra bem o sentimento de humildade e veneração de um bispo ao Santo Padre.

Segundo o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Regional Leste 2, o bispo, um sucessor dos apóstolos, é nomeado ‘Dom' não por uma mera formalidade, mas por ser uma "referência a uma pessoa consagrada para a missão que o Senhor Jesus deu àqueles onze primeiros chamados".

"O evangelho segundo Mateus narra a cena dos "inícios" em referência ao grupo daqueles que ao longo dessa história vem perpetuando, no tempo, esse mandato de Jesus, no contexto da língua portuguesa, no Brasil, referidos como dom. "Os onze discípulos voltaram à Galiléia, à montanha que Jesus lhes tinha indicado. Quando o viram, prostraram-se; mas alguns tiveram dúvida. Jesus se aproximou deles e disse: ‘Foi-me dada toda autoridade no céu e na terra. Ide, pois , fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos'" (Mt 28,16-20)", explica o arcebispo.

Para Dom Walmor, ‘Dom' é, portanto, aquele que congrega o povo de Deus como unidade e Igreja. E nesse sentido, lembra que os ele e seus colegas bispos da Regional Leste 2, responsáveis por 32 dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo, se congregam em Roma.

"Roma é o lugar. Lá está o sucessor de Pedro, o Papa, o Santo Padre Bento XVI. Os bispos do mundo inteiro, periodicamente, vão a Roma, para esta visita que inclui espiritualidade, estudo, convivência, reflexões e encontros, reavivando a memória do coração - a riqueza da tradição, e tem como coração o encontro com o Papa", diz.

Somente assim, conclui DomWalmor, quando "apóstolo" se sente motivado e fortalecido pelo encontro com o Sucessor de Pedro, que o verdadeiro Dom do bispo, o de congregar na unidade, para além da mera administração formal, se faz vivo.

Papa imporá o pálio a 38 novos arcebispos do mundo todo


Como todos os anos, também no próximo dia 29 de junho o Papa Bento XVI, de acordo com a tradição, imporá o pálio a novos arcebispos metropolitanos de todo o mundo. A Sala de Imprensa vaticana publicou os nomes dos 38 arcebispos que vêm a Roma para receber o pálio, prelados que receberam a nomeação nos últimos 12 meses, a partir de 29 de junho do ano passado.

O pálio é um paramento litúrgico reservado ao Sumo Pontífice e aos bispos que presidem uma arquidiocese metropolitana e simboliza a comunhão entre eles. É um manto em forma de letra "Y", de lã branca, oriunda dos cordeiros abençoados pelo Papa no dia 21 de janeiro na festa de Santa Inês. É imposto sobre os ombros e suas extremidades pendem sobre o peito e sobre o dorso.

Este ano, entre os 38 novo arcebispos metropolitanos que serão impostos com o pálio há, da América Latina: Dom Antonio Fernando Suburido, da arquidiocese de Olinda e Recife, e Dom Alberto Taveira Correa, da arquidiocese de Belém do Pará; da Colômbia: Dom Ricardo Antonio Tobon Restrepo (arquidiocese de Medellin), e Dom Luis Madrid Merlano (arquidiocese de Nueva Pamplona); do Equador, Dom Luis Gerardo Herrera, arcebispo de Cuenca. No dia 29 de junho, a Igreja Católica celebra a solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Conheçendo a mais nova Diocese do Brasil - Salgueiro


A Diocese de Salgueiro (Dioecesis Salgueirus) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, pertencente à Província Eclesiástica de Olinda e Recife e ao Conselho Episcopal Regional Nordeste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sendo sufragânea da Arquidiocese de Olinda e Recife. A sé episcopal provisória está no Santuário do Perpétuo Socrro, na cidade de Salgueiro, no estado de Pernambuco. O Padroeiro é Santo Antônio.

Após sua criação, a diocese contava com uma população aproximada de 454.112 habitantes. Possui 351.534 católicos. O território da diocese é de 18.936,65 km², organizado em 17 paróquias distribuidas em 15 municípios do sertão de Pernambuco: Salgueiro, Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Granito, Serrita, Terra Nova, Trindade e Verdejante.

Diocese de Piracicaba celebra Dedicação da Catedral

Catedral de Santo Antônio, sinal da Unidade Diocesana
Dom Armando Lombardi unge com o Santo Òleo do Crisma uma parede, no rito de Dedicação
Dedicação da Catedral


A Catedral é a igreja-mãe da diocese, o centro da vida litúrgica. É o ponto concreto de unidade, templo das grandes celebrações diocesanas. Nela está a “cátedra” do bispo, o pastor responsável por toda a diocese, por isso é chamada “Igreja catedral”. Face à sua importância, a data de sua Dedicação é celebrada como solenidade litúrgica.

Por isso, no dia 17 – quando se celebram 48 anos da Dedicação da Catedral de Santo Antônio – com início às 20 horas, o bispo diocesano preside à missa solene nessa solenidade litúrgica que nos recorda a unidade da Igreja diocesana.

A dedicação é uma cerimônia litúrgica em que se consagra uma igreja, dedicando-a exclusivamente a Deus, lembrando que ela é consagrada como um lugar abençoado, ponto de encontro de Deus com seu povo. Nessa cerimônia, que só se realiza quando a construção da igreja está totalmente concluída, o consagrante unge com o óleo do Crisma o altar e vários pontos do templo, marcados por uma cruz e vela.

DADOS HISTÓRICOS - A história do templo atual se inicia em 1946. A primeira catedral foi a antiga matriz de Santo Antônio. Era uma bela construção neoclássica, mas que se encontrava em estado precário. Tomando posse, o primeiro bispo, Dom Ernesto de Paula, ouviu a opinião de muitas pessoas que recomendavam a construção de uma nova igreja.

No dia 25 de janeiro de 1946, Dom Ernesto celebrou a última missa na velha catedral. Após a celebração, a imagem de Santo Antônio foi transladada para a Igreja São Benedito. E à noite, o Santíssimo Sacramento foi levado em procissão. O bispo solicitou à Santa Sé licença para que a Igreja de São Benedito funcionasse como catedral provisória, o que foi concedido.

No dia seguinte, iniciou-se a demolição da igreja. Meses depois, a 13 de junho, dia de Santo Antônio, foi lançada e benta a pedra fundamental da nova catedral. O projeto de construção é do arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto, o mesmo que fez o projeto da Basílica de Aparecida. Dois anos depois, na festa do padroeiro, Dom Ernesto celebrou a primeira missa na igreja em construção.

No dia 27 de dezembro, aconteceu a inauguração oficial da catedral, com missa pontifical celebrada pelo pároco, Monsenhor Manoel Francisco Rosa, que comemorava seu Jubileu de Ouro Sacerdotal. Faltavam ainda pequenos serviços de acabamento e a conclusão das torres, mas a nova catedral já cumpria plenamente sua função.

Alguns anos depois, no dia 13 de março de 1958, realizou-se a bênção das torres pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, arcebispo de São Paulo. Foi um acontecimento grandioso, para o qual acorreu uma multidão de fiéis, em cerimônia que contou com a presença de ilustres autoridades. Estavam presentes o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, o Governador do Estado, Jânio Quadros, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores de vários municípios.

E no dia 17 de junho de 1962, celebrou-se a dedicação solene da catedral, oficiada por Dom Armando Lombardi, Núncio Apostólico, a convite de Dom Aníger Francisco de Maria Melillo, segundo bispo diocesano.

SENTIDO DA CATEDRAL - O templo onde está a “cátedra” do bispo, o pastor responsável por toda a diocese, é chamada “Igreja catedral”.

“Cátedra” é uma palavra latina que significa “cadeira”. Ela constitui o símbolo da autoridade episcopal. Quando o bispo toma posse na diocese que lhe foi confiada, ele, com a mitra e o báculo, senta-se na “cátedra” ou “cadeira episcopal”. Como mestre e pastor, daquela sede ele orientará o caminho dos fiéis. Na “cátedra”, o bispo senta-se durante as leituras, daí ele preside e conclui a celebração e, se o desejar, faz a homilia. A “cátedra” deve ser tratada com elemento sacramental e não como simples lugar utilitário. (“cátedra” – símbolo do lugar de onde o bispo ensina e instrui os seus fiéis; báculo – símbolo do poder do pastor e da responsabilidade de conduzir a parcela do povo de Deus a ele confiada).

Para o Papa Bento XVI, “cátedra, literalmente, quer dizer a sede fixa do bispo, colocada na igreja-mãe de uma diocese, que por este motivo é chamada ‘catedral’, e é o símbolo da autoridade do bispo e, em particular, de seu ‘magistério’, ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a custodiar e transmitir à comunidade cristã.”

Bento XVI nomeia novo Bispo para o Brasil




O Papa Bento XVI anunciou nesta quarta-feira, 16, a nomeação de Dom Alessandro Ruffinoni como bispo coadjutor da Diocese de Caxias do Sul (RS), transferindo-o da Arquidiocese de Porto Alegre (RS).

Dom Alessandro nasceu em San Martino de'Calvi, na Itália, no dia 26 de agosto de 1943. Foi ordenado bispo auxiliar de Porto Alegre em 17 de março de 2006 e tem como lema episcopal: “Na Igreja ninguém é estrangeiro”.

Antes de ser ordenado bispo, Dom Alessandro foi animador vocacional no Brasil e reitor em Guaporé (RS); diretor CIBAI em Porto Alegre; reitor na Ciudad Del Este, no Paraguai; pároco no Paraguai; diretor do Centro Missioneiro na Ciudad del Este; Vigário Geral na diocese de Ciudad del Este; Superior Provincial em Porto Alegre (RS) e coordenador da Pastoral dos Migrantes em Assunção, no Paraguai.

O Santo Padre anunciou hoje também a criação de uma nova diocese no Brasil, em Salgueiro (PE) e nomeou como seu primeiro bispo, frei Magnus Henrique Lopes, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

Papa cria nova Diocese no Brasil e nomeia seu 1º Bispo





O Papa Bento XVI criou, nesta quarta-feira, 16, uma nova diocese no Brasil e nomeou seu primeiro bispo. Trata-se da diocese de Salgueiro, em Pernambuco, desmembrada das dioceses pernambucanas de Petrolina e Floresta.

O primeiro bispo da nova diocese será o frei Magnus Henrique Lopes, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

Frei Magnus


Natural de Assu, no Rio Grande do Norte, frei Magnus nasceu no dia 31 de julho de 1965. Entrou para o Ordem dos Capuchinhos em 1988, cursando Filosofia na Faculdade de Filosofia do Recife e Teologia no Instituto Franciscano de Olinda. Foi ordenado padre no dia 21 de dezembro de 1996.

Com bacharelado em Psicologia pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió e mestrado em Teologia Moral pela Academia Alfonsiana, em Roma, frei Magnus foi animador vocacional dos Capuchinhos do Nordeste, mestre de postulantes em Maceió, ecônomo em várias fraternidades da Província, vigário paróquia de diversas paróquias e vigário da Fraternidade Capuchinha de Maceió.

Atual guardião e ecônomo da Fraternidade do Convento Santo Antônio em Natal, frei Magnus foi também Definidor Provincial, ministro dos Capuchinhos do Brasil e diretor espiritual de diversos grupos, movimentos e pastorais.

terça-feira, 15 de junho de 2010

A Espiritualidade do Tempo Comum




Neste artigo queremos resgatar aqueles que são os verdadeiros significados, e a verdadeira espiritualidade do tempo litúrgico chamado COMUM, tempo litúrgico este que é visto por muitos como um tempo muito simples.Nos tempos atuais perdeu-se a riqueza do domingo, dia do Senhor,dia da ressurreição ,ninguém mais ver o domingo como solenidade!E mesmo No tempo comum o domingo, é solenidade, é dia da ressurreição!Portanto vamos conhecer um pouco do tempo comum:
O Tempo Comum é um período do Ano litúrgico de trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade, os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos.O Tempo Comum é o período mais extenso do ano litúrgico: 33 - 34 semanas distribuídas entre a festa do Batismo de Jesus até o começo da Quaresma e as outras semanas entre a segunda-feira depois de Pentecostes e o início do Advento. Missa no Tempo Comum: a cor usada é o verde, que significa que os cristãos devem ser fortes como o pinheiro, que é a árvore mais forte entre todas.
Não se podem contrapor os chamados "tempos fortes" ao Tempo Comum, como se este tempo fosse um tempo fraco ou inferior. É o tecido concreto da vida normal do cristão, fora das festas, e pode ver-se nele a comemoração da presença de Cristo na vida quotidiana e nos momentos simples da vida dos cristãos.
Duas fontes são importantes para a espiritualidade e força do Tempo Comum: Os Domingos e os tempos fortes. O Tempo Comum pode ser vivido como prolongamento do respectivo tempo forte.
O tempo comum que celebra na sua globalidade os mistérios da vida cotidiana de cristo, é um incessante convite a fazer do cotidiano de cristo, o nosso cotidiano, que nós cristãos católicos, possamos com graça do Espírito Santo redescobrir neste tempo litúrgico, a grandes do convite de Cisto a escutá-lo nas sagradas escrituras.E Rogo ao Bom pai, que principalmente os católicos envolvidos na preparação da sagrada Liturgia, possa entender pela ação do Seu espírito,que o domingo mesmo no tempo comum, não pode perder seu caráter solene,próprio do dia da ressurreição. Evitemos, pois a banalização da sagrada liturgia. Se todo domingo é solenidade porque será que existem padres que o celebram sem casula, sem incenso? Sem cantar a Gloria? Porque será que em toda a preparação da liturgia damos menos importância ao tempo comum?! Vivamos pois o tempo comum e principalmente o domingo (“Dies Domine” ) Como sendo o próprio dia da ressurreição!
Rio de Janeiro, 15 de junho de 2010.
Walace Prado.

Copa do Mundo





Esta Copa Mundial da Federação Internacional de Associações de Futebol (FIFA) que está começando repercute intensamente em todo o mundo, movimenta milhões de pessoas. Ela é um acervo de esperanças e desilusões, lágrimas e alegrias. Exige a organização de uma pirâmide fantástica que, partindo de tantas nações, busca um único vencedor. Aficcionados ou não a esse esporte, os países são atingidos, com repercussões profundas no ritmo de vida dos cidadãos. O acontecimento bem merece uma reflexão evangélica, que nos ajude, vitoriosos e vencidos, todos os que de alguma forma são participantes, a refletir sobre lições e aproveitá-las para crescer espiritualmente e mesmo sob o aspecto esportivo.

Os primeiros vestígios dos exercícios físicos como precursores da vasta gama de jogos individuais ou em equipe, com regras precisas, ascendem a cerca de trinta séculos antes da era cristã, no Oriente. Foram sistematizados na Grécia clássica, onde se celebravam as Olimpíadas, de quatro em quatro anos. Novos rebentos surgiram e, sem dúvida, o mais popular e difundido hoje é o futebol, que atinge intensamente a opinião pública mundial.

Na Sagrada Escritura há um trecho atinente ao assunto. A Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios emprega o exemplo dos estádios para estimular os cristãos a serem fieis ao Evangelho. E comenta: “Os atletas se abstêm de tudo; eles, para ganhar uma coroa perecível; nós, para ganhar uma coroa imperecível” (9,24-27). O Apóstolo retoma a comparação em outras oportunidades.

A expansão dessas competições, como a atual Copa do Mundo, caracteriza a sociedade do bem-estar, da abundância, do afluxo de bens materiais que permite a movimentação de massas e enormes despesas. É também o fenômeno típico da modernidade nas proporções que hoje apresenta. Trata-se de uma imensa força, que pode ser utilizada para a propagação do bem.

A visão cristã, mencionada por São Paulo em sua carta aos Coríntios, tem, em nossos dias, uma aplicação que deve ser recordada. Refiro-me às considerações, diretrizes do Concílio Vaticano II na Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, ao tratar da educação para a cultura integral do homem: “Empreguem-se bem os lazeres para o descanso do espírito e para consolidar a saúde da alma e do corpo”. Entre outros meios, isso também é obtido “através de exercícios e apresentações esportivas, que auxiliam a manter o equilíbrio do espírito, também na comunidade, e ao estabelecer relações fraternais entre os homens de todas as condições, nações e raças” (nº 61).

A essa orientação conciliar, dada a toda a Igreja, vem se acrescentar as manifestações do Magistério eclesiástico. O atual Pontífice Romano, ao receber atletas em audiência, apresenta sempre uma palavra de estímulo aos benefícios que podem advir das competições, como também de advertência para os aspectos negativos a serem evitados.

O campo de futebol e toda a complexa estrutura organizativa que serve de base condicionam e estimulam o exercício das virtudes cristãs.

O bom profissional ou amador, no campo de futebol, não é avaliado apenas pelo número de gols que faz. Com a fantástica máquina publicitária, o herói dos estádios assume, queira ou não, um compromisso ético com a comunidade. Quem se torna exemplo que empolga os homens não pertence unicamente a si mesmo. Deve ter consciência de ser um estímulo, para o comportamento de outrem. Por isso, a educação social e moral, a formação de caráter, em diversos aspectos, são fundamentais em um esporte. Isso também é do seu interesse. O sucesso nas partidas de futebol não depende exclusivamente do vigor físico e técnico, mas também de procedimentos que são fruto de virtudes cristãs. Colocar o bem da equipe sobre a exaltação da vaidade pessoal, o trabalho em conjunto em contraposição ao egoísmo, o controle dos impulsos desleais, da violência e tantas outras atitudes negativas, são essenciais ao êxito no gramado. Muitas vezes, mais que se pensa.

Para alcançar esse padrão elevado, é imprescindível uma visão cristã do esporte. Ele tem uma dimensão de espiritualidade que é o alicerce da disciplina e fator de êxito. O respeito ao adversário, respaldado na dignidade da pessoa humana, coíbe a praga da brutalidade no campo, que é sinônimo do espírito antiesportivo e do descontrole de comportamento.

Independentemente da vitória final, vejo esta Copa do Mundo como um fator valioso para o Brasil. Forças latentes surgem. O amor à Pátria, tão importante na vida de um povo, recebe, nesta época, extraordinária contribuição. O entusiasmo por causas sadias, a condenação às manifestações antiéticas, são elementos válidos na promoção de uma antropologia cristã. O conceito de “homem” como imagem de Deus, sob os mais variados aspectos, está presente, embora de maneira velada, nas competições da Copa. Há grandes vantagens, evidentemente. E entre elas, a alegria do povo, as esperanças. Em uma visão cristã, todas podem nos levar a Deus.

“Que o futebol seja cada vez mais um instrumento de educação nos valores da honestidade, da solidariedade, da fraternidade, especialmente entre as jovens gerações” (Bento XVI, Audiência Geral de 9 de janeiro de 2008).

RJ,11/06/2010
Cardeal Eugenio de Araujo Sales - Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

domingo, 13 de junho de 2010

Sacerdotes são operários da civilização do amor, afirma Papa


A conclusão do Ano Sacerdotal esteve no centro da oração mariana do Angelus deste domingo, 13, na Praça São Pedro, que o Papa Bento XVI rezou na presença de milhares de fiéis e turistas que não se deixaram intimidar pelo sol e pelo calor de Roma.

Esta cidade, disse o Papa, viveu jornadas inesquecíveis, com a presença de mais de 15 mil sacerdotes de todas as partes do mundo. "Por isso, hoje desejo dar graças a Deus por todos os benefícios que este Ano trouxe para a Igreja em todo o mundo. Ninguém jamais poderá medi-los, mas certamente estão visíveis e serão ainda mais visíveis os seus frutos."

A conclusão teve um significado ainda mais especial, destacou o Pontífice, pois foi celebrada na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que tradicionalmente é o dia de santificação sacerdotal:

"Com efeito, queridos amigos, o sacerdote é um dom do Coração de Cristo: um dom para a Igreja e para o mundo. Do coração do Filho de Deus, do qual transborda a caridade, brotam todos os bens da Igreja, e de modo particular tem origem a vocação daqueles homens que, conquistados pelo Senhor Jesus, deixam tudo para se dedicar inteiramente a serviço do povo cristão, a exemplo do Bom Pastor."

Os sacerdotes são os primeiros operários da civilização do amor, disse o Papa, mencionando os inúmeros padres, famosos ou não, cuja lembrança permanece indelével nos fiéis. Como aconteceu em Ars, vilarejo da França onde S. João Maria Vianey desempenhou seu ministério. "Não é preciso acrescentar mais palavras ao que foi dito sobre ele nos últimos meses. Mas sua intercessão deve nos acompanhar ainda mais daqui para frente. Que sua oração, que seu 'Ato de amor' que muitas vezes recitamos durante este Ano Sacerdotal, continue a alimentar o nosso colóquio com Deus."

A seguir, citou o padre Jerzy Popiełuszko, sacerdote e mártir, que foi proclamado Beato domingo passado, em Varsóvia, na Polônia.

Ele exercitou o seu generoso e corajoso ministério ao lado das pessoas engajadas pela liberdade, pela defesa da vida e sua dignidade. Bento XVI notou que sua obra a serviço do bem e da verdade era um sinal de contradição para o regime vigente na Polônia na época. Todavia, seu testemunho foi semente de uma nova primavera na Igreja e na sociedade.

"Se olharmos para a história, podemos observar quantas páginas de autêntica renovação espiritual e social foram escritas com a contribuição decisiva de sacerdotes católicos, animados somente pela paixão pelo Evangelho e pelo homem, por sua verdadeira liberdade, religiosa e civil. Quantas iniciativas de promoção humana integral saíram da intuição de um coração sacerdotal!"

O Papa concluiu sua alocução, confiando ao Coração Imaculado de Maria, do qual celebramos ontem a memória litúrgica, todos os sacerdotes do mundo, para que, com a força do Evangelho, continuem a construir em todos os lugares a civilização do amor.

sábado, 12 de junho de 2010

Diocese de Piracicaba celebra seu padroeiro




Neste domingo, celebra-se a festa de Santo Antônio. Em nossa diocese sua comemoração é especial pois é padroeiro da Catedral e da diocese. A pedido do então bispo diocesano Dom Eduardo Koaik, o Papa João Paulo II, através do breve apostólico “Notum est”, em 2 de janeiro de 1988, proclamou “Santo Antônio de Pádua, sacerdote e doutor da Igreja, patrono, junto a Deus, da Diocese de Piracicaba, com todos os direitos e privilégio litúrgicos consequentes.”

Santo Antônio é um dos santos mais populares da Igreja. Sacerdote franciscano, nasceu em Lisboa (Portugal) em 1195 e morreu em Pádua (Itália), com apenas 36 anos, no dia 13 de junho de 1231. O povo de Pádua lhe constrói uma basílica, onde seus restos mortais são colocados em 7 de abril de 1263, ocasião em que constatam que sua língua está intacta.

Como sua fama de santidade era conhecida por todos, assim como os milagres acontecidos por sua intercessão, foi proclamado santo pelo Papa Gregório IX, no dia 30 de maio de 1232, poucos dias antes de completar o primeiro aniversário de sua morte. O Papa Pio XII, em 16 de janeiro de 1946, declarou-o Doutor da Igreja, dando-lhe o título de “Doutor Evangélico”.

COMEMORAÇÃO – Na catedral, igreja-mãe da diocese, uma extensa programação durante o mês de junho homenageia o padroeiro. No dia 13, às 9 horas, celebra-se missa com a presença especial dos frades franciscanos, ao final da qual realiza-se a distribuição dos pães de Santo Antônio. Às 17 horas, procissão e missa solene, presidida pelo bispo diocesano Dom Fernando; em seguida levantamento do mastro do santo e queima de fogos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Milhares de sacerdotes "tingem" São Pedro de branco em histórica cerimônia de conclusão do Ano Sacerdotal



Na ocasião o Santo Padre proclamou São João Maria Vianney, Padroeiro de Todos os Padres do Mundo





O Papa Bento XVI esteve à frente dos 15 mil sacerdotes presentes na Praça São Pedro pela missa de conclusão do Ano Sacerdotal, já considerada a maior concelebração na história da Igreja Católica e realizada na manhã desta sexta-feira. Foi uma cerimônia grandiosa, reunindo um impressionante e inédito número de padres em júbilo pela sua vocação ministerial, um mar branco cobrindo a Praça petrina no dia do Sagrado Coração de Jesus.

Logo no início da homilia da cerimônia, o Papa abordou temas dolorosos para a Igreja, como os casos de abuso cometidos por alguns padres católicos, e declarou "pedir insistentemente perdão a Deus e às pessoas envolvidas". Apesar de o tema dos abusos ter dominado as notícias sobre a Igreja nos últimos meses e ter também estado presente nos discursos e na homilia, a celebração foi visivelmente um ato de festa da fé, do sacerdócio no seu fiel e jubiloso valor, o que foi demonstrado na emoção dos mais de 15 mil sacerdotes.

"Se o Ano Sacerdotal tivesse sido uma glorificação da nossa pessoal prestação humana, teria sido destruído por esses acontecimentos", observa o Papa. "Mas o que ocorreu foi precisamente o oposto: nós crescemos em gratidão pelo dom de Deus (...)"."Justamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, vieram à tona os pecados dos sacerdotes - principalmente o abuso às crianças"O "inimigo" da Igreja, que é o pecado. Diante de todos os presentes o pontífice pediu "insistentemente perdão a Deus e às pessoas envolvidas" e prometeu "fazer todo o possível para que tal abuso não possa nunca mais acontecer".

Bento XVI garantiu que a Igreja irá investir e estar mais atenta à formação dos seminaristas para "avaliar a autenticidade da vocação" e também para acompanhar os sacerdotes "para que o Senhor os proteja e os guarde em situações penosas e nos perigos da vida". O sacerdócio é como uma "pérola preciosa" que requer a coragem e a humildade à Deus, e "o dever de purificação, um dever que nos acompanha em direção ao futuro".

Sobre os valores do sacerdócio, o Papa disse que o "perene fundamento" e "o válido critério, de cada ministério sacerdotal" é o sacerdócio de Jesus. "Deus quer que nós, como sacerdotes, em um pequeno ponto da história, compartilhemos as suas preocupações pelos homens" - recorda aos sacerdotes. Isto diz respeito a "conhecer" o seu rebanho. Mas "conhecer" - explica o pontífice - "não é nunca somente um saber externo assim como se conhece o número de telefone de uma pessoa", "mas ser interiormente próximo ao outro".

Ao fim de sua homilia, o Santo Padre afirmou que "o pastor precisa do bastão contra as feras selvagens que querem atacar" os fiéis e ele mesmo. "Justamente o uso do bastão pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamentos indignos da vida sacerdotal. Bem como não se trata de amor se se deixa proliferar a heresia, o desvio e o esfacelamento da fé, como se nós autonomamente inventássemos a fé", observa o pontífice pedindo a todos os fiéis e aos sacerdotes em particular, para serem "água da vida em um mundo sedento".

Depois da homilia, os sacerdotes renovaram as promessas sacerdotais, como na Quinta-Feira Santa, na Missa crismal.

Ao fim da missa o Papa dirigiu uma saudação a todos os presentes nas línguas próprias de cada grupo: francês, inglês, alemão, português, polonês e italiano. Aos sacerdotes de língua portuguesa disse: "Dou graças a Deus pelo que sois e pelo que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. A exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura d'Ars, perseverai na amizade de Deus e deixai que as vossas mãos e os vossos lábios continuem a ser as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade. Bem hajam!"."

Também em espanhol o Papa manifestou a sua alegria por este extraordinário evento. "Esta celebración se convierta en un vigoroso impulso para seguir viviendo con gozo, humildad y esperanza su sacerdocio, siendo mensajeros audaces del Evangelio, ministros fieles de los Sacramentos y testigos elocuentes de la caridad. Con los sentimientos de Cristo, Buen Pastor, os invito a continuar aspirando cada día a la santidad, sabiendo que no hay mayor felicidad en este mundo que gastar la vida por la gloria de Dios y el bien de las almas."

Foram dispostas duas tribunas no átrio, também outras menores sobre as escadas, seis setores na Praça, todos reservados aos concelebrantes da missa com o Papa na conclusão do Ano Sacerdotal. Outros quatro setores menores foram ocupados pelas religiosas, sacerdotes e fiéis.

Hoje os sacerdotes que trabalham no Vaticano tiveram o dia livre para poder participar na cerimônia. A Praça de São Pedro, assim como ontem à noite, foi dominada pelos sacerdotes de todo o mundo. Antes da missa havia uma intensa atmosfera de preparação como aquela das sacristias das igrejas. Os fiéis aproveitavam a numerosa presença dos sacerdotes para a confissão, para tirar fotos deste histórico evento. Era tocante a alegria dos sacerdotes assim como a de Padre José, um sacerdote brasileiro presente à cerimônia, que declarou estar "muito feliz" de estar lá e celebrar a missa com o Papa.