quarta-feira, 25 de abril de 2012
Bispos emitem nota sobre os 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II
segunda-feira, 23 de abril de 2012
50 anos do Concílio Vaticano II - Bispos Vivos
O Concílio do Vaticano II é considerado o mais importante fato da história recente da Igreja e os bispos brasileiros participaram ativamente dos trabalhos, tanto que as assembleias gerais da CNBB de 1964 e 1965 foram realizadas em Roma por esta mesma razão.
Levantamento feito no início deste ano de 2012 pelo professor Fernando Altemeyer Junior, do departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, oferece dados importantes para se contemplar a participação no Concílio.
São 179 bispos do mundo inteiro que estão vivos e participaram do Concílio, entre eles 10 são brasileiros, sendo que um deles deixou o ministério episcopal. São 9 bispos, portanto, que estiveram ao menos em uma das quatro sessões conciliares:
1. Dom Armando Círio, OSI, arcebispo emérito de Cascavel-PR, nascido em 30/4/1916, atualmente com 95 anos de idade, participou da 1ª. e da 3ª. sessões do Vaticano II.
2. Dom Jaime Luiz Coelho, arcebispo emérito de Maringá-PR, nascido em 26/7/1916, atualmente com 95 anos de idade, participou de todas as quatro sessões 1ª, 2ª, 3ª e 4ª do Vaticano II.
3. Dom Servílio Conti, imc, prelado emérito de Roraima-RR, nascido em 19/10/1916, atualmente com 95 anos de idade, participou da 4ª. sessão do Vaticano II.
4. Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba-PB, nascido em 15/03/1919, atualmente com 92 anos de idade, participou da 1ª., 2ª., 3ª, e da 4ª. sessões do Vaticano II.
5. Dom Eugenio de Araújo Sales, cardeal arcebispo emérito do Rio de Janeiro-RJ, nascido em 08/11/1920, atualmente com 91 de idade, participou da 1ª., 2ª., 3ª, e da 4ª. sessões do Vaticano II.
6. Dom Waldyr Calheiros Novaes, bispo emérito de Barra do Piraí-Volta Redonda-RJ, nascido em 29/7/1923, atualmente com 88 de idade, participou da 3ª. e da 4ª. sessões do Vaticano II.
7. Dom Serafim Fernandes de Araújo, cardeal arcebispo emérito de Belo Horizonte-MG, nascido em 13/08/1924, atualmente com 87 anos de idade, participou da 1ª., 2ª., e da 4ª. sessões do Vaticano II.
8. Dom José Mauro Ramalho Alarcón Santiago, bispo emérito de Iguatu-CE, nascido em 14/05/1925, atualmente com 86 anos de idade, participou da 1ª., 2ª., 3ª. e da 4ª. sessões do Vaticano II.
9. Dom Antonio Ribeiro de Oliveira, arcebispo emérito de Goiânia-GO, nascido em 10/06/1926, atualmente com 85 anos de idade, participou da 4ª. sessão do Vaticano II.
Segundo a pesquisa do professor Altemeyer, atualmente, ou seja, na primeira metade do mês de janeiro de 2012, há 5207 bispos católicos vivos e atuantes em todo o planeta e dentre eles estão aqueles que participaram do Concílio Vaticano II, ocorrido entre 1962 a 1965 em Roma, na Itália.
A primeira sessão se deu entre 11/10/1962 até 8/12/1962: presença de 2448 padres conciliares. Estão vivos 46 bispos presentes nesta sessão, espalhados pelo mundo inteiro.
A segunda sessão foi celebrada de 29/09/1963 até 04/12/1963 com a presença de 2488 padres e destes estão vivos 55 padres.
A terceira sessão transcorreu de 14/9/1964 até 21/11/1964 com a presença de 2468 padres e destes estão vivos 67 padres conciliares.
A quarta sessão ocorreu de 14/09/1965 até 08/12/1965, com a presença de 2625 padres, e destes estão vivos 78 bispos e abades que participaram da última sessão conciliar.
Cardeal dom Odilo destaca frutos do Concílio Vaticano II
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Anúncio do Concílio Vaticano II no Natal de 1961
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Concílio Vaticano II: a Igreja em diálogo com a sociedade moderna

“Veneráveis irmãos e diletos filhos nossos! Pronunciamos diante de vós, tremendo um pouco de comoção, mas juntamente com uma firmeza de propósito, o nome e a proposta da dúplice celebração: Um Sínodo Diocesano para a diocese de Roma e um Concílio Ecumênico para a Igreja Universal” (Papa João XXIII, em 29 de janeiro de 1959 na Basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma). Essa foi a primeira vez que o então Papa João XXIII citou a realização de um novo Concílio, que mais tarde se chamaria Concílio Vaticano II, cuja convocação oficial aconteceu somente em 25 de dezembro de 1961, através da Constituição ApostólicaHumanae Salutis. Menos de um ano depois, em 11 de outubro de 1962 iniciou-se oficialmente o o 21º Concílio Ecumênico que mudaria de uma vez por todas, vários aspectos pastorais da Igreja Católica. No primeiro capítulo do documento de convocação do Concílio, o Papa João XXIII explicou o que o levou a fazer tal convite à Igreja Universal.
“Diante deste duplo espetáculo: um mundo que revela um grave estado de indigência espiritual e a Igreja de Cristo, tão vibrante de vitalidade, nós, desde quando subimos ao supremo pontificado, não obstante nossa indignidade e por um desígnio da Providência, sentimos logo o urgente dever de conclamar os nossos filhos para dar à Igreja a possibilidade de contribuir mais eficazmente na solução dos problemas da idade moderna” (Papa João XXIII na Constituição ApostólicaHumanae Salutis, 1961).
Um concílio que foi preparado em espírito de oração.
Em 1 de julho de 1962, meses antes do início do Concílio, o “Papa bom” como era conhecido João XXIII, convocou a todos, incluindo o clero e o laicato, a intensificar as orações pelo novo concílio que se iniciaria. Através da encíclicaPaenitentiam agere, João XIII fez um convite à oração e à penitência pelo bom êxito do Concílio. Foram solicitadas a todos os fiéis, novenas em honra ao Espírito Santo, além de confissões, comunhão eucarística e a realização de penitências e mortificações. O Concílio que se iniciou através de uma celebração eucarística na Basílica de São Pedro, em 11 de outubro de 1962, reuniu quase 2 mil e 500 cardeais, patriarcas e bispos de todo o mundo.
Papa Paulo VI dá continuidade ao Concílio que "interpretou os sinais dos tempos".
João XXIII não viu a conclusão do Concílio, pois morreu em 3 de junho de 1963. O arcebispo de Milão, Giovanni Batista Montini (Papa Paulo VI) foi eleito três dias depois da morte do idealizador do Concílio e decidiu dar continuidade ao mesmo, algo que sinalizou durante primeiro discurso proferido pelo rádio, onde também retomou os objetivos principais do Vaticano II: definir mais precisamente o conceito de Igreja; a renovação da Igreja Católica; a recomposição da unidade entre todos os cristãos e o diálogo da Igreja com o Mundo Contemporâneo.
“Em principio era um concilio dogmático, mas que teve um grande relevo principalmente na área pastoral, uma vez que o que precisaria ser mudado não era o argumento falado, mas como falar sobre o mesmo argumento que é a mensagem evangélica. Neste ponto, o relacionamento da Igreja, ou até mesmo o diálogo da Igreja com a cultura moderna era pauta do Concílio”, disse o mestre e doutorando em Pastoral Bíblico-catequética da Pontifícia Universidade diocesana de Roma, Padre Anderson Marçal Moreira.
Comemorações dos 50 anos de Vaticano II
Hoje, 11 de outubro, comemoram-se os 49 anos anos de início do Concílio e iniciam-se as comemorações dos 50 anos. Na visão de Padre Anderson Marçal Moreira, o Concílio Vaticano II, que abriu a visão da Igreja para o mundo tem muito ainda ser descoberto e aprofundado. “O Vaticano II, mesmo depois de 50 anos passados, precisa ainda ser entendido, vivido e absorvido na sua totalidade. Muita coisa já foi feita, e absorvida, principalmente pela geração pós-concilio, mas muita coisa ainda precisa ser aprofundada para que a Igreja caminhe, sobre as luzes do Vaticano II rumo a uma nova evangelização”, salientou.
Fonte: Canção Nova
segunda-feira, 9 de maio de 2011
49ª AG: “O Concílio Vaticano II é o acontecimento mais importante da Igreja no Século XX”

A afirmação foi feita pelo arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Antônio Fernando Saburido, ao abordar sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II na coletiva de imprensa desta segunda-feira, 9, na 49ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece em Aparecida (SP) e segue até a próxima sexta-feira, 13.
De acordo com o arcebispo, a Igreja no Brasil já começa a se articular para as comemorações dos 50 anos que terão seu ponto alto em 2012, ano do cinquentenário. “Vamos ter a oportunidade de rever os documentos conciliares que marcaram profundamente a vida da Igreja”, disse dom Fernando sobre as comemorações.
Já foi constituída uma Comissão, encabeçada pelo cardeal arcebispo emérito de Belo Horizonte, dom Serafim Fernandes de Araújo e coordenada pelo arcebispo de Juiz de Fora (MG), dom Gil Antônio Moreira, para estar à frente das iniciativas e propostas para o evento.
Dom Fernando antecipou algumas propostas que já começaram a ser pensadas para comemorar no Brasil a data histórica para a Igreja no mundo. “Nós teremos a celebração de abertura exatamente no dia que o Concílio Vaticano II faz 50 anos: 11 de outubro de 2012 e já temos várias propostas. A primeira deverá acontecer em 2013 quando nós poderemos ter como tema central da 51ª Assembleia Geral da CNBB o Concílio Vaticano II”, disse o arcebispo. Outra proposta, segundo ele, é “uma Campanha da Fraternidade com um tema que aborde o Concílio” e, por último uma Campanha para a Evangelização. “Várias propostas foram feitas para a CNBB, os Regionais e dioceses; cada um poderá fazer muita coisa para aproveitar a riqueza dos documentos conciliares”, completou.
Sobre a aplicabilidade do Concílio Vaticano II na Igreja no Brasil, dom Fernando afirmou que a Igreja já explorou muito os documentos do evento histórico, mas ressaltou que ainda falta muito para se conhecer. Dom Fernando disse ainda que, com as comemorações do cinqüentenário, o Concílio terá mais oportunidade de ser estudado. “Nós temos muito ainda a descobrir dos valores do Concílio Vaticano II apesar dos 50 anos, mas muitas riquezas poderão ser exploradas. Na comemoração dos 50 anos os documentos serão mais explorados através de seminários, promovidos para podermos redescobrir e fazer uma releitura dos documentos conciliares que são de fato surpreendentes”, disse.
O bispo de Jales (SP) e presidente da Cáritas Brasileira, questionado sobre a viabilidade de um outro Concílio, respondeu que “não precisamos fazer outro Concílio, mas recuperar a conciliariedade da Igreja. O Vaticano foi uma grande conquista de partilha, de escuta a todos, de diálogo. Aí existe uma prática que pode avançar muito”.
Nova Evangelização e Missão Continental
O cardeal arcebispo emérito de São Paulo, dom Cláudio Hummes, disse que a Nova Evangelização consiste em lançar sobre Igreja “um novo ardor missionário, novas expressões, novos métodos”. Ele lembrou que o beato João Paulo II escreveu uma carta encíclica sobre as missões e que durante todo o seu pontificado ele sempre voltava no tema da Nova Evangelização que precisava ser inserida urgentemente na Igreja.
Dom Cláudio disse também que a instituição do dicastério para a Nova Evangelização, pelo papa Bento XVI, mostra a grande preocupação da Igreja com a grande evasão de católicos e com a descristianização de modo geral. “A evangelização dos batizados pela Igreja nos países tradicionalmente católicos e cristãos e onde há um processo de descristianização é uma preocupação central a Igreja. Não conseguimos evangelizar suficientemente nossos batizados e por isso eles muitas vezes têm uma fé frágil e despreparada para enfrentar essa cultura e o ativismo de outras crenças e seitas”, frisou o cardeal.
O purpurado comentou processo por que passa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil com suas novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que, segundo ele deverão trazer a Missão Continental para a Igreja ser capaz de ir ao encontro do povo. “Não queremos ir ao encontro do povo como uma forma de luta nem de conflito, nós respeitamos a crença de cada religião, mas nós temos o dever de chegar até o povo, nos aproximar das pessoas o máximo possível. Não apenas esperar que elas venham até nós, mas temos que ir até o povo e levar a pessoa de Jesus Cristo como uma boa notícia para os jovens, as famílias, a sociedade hoje”.
Fonte: CNBB
sábado, 15 de agosto de 2009
Assunção de Nossa Senhora - Bento XVI

sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Cardeal Hummes destaca riqueza inestimável do diaconato permanente


O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, enviou uma carta aos diáconos permanentes de todo o mundo, sublinhando a "inestimável riqueza" deste serviço que foi restabelecido pelo Concílio Vaticano II."A Igreja agradece e reconhece a vossa dedicação e o vosso qualificado trabalho ministerial. Ao mesmo tempo, quer encorajar-vos na estrada da santificação pessoal, da vida de oração e da espiritualidade diaconal”, escreve o Cardeal brasileiro.Em pleno ano sacerdotal, Dom Cláudio pede "um esforço constante para estudar a Palavra e fazê-la sua". "Ao mesmo tempo, a formação intelectual, teológica e pastoral apresenta-se como desafio para toda a vida. Um qualificado e atualizado ministério da Palavra depende muito dessa formação aprofundada", acrescenta.Na carta, Dom Cláudio destaca ainda o reconhecimento da Igreja ao papel de suas famílias. "A Igreja também respeita e admira as esposas e filhos dos diáconos permanentes, e lhes agradece pelo apoio e multiforme colaboração que prestam aos seus esposos e, respectivamente, pais no ministério diaconal”.
terça-feira, 3 de março de 2009
Lefebvrianos reafirmam ao Papa recusa do Vaticano II







O Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Bernard Fellay, negou a disposição de reconhecer o Concílio Vaticano II, como pede a Santa Sé. A Fraternidade que reúne os seguidores de Mons. Lefèbvre não goza de nenhum reconhecimento canônico na Igreja Católica.
Numa entrevista ao jornal “Le Courrier”, de Genebra, D. Fellay, sucessor do fundador da comunidade, respondeu "não” à pergunta sobre se "a Fraternidade está disposta a reconhecer o Concílio Vaticano II".
"O Vaticano reconheceu a necessidade de reuniões para questões procedentes, justamente, do Concílio Vaticano II. Fazer do reconhecimento do Concílio uma condição prévia é pôr o carro à frente dos bois", acrescentou.
D. Fellay falou também da esperança de que a Igreja católica reveja as “aquisições” do Vaticano II, que classificou como “puras perdas”. "Os frutos do Concílio esvaziaram seminários, noviciados e igrejas", insistiu, frisando que “a crença dos fiéis foi desvirtuada”.
Uma nota da Secretaria de Estado do Vaticano, de 4 de Fevereiro passado, precisou que "o pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II e do magistério dos Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI é condição indispensável para o reconhecimento da Fraternidade São Pio X".
No que respeita à liberdade de consciência em religião, ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso, D. Bernard Fellay assinalou na referida entrevista que “existe uma grande confusão nos espíritos a este respeito”.
“No plano religioso, desejamos responder com ardor ao desejo de Nosso Senhor: «Que todos sejam um», a fim de que não haja senão «um só rebanho e um só pastor». Se por ecumenismo se entender a procura deste tão nobre objectivo, nós estamos evidentemente a favor”, disse.
“Se, em contrapartida, se vir aí um caminho que não visa esta unidade fundamental, unidade que passa forçosamente por um olhar de verdade - aquele de que a Igreja Católica se considera ainda hoje a única detentora, em toda a sua integralidade - então aí nós protestamos. De fato, aquilo que atualmente se vê é que o ecumenismo permanece num nível muito superficial de entendimento e de vida em sociedade, mas sem ir ao fundo das coisas", defendeu o Superior Geral da Fraternidade.



