domingo, 30 de agosto de 2009

Papa recorda santa Mônica e destaca o papel da família cristã


Na oração do Ângelus deste domingo o Papa Bento XVI recordou Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, cuja memória litúrgica foi celebrada três dias atrás, em 27 de agosto.
O próprio Santo Agostinho, em sua obra-prima "As Confissões", é quem fala sobre a vida e o caráter de sua mãe, considerada modelo e padroeira das mães cristãs. Desde a mais tenra idade, "no leite materno", Santa Mônica educou Agostinho na religião cristã, cujos princípios lhe permaneceram impressos inclusive nos anos de desvio espiritual e moral.
Todavia, recordou Bento XVI, Mônica nunca deixou de rezar por ele e por sua conversão, que foi durante anos seu único desejo: "É impossível que um filho de muitas lágrimas seja perdido", disse Agostinho à sua mãe.
Santo Agostinho, não somente se converteu, mas decidiu abraçar a vida monástica, e regressando à sua terra natal, a África, fundou uma comunidade de monges. Santa Mônica havia se tornado para seu filho muito mais que uma mãe, mas a fonte do seu Cristianismo, a mulher que "o gerou duas vezes".
Ela faleceu aos 56 anos em 27 de agosto de 387, depois de pedir aos filhos que não se preocupassem com o local da sepultura, mas que a recordassem, onde quer que estivessem, no altar do Senhor.
A história do Cristianismo, afirmou o Papa, é iluminada por inúmeros exemplos de pais santos e de autênticas famílias cristãs, citando os cônjuges Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, beatificados em outubro de 2001 por João Paulo II, concomitantemente com os 20 anos da Exortação Apostólica Familiaris consortio.
"Este documento, além de ilustrar o valor do matrimônio
e as tarefas da família, pede aos esposos um empenho especial no caminho da santidade, extraindo graças e força do Sacramento do matrimônio, que os acompanha durante toda sua existência."
Para Bento XVI, quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, preparam o fértil terreno espiritual onde brotam e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada: "Neste Ano Sacerdotal, oremos para que, por intercessão do Santo Cura D'Ars, as famílias cristãs se tornem pequenas igrejas, em que todas as vocações e todos os carismas possam ser acolhidos e valorizados".
Após a oração do Angelus, o Papa saudou os peregrinos em várias línguas. Em italiano, recordou que na próxima terça-feira, 1º de setembro, se celebra na Itália o "Dia para a Preservação da Criação". "Trata-se de um evento significativo, de relevo inclusive ecumênico, que este ano tem como tema a importância do ar, elemento indispensável para a vida", disse o Papa.
Bento XVI citou então a
Audiência Geral de quarta-feira passada, quanto exortou todos a um maior empenho para a preservação do meio ambiente, "dom de Deus".
"Em especial, encorajo os países industrializados a cooperarem responsavelmente para o futuro do planeta e para que não sejam as populações mais pobres a pagarem o maior preço das mudanças climáticas."

22º Domingo Comum - Ano B


Leituras : 1ª Leitura Dt 4,1-2.6-8 Salmo Responsorial 14(15) 2ª Leitura Tiago 1,17-18.21-22.27 Evangelho Marcos 7,1-8.14-15.21-23

— O Senhor esteja convosco!— Ele está no meio de nós.— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.— Glória a vós, Senhor!Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?”6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 14Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai, todos, e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”. - Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.

sábado, 29 de agosto de 2009

29 de Agosto - Martírio de São João Batista


Com satisfação lembramos a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas:" Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista...De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar." (Mt 11, 11- 14)Filho de Zacarias e Isabel, João era primo de Jesus Cristo, a quem "precedeu" como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito:" Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente..." ( Lc 1, 15)São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte por isso, impelido pela missão profética, denunciou o pecado do governador da Galiléia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades - sua cunhada - e com ela vivia como esposo. Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades (Salomé) encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe:"Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista" ( Mc 6,25)Desta forma, através do martírio, o Santo Precursor deu sua vida e recebeu em recompensa a Vida Eterna reservada àqueles que vivem com amor e fidelidade os mandamentos de Deus.São João Batista...rogai por nós!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Catequistas celebram seu dia



Dentro do Mês Vocacional, o último domingo de agosto é o Dia do Catequista, cuja celebração, neste Ano Catequético, adquire um sentido especial. Em nossa diocese, as comemorações da data realizam-se nas paróquias. E mais de 600 catequistas representam a Diocese de Piracicaba na romaria ao Santuário de Aparecida, promovida pelo Regional Sul-1 da CNBB (que compreende as arquidioceses e dioceses do estado de São Paulo). O evento, que tem como tema “Catequistas com Maria no caminho para o discipulado”, insere-se nas celebrações do Ano Catequético.


SUBLIME MINISTÉRIO – No Dia do Catequista, somos convidados a homenagear aquelas pessoas que, num testemunho de fé e generosidade, dedicam-se ao sublime ministério de transmitir as verdades divinas a crianças, adolescentes e jovens. A missão dos catequistas é das mais importantes dentro da Igreja, que sempre valorizou esse ministério confiado geralmente aos cristãos leigos.“O trabalho dos catequistas, muitas vezes humilde e escondido, mas realizado com zelo inflamado e generoso, é uma forma eminente de apostolado leigo, particularmente importante naquelas partes onde, por diversas razões, as crianças e os jovens não recebem no lar formação religiosa conveniente” – ensinava o Papa João Paulo II. O catequista exerce o serviço da Palavra. Ele fala em nome de Deus e da Igreja. Ele é o comunicador da Boa Nova de Jesus Cristo.

Ser catequista: compromisso de amor

Ao assumir o compromisso de transmitir a Boa Nova de Jesus Cristo, de fazer conhecer e de vivenciar a sua mensagem, o catequista precisa conhecer o processo que torna possível a sua missão.

1º Ensinar: não é apenas repassar informações, mas é um processo que envolve preparação e conhecimento da doutrina, da história da Igreja e da História da Salvação. O processo de ensinar na catequese deverá:* Conduzir o catequizando à descoberta do conhecimento da fé;* Despertar para a oração, promovendo a intimidade com Cristo;* Preparar para a vida em comunidade e orientar para ser presença cristã na sociedade;* Propiciar oportunidades de entender o que é experiência de fé a partir do Evangelho.
2º Aprender: este aprendizado é para ser realizado em grupo, pelo grupo e com o grupo. Esse processo deverá ser gradual. É fazer do conteúdo da catequese elemento essencial e significativo na vida do catequizando para que ele possa:
* Anunciar com clareza (dar a razão de sua fé);* Celebrar (partilhar a sua experiência de fé na comunidade);* Viver (colocar em prática o que aprendeu e fazer experiência de conversão);* Transmitir (iniciar a missão de evangelizar).
3º Sentir: estabelece a relação entre a realidade e as perspectivas apresentadas no Evangelho. Possibilita a intimidade com o Pai e a realização da Profissão de Fé de maneira coerente.
4º Criar: precisamos acreditar para criar condições de divulgar. O criar está ligado à sensibilidade. O olhar atento garante a possibilidade contínua de criar um jeito novo de catequizar e entender os mistérios do Reino.
5º Descobrir: é achar a presença do divino na sua vida, através do diálogo íntimo com Deus, encontrando gratuidade no seu amor e a necessidade de desenvolver os dons, para crescer e amadurecer a sua experiência de comunidade de fé.
6º Experienciar: é a soma das etapas anteriores que culmina na adaptação à vida pessoal.

Ano Catequético


A Igreja no Brasil está realizando o Ano Catequético, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado” e o lema “Nosso coração arde quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o Pão” (cf. Lc 24,13-35). A abertura oficial ocorreu no 2º Domingo da Páscoa, dia 19, e estende-se até a festa de Cristo Rei, no dia 22 de novembro. A celebração do Ano Catequético foi decidida em 2006, na Assembléia Geral da CNBB, que aprovou por unanimidade sua realização neste ano, comemorando os 50 anos do primeiro Ano Catequético, ocorrido em 1959. Caminhadas, congressos, jornadas, renovação da catequese com diversas iniciativas são atividades para celebrar este ano, que terá sua culminância com a 3ª Semana Brasileira de Catequese, de 7 a 11 de outubro.

28 de Agosto - Santo Agostinho - Bispo e Doutor


Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.
Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.
Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.
O seu processo de conversão recebeu um "empurrão" quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: "Toma e lê", e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:"...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo...não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências".
Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de "perder" sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

Santo Agostinho, rogai por nós!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

27 de Agosto - Santa Mônica - Esposa,Mãe e Viúva


Neste dia, celebramos a memória desta grande santa, que nos provou com sua vida que realmente "tudo pode ser mudado pela força da oração." Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã que lhe entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício.Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas". Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: "Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer". Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: "Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade". Santa Mônica, rogai por nós!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Bento XVI diz que natureza é um dom de Deus a ser cultivado


“A natureza é um dom do Criador, que traçou os seus ordenamentos intrínsecos, dos quais o homem há de tirar as devidas orientações para guardar e cultivar”, recordou o Papa Bento XVI nesta quarta-feira, 26, em sua catequese, no pátio da residência de verão em Castel Gandolfo.“Que nós possamos construir juntos um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores da caridade e da verdade, em benefício dos povos de hoje e amanhã”, afirmou o Pontífice.Em sua encíclica Caritas in Veritate, o Papa falou de questões sobre o meio ambiente e sua preservação, recordando ainda a “urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade”, não apenas entre países, mas também entre os indivíduos, uma vez que o ambiente foi dado a todos por Deus e seu uso constitui uma responsabilidade que temos para com os pobres, as gerações futuras e a humanidade inteira.Bento XVI recordou aos governos e a comunidade internacional a sua responsabilidade de conscientizar os cidadãos a forma correta para preservar o meio ambiente.“Os custos econômicos e sociais derivados do uso dos recursos ambientais comuns devem ser reconhecidos de maneira transparente e plenamente suportados por quem deles usufrui e não por outras populações nem pelas gerações futuras. A proteção do ambiente, dos recursos e do clima requer que todos os responsáveis internacionais atuem conjuntamente e se demonstrem prontos a agir de boa fé, no respeito da lei e da solidariedade para com as regiões mais necessitadas da terra”, advertiu o Pontífice.A degradação do meio-ambiente e o escândalo da fome e da miséria humana requerem a transformação imediata do atual modelo de desenvolvimento global.O Papa pediu aos participantes da Cúpula das Nações Unidas para discutirem o assunto de forma corajosa e construtiva.

Saudações aos peregrinos

Como é de costume, após fazer a catequese em italiano, Bento XVI leu um resumo em várias línguas para que todos compreendessem o teor de seu discurso. E deixou a sua saudação em língua portuguesa:“Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos do Coral de Vila Real e de Mogi das Cruzes, desejando que esta visita ao Sucessor de Pedro fortaleça a vossa fé e vos ajude a irradiar o Amor de Deus na própria casa e na sociedade. O Pai do Céu derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençoo”.Em francês, o Papa saudou os peregrinos de Burquina-Fasso, Bélgica e França, o Papa os convidou a agradecer a Deus pelo inestimável dom da Criação, e recordou a nossa responsabilidade de proteger o meio-ambiente e salvaguardar os recursos da Terra e do clima.Ao dar as boas-vindas aos fiéis e turistas de língua inglesa, o Pontífice ofereceu seu apoio aos líderes de governos e agências internacionais que participarão da cúpula da ONU sobre mudanças climáticas, em Copanhagen, em dezembro próximo.Em polonês, Bento XVI cumprimentou os peregrinos pela Solenidade de Nossa Senhora de Częstochowa, de quem a Polônia “recebe, há séculos, ajuda e defesa extraordinários”; e os convidou a perseverarem com Maria, seguindo o exemplo do servo de Deus João Paulo II.Para os italianos, o Papa falou sobre a memória litúrgica de Santa Mônica e Santo Agostinho, que celebraremos nos próximos dias, pedindo que seu exemplo leve os jovens a uma busca sincera e apaixonada pela verdade evangélica, revele aos doentes o valor redentor do sofrimento oferecido a Deus, e sustente os noivos no generoso testemunho da gratuidade do amor de Deus.Dirigindo-se aos fiéis de língua alemã, Bento XVI saudou os jovens coroinhas e estudantes em férias presentes aqui. Inspirando-se justamente no tempo de verão, que “nos dá a oportunidade para admirar a beleza da natureza”, frisou que as questões do meio ambiente estão estritamente relacionadas com o tema do desenvolvimento integral do homem. A responsabilidade da Criação é partilhada; e a Igreja também sente esta obrigação. O homem não é um soberano absoluto sobre a Criação”, reafirmou o Papa.Esta primeira parte do encontro encerrou-se com a oração do Pai Nosso e a benção apostólica. Em seguida o Papa se dirigiu à Sala dos Suíços, onde recebeu um grupo de 2.200 visitantes alemães. Após esta audiência especial, Bento XVI retornou ao balcão da residência onde concedeu outra benção.

Arcebispo de BH é novo membro da Congregação para Doutrina da Fé




O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi nomeado pelo papa Bento XVI membro da Congregação para a Doutrina da Fé. "O ato do papa é uma deferência e demonstração de confiança e reconhecimento para com a Igreja no Brasil, com a CNBB e a Arquidiocese de Belo Horizonte", disse dom Walmor, único brasileiro a integrar a Congregação. Segundo o jornal O Estado de Minas, o comunicado oficial foi feito esta semana pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarciso Bertone.
"Trata-se de uma das congregações mais antigas, remontando aos tempos medievais. Ela tem a tarefa de zelar pela Igreja, a verdade da fé e a fidelidade aos seus princípios. Trabalha com o que a Igreja crê e ensina", declarou o arcebispo ao jornal O Estado de Minas.
"As questões doutrinais dizem respeito ao ensino teológico e à proclamação zelosa da fé. Terei que estudar muito, pesquisar mais ainda para auxiliar o papa, dar pareceres e examinar as matérias que tratam de moral, fé e das relações com um mundo plural", explicou dom Walmor, que ficará cinco anos no cargo. Na CNBB, ele preside há seis anos a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Padres e diáconos realizam assembleia dia 28


A Diocese de Piracicaba está realizando a “Revisão Ampla”. É um processo longo que tem como objetivo obter uma visão concreta da realidade diocesana e encontrar caminhos que tornem mais organizada e eficiente a ação pastoral. Esse processo teve um momento especial nos dias 24 a 26 de outubro do ano passado, quando aconteceu uma assembleia diocesana reunindo padres, diáconos, religiosos e leigos. Agora acontece um segundo momento especial: no dia 28 de agosto, padres e diáconos estarão reunidos, dando continuidade aos trabalhos dessa revisão. Será no centro pastoral da paróquia Bom Jesus, em Rio Claro, com início às 9 horas.A assembleia terá como base um documento elaborado a partir de uma ampla pesquisa realizada nas paróquias, enfocando os temas que denominam as nove comissões criadas: Ministério e vida consagrada; Laicato, vida e família; Animação Missionária; Caridade, Justiça e Paz; Bíblico-catequético; Liturgia; Economia e administração; Cultura, educação e meios de comunicação social, e Movimentos. A partir do diagnóstico obtido com a pesquisa, foram apresentadas propostas para serem realizadas a curto, médio e longo prazos.

OBJETIVO - Tendo como tema “De fiéis batizados a discípulos missionários” e como lema “Diocese de Piracicaba: escuta, segue e anuncia o Cristo”, a Revisão Ampla pretende fazer uma avaliação das “forças e debilidades” da nossa Igreja diocesana, levantando-se seus aspectos positivos e suas fraquezas, numa análise interna da diocese. Também pretende-se detectar as “oportunidades e ameaças” que se enfrentam, numa análise externa. As fragilidades são pontos que podem e devem ser eliminados, enquanto as ameaças – por serem fora da Igreja – não podem ser eliminadas, mas podem ser neutralizadas.Os trabalhos são coordenados pelo Padre Jucimar Bitencourt, coordenador diocesano de pastoral, e conta com a assessoria do missionário leigo Aristides Madureira, que já realizou trabalho semelhante em outras dioceses do Brasil, com excelentes resultados.

HISTÓRICO - No final de 2007, realizou-se um encontro de formação com o tema “Administração paroquial e seus desafios”, tendo como assessor o Aristides Madureira. A partir de então, foi apresentado o projeto de Revisão Ampla, aprovado pelo Conselho Diocesano de Presbíteros. O processo de revisão iniciou-se no ano passado, após encontro do coordenador diocesano de pastoral e dos coordenadores das seis regiões pastorais. Foi constituída uma equipe para organizar e dirigir todo o trabalho, o Secretariado Executivo Diocesano de Revisão Ampla, formado pelo bispo diocesano, pelo coordenador diocesano de pastoral, pelos padres coordenadores das regiões pastorais, pelo coordenador dos diáconos permanentes, por um padre religioso e por três leigas. Essa equipe reuniu-se nos dias 23 e 24 de abril de 2008, sob a coordenação do assessor Aristides Madureira, para elaborar o primeiro instrumento de trabalho. Depois desse encontro, outras reuniões foram realizadas. Ficou decidida a formação das nove comissões envolvendo os diversos setores de atuação na diocese. Reuniões do Secretariado Executivo e das comissões, pesquisas e consultas paroquiais, assembleia realizada em outubro do ano passado, a próxima assembleia dos padres e diáconos são os passos que já foram dados. O próximo será a assembleia dos leigos a ser realizada ainda este ano, em data a ser definida.

24 de Agosto - São Bartolomeu - Apóstolo


Neste dia, festejamos a santidade de vida de São Bartolomeu, apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na Bíblia é citado com o nome de Natanael (que significa dom de Deus). Os três Evangelhos sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Talmay (filho de Talmay em aramaico). Nasceu em Caná da Galileia, naquela pequena aldeia onde Jesus transformou a água em vinho.
Bartolomeu é modelo para quem quer se deixar conduzir pelo Senhor, pois, assim encontramos no Evangelho de São João: "Filipe vai ter com Natanael e lhe diz: 'É Jesus, o filho de José de Nazaré'". Depois de externar sua sinceridade e aproximar-se do Cristo, Bartolomeu ouviu dos lábios do Mestre a sua principal característica: "Eis um verdadeiro israelita no qual não há fingimento" (Jo 1,47).
Pertencente ao número dos doze, São Bartolomeu conviveu com Jesus no tempo da vida pública e pôde contemplar no dia-a-dia o conteúdo de sua própria profissão de fé: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel". Depois da Paixão, glorificação do Verbo e grande derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, conta-nos a Tradição que o apóstolo Bartolomeu teria evangelizado na Índia, passado para a Armênia e, neste local conseguido a conversão do rei Polímio, da esposa e de muitas outras pessoas, isto até deparar-se com invejosos sacerdotes pagãos, os quais martirizaram o santo apóstolo, após o arrancarem a pele, mas não o Céu, pois perseverou até o fim.

São Bartolomeu, rogai por nós!

domingo, 23 de agosto de 2009

É necessário assumir o pensar e o querer de Cristo, diz Papa


Antes da oração do Ângelus, o Papa Bento XVI, neste domingo, 23, recordou aos fiéis e peregrinos, reunidos no pátio interno da residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo, que, desde alguns domingos, a liturgia da Igreja propõe à nossa reflexão o capítulo 6 do Evangelho de João, no qual Jesus se apresenta como o "pão da vida descido do céu", e acrescenta: "quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo" (Jo 6, 51).Ao ouvirem essas palavras, os judeus discutiam calorosamente entre si: "Como esse homem pode nos dar a sua carne a comer?". Jesus lhes respondeu: "Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".O Papa prosseguiu ressaltando que hoje, 21º domingo do tempo comum, meditamos a parte final desse capítulo, no qual o evangelista descreve a reação dos próprios discípulos, escandalizados pelas palavras do Senhor, a ponto de muitos, após tê-lo seguido, exclamarem: "Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?".E a partir daquele momento, "muitos dos seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele". Bento XVI frisou que Jesus, porém, não atenuou as suas afirmações, aliás, se dirigiu diretamente aos Doze dizendo: "Não quereis também vós partir?".Essa pergunta provocativa não é dirigida somente aos ouvintes daquela época, mas alcança os fiéis e os homens de todas as épocas, observou o Papa, acrescentando que também hoje não poucos ficam "escandalizados diante do paradoxo da fé cristã."O ensinamento de Jesus parece 'duro' muito difícil de ser acolhido e de ser colocado em prática. Há então quem rejeita e abandona Cristo. Há quem procura adequar a sua palavra às modas dos tempos, desvirtuando o seu sentido e valor", acrescentou o Pontífice."Não quereis também vós partir?": essa inquietante provocação ressoa em nosso coração e espera de cada um de nós uma resposta pessoal. De fato, Jesus não se contenta com uma pertença superficial e formal, não lhe é suficiente uma primeira e entusiasta adesão. Pelo contrário, é necessário tomar parte para toda a vida "de seu pensar e de seu querer".Bento XVI observou que seguir Jesus enche o coração de alegria e dá sentido pleno à nossa existência, mas comporta dificuldade e renúncias porque muitas vezes se deve andar contra a corrente. O Papa ressaltou que Pedro responde, em nome dos apóstolos, à pergunta de Jesus, dizendo: "Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus"."Também nós podemos, queremos repetir neste momento a resposta de Pedro, conscientes, certamente, da nossa fragilidade humana, mas confiantes na potência do Espírito Santo, que se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus", declarou.Bento XVI recordou que a fé é dom de Deus ao homem e é, ao mesmo tempo, livre e total entrega do homem a Deus. A fé é a dócil escuta da Palavra do Senhor, que é "lâmpada" para os nossos passos e "luz" em nosso caminho (cf. Salmo 119, 105)."Se abrirmos com confiança o coração a Cristo, se nos deixarmos conquistar por Ele, poderemos também nós experimentar, junto ao Santo Cura d'Ars, que a 'nossa única felicidade aqui nesta terra é amar a Deus e saber que Ele nos ama'".

Encontro para a amizade entre os povos
Após a oração mariana, o Papa ressaltou que foi aberta neste domingo, em Rimini, centro-norte da Itália, a 30ª edição do "Encontro para a amizade entre os povos", que este ano tem como tema "O conhecimento é sempre um acontecimento".Ao dirigir uma saudação a todos os participantes do encontro, Bento XVI fez votos de que este seja uma ocasião propícia para compreender que "conhecer não é um ato apenas material, porque, em cada conhecimento e em cada ato de amor, a alma do homem experimenta um "extra" que se assemelha muito a um dom recebido, a uma altura para a qual nos sentimos atraídos" (Carta encíclica Caritas in veritate, nº77).Após saudar, em várias línguas, os diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes e os que acompanhavam a oração mariana pelo rádio e pela televisão, o Santo Padre concedeu a todos a sua bênção apostólica.

21º Domingo Comum - Ano B


Leituras : 1ª Leitura Josué 24,1-2.15-18 Salmo Responsorial 33(34) 2ª Leitura Efésios 5,21-32 Evangelho João 6,60-69

— O Senhor esteja convosco!— Ele está no meio de nós.— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.— Glória a vós, Senhor!Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não crêem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?”68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.- Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.

sábado, 22 de agosto de 2009

22 de Agosto - Nossa Senhora Rainha


Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: "Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar".
Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: "É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher" (Santo Anselmo).
Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: "Maria, a mãe de Jesus" (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: "Salve Rainha" e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam (à Rainha do Céu): "A Jesus por Maria. Não há outro caminho".

Nossa Senhora Rainha...rogai por nós!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

21 de Agosto - São Pio X - Papa e Confessor


Celebramos hoje um Papa que mereceu ser reconhecido por santo, embora na humildade típica das almas abençoadas, José Sarto respondia àqueles que o chamavam de santo: "Não santo, mas Sarto". Nascido em 1835 ao norte da Itália e de família muito simples e religiosa, o pequeno José, com muito esforço e sacrifício conseguiu – com o apoio dos pais – estudar e entrar para o Seminário.
Com sua permanente autodefinição: "um pobre vigário da roça", José Sarto percorreu com simplicidade o caminho que o Espírito Santo traçou da responsabilidade de vigário de uma pequena aldeia até o Papado. Tomando o nome de Pio X, chamava a atenção pela modéstia e pobreza que o possibilitava à vivência da sua ideia-força: "Restaurar todas as coisas em Cristo".
São Pio X foi Papa de 1903 a 1914. Ocupado com a pastoral, São Pio X realizou reformas na liturgia, favoreceu a comunhão diária e a comunhão das crianças, sendo que no campo doutrinal rebateu por amor à Verdade o relativismo moderno. Sorridente, pai e pastor, São Pio X entrou no Céu com 79 anos, deixando para a Igreja o seu testemunho de pobreza, pois conta-se o fato, tomou dinheiro emprestado para comprar as passagens de ida e volta rumo ao conclave que o teria escolhido Papa, pois não acreditava num erro do Espírito Santo.
São Pio X, rogai por nós!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dom Eduardo: 83 anos de vida







No dia 21 de agosto, nosso bispo emérito Dom Eduardo Koaik comemora 83 anos de vida. Ele foi o 3º bispo diocesano e dirigiu nossa diocese por mais de 22 anos, tendo realizado um profícuo trabalho pastoral e social. Em janeiro deste ano, celebrou 35 anos de ministério episciopal.Dom Eduardo nasceu em Manaus, filho de Miled José Koaik e Helena Elias Koaik. Com cinco anos de casamento, a mãe ficou viúva e partiu com os três filhos de Manaus para o Rio de Janeiro, residindo no centro da cidade, na rua dos Inválidos. Foi na escola “Arthur Fernandes”, no Bairro das Laranjeiras, que o menino Eduardo fez o primário. Com onze anos, ingressou no Seminário Arquidiocesano do Rio de Janeiro, onde cursou os antigos cursos ginasial e colegial. Terminado o curso de Filosofia, foi para Roma, onde cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Em Roma, foi ordenado sacerdote no dia 8 de abril de 1950.


BISPO - O Papa Paulo VI nomeou-o bispo de Noba e bispo auxiliar do Rio de Janeiro no dia 22 de outubro de 1973. Foi ordenado bispo pelo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo do Rio de Janeiro, no dia 6 de janeiro de 1974. Foi transferido para Piracicaba pelo Papa João Paulo II, em 7 de dezembro de 1979, tomando posse como Coadjutor com direito à sucessão de Dom Aníger Francisco de Maria Melilo e Administrador Apostólico “Sede Plena" no dia 28 de fevereiro de 1980. A partir de 11 de janeiro de 1984, com a renúncia de Dom Aníger, tornou-se o 3o. bispo diocesano de Piracicaba.


MINISTÉRIO NA DIOCESE - Tendo como lema episcopal “Construir na Caridade”, Dom Eduardo administrou a Diocese de Piracicaba por mais de 22 anos. Construiu os seminários teológico, filosófico e propedêutico, ordenou 34 padres diocesanos e 33 diáconos permanentes. Criou 17 novas paróquias, 5 quase-paróquias e dois santuários marianos. Para a formação do laicato, criou a Escola de Teologia para Leigos e a Escola de Catequese, que depois se tornou a Escola para Formação de Agentes. Em maio de 1.980 lançou o Boletim Informativo, órgão de comunicação da diocese. Introduziu na diocese as assembleias diocesanas, tendo presidido a 9 assembleias de planejamento e 9 temáticas. Como dimensão missionária especial da diocese, implantou, a partir de 1981, o projeto Igreja-irmã com a Prelazia de Coxim (hoje diocese). De 11 a 17 de junho de 2001, promoveu o 2º Congresso Eucarístico da diocese.Desenvolveu as pastorais sociais, tendo criado diversos projetos e organismos. Em 25 de janeiro de 1988, criou a PASCA - Pastoral do Serviço da Caridade, com o objetivo de dar personalidade jurídica e administrar todos os projetos e trabalhos sociais da diocese.


BISPO EMÉRITO - No dia 15 de maio de 2002, a Santa Sé aceitou sua renúncia (por ter completado 75 anos), tornando-se bispo emérito, mas continuou governando a diocese como Administrador Apostólico até a posse de seu sucessor em 5 julho. Terminado seu ministério à frente da diocese, continua residindo em Piracicaba, prestando sua valiosa colaboração. Como bispo emérito, ordenou mais três sacerdotes diocesanos.


A Diocese de Piracicaba deseja a Dom Eduardo muitas Felicidades e que continue muitos anos em nosso meio. Parabéns D. Eduardo.

20 de Agosto - São Bernardo - Abade e Doutor


Com muita alegria celebramos a santidade do abade e doutor da Igreja: São Bernardo. Nascido no Castelo de Fontaine em 1904, perto de Dijon (França), pertencia a uma família nobre, a qual se assustou com sua decisão radical de seguir Jesus como monge cisterciense. São Bernardo é considerado pela Família Cisterciense um segundo fundador, pois atraía a tantos para a Ordem, que as mães e esposas afastavam os filhos e maridos do santo; tamanho era real o poder de atração de Bernardo que todos os irmãos, primos e amigos o seguiram. Homem de oração, destacou-se como pregador, prior, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de Papas, Reis, Bispos e também polemista, político e pacificador.Aconteceu que São Bernardo, mesmo sendo contemplativo, entrou no concreto da realidade da sua época, a ponto de participar de várias polêmicas internas e externas da Igreja da época.No ano de 1115, o seu abade Estevão mandou-o com doze companheiros fundar, no Vale do Absíntio, aquilo a que São Bernardo chamou Vale Claro (Claraval). Do Mosteiro de Claraval, o santo irradiava a luz do Cristianismo, isto também pelos escritos, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos; a invocação é fruto de sua profunda e sólida devoção a Nossa Senhora: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria". Pela Mãe do Céu, foi acolhido na eternidade em 1153. Escreveu numerosas obras, milhares de cartas, mais de 300 sermões; interveio em todas as disputas doutrinais, em todas as grandes questões religiosas e seculares da época. Por ordem de tempo, considera-se o último dos Padres da Igreja. Um seu editor, falecido em 1707, Mabillon, escreveu sobre ele: "É o último dos Padres mas iguala os maiores".São Bernardo, rogai por nós!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Papa pede empenho na formação dos padres nos seminários


Na Catequese desta quarta-feira, 19, em Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI destacou São João Eudes, de quem a liturgia celebra hoje a memória, como mais um modelo de santidade sacerdotal. "O caminho de santidade seguido e proposto por ele a seus discípulos tinha como fundamento uma sólida confiança no amor revelado por Deus à humanidade, no coração sacerdotal de Cristo e no coração materno de Maria".O Santo Padre pediu um renovado empenho na formação dos padres nos seminários. "É este o autêntico ponto de partida e também o ponto focal para uma nova evangelização que não seja apenas um slogan atraente", explicou. Nesse contexto, o Papa citou a exortação apostólica "Pastores dabo vobis" assinada em 1992 por João Paulo II para recolher quanto emergira do Sínodo dedicado à "Formação dos Sacerdotes nas circunstâncias atuais". Sao João Eudes foi padre, doutor e apóstolo do culto litúrgico dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, e fundador de uma congregação religiosa destinada à formação do clero diocesano, que viveu em anos difíceis nos quais a guerra dos 30 anos ia devastando as almas e a crise da Reforma era crise da formação para o sacerdócio. O Concílio de Trento emanara as normas para os seminários, mas a aplicação tardava tanto na Alemanha como na França e o zelo apostólico deste sacerdote levou-o a responder ao problema da inadequação do clero fundando uma congregação dedicada à formação e empenhando-se na difusão da devoção ao coração sacerdotal de Cristo e ao coração materno de Maria. Pio XI proclamou santos o Cura d’Ars e João Eudes que experimentaram na vida a verdade do Evangelho que pede que Cristo seja anunciado mas antes ainda que se esteja com Ele, acrescentou Bento XVI.O Santo Padre convidou todos a rezarem pelos padres de nossos tempos; para que, seguindo o exemplo de São João Eudes, sejam também testemunhas ardentes deste amor, seja em suas vidas, como no ministério.Ao final da Catequese o Papa Bento XVI saudou os peregrinos em vários idiomas. Em língua portuguesa, proferiu as seguintes palavras:"Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos de Mirandela e de São Paulo, agradeço a vossa presença com votos de que este encontro com o Sucessor de Pedro revigore, em todos vós, o fervor espiritual para assim testemunhardes, com as vossas vidas, a Mensagem Salvadora de Jesus Cristo. Sobre cada um de vós e vossas famílias desça a minha Bênção".

domingo, 16 de agosto de 2009

Paróquia São Joaquim 73 Anos Evangelizando Santa Gertrudes-SP

Matriz de São Joaquim

Capela São José

Capela Santa Catarina

Capela São Joaquim

Festa do Padroeiro, 1936



Hoje 16 de agosto é uma data muito especial para a Paróquia São Joaquim, pois completa 73 anos de Criação e Instalação e também para a cidade de Santa Gertrudes, pois completa 61 anos de Emancipação Político – Administrativa.
A história de nossa Paróquia e cidade inicia-se no inicio do século XX, quando os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, árabes, japoneses, alemães, entre tantos outros de diversas nacionalidades começaram a trabalhar na Fazenda Santa Gertrudes, de propriedade do Conde de Prates, algumas famílias começaram a abandonar os serviços na Fazenda e a vir para Gramado, pois já tinha a Estação Santa Gertrudes nessa localidade.
A primeira família a vir para Gramado (hoje Santa Gertrudes) foi a família Rocha, tendo como patriarca o Sr. Joaquim Raphael da Rocha, com a família Rocha vieram famílias tradicionais também: Pagnoca, Jacomini , Paraluppi , Vitte, Fillier, Carandina, Mofato, Belloto, Girotto, Buschinelli, Scatolin, Baioco, Beraldo, Tonon, Buoro, Bocato, Basteli, Gasparini,Barel, Seneme, Milani, Pim, Garcia, Ribeirão, entre tantas outras.Com a vinda dessas famílias Santa Gertrudes iniciava também os comércios, com os padeiros, barbeiros, marceneiros, carpinteiros, entre tantos outros. O Sr. Joaquim Rocha vendo a necessidade do povo dou um terreno á Cúria para a construção de uma Igreja, foi iniciada sua construção e ficando sob o Patronato de São Joaquim, em homenagem ao Sr. Joaquim, iniciou-se assim a história da Paróquia São Joaquim.
Com o passar dos anos , a vila foi crescendo , tornando-se Distrito de Paz de Santa Gertrudes, pertencente á cidade de Rio Claro.
Em 16 de agosto de 1936, D. Francisco de Campos Barreto, na época Bispo de Campinas, cria a Paróquia Nossa Senhora das Dores, por ser grande devoto deste título de Nossa Senhora, ele pensava que São Joaquim como nome da Paróquia não iria dar certo, mas na verdade o que não deu certo foi Paróquia Nossa Senhora das Dores, mas continuava sob o Patronato de São Joaquim. Com a criação da Paróquia inicia- se a construção da Casa Paroquial.
Em 1948, Santa Gertrudes consegue sua Emancipação Político – Administrativa, tornando-se município independente, fixando seu aniversário em 16 de agosto para homenagear a Paróquia, era pároco nessa data o Padre Alfredo Fonseca Rodrigues.
Os anos vão passando e a cidade crescendo, em meados de 1960 o Sr. Carlos Buschinelli doa terreno para a construção de uma Igreja maior, inicia-se então a construção da Matriz de São Joaquim, entre 1966 a 1969, estava pronta a Igreja Matriz, sendo pároco na época o Padre Guerino Vollani.
Depois vêm vários outros párocos, em 1985, Padre Rubens Marin, pároco na época, vendo a necessidade do povo inicia-se a construção do Salão Paroquial São Joaquim e das Salas de Catequese São Tarcísio. Nessa época também são doados os terrenos para a construção da Capela São José e da Capela Santa Catarina, a São José é terminada e já recebe celebrações a Santa Catarina ainda fica em construção. Em 1991, Padre José Eduardo Sesso torna-se pároco, e em 1996 nos 60 anos da Criação e Instalação da Paróquia juntamente com D. Eduardo Koaik, então Bispo Diocesano de Piracicaba, transfere o nome da Paróquia, de Paróquia Nossa Senhora das Dores, para Paróquia São Joaquim, após isso se inicia a construção da Nova Casa Paroquial. Em 2001 assume a Paróquia, o Padre João Carlos da Cunha, que vendo as necessidades da Paróquia reforma a Capela São Joaquim, reforma a Capela São José e conclui a Capela Santa Catarina. Pede também ao Dr. João Carlos Vitte, Prefeito Municipal na data de que o feriado de São Joaquim seja fixado no dia certo em 26 de julho, transferindo- o de 8 de dezembro, com isso Santa Gertrudes tem 2 feriados : em 26 de julho seu Padroeiro São Joaquim e em 16 de agosto seu aniversario. Padre João também depois inicia a Reforma da Matriz. Em 2008, Padre João recebe o título de “Cidadão Gertrudense” pelos seus feitos á cidade e a Paróquia. Nossa Paróquia é simples e humilde, mas se torna grandiosa pela sua acolhida, pelos seus paroquianos. Que nesses 73 anos Deus abençoe a todos os padres que aqui trabalharam como párocos, os que aqui fizeram pastoral, como seminaristas, os diáconos que por aqui passaram, tanto os transitórios como os permanentes, e claro pelos padres e bispo que Santa Gertrudes entregou á Igreja.
Acabo este artigo, colocando o refrão do Hino de Santa Gertrudes:
“Nossa Terá Ó Santa Gertrudes,
Te Abençoa e Conduz São Joaquim !
Vem do Antigo “Gramado” Virtudes,
Que Te Envolvem num Brilho Sem Fim! “

Digo também, são 73 anos Evangelizando Santa Gertrudes e 61 anos sob o Patronato de São Joaquim.
Parabéns Paróquia São Joaquim pelos seus 73 anos e Parabéns Santa Gertrudes pelos seus 61 anos.
São Joaquim e Santa Gertrudes, rogai por nós!

Papa afirma que pela Eucaristia o homem participa da divindade


O Papa Bento XVI rezou, neste domingo,16, a oração mariana do Ângelus com os fiéis e peregrinos presentes no pátio da Residência Apostólica de Castel Gandolfo. No seu discurso antes da oração, o Santo Padre recordou que, neste sábado, 15, em diversos países, foi celebrada a grande festa da Assunção de Nossa Senhora ao céu, e que no Evangelho deste domingo lemos as palavras de Jesus: “Eu sou o pão vivo, descido do céu” (Jo 6,51).“Não podemos ficar indiferentes a essa correspondência, que roda ao redor do símbolo do “céu”: Maria foi elevada ao lugar de onde o seu Filho tinha descido”, disse Bento XVI.O Santo Padre continuou refletindo que “Jesus se apresenta como o 'pão vivo', isto é, o alimento que contém a vida de Deus e é capaz de comunicá-la a quem Dele come. Ele diz: 'Se alguém come deste pão viverá eternamente e o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo'”. A seguir, Bento XVI pergunta: "de quem o Filho de Deus recebeu a sua carne, a sua humanidade concreta e terrena?".“Ele recebeu da Virgem Maria. Deus recebeu dela o corpo humano para entrar na nossa condição mortal. Por sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi elevado ao céu por Deus e entrou na condição celeste. É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, em certo sentido, tem também necessidade de Maria para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais"."Caros irmãos e irmãs o que se verificou em Maria, vale também para cada homem e cada mulher. A cada um de nós Deus pede para acolhê-Lo, de colocar a disposição o nosso coração e o nosso corpo, a nossa inteira existência, para que Ele possa habitar no mundo”, acrescentou o Papa.O Santo Padre também afirma que o convite também é para hoje de nos unirmos a Ele no sacramento da Eucaristia, "para formar junto com a Igreja, Pão repartido para a vida do mundo".“E se nós dizemos sim, como Maria, na mesma medida desse nosso sim, ocorre também para nós e em nós aquele misterioso intercâmbio: somos admitidos na divindade Daquele que assumiu a nossa humanidade”.“A Eucaristia é o meio, o instrumento deste recíproco transformar-se, que tem sempre Deus como fim e como ator principal. Ele é a Cabeça e nós os membros, Ele é a Videira, nós os ramos. Quem come deste Pão e vive em comunhão com Jesus, deixando-se transformar por Ele e Nele, é salvo da morte eterna: morre como todos, participando também do mistério da paixão e da cruz de Cristo, mas não é mais escravo da morte, e ressuscitará no último dia, para desfrutar da festa eterna com Maria e com todos os Santos”, continuou Bento XVI.Ao concluir, o Santo Padre afirmou que “este mistério de vida eterna começa já aqui: é mistério de fé, de esperança e de amor, que se celebra na liturgia, especialmente eucarística, e se exprime na comunhão fraterna e no serviço ao próximo. Rezemos à Virgem Santa, a fim de que nos ajude a nutrirmos sempre com fé do Pão da vida eterna para experimentar já na terra a alegria do Céu”.

Saudação em português

Antes de se despedir dos presentes em Castel Gandolfo, Bento XVI saudou os diversos grupos de fiéis em suas respectivas línguas, inclusive em português:“Saúdo os jovens brasileiros da Comunidade Missionária Villareggia e demais peregrinos de língua portuguesa que quiseram participar neste momento diário de louvor e gratidão ao Verbo divino, que Se fez homem no seio da Virgem Maria para ficar conosco todos os dias, até ao fim do mundo. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo!”. Falando em francês, o Santo Padre fez uma particular saudação a um grupo de jovens africanos e um apelo à solidariedade em prol de todas aquelas pessoas que se encontram materialmente ou espiritualmente em dificuldade.

16 de Agosto - Assunção de Nossa Senhora



Leituras: 1ª Apocalipse 11,19;12,1.3-6.10 Salmo Responsorial 44(45) 2ª Leitura 1Coríntios 15,20-27 Evangelho Lucas 1,39-56

— O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós!— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.— Glória a vós, Senhor!Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.- Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.

sábado, 15 de agosto de 2009

Assunção de Nossa Senhora - Bento XVI


A Igreja celebra a Assunção da Virgem Maria de corpo e alma ao Céu. Trata-se de uma festa antiga, que tem o seu fundamento último na Sagrada Escritura: de fato, ela apresenta a Virgem Maria estreitamente unida ao seu Filho divino e sempre solidária com Ele. Mãe e Filho mostram-se estreitamente associados na luta contra o inimigo infernal até à plena vitória sobre ele.Esta vitória expressa-se, em particular, na superação do pecado e da morte, isto é, em vencer aqueles inimigos que São Paulo apresenta sempre em conjunto (cf. Rm 5, 12.15-21; 1 Cor 15, 21-26). Por isso, como a ressurreição gloriosa de Cristo foi o sinal definitivo desta vitória, também a glorificação de Maria no seu corpo virginal constitui a confirmação final da sua plena solidariedade com o Filho tanto na luta quanto na vitória. Deste profundo significado teológico do mistério fez-se intérprete o Servo de Deus o Papa Pio XII ao pronunciar, a 1º de novembro de 1950, a solene definição dogmática deste privilégio mariano. Ele declarava: "Deste modo a venerável Mãe de Deus, arcanamente unida a Jesus Cristo desde toda a eternidade com o mesmo decreto de predestinação, imaculada na sua concepção, virgem ilibada na sua divina maternidade, generosa sócia do Divino Redentor, que alcançou um triunfo pleno sobre o pecado e sobre as suas consequências, no final, como supremo coroamento dos seus privilégios, pôde ser preservada da corrupção do sepulcro e, tendo vencido a morte, como já o fez seu Filho, ser elevada em alma e corpo à glória do Céu, onde resplandece Rainha à direita do seu Filho, Rei imortal dos séculos." (Constituição Munificentissimus Deus, 768-769). Na Bíblia, a última referência à sua vida terrena encontra-se no início do livro dos Atos dos Apóstolos, que apresenta Maria reunida em oração com os discípulos no Cenáculo, à espera do Espírito Santo (cf. At 1, 14). Sucessivamente, uma dúplice tradição em Jerusalém e em Éfeso dá testemunho da sua "dormição", como dizem os Orientais, ou seja, o fato de que Ela "adormeceu" em Deus. Foi este o acontecimento que precedeu a sua passagem da terra para o Céu, confessada pela fé ininterrupta da Igreja. Por exemplo no século VIII, João Damasceno, grande Doutor da Igreja Oriental, estabelecendo uma relação direta entre a "dormição" de Maria e a morte de Jesus, afirma de maneira explícita a verdade da sua assunção corpórea. Numa célebre homilia, ele escreve: "Era necessário que aquela que trouxera no seu ventre o Criador quando era criança, habitasse com Ele nos tabernáculos do Céu". Como se sabe, esta firme convicção da Igreja encontrou a sua coroação na definição dogmática da Assunção, pronunciada pelo meu venerado predecessor Pio XII, no ano de 1950. Como ensina o Concílio Vaticano II, Maria Santíssima deve ser inserida sempre no mistério de Cristo e da Igreja. Nesta perspectiva, "do mesmo modo que a Mãe de Jesus, já glorificada no Céu de corpo e alma, é imagem e primícia da Igreja, que há de atingir a sua perfeição no século futuro, assim também já agora na terra, enquanto não chega o dia do Senhor, Ela brilha como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do Povo de Deus peregrino" (Constituição Lumen gentium, 68). Do Paraíso, Nossa Senhora continua a velar sempre, especialmente nas horas difíceis da prova, sobre os seus filhos, que o próprio Jesus lhe confiou antes de morrer na cruz. Quantos testemunhos desta sua solicitude materna podem ser encontrados, quando se visitam os Santuários a Ela dedicados! Queridos irmãos e irmãs, elevada ao céu, Maria não se afastou de nós, mas permanece ainda mais próxima e a sua luz projeta-se sobre a nossa vida e sobre a história da humanidade inteira. Atraídos pelo esplendor celeste da Mãe do Redentor, recorramos com confiança àquela que do alto nos guarda e nos protege. Todos temos necessidade da sua ajuda e do seu conforto para enfrentar as provas e os desafios de cada dia; precisamos senti-la como mãe e irmã nas situações concretas da nossa existência. E, para poder partilhar um dia também para sempre o seu mesmo destino, imitemo-la agora no dócil seguimento de Cristo e no generoso serviço aos irmãos. Este é o único modo para saborear, já na nossa peregrinação terrena, a alegria e a paz que vive em plenitude quem alcança a meta imortal do Paraíso.Maria elevada ao Céu indica-nos a meta derradeira da nossa peregrinação terrena. Recorda-nos que todo o nosso ser – espírito, alma e corpo – está destinado à plenitude da vida; que quem vive e morre no amor a Deus e ao próximo será transfigurado à imagem do corpo glorioso de Cristo ressuscitado; que o Senhor derruba os soberbos e eleva os humildes. É isto que Nossa Senhora proclama eternamente mediante o mistério da sua assunção. Que tu sejas sempre louvada, ó Virgem Maria! Intercede por nós junto ao Senhor!

" O homem foi criado para o céu", diz Papa



O Papa Bento XVI neste sábado, 15, confiou “os sacerdotes do mundo inteiro” à proteção de Maria elevada aos céus, dedicando-lhes o Ângelus na Solenidade de Nossa Senhora da Assunção, rezado no pátio interno da residência Apostólica de Castel Gandolfo.“No coração do mês de agosto, tempo de férias para muitas famílias, e também para mim, a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta é uma ocasião privilegiada para meditar sobre o sentido da existência humana, ajudados pela celebração litúrgica de hoje, que nos convida a viver neste mundo sempre orientados aos bens eternos, para compartilhar a mesma glória de Maria, nossa Mãe”, disse o Papa.O Pontífice convidou todos os fiéis a “dirigirem o olhar” para Maria, Estrela da Esperança que ilumina o nosso caminho, mas, em particular, os sacerdotes foram convidados a “reavivar o amor e a veneração por Nossa Senhora”, a seguirem os ensinamentos de São João Maria Vianney, o Cura d' Ars, capaz de profundos ensinamentos, ressaltou Bento XVI.Bento XVI citou algumas frases de São João Maria Vianney, entre as quais uma se refere à Assunção de Maria: “O homem foi criado para o céu. O demônio quebrou a escada que o conduzia. Nosso Senhor, com a sua Paixão, construiu outra escada. A Santíssima Virgem está do outro lado da escada e a mantém com as duas mãos”.“Transparece dessas expressões o zelo do sacerdote, que, movido pelo desejo apostólico, alegra-se ao falar de Maria aos fiéis, e não se cansa jamais de fazê-lo. ” São João Maria Vianney consagrou várias vezes a sua paróquia a Nossa Senhora, recomendando especialmente às mães que fizessem o mesmo todas as manhãs com os seus filhos”, falou o Pontífice.Em seguida o Papa rezou a oração mariana do Ângelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica. Antes de concluir o encontro em Castel Ganfolfo, Bento XVI saudou os diversos grupos de fiéis presentes em suas respectivas línguas, entre as quais no português.“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, a quem agradeço a presença e a união na oração do Ângelus, neste dia de Nossa Senhora da Assunção. Ela nos aponta a meta do Céu e nos ensina que o destino do homem não se esgota no tempo, mas se completa na Vida Eterna, junto de Deus. Que esta mensagem encha os vossos corações de alegria e de esperança que vos desejo com a minha Bênção Apostólica.”

Maria é a estrela que nos guia em direção a Jesus, diz Bento XVI





O Papa Bento XVI deixou na manhã deste sábado, 15, a residência Apostólica de Castel Gandolfo e a pé se dirigiu até a Igreja de São Tomás de Villanova, para presidir a Missa da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, que é celebrada aqui no Brasil neste domingo, 16. Acompanharam o Pontífice na sua caminhada, seu irmão Georg Ratzinger e o Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone. Quando chegou à porta da igreja, o Papa saudou os fiéis erguendo os braços, mostrando assim o pulso direito ainda engessado.
Em sua homilia, Bento XVI recordou que a solenidade coroa o ciclo das grandes celebrações litúrgicas nas quais somos chamados a contemplar o papel da Bem-aventurada Virgem Maria na história da salvação. De fato, disse o Santo Padre, a Imaculada Conceição, a Anunciação, a Divina Maternidade e a Assunção são etapas fundamentais, intimamente ligadas entre si, através das quais a Igreja exalta e canta o glorioso destino da Mãe de Deus, também podemos ler a nossa história. A fé, continuou o Sumo Pontífice, é uma viagem em um “mar muitas vezes tempestuoso” que não deve se interromper nem mesmo “no momento da escuridão”, mas deve, ao contrário, proceder com uma “sagrada pressa” para aderir ao projeto divino, enquanto “nada mais deve criar pressa na nossa vida”.
Recordando um episódio da vida de Maria, a sua visita a Isabel após a anunciação, o Papa sublinhou que após ouvir o chamado divino, Nossa Senhora “percorre uma nova estrada e inicia imediatamente o caminho fora da própria casa, deixando-se conduzir somente por Deus”. “A graça do Espírito Santo, não admite lentidão”, disse o Papa. A partir daquele momento Maria, seguindo Jesus “na sua vida oculta e pública, até aos pés da cruz, vive a sua constante subida a Deus, aderindo ao seu projeto também no momento da escuridão”.
“Maria se abandona totalmente ao Senhor, tornando-se paradigma da fé e da Igreja”. “Toda a vida é uma subida, é meditação, obediência, confiança e esperança mesmo nos momentos de escuridão. Toda a vida é essa sagrada pressa que faz com que Deus seja a prioridade”, disse Bento XVI.
“O seguimento de Jesus é um caminho com uma meta bem precisa: a vitória definitiva sobre o pecado e sobre a morte”, realizada com a Ressurreição. Uma Ressurreição “para nós incompleta”, mas para Maria realizada antes do tempo “porque em todos os momentos de sua vida acolheu a palavra de Deus”.
Ao concluir o Sumo Pontífice declarou que, “elevada aos céus, Nossa Senhora, nos atrai e nos acompanha”, recordando o caminho da Igreja rumo à esta meta, mas também o caminho do homem sobre a terra, “um caminho que se realiza constantemente na luta entre o dragão e a mulher, o mal e o bem”. “Uma viagem em um mar muitas vezes tempestuoso”, no qual Maria aparece como “uma estrela que nos guia em direção do seu filho Jesus, sol que surgiu das trevas da história para dar aos homens a esperança da vitória sobre o mal e sobre a morte”. E por isso, Nossa Senhora “é um sinal de consolação e de segura esperança”.

Dogma da Assunção

Nesta festa, celebramos a Assunção da Mãe de Jesus elevada aos céus de corpo e alma. Em 1950, o Papa Pio XII proclamou o dogma da Assunção de Maria ao céu, quarto e último dos dogmas dedicados pelos Papas à Virgem Maria na história da Igreja; o dogma da Perpétua Virgindade de Maria, Maria Mãe de Deus e Imaculada Conceição de Maria.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Cardeal Hummes destaca riqueza inestimável do diaconato permanente




O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, enviou uma carta aos diáconos permanentes de todo o mundo, sublinhando a "inestimável riqueza" deste serviço que foi restabelecido pelo Concílio Vaticano II."A Igreja agradece e reconhece a vossa dedicação e o vosso qualificado trabalho ministerial. Ao mesmo tempo, quer encorajar-vos na estrada da santificação pessoal, da vida de oração e da espiritualidade diaconal”, escreve o Cardeal brasileiro.Em pleno ano sacerdotal, Dom Cláudio pede "um esforço constante para estudar a Palavra e fazê-la sua". "Ao mesmo tempo, a formação intelectual, teológica e pastoral apresenta-se como desafio para toda a vida. Um qualificado e atualizado ministério da Palavra depende muito dessa formação aprofundada", acrescenta.Na carta, Dom Cláudio destaca ainda o reconhecimento da Igreja ao papel de suas famílias. "A Igreja também respeita e admira as esposas e filhos dos diáconos permanentes, e lhes agradece pelo apoio e multiforme colaboração que prestam aos seus esposos e, respectivamente, pais no ministério diaconal”.

Diaconato

Na Igreja Católica, o diaconato permanente é aberto aos homens casados. Um homem solteiro, porém, uma vez ordenado diácono não pode mais casar-se. O diácono pode administrar alguns sacramentos, como o batismo e o matrimônio, presidir funerais e conceder bênçãos. Nas Missas ele, geralmente, proclama a leitura do Evangelho. O papel e o número de diáconos permanentes têm aumentado muito nas últimas décadas. Sua importância é sempre maior para a Igreja Católica. "Quando os bispos veem à Congregação para o Clero, comentam muito o tema do diaconato, estão muito contentes por vocês, e cheios de esperança. Isso nos faz muito feliz", escreve Dom Cláudio.Em sua carta, o cardeal recorda também que as características próprias do trabalho do diácono são ajudar e estar perto dos pobres: "Os diáconos se identificam especialmente com a caridade. Os pobres constituem um de seus ambientes cotidianos e objeto de sua incansável solicitude. Não se compreenderia um Diácono que não se envolvesse pessoalmente na caridade e na solidariedade para com os pobres, que hoje de novo se multiplicam"."Com efeito, devemos amar os pobres de maneira preferencial, como o fez Jesus Cristo. Ser solidários com eles. Procurar construir uma sociedade justa, fraterna e pacífica. A recente carta encíclica de Bento XVI, Caritas in veritate (Caridade na verdade), seja nosso guia", concluiu. O diaconato é o grau inferior do Sacramento da Ordem e os diáconos permanentes não são ordenados em função do sacerdócio.

14 de Agosto - São Maximiliano Maria Kolbe - Presbítero e Mártir


Celebramos a santidade de vida daquele que enriqueceu o mundo e a Igreja ao tornar-se apóstolo pela imprensa, cavaleiro da Imaculada Virgem Maria e mártir da caridade. Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria.
Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado 'Milícia da Imaculada'. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.
Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:
"Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!". Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: "Sou um Padre Católico".
A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971.
São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Papa explica predileção de Nossa Senhora pelos sacerdotes


O Papa Bento XVI recordou a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora celebrada em toda a Igreja no próximo sábado, 15. Aqui no Brasil, a data é celebrada liturgicamente no domingo. O Pontífice falou sobre a relação que existe entre Maria e o sacerdócio, que segundo ele, está profundamente enraizada no mistério da Encarnação. "Sacrifício, sacerdócio e Encarnação estão juntos e Maria está no centro deste mistério", destacou.

Queridos irmãos e irmãs !É eminente a celebração da Assunção da Virgem Maria, que acontecerá no próximo sábado, e nós estamos no contexto do Ano Sacerdotal, assim gostaria de falar da relação entre Maria e o Sacerdócio. É uma relação profundamente enraizada no mistério da Encarnação. Quando Deus decide fazer-se homem em seu Filho, tinha necessidade do “sim” livre de uma criatura. Deus não age contra a liberdade. E acontece uma coisa extremamente extraordinária: Deus se faz dependente da liberdade, do sim de uma criatura; espera por este sim. São Bernardo de Chiaravalle, em uma de suas homilias explicou de modo dramático este momento decisivo da história universal, onde o céu, a terra e o próprio Deus esperaram que coisa diria esta criatura.O "sim" de Maria é portanto a porta através da qual Deus pode entrar no mundo, fazer-se homem. Assim Maria foi realmente e profundamente envolvida no mistério da Encarnação, da nossa Salvação. E a Encarnação, o fazer-se homem do Filho, desde o início consiste no dom de si; no doar-se com muito amor na Cruz, para fazer-se pão pela vida do mundo. Assim sacrifício, sacerdócio e Encarnação estão juntos e Maria está no centro deste mistério. Vamos agora à cruz. Jesus, antes de morrer, viu sob a cruz sua Mãe; e viu o filho dileto e este filho dileto certamente é uma pessoa, um indivíduo muito importante, mas é mais ainda: é um exemplo, um prefiguração de todos os discípulos amados, de todas as pessoas chamadas pelo Senhor, para serem "discípulo amado" e, de consequência, em modo particular são os sacerdotes. Jesus diz a Maria: "Mãe eis o teu filho" (Jo 19,26). É uma espécie de testamento! Confia à sua mãe o cuidado do filho, do discípulo. Mas diz também ao discípulo: "Eis a tua mãe" (Jo 19,27). O Evangelho nos diz que deste momento em diante São joão, o filho predileto, levou a mãe Maria para sua própria casa. Assim é na tradução italiana, mas o texto no Grego é muito mais profundo, muito mais rico. Podemos traduzi-lo: tomou Maria no íntimo de sua vida, do seu ser "eis tà ìdia", na profundidade do seu ser. Tomar consigo Maria, significa, introduzi-la no dinamismo da própria e inteira existência – não é algo exterior – e em tudo o que constitui o largo horizonte do próprio Apostolado. Me parece que isto torna compreensível o peculiar relacionamento de maternidade existente entre Maria e os presbíteros, nisto constitui a fonte primária, e o motivo fundamental da predileção que ela nutre por cada um deles. Maria os prefere por dois motivos: porque são mais semelhantes a Jesus, amor supremo de seu coração; e porque também eles, como Ela, estão empenhados na missão de proclamar, testemunhar e dar Cristo ao mundo. Pela própria identificação e conformação sacramental a Jesus, Filho de Deus, Filho de Maria, cada sacerdote pode e deve sentir-se verdadeiramente filho predileto desta altíssima e humildíssima Mãe. O Concílio Vaticano II convida o sacerdotes a olharem Maria como modelo perfeito da própria existência, invocando-a como: "Mãe do sumo e eterno Sacerdote, Rainha dos Apóstolos, Auxílio dos presbíteros em seu ministério". E os presbíteros – prossegue o Concílio - "devem portanto venerá-la e amá-la com devoção e culto filial" (cfr. Presbyterorum ordinis, 18) . O Santo Cura D´Ars, o qual lembramos particularmente neste ano, amava repetir: "Jesus Cristo, após ter dado tudo aquilo que podia nos dar, quer ainda nos fazer herdeiros do que Ele tem de mais precioso: sua Santa Mãe" (B. Nodet, Il pensiero e l’anima del Curato d’Ars, Torino 1967, p. 305). Isto vale para cada cristão, para todos nós, mas de modo especial para os sacerdotes.Queridos irmãs e irmãs, rezemos para que Maria torne todos os sacerdotes em todos os problemas do mundo de hoje conforme a imagem de seu filho Jesus, e dispensadores do tesouro inestimável do seu amor de Bom Pastor. Maria, Mãe dos sacerdotes, roga por nós!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

11 de Agosto - Santa Clara - Consagrada ao Senhor


"Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!" Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a 'dama pobre'. Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade. Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida. Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina. Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a "Patrona da Televisão". Santa Clara, rogai por nós

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

10 de Agosto - São Lourenço - Diácono e Mártir


Nós festejamos neste dia, a vida de santidade e martírio do Diácono que nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III.
Conta-nos a história que São Lourenço como primeiro dos Diáconos tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: "Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?". E o Papa respondeu: "Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!". São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.
Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos... Todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo - com bom humor - disse: "Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte".
Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou - no Espírito Santo - força para dizer no auge do sofrimento na grelha: "Vira-me que já estou bem assado deste lado".
Roma cristã venera o hispano Lourenço com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo foi São Lourenço em Roma.
São Lourenço, rogai por nós!

domingo, 9 de agosto de 2009

Papa convoca a vencer a morte pelo amor e dar a vida pelas almas


"Dar a vida pela salvação das almas". Este foi o convite do Papa Bento XVI aos cerca de 4 mil fiéis e peregrinos reunidos, neste domingo, 9, no pátio da residência de Castel Gandolfo, para a oração dominical do Ângelus.Assim como no domingo passado, no contexto do Ano Sacerdotal, o Papa meditou sobre alguns santos recordados pela liturgia nestes dias: Santa Clara de Assis e dois mártires executados no campo de Auschwitz: Santa Teresa Benedita da Cruz, antes chamada Edith Stein, judia convertida ao catolicismo, e São Maximiliano Kolbe, natural da Polônia.“Estes santos são testemunhas da caridade que ama até o fim, não levando em conta o mal recebido, mas combatendo com o bem. Devemos, especialmente nós, sacerdotes, nos inspirar neles, em seu heroísmo evangélico que nos leva, sem temer, a darmos a vida pela salvação das almas. O amor vence a morte”, proclamou Bento XVI, recordando que todos os santos, especialmente os mártires, são testemunhas de Deus, que é amor.Nascido na Baviera, em 1927, Bento XVI afirmou que os campos de concentração nazistas, como todo campo de extermínio, podem ser considerados símbolos extremos do mal, do inferno que se abre sobre a terra quando o homem se esquece de Deus e quer substitui-Lo, apropriando-se do direito de decidir o que é o bem e o que é o mal, de dar a vida e a morte. Infelizmente, no entanto, este triste fenômeno não se limita aos campos de concentração. São o ápice de uma realidade ampla e muito comum, que tem confins indefinidos”.Bento XVI sublinhou as divergências existentes entre o humanismo ateu e o humanismo cristão: uma antítese que se verificou em toda a história, mas que no fim do segundo milênio alcançou seu ponto mais crucial.“Por um lado, existem filosofias e ideologias, mas cada vez mais há modos e pensar e agir que exaltam a liberdade como único princípio do homem, como alternativa a Deus, transformando o homem em um deus, mas é um deus errado, que se comporta arbitrariamente. Por outro, existem os santos, que, praticando o Evangelho da caridade, dão razão à sua esperança, apresentam o verdadeiro rosto de Deus, que é Amor, e ao mesmo tempo, o rosto autêntico do homem, criado à imagem e semelhança divina”.Antes de rezar a oração mariana, o Papa pediu para rezarmos a Nossa Senhora a fim de sermos santos como estas heróicas testemunhas da fé e da entrega de si, até o martírio. “Este é o único modo para oferecermos aos questionamentos humanos e espirituais suscitados pela crise do mundo atual, uma resposta crível e exaustiva: a da caridade na verdade”, completou o Santo Padre.
Saudações aos peregrinos

Depois de rezar o Ângelus com os fiéis, o Papa fez suas saudações em várias línguas, recordando o testemunho dos santos e desejando a todos um bom domingo.Em transmissão ao vivo para a Polônia, Bento XVI se disse particularmente próximo aos fiéis que nestes dias de agosto fazem peregrinação a pé ao Santuário de Nossa Senhora de Jasna Gora, em Czestochowa, e a outros santuários marianos.“Que seu caminho traga frutos abundantes: a conversão dos corações, o dom da divina misericórdia e a proteção de Nossa Senhora. Confio às suas orações o meu ministério universal e as intenções da Igreja”.por fim, o Pontífice concedeu a sua bênção a todos os fiéis presentes, bem como aos que o acompanharam pelo rádio e pela televisão.

Em defesa da família, fonte de Vida


De 9 a 15 de agosto, celebra-se a Semana Nacional da Família, evento anual que faz parte do calendário da Igreja no Brasil. Essa celebração teve início em 1992 como resposta à inquietação, ao descontentamento e desejo de se fazer alguma coisa em defesa e promoção da família, cujos valores vêm sendo agredidos sistematicamente em nossa sociedade. Escolheu-se, para isso, a semana seguinte ao Dia dos Pais, no mês de agosto, dedicado às vocações.“Família, Igreja doméstica, caminho para o discipulado” é o tema da Semana Nacional da Família deste ano. Está em sintonia com a celebração do Ano Catequético, cujo tema é “Catequese, caminho para o discipulado”, propondo aprofundar a relação entre família e catequese, pois os pais são os primeiros catequistas e os filhos aprendem imitando.“Com a Semana Nacional, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”, esclarece o assessor da Comissão para a Vida e Família da CNBB, Padre Luiz Antônio Bento. “O contexto atual exige da nossa ação evangelizadora um profundo ardor missionário para ajudar as famílias a não perderem de vista a sua missão primordial de ser a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade”, conclui o assessor.

Família, fonte de vida

A Semana Nacional da Família tem a finalidade de conscientizar a todos sobre a importância da família, ressaltando seus valores e dignidade frente aos grandes desafios que os tempos hodiernos lhe impõem.A celebração desse evento quer destacar a família como uma instituição divina, que merece ser protegida e defendida com o máximo empenho. Sua importância é tão grande que extrapola os limites meramente humanos, constituindo-se numa verdadeira comunidade à semelhança da Comunidade Divina, a Trindade. Por isso a família é chamada de “Igreja doméstica”, onde se celebra a fé e o amor.A importância da família é testemunhada pelo próprio Deus. Quando seu filho Jesus veio ao mundo, Ele abriu mão de muitas coisas, despojando-se de tudo para realizar sua missão. Mas não abriu mão de um família. Juntamente com Maria e José, cresceu e desenvolveu-se no seio de uma família. E diz o Evangelho que Jesus era submisso a seus pais e crescia “em idade, estatura e graça diante de Deus e dos homens”. A família de Nazaré, assim, torna-se exemplo e modelo para todas, chamadas a viver sua missão, sendo um sinal do Reino de Deus.É verdade que hoje a família passa por muitas dificuldades e desafios, mas a Igreja, fiel a seu Fundador, continua proclamando os valores básicos que a constituem. O Papa João Paulo II muito falou e escreveu sobre ela, foi o grande defensor dessa comunidade. Em seus ensinamentos, o papa apresenta quatro dimensões fundamentais da família: comunidade, promotora da vida, baseada na fidelidade conjugal e no matrimônio indissolúvel. Inspirando-se na Palavra de Deus, na doutrina da Igreja, João Paulo II sintetizou de forma admirável as bases da família. Ela deve ser uma comunidade de fé, de oração e de amor. Pais e filhos não dividem apenas o teto mas a convivência que garante afetividade, segurança, desenvolvimento. Num mundo marcado por individualismos e competições, a família é o espaço privilegiado para todos se realizarem como pessoas. É também o espaço para se viver junto a fé e celebrá-la na oração e na vivência de valores evangélicos.Mas para que essa comunidade seja estável, duradoura e eficaz, precisa se basear na fidelidade. Marido e mulher são convidados a serem fiéis, “na saúde e na doença, na alegria e na tristeza”. A fidelidade não se restringe ao casal mas atinge todos os membros. Por isso a conhecida canção “Oração da família” nos lembra: “Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos.”Também é importante, para o bem da comunidade familiar, que o matrimônio seja indissolúvel, pois isso gera tranquilidade e segurança. Embora não possa condenar tantos matrimônios que não conseguiram se realizar plenamente, a Igreja continua pregando o ideal do casamento perene, lembrando que o homem não deve separar o que Deus uniu. Promotora da vida, a família cristã é chamada a defendê-la em todas as dimensões, desde o ventre materno até o final da aventura neste mundo. A vida é o dom mais sagrado que Deus nos ofertou, por isso precisa ser valorizada, defendida e protegida.A Semana da Família quer nos interpelar para que, lutando contra os obstáculos, enfrentando todos os desafios, assumamos decididamente a tarefa de construir famílias verdadeiras, conforme o plano de Deus. Assim elas serão construtoras da paz, a paz que, no sentido bíblico, significa vida plena, bem-estar, felicidade, saúde, segurança e harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus. Somos convidados a valorizar nossas famílias, empenhando-nos para que cresçam na fé, no amor, na doação. Que elas sejam espelho da Comunidade Trinitária, sementeiras dos valores evangélicos. Que elas sejam fonte de vida e construtora da paz. (Luiz José Forti)