sábado, 25 de dezembro de 2010

Benção Urbi et Orbi e Mensagem de Natal 2010 do Papa


"Verbum caro factum est – o Verbo fez-Se carne" (Jo 1, 14).

Queridos irmãos e irmãs, que me ouvis em Roma e no mundo inteiro, é com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-Se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o "Emanuel", Deus conosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus.

Trata-se de uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada. Sobretudo porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um fato sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré! Permanecendo com Ele, observando os seus atos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-Lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (cf. Jo 1, 14).

"O Verbo fez-Se carne". Fitando esta revelação, ressurge uma vez mais em nós a pergunta: Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e onipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo.

Na realidade, Deus não muda: mantém-se fiel a Si mesmo. Aquele que criou o mundo é o mesmo que chamou Abraão e revelou o seu próprio Nome a Moisés: Eu sou Aquele que sou… o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó… Deus misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade (cf. Ex 3, 14-15; 34, 6). Deus não muda: Ele é Amor, desde sempre e para sempre. Em Si mesmo, é Comunhão, Unidade na Trindade, e cada obra e palavra sua tem em vista a comunhão. A encarnação é o ápice da criação. Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a ação do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.

"O Verbo fez-Se carne". A luz desta verdade manifesta-se a quem a acolhe com fé, porque é um mistério de amor. Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o "sim" do nosso coração.

E que procura, efetivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor? Procura-a a criança, com as suas perguntas tão desarmantes e estimuladoras; procura-a o jovem, necessitado de encontrar o sentido profundo da sua própria vida; procuram-na o homem e a mulher na sua maturidade, para orientar e sustentar os compromissos na família e no trabalho; procura-a a pessoa idosa, para levar a cumprimento a existência terrena.

"O Verbo fez-Se carne". O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade. O "Emanuel", Deus conosco, veio como Rei de justiça e de paz. O seu Reino – bem o sabemos – não é deste mundo, e todavia é mais importante do que todos os reinos deste mundo. É como o fermento da humanidade: se faltasse, definhava a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça. Acreditar em Deus, que quis compartilhar a nossa história, é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão.

A luz do Natal resplandeça novamente naquela Terra onde Jesus nasceu, e inspire Israelitas e Palestinos na busca de uma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emanuel mitigue o sofrimento e console nas suas provas as queridas comunidades cristãs do Iraque e de todo o Oriente Médio, dando-lhes conforto e esperança no futuro e animando os Responsáveis das nações a uma efetiva solidariedade para com elas. O mesmo suceda também em favor daqueles que, no Haiti, ainda sofrem com as consequências do terramoto devastador e com a recente epidemia de cólera. Igualmente não sejam esquecidos aqueles que, na Colômbia e na Venezuela, mas também na Guatemala e na Costa Rica, sofreram recentemente calamidades naturais.

O nascimento do Salvador abra perspectivas de paz duradoura e de progresso autêntico para as populações da Somália, do Darfour e da Costa do Marfim; promova a estabilidade política e social em Madagáscar; leve segurança e respeito dos direitos humanos ao Afeganistão e Paquistão; encoraje o diálogo entre a Nicarágua e a Costa Rica; favoreça a reconciliação na Península Coreana.

A celebração do nascimento do Redentor reforce o espírito de fé, de paciência e de coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não desanimem com as limitações à sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do "Deus conosco" dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminação e perseguição, e inspire os líderes políticos e religiosos a empenharem-se pelo respeito pleno da liberdade religiosa de todos.

Queridos irmãos e irmãs, "o Verbo fez-Se carne", veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproximou de nós. Contemplemos, juntos, este grande mistério de amor; deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém! Boas-festas de Natal para todos!


PS: Bento XVI desejou votos de Feliz Natal em 65 línguas diferentes. Em português o Santo Padre disse: Feliz Natal para todos, e que a Luz de Cristo Salvador ilumine os vossos corações de paz e de esperança!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Bento XVI nomeia três novos Bispos para o Brasil


Mons. José Carlos Chacorowski - Nomeado Bispo Auxiliar de São Luis do Maranhão - MA

Mons. Agenor Giarardi - Nomeado Bispo Auxiliar de Porto Alegre - RS

Dom Mário Marquez - Nomeado Bispo Diocesano de Joaçaba - SC

O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 22, três novos bispos para o Brasil. Para a Diocese de Joaçaba (SC), o Santo Padre nomeou Dom Mário Marquez, até então bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória (ES).

Dom Marquez nasceu em Lucerna, na Diocese de Lages (SC), em 23 de novembro de 1952. Entrou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e estudou Filosofia no Convento Capuchinho Bom Jesus, em Ponta Grossa, e Teologia no Instituto Teológico de Santa Catarina, em Florianópolis. Em 31 de maio de 2006 foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória.

Rio Grande do Sul

Como bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre (RS), o Papa nomeou padre Agenor Girardi, até agora pároco da igreja São José na Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.

Padre Girardi nasceu em Orleans (SC) e fez a profissão religiosa na Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, em 1° de fevereiro de 1982. Estudou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas e Teologia na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo. Obteve o mestrado em Teologia Espiritual na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Maranhão

O Santo Padre nomeou também, como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Luís do Maranhão, padre José Carlos Chacorowski, até agora diretor das Filhas da Caridade da Província da Amazônia, na Arquidiocese de Belém do Pará.

O sacerdote nasceu em 26 de dezembro de 1956, em Curitiba, no Paraná. Entrou na Congregação da Missão (Lassalistas) onde emitiu os votos religiosos em 16 de abril de 1980. Foi ordenado sacerdote em 2 de julho de 1980 pelo Papa João Paulo II, no Rio de Janeiro.

Estudou Filosofia no Seminário São Vicente de Paulo, em Araucária, e Teologia no Studium Theologicum, em Curitiba. Trabalhou como formador no Seminário Diocesano de Palmas-Francisco Beltrão e como missionário na República Democrática do Congo.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Papa diz que homem é capaz de reconhecer a verdade




O Papa Bento XVI recebeu integrantes da Cúria Romana para desejar votos de Feliz Natal e fazer uma espécie de balanço das atividades do pontificado ao longo do ano. O Pontífice enfatizou a beatificação do Cardeal John Newman, refazendo o percurso da conversão do Cardeal inglês. Ele destacou que o homem é capaz de reconhecer a verdade.

"A força motora que levava ao caminho da conversão era, em Newman, a consciência. Mas o que se entende com isso? No pensamento moderno, a palavra 'consciência' significa que, em matéria de moral e de religião, a dimensão subjetiva, o indivíduo, constitui a última instância de decisão. O mundo foi dividido nos âmbitos do objetivo e do subjetivo. [...] A concepção que Newman tem da consciência é diametralmente oposta. Para ele, 'consciência' significa a capacidade de verdade do homem: a capacidade de reconhecer exatamente nos âmbitos decisivos da sua existência– religião e moral – uma verdade, a verdade", disse.

O encontro aconteceu na Sala Régia do Palácio Apostólico Vaticano, na manhã desta segunda-feira, 20.

O Papa lembrou que diversas das invocações repetidas ao longo do Advento foram formuladas durante o período da queda do Império Romano. Ao mesmo tempo, as abordagens morais e as leis que garantiam a convivência pacífica entre os homens até então também entraram em declínio e nenhuma força parecia ser capaz de parar esse processo.

"Também hoje temos muitos motivos para associar-nos a essa oração de Advento da Igreja. O mundo, com todas as suas novas esperanças e possibilidades, está, ao mesmo tempo, angustiado pela impressão de que o consenso moral se está dissolvendo, um consenso sem o qual as estruturas jurídicas e políticas não funcionam; por consequência, as forças mobilizadas para a defesa de tais estruturas parecem estar destinadas ao fracasso", afirmou.

Logo depois, o Santo Padre fez mênção ao episódio do Evangelho em que Jesus dorme na barca dos discípulos, que se desesperam com a possibilidade de afundar. "Quando a sua poderosa palavra havia aplacado a tempestade, Ele repreendeu os discípulos por sua pouca fé (cf. Mt 8,26 e par.). Queria dizer: em vós mesmos a fé dormiu. A mesma coisa deseja dizer também a nós. Também em nós, frequentemente, a fé dorme. Rezemos a Ele, portanto, para que nos desperte de uma a fé que se tornou cansada e para que retornemos à fé com o poder de mover montanhas – isto é, de dar a ordem correta às coisas do mundo", pediu.


Unidade dos cristãos

O Papa também fez questão de ressaltar o Sínodo Especial para o Oriente Médio, indicando que apenas através do compromisso e da compreensão recíprocas é possível restabelecer a unidade. "Preparar as pessoas para essa atitude de paz é uma missão essencial da pastoral", definiu.

O Bispo de Roma enfatizou que, "na situação atual, os cristãos são a minoria mais oprimida e atormentada". Nesse sentido, recordou o conceito de diálogo, perdão e acolhida mútuos desenvolvido pelo Sínodo.

"O ser humano é um só e a humanidade é uma só. Aquilo que, em qualquer lugar, é feito contra o homem, por fim, fere a todos. Assim, as palavras e os pensamentos do Sínodo devem ser um forte grito destinado a todas as pessoas com responsabilidade política ou religiosa, para que parem a cristianofobia; para que se levantem para defender os refugiados e os sofredores e para revitalizar o espírito da reconciliação. Em última análise, a reabilitação pode surgir somente de uma fé profunda no amor reconciliador de Deus. Dar força a essa fé, fazê-la resplandecer, é a missão principal da Igreja neste momento".


Abusos sexuais

Divulgados no contexto do Ano Sacerdotal, os casos de abusos sexuais cometidos por clérigos contra crianças foram recordados pelo Pontífice.

"Tanto mais ficamos chocados quando, exatamente neste ano e em uma dimensão para nós inimaginável, tivemos consciência dos abusos contra os menores cometidos por sacerdotes, que distorcem o Sacramento no seu contrário: sob o manto do sagrado, ferem profundamente a pessoa humana na sua infância e lhe causam um dano por toda a vida", disse.

Sobre os fatos, Bento XVI disse que é preciso acolher essa humilhação como uma exortação à verdade e um chamado à renovação. "Somente a verdade salva", exclamou.

Contudo, ele também agradeceu a tantos e bons sacerdotes, "que transmitem com humildade e fidelidade a bondade do Senhor e, em meio às devastações, são testemunhas da beleza não perdida do sacerdócio".

O Papa disse que a Igreja está consciente da particular gravidade deste pecado cometido pelos sacerdotes e da sua correspondente responsabilidade, mas que também não é possível silenciar frente ao contexto em que esses acontecimentos ocorreram:

"Existe um mercado da pornografia concernente às crianças que, de algum modo, parece ser considerado sempre mais pela sociedade como uma coisa normal".

Para se opor a essas forças, o Papa propôs lançar um olhar sobre os fundamentos ideológicos desse processo, lembrando que, nos anos 70, a pedofilia foi teorizada como algo completamente conforme ao homem e também à criança, como reflexo da relativização dos conceitos de "bem" e "mal".

"A moral foi substituída por um cálculo das consequências e, com isso, deixa de existir. Os efeitos dessa teoria são hoje evidentes. [...] É nossa responsabilidade tornar novamente audíveis e compreensíveis para os homens esses critérios como vias da verdadeira humanidade, no contexto da preocupação com o homem, no qual estamos inseridos", ressaltou.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bispo de Piracicaba promulga 6º Plano de Pastoral



“Nossa Igreja Diocesana viveu, nestes últimos três anos, um processo a que chamamos de ‘Revisão Ampla’. Foi como que um ‘autoestudo’ ou algo parecido com um ‘sínodo diocesano’, que nos levou a identificar pontos prioritários de nossas ações pastorais, com, inclusive, a criação de comissões que acompanharão a implementação delas. Eis agora o resultado desse bom trabalho. Ele está em nossas mãos para melhor ressaltar a essência do quadro: a Evangelização.”

Assim se manifesta nosso bispo Dom Fernando na apresentação do 6º. Plano de Pastoral da diocese. Sua promulgação oficial se realiza no dia 17, na Catedral de Santo Antônio, durante missa solene presidida pelo bispo e concelebrada por muitos sacerdotes, com início às 20 horas.

O fascículo traz, além do plano pastoral, também os estatutos e regimentos destas instâncias organizativas da diocese: Conselho Diocesano de Presbíteros, Comissão Diocesana dos Diáconos, Conselho Diocesano de Pastoral, Regiões Pastorais, Conselhos Paroquiais Pastorais e Conselhos Paroquiais de Assuntos Econômicos.

Todos esses documentos foram frutos da Revisão Ampla, um longo processo que teve o objetivo de fazer uma profunda análise da realidade diocesana, revendo os organismos e estruturas, procurando encontrar rumos para uma ação pastoral mais organizada e eficiente. Teve como tema “De fiéis batizados a discípulos missionários” e como lema “Diocese de Piracicaba: escuta, segue e anuncia o Cristo”.

Para Dom Fernando, a Revisão Ampla “foi como que um autoestudo ou algo parecido com um sínodo diocesano, que nos levou a identificar pontos prioritários de nossas ações pastorais, com, inclusive, a criação de comissões que acompanharão a implementação delas.”

Na apresentação, o bispo destaca a importância do plano pastoral e a necessidade do empenho de todos para sua concretização: “Ele é entregue e confiado à ‘vontade boa’ de cada um. Sem essa ‘boa vontade’ nada fizemos e todo o processo não terá tido nenhuma utilidade.”

CAMINHO DA EVANGELIZAÇÃO – Todo o processo de Revisão Ampla foi coordenado pelo Padre Jucimar Bitencourt, que contou com a colaboração de um secretariado executivo.

No final da publicação que traz o plano pastoral e os estatutos e regimentos, Padre Jucimar escreveu que “o VI Plano de Pastoral da Diocese de Piracicaba vem estimular-nos no caminho de evangelização proposto por Jesus, nosso mestre e pastor. Vivenciamos no processo de Revisão Ampla, nos últimos três anos, um entrelaçamento participativo de todas as forças vivas, tornando possível a criação deste novo Plano de Pastoral, refletido e proposto a partir da experiência comum das pessoas que seguem a Jesus Cristo na Igreja Particular. Espero que todo o nosso esforço venha contribuir com o imenso trabalho evangelizador que temos pela frente.”

Sacerdote da Diocese de Piracicaba recebe o título de Monsenhor


Padre Rubens Marin foi agraciado com o título de monsenhor. Atendendo pedido do bispo e do clero da nossa diocese, o Papa Bento XVI conferiu-lhe o título honorífico de “Monsenhor Capelão do Santo Padre”. A entrega oficial do documento da Santa Sé será na celebração eucarística no dia 29, com início às 9 horas, na capela São José, no Lar dos Velhinhos de Piracicaba, presidida pelo bispo Dom Fernando e concelebrada por muitos sacerdotes.

O novo monsenhor tem 74 anos de idade e 24 de sacerdócio. Desde 2003, é o capelão do Lar dos Velhinhos. Antes, foi vigário-paroquial da Paróquia São João Batista, em Rio Claro, e pároco das paróquias Nossa Senhora da Saúde, em Rio Claro, São Joaquim, em Santa Gertrudes, Senhor Bom Jesus, em Santa Bárbara D´Oeste, Nossa Senhora do Rosário, em Charqueada, e Menino Jesus de Praga, em Piracicaba.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bento XVI cria nova Diocese no Brasil e nomeia dois Bispos


Dom Josafá Menezes da Silva - Nomeado Bispo Diocesano de Barreiras -BA

Dom João Carlos Petrini - Nomeado 1º Bispo da Diocese de Camaçari - BA


O papa Bento XVI anunciou, na manhã de hoje, 15, a criação da diocese de Camaçari, no estado da Bahia, e nomeou dom João Carlos Petrini, seu primeiro bispo, transferindo-o da arquidiocese de Salvador (BA), onde era auxiliar. Com a nova diocese, que foi desmembrada da arquidiocese de Salvador, sobe para 274 o número das circunscrições eclesiásticas no Brasil (41 arquidioceses; 213 dioceses; 3 eparquias; 13 prelazias; 1 exarcado; 1 ordinariado para fieis de Rito Oriental; 1 ordinariado militar e 1 administração apostólica pessoal)

A diocese de Camaçari, que fica na região metropolitana de Salvador, terá uma população de 708 mil habitantes, sendo 481 mil católicos, em uma área de 2.382 km2. São nove municípios com 18 paróquias, 20 padres, 15 seminaristas, 47 irmãs e 8 congregações religiosas.

Segundo a assessoria de comunicação da arquidiocese de Salvador, a cerimônia de instalação da nova diocese e posse de seu primeiro bispo acontece no dia 19 de fevereiro e contará com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri.

Além da transferência de dom Petrini para a recém-criada diocese, o papa anunciou a nomeação de dom Josafá Menezes da Silva, 51, também bispo auxiliar em Salavador, para a diocese de Barreiras (BA). Ele sucederá a dom Ricardo Josef Weberberger, 71, que morreu em agosto desse ano, vítima de um câncer no cérebro.

Dom João Carlos Petrini
Dom João Carlos Petrini nasceu em novembro de 1945, em Fermo (Itália). De 1965 a 1970, cursou pós-graduação de ciência política na Universidade de Perugia (ITA). Como um membro do Movimento de Comunhão e Libertação foi enviado como missionário leigo para a arquidiocese de São Paulo.

No Brasil, cursou Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção. Após sua ordenação, ele se formou em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ele foi ordenado sacerdote em 28 de junho de 1975 e designado "fidei donum" da arquidiocese de São Paulo e, desde 1988. Em 2005 foi nomeado bispo auxiliar de Sã Salvador da Bahia, recebendo a ordenação episcopal em março do mesmo ano.

É atualmente membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.

Dom Josafá Menezes da Silva
Dom Josafá Menezes da Silva nasceu em de janeiro de 1959, na cidade de Salinas de Margarida (BA). Após os estudos primários e secundários na sua cidade natal, como um estudante no Seminário da Bahia, obteve seu bacharelado em filosofia pela Universidade Católica de Salvador, em 1983 e Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em 1987. É doutor em Antropologia Teológica pela Pontifícia Universidade Lateranense.

Ele foi ordenado sacerdote 14 de maio de 1989, juntando-se ao clero da arquidiocese de São Salvador da Bahia. Foi coordenador da Comissão Teológica da Arquidiocese de Salvador e professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Salvador. Em janeiro de 2005 foi nomeado bispo auxiliar de São Salvador da Bahia, e recebeu a ordenação episcopal em 10 de março.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Aparição de Maria nos EUA,aprovada para o culto


Durante a festa da Imaculada Conceição, padroeira dos Estados Unidos, foi dada a aprovação diocesana oficial às aparições de Nossa Senhora em Wisconsin.

Durante a leitura do decreto, ontem, durante uma Missa especial no Santuário de Champion, Dom David Ricken, bispo de Green Bay, disse: "Declaro, com certeza moral e de acordo com as normas da Igreja, que os acontecimentos, aparições e locuções dadas a Adele Brise, em outubro de 1859, apresentam a substância de caráter sobrenatural, e eu, pela presente, aprovo tais aparições como dignas de fé - ainda que não obrigatórias - para os fiéis cristãos".

A declaração de ontem converteu o santuário de Nossa Senhora do Socorro de Champion no primeiro e único lugar nos Estados Unidos de uma aparição da Virgem Maria oficialmente aprovada.

Deslumbrante

As aparições - foram três - ocorreram em 1859. Nossa Senhora falou com Adele Brise (1831-1896), uma jovem imigrante de origem belga.

Foi no começo de outubro quando Brise viu a Virgem pela primeira vez: uma Senhora vestida de branco deslumbrante, com uma faixa amarela na cintura e uma coroa de estrelas na cabeça.

A visão desapareceu lentamente depois de alguns instantes, sem falar com Brise.

No domingo seguinte, 9 de outubro, Brise estava indo à Missa quando a Senhora voltou. Depois da Missa, Brise teve a oportunidade de perguntar ao seu confessor sobre as aparições, e ele lhe disse que, se era uma mensageira do céu, ela a veria novamente. Ele a encorajou a perguntar-lhe, em nome de Deus, quem era e o que queria dela.

No caminho de volta para casa, Nossa Senhora apareceu novamente e Brise fez o que seu confessor tinha recomendado.

"Eu sou a Rainha do Céu, que reza pela conversão dos pecadores, e desejo que faças o mesmo - respondeu a Senhora à pergunta de Brise. Recebeste a Sagrada Comunhão nesta manhã e isso é bom. Mas deves fazer mais. Faze uma confissão geral e oferece a Comunhão pela conversão dos pecadores. Se não se converterem e fizerem penitência, meu Filho vai ser obrigado a castigá-los."

Uma das mulheres que estavam com Brise lhe perguntou com quem ela estava falando e por que elas não conseguiam ver ninguém.

"Ajoelhem-se - disse Brise -, a Senhora disse que é a Rainha do Céu." Diante disso, a Senhora olhou amavelmente para as companheiras de Brise e disse: "Bem-aventurados os que creem sem ver".

A Senhora continuou: "O que fazes aqui parada, enquanto tuas companheiras trabalham na vinha do meu Filho?".

"O que mais posso fazer, querida Senhora?", perguntou Brise.

"Reúne as crianças deste país selvagem e mostra-lhes o que deveriam saber para salvar-se."

"Mas como lhes ensinarei o que eu mesma sei tão pouco?", replicou Brise.

"Ensina-lhes seu catecismo, como fazer o sinal da cruz e como se aproximar dos sacramentos; isso é o que eu desejo que faças - disse a Senhora. Vai e não tenhas medo. Eu te ajudarei."

O pai de Brise construiu uma pequena capela no local e ela continuou cumprindo o mandato de Nossa Senhora, uma missão que continuou até sua morte, em 1896.

A aprovação de Dom Ricken chegou depois de uma investigação de quase dois anos - desde janeiro de 2009 - sobre os acontecimentos e suas consequências.

A diocese de Green Bay postou em seu site material sobre aparições na Igreja.

Os documentos esclarecem que é o bispo diocesano, e não a Santa Sé ou a conferência episcopal, o responsável por julgar a autenticidade das aparições que supostamente acontecem em sua diocese.

Também se observa que nem todas as supostas aparições são aprovadas pela Igreja, e que nos Estados Unidos, por exemplo, supostas aparições em Necedah (Wisconsin) e Bayside (Nova York) foram examinadas e declaradas falsas.

"Ninguém pode provar o sobrenatural - recorda a declaração. A Igreja julga as aparições com base na sua coerência com as Sagradas Escrituras, com a Sagrada Tradição e com os ensinamentos da Igreja, nos benefícios espirituais subsequentes na vida das pessoas, e se há algo na vida do vidente que desmente a credibilidade do relato."

Papa autoriza decretos de 15 Servos de Deus e 1 Beato


Na manhã desta sexta-feira, 10, o Papa Bento XVI recebeu em Audiência privada o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

Durante a Audiência, o Sumo Pontífice autorizou a Congregação a promulgar os Decretos a seguir:

- um milagre, atribuído à intercessão do Beato Guido Maria Conforti, Arcebispo de Parma e fundador da Pia Sociedade de São Francisco Saverio para as Missões no Exterior; nascido em Ravadese (Itália) em 30 de março de 1865 e falecido em Parma (Itália) em 5 de novembro de 1931;

- um milagre, atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Francesco Paleari, Sacerdote do Instituto Cottolengo; nascido em Pogliano Milanese (Itália) em 22 de outubro de 1863 e falecido em Turim (Itália) em 7 de maio de 1939;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Anna Maria Janer Anglarill, fundadora do Instituto das Irmãs da Sagrada Família de Urgell; nascida em Cervera (Espanha) em 18 de dezembro de 1800 e falecida em Talarn (Espanha) em 11 de janeiro de 1885;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Chiara di Gesù Bambino (no século: Libânia do Carmo Galvão Meixa De Moura Telles e Albuquerque), fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas dos Hospitais da Imaculada Conceição; nascida em Amadora (Portugal) em 15 de junho de 1843 e falecida em Lisboa (Portugal) em 1° de dezembro de 1899;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Dulce (no século: Maria Rita Lopes Pontes), Irmã professa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus; nascida em São Salvador de Bahia (Brasil) em 26 de maio de 1914 e ali falecida em 13 de março de 1992;

- o martírio do Servo de Deus Luigi Andritzki, Sacerdote diocesano; nascido em Radibor (Alemanha) em 2 de julho de 1914 e morto no campo de concentração de Dachau (Alemanha) em 3 de fevereiro de 1943;

- o martírio dos Servos de Deus Giuseppe Nadal y Guiu, nascido em Bell-lloc (Espanha) em 25 de julho de 1911, e Giuseppe Jordán y Blecua, nascido em Azlor (Espanha) em 27 de maio de 1906, Sacerdotes diocesanos; assassinados em Monzón, por ódio à fé, durante a perseguição religiosa na Espanha, em 12 de agosto de 1936;

- o martírio dos Servos de Deus Antonio (no século: Michele Faúndez López), Sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores, nascido em La Hiniesta (Espanha) em 23 de julho de 1907, e Boaventura (no século; Baltasar Mariano Muñoz Martínez), Clérigo da Ordem dos Frades Menores, nascido no distrito de Santa Cruz (Espanha) em 7 de dezembro de 1912, além de Pietro Sanchez Barba, nascido em Llano de Brujas (Espanha) em 1° de julho de 1895, e Fulgenzio Martínez García, nascido em Ribera de Molina em 14 de agosto de 1911, Sacerdotes da Ordem Terceira Secular de São Francisco de Assis, assassinados por ódio à fé, durante a perseguição religiosa na Espanha, em 1936;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Antonio Palladino, Sacerdote diocesano e fundador da Congregação das Irmãs Dominicanas do Santíssimo Sacramento; nascido em Cerignola (Itália) em 10 de novembro de 1881 e ali falecido em 15 de maio de 1926;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Béchara (no século: Sélim Abou-Mourad), Sacerdote professo da Ordem Basiliano do Santíssimo Salvador dos Melquitas; nascido em Zahlé (Líbano) em 19 de maio de 1853 e falecido em Saïda (Líbano) em 22 de fevereiro de 1930;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Elisa Andreoli, fundadora da Congregação das Servas de Maria Reparadora; nascida em Agugliaro (Itália) em 10 de julho de 1861 e falecida em Rovigo (Itália) em 1° de dezembro de 1935;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Pilar del Sacro Cuore (no século: Maria Pilar Solsona Lambán), Religiosa professa do Instituto das Filhas de Maria Religiosa das Escolas Pias; nascida em Zaragoza (Espanha) em 22 de dezembro de 1881 e falecida em Logroño (Espanha) em 20 de novembro de 1966.

Tudo tem seu tempo - Dom Walmor Oliveira de Azevedo



Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu. Nesta máxima da sabedoria em Israel, fundamento da cultura grega presente no mundo judaico, bem localizado no horizonte cristão, vê-se o quanto é oportuna a figura de um ancião que tem o intuito de instruir os jovens.
Há uma sabedoria que não pode ser esquecida sob pena de perder o verdadeiro sabor das coisas e dos sentidos adequados para a existência, provocando os desvarios absurdos que têm configurado a sociedade contemporânea. Concretizados em violência, corrupção, imoralidade, indiferença com a dor dos outros, perversidade; e ainda no entendimento da vida como disputa, na surdez para o grito dos pobres. Estes desvarios acontecem pela falta de sabedoria que pode estar ausente ou ser cultivada nas estratégias da governança moderna, nas especializações das ciências deste tempo, ou mesmo na aprendizagem dos processos formativos.

Essa sabedoria capacita corações e inteligências para o discernimento adequado, de modo que as escolhas configurem condutas à altura da dignidade humana em todos os níveis e na direção de cada pessoa, respeitada a sua singularidade.

A busca dessa sabedoria é tarefa de todos. Não se pode delegá-la, seja na família, nas instituições, nos variados contextos - ou eximir-se dessa missão. Os fluxos que configuram a cultura ocidental estão comprometidos. Impedem, lamentavelmente, por atos e escolhas, o cultivo permanente dessa sabedoria para equilibrar a vida e vivê-la dignamente desde a fecundação até a morte com o declínio natural. A vida de todos está o tempo todo por um fio. É resultado da falta de sabedoria de que tudo tem seu tempo - discernimento que modula a inteligência livrando-a dos desatinos da irracionalidade e preservando o sentido de limite, sem comprometer a liberdade e a autonomia.

No livro do Eclesiastes, capítulo terceiro, o ancião se empenha na tarefa de instruir os jovens. Insiste na compreensão que não pode ser substituída nem pela ciência e nem por estratégias.

Vale retomar sempre as indicações do sábio ancião: “Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de destruir e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar, tempo de abraçar e tempo de afastar-se dos abraços, tempo de procurar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amor e tempo de ódio, tempo de guerra e tempo de paz”. Está indicado que a vida não pode ser vivida e conduzida sem essa sabedoria. Trata-se de um caminho longo na vivência do amor, na prática da justiça, na assimilação de valores, no exercitar-se no gosto de ser bom e de encantar-se com o outro.

As instituições todas, sobretudo a família, têm tarefas fundamentais nesse processo para tecer uma cultura ancorada na sabedoria. Se esse caminho não for percorrido, com urgência e perseverança, os desvarios da violência, das disputas, das agressões e da perda de sentido continuarão desfigurando instituições, culturas, modos de viver. Assim as vítimas, e também agentes, desse processo, serão especialmente os mais jovens.
Diante da atual realidade torna-se premente modular os corações e as culturas no horizonte dos valores que se revelam na pessoa de Jesus Cristo. A propósito de que tudo tem seu tempo, vivenciamos o momento propício para refletir sobre o verdadeiro sentido do Natal. É preciso sabedoria para não se curvar diante de enfeites, de Papai Noel e de outros símbolos comerciais que parecem ofuscar Jesus Cristo, o dom maior de Deus Pai para a salvação da humanidade.

É tempo de cultivar símbolos como o presépio, antiga tradição educativa que modelou corações no bem, que a intuição sábia de São Francisco de Assis nos deixou como herança. É tempo de reavivar o coração na fé e nos valores que só o encontro com Cristo pode garantir.

Resgatando a inspiração de Francisco de Assis, a Arquidiocese de Belo Horizonte convida todos a reacenderem a chama do amor de Deus, fonte inesgotável da sabedoria que sustenta a vida. Neste domingo, 12 de dezembro, 113 anos de BH, venham compartilhar conosco, às 11h, no Palácio Cristo Rei, Praça da Liberdade, a inauguração do nosso presépio.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como Maria somos chamados a nos abrir ao Espírito Santo, diz Papa




Recebido com uma chuva de pétalas de rosas e com grande carinho pelos milhares de fiéis na Praça da Espanha, em Roma, Itália, o Papa Bento XVI deu graças à Imaculada Conceição da Virgem Maria, destacando que como Ela todos são chamados a abrir-se a ação do Espírito Santo.

Junto ao povo reunido em torno a imagem da Imaculada Conceição, monumento histórico, todo circundado por flores, símbolo do amor e devoção do povo romano pela Mãe de Jesus, o Papa lembrou que o dom mais lindo que a Ela se pode oferecer é a oração, aquela sincera que está no íntimo, os pedidos e agradecimentos pessoais.

“É muito mais importante aquilo que recebemos de Maria do que aquilo que oferecemos a ela”, enfatizou o Papa, colocando-se numa atitude de escuta. “E o que nos diz Maria? Ela fala com a palavra de Deus que se fez carne no seu ventre. Sua mensagem não é outra que Jesus, Ele que é toda a sua vida. E graças a Ele e por Ele, Ela é imaculada. Como o Filho de Deus se fez homem por nós, Ela, mãe, foi preservada do pecado por todos nós, como uma antecipação da salvação de Deus para cada homem”, elucidou o Santo Padre.

Assim, salientou o Papa, Maria nos diz que somos todos chamados a abrir-nos a ação do Espírito Santo para poder alcançar nosso destino final: sermos imaculados plenamente e definitivamente, livres do mal.

“Isso Ela nos diz com sua própria santidade, com um olhar cheio de esperança e compaixão que invoca palavras como essas: Não tema, filho. Deus o ama pessoalmente, te chamou a existência. Para encher seu coração de vida, e por isso Ele veio ao seu encontro , se fez como você, se tornou Jesus, homem em tudo parecido com você, menos no pecado. Ele deu a si mesmo por você, até morrer na cruz”.

Para aqueles que se sentem sozinhos e abandonados, o Santo Padre recordou que o olhar Maria é como o olhar de Deus para nós. Dessa forma, ela nos abençoa e se comporta como nossa advogada. “Mesmo que todos falassem mal de nós, Ela, a mãe, falaria bem, porque o seu coração imaculado está sintonizado a misericórdia de Deus”, disse Bento XVI.

Maria vê a cidade não como um aglomerado humano, mas uma constelação onde Deus conhece a todos pelo nome, e chama cada um a resplandecer Sua luz.

A Mãe nos olha como Deus olhou para Ela. Pequena garota de nazaré, insignificante para o mundo, mas grande aos olhos do Senhor. “Ninguém melhor que Ela sabe que nada é impossível a Deus”, destacou o Papa.

Esta mensagem que recebemos de Maria é uma mensagem de confiança e esperança para todos. Uma mensagem composta não apenas por palavras, mas escrita com sua própria história. Ela que deu à luz ao Filho de Deus e compartilhou com Ele sua vida.

“Este também é o destino de todos: serem santos como nosso Pai, imaculados como Jesus, serem filhos amados, todos adotados para formar uma grande família, sem fronteiras de nacionalidade, de cor ou língua, porque um só é Deus, Pai de cada homem”, sublinhou o Santo Padre.

Por fim, o Papa agradeceu a Maria, Mãe Imaculada, por estar sempre presente, e pediu que Ela vigiasse todo o povo, confortando os doentes, enconrajando os jovens e sustentando as famílias, infundindo a força para resistir ao mal e escolher o bem.

“Mesmo quando for difícil e custar comportar ir contra a corrente, dai-nos a alegria de sentirnos amados por Deus, abençoados por Ele, predestinados a sermos seus filhos. Dolcíssima Mãe nossa, rogai por nós”, pregou.

Imaculada Conceição de Maria: o que significa ?


Em 1854, o Papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, através da bula Ineffabilis Deus.

As raízes dessa devoção se reportam ainda aos primeiros séculos da Cristandade. Já os Padres da Igreja do Oriente, de fato, ao exaltar a Mãe de Deus, usavam expressões que a colocavam acima do pecado original.

No entanto, qual é exatamente o significado desse dogma e como não confundi-lo com outros títulos referentes a Maria? A seguir, confira a explicação do mariólogo padre Stefano De Fiores.

Padre Stefano: É preciso evitar um equívoco: o de confundir a Imaculada Conceição, que diz respeito à pessoa de Maria, no primeiro instante de sua existência, com a virgindade de maria, que, ao contrário, é uma decisão na sua vida, quando está consciente, portanto, quando já cumpriu um bom caminho de anos, ao menos até a sua adolescência.

E poderíamos dizer que a Imaculada Conceição é isso: não é um privilégio que distancia Maria de nós, porque, antes das diferenças, está a igualdade. A igualdade está nisso: tanto Maria quanto nós somos redimidos em Cristo. Nós somos redimidos mediante a libertação do pecado, enquanto, para Maria, trata-se de uma preservação do pecado original, isto é, Jesus foi perfeitíssimo mediador para Maria enquanto não esperou que ela caísse em pecado para depois absolvê-la, mas a sua graça redentora foi tão forte a ponto de impedir que Maria caísse no pecado.

Pergunta: Como compreender, portanto, neste sentido, o livre arbítrio de Maria?

Padre Stefano: Maria foi protegida pela graça de maneira toda especial, mas essa graça não tolhe a liberdade, porque Deus não pode tratar a nós – por Ele criados livres – como se não fôssemos livres! E, de fato, a Maria é pedido o consenso para a Encarnação do Filho de Deus. Ela teria podido dizer ‘não’: sustentada pela graça, pôde dar aquele sim completo, total, perfeito de disponibilidade “sem qualquer peso de pecado”, diz o Concílio Vaticano II. E, portanto, com a plenitude da sua humanidade, pôde aderir a Deus entregando toda a sua vida à Palavra de Deus, à promessa que Deus havia feito de torná-la Mãe do Filho de Deus.

Pergunta: De que modo ler, viver a presença desta festividade na imediata proximidade do natal?

Padre Stefano: No Advento, nós temos a preparação que vem do profeta Isaías com o seu invencível otimismo, que nos leva a trabalhar por um mundo novo, por um mundo de paz. Depois, vem João Batista, que nos faz ver que é a via da conversão que pode verdadeiramente levar-nos à salvação; enfim, eis que vem Maria como a preparação radical para a vinda do Messias. De fato, Maria ensina-nos a plena disponibilidade, portanto, Maria é a preparação mais perfeita para que possamos acolher verdadeiramente o Verbo de Deus que se fez carne. Assim, como diz Bento XVI, agora não podemos mais fazer teologia sem mariologia, porque o nosso Deus é o Deus encarnado no ventre da Virgem Maria por obra do Espírito.

Bento XVI nomeia novo Bispo para o Brasil


Mons. Wilmar , nomeado Bispo Prelado de Itaituba

Foi nomeado pelo Papa Bento XVI, nesta quarta-feira, 8, o reverendo frei Wilmar Santin, da Ordem dos Carmelitas, como novo bispo da prelazia de Itaituba (PA). Ele sucede a Dom frei Capistrano Francisco Heim, que apresentou seu pedido de renúncia por limite de idade (75 anos) e foi aceito pelo Pontífice, conforme o cânon 401.1 do Código de Direito Canônico.

Atualmente frei Wilmar é vigário das paróquias São Lázaro e Coração Imaculado de Maria e professor do Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia, em Manaus (AM).

Frei Wilmar nasceu em outubro de 1952, em Nova Londrina (PR). Foi aluno da primeira turma do Seminário São João da Cruz, da cidade de Paranavaí (PR). Em 1972, fez o noviciado em Curitiba (PR). Lá cursou Filosofia e Teologia. É mestre e doutor em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, na Itália.

Em 2005 foi nomeado Prior do Colégio Internacional Santo Alberto, dos padres Carmelitas, em Roma. No ano de 2008, frei Wilmar Santin retornou ao Brasil, no qual foi designado para a nova comunidade carmelita em Manaus.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

8 de dezembro: Igreja celebra a Imaculada Conceição


No dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Essa festa celebra a fé de que Maria não conheceu o pecado original, para que fosse digna mãe do Filho de Deus.

Para ser a mãe de Cristo, Deus escolheu uma mulher santa e pura, cheia de graça. Por isso, como afirma o Concílio Vaticano II, na constituição “Lumen gentium”, Maria, “desde o primeiro instante de sua existência, é enriquecida com uma santidade surpreendente, absolutamente única” (LG, 56).

É esse o mistério que celebramos no dia 8 de dezembro: para ser digna Mãe do Verbo, Deus preservou Maria do pecado original e a fez cheia de graça, a fez imaculada desde sua concepção.

Essa verdade de fé foi proclamada pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1.854, através da bula “Ineffabilis Deus” que, no número 42, declara: "Pela inspiração do Espírito Santo Paráclito, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e para a propagação da religião católica, com a autoridade de Jesus Cristo, Senhor nosso, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e nossa, declaramos, promulgamos e definimos que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi preservada de toda mancha de pecado original, por singular graça e privilégio do Deus Onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador dos homens, e que esta doutrina está contida na Revelação Divina, devendo, portanto, ser crida firme e para sempre por todos os fiéis."

Maria foi também redimida pela graça de Cristo, como todo ser humano. Entretanto o modo pelo qual Maria foi redimida é todo especial, porque Deus a preservou de contrair a mancha do pecado original desde o primeiro instante de sua concepção. Deus a redimiu em vista dos méritos de Cristo. É o que expressa o Concílio Vaticano II com estas palavras: “Em vista dos méritos de seu Filho foi redimida de um modo mais sublime” (LG, 52).

A origem da devoção e do dogma

A convicção da pureza completa da Mãe de Deus foi definida em 1854, mas antes disso a devoção popular à Imaculada Conceição de Maria já era grande.

A origem do dogma da Imaculada encontra-se presente em escritos cristãos dos primeiros séculos, como evangelhos apócrifos. A doutrina da santidade original de Nossa Senhora se firmou inicialmente no Oriente, por volta do século VI ou VII, daí passou para o Ocidente. A festa é conhecida já no século VIII.

Os estudos e discussões teológicas avançaram através dos tempos sem um consenso. Quem resolveu a questão foi um frade franciscano escocês e grande doutor em teologia, o bem-aventurado John Duns Scot (1266-1308). Na linha de pensamento de São Francisco de Assis, ele defendeu a concepção imaculada de Maria como início do projeto central de Deus: o nascimento do seu Filho feito homem para a redenção da humanidade.

Desde 1263, a Ordem Franciscana celebrou com muita solenidade a Imaculada Conceição, no dia 8 de dezembro de cada ano, e costumava celebrar a Missa em sua honra aos sábados. Em 1476, o Papa Xisto IV colocou a festa no calendário litúrgico da Igreja. Em 1484, Santa Beatriz da Silva, filha de pais portugueses, fundou uma ordem contemplativa de mulheres, conhecidas como Irmãs Concepcionistas, para venerar especialmente e difundir o privilégio mariano da Imaculada Conceição.

Maria também foi remida por Cristo

Muitos Padres e Doutores da Igreja, ao exaltar a grandeza de Maria, chamavam-na de “intemerata, toda bela e formosa, a cheia de graça, o lírio da inocência, a mais pura que os anjos, mais esplendorosa do que o sol.”

Na Igreja do Ocidente, embora Maria sempre tenha sido exaltada como a mais sublime de todas as criaturas, a doutrina da Imaculada Conceição encontrava certa resistência. Apesar da sua reconhecida devoção a Nossa Senhora, homens como São Bernardo, Santo Alberto Magno, São Boaventura e São Tomás de Aquino tiveram dificuldade em admitir a concepção imaculada. Para eles, era difícil conciliar o privilégio de Maria com a doutrina da universalidade da redenção. Proclamar a imaculada concepção parecia retirar a Virgem Maria da órbita da redenção em Jesus Cristo, a qual, por ser necessária e absoluta, era tão universal como o pecado original. Se a Virgem Maria não estivesse incluída no número dos que contraíam o pecado de Adão, ficava então igualmente excluída da redenção, e esta não seria universal, pois não abrangeria todos os descendentes de Adão. Perante essa alternativa, foram como que obrigados a negar o privilégio de Maria até ser possível conciliá-lo com o dogma da universalidade da redenção em Cristo.

No século XIII o tema provocou acaloradas discussões, envolvendo Santo Tomás de Aquino que não aceitava esse privilégio mariano, baseando-se na universalidade do pecado e da redenção, e o brilhante teólogo franciscano Duns Scot que elaborou a chave teológica de compreensão do dogma. O teólogo franciscano, partindo da filosofia de Aristóteles que afirmava que “só de um ser perfeito pode surgir outro perfeito”, defendia que o Filho de Deus só podia nascer de uma mulher perfeita.

Para Duns Scot, Maria também foi redimida por Cristo como todas as pessoas, mas com o privilégio de ser preservada do pecado original, em previsão dos méritos do Redentor que lhe são aplicados também. Para a onipotência divina isso era possível e conveniente, por isso Maria foi preservada do pecado original, pois ela era destinada a ser a mãe do Filho de Deus.

Essa explicação acabou por ser recebida na teologia e nas declarações do Magistério da Igreja. E foi esse argumento que serviu de caminho para a proclamação do dogma séculos mais tarde.

Fundamento da santidade de Maria

Em 1854, o Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição. E quatro anos mais tarde, em 1.858, Nossa Senhora confirmava essa verdade. Aparecendo a Bernadete Soubirous, na gruta de Massabielle, na cidade francesa de Lurdes, apresentou-se: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A proclamação do dogma só veio confirmar a fé que já se vivia. No século 18, Santo Afonso de Ligório, em seu livro “Glórias de Maria”, resume assim o grande mistério: “Nenhum outro filho podia escolher sua mãe. Mas, se a algum deles fosse dada tal escolha, qual seria aquele que, podendo tê-la nobre, a quisesse vil? Ou, podendo tê-la amiga, a quisesse inimiga de Deus? Ora, o Filho de Deus, e ele tão somente, pôde escolher para si a mãe de seu agrado. Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal como convinha a um Deus. Mas a um Deus puríssimo convinha uma Mãe isenta de toda culpa.”

O fundamento de toda sua santidade reside na sua missão: ela foi escolhida para trazer Jesus ao mundo, para ser a Mãe de Deus. Por isso, em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Deus modelou Maria toda bela e santa. Como afirma Santa Teresinha do Menino Jesus, “Deus agiu com Maria como um pai, que não apenas levanta a filha que tropeçou numa pedra e caiu, mas correu na frente e retirou a pedra para que ela não caísse”.

A maternidade divina é o fundamento de toda a santidade de Maria. Convinha que ela possuísse toda a santidade possível a uma criatura, sendo imaculada, cheia de graça e do favor de Deus desde o primeiro instante de vida no ventre de sua mãe. “A Imaculada Conceição nos apresenta a face do homem redimido, em que se refaz mais misteriosamente ainda o projeto do paraíso.” (Documento 26 da CNBB)

Essa verdade de fé não é apenas mariológica, “mas também eclesiológica e escatológica, no sentido de que Maria antecipa, assim, o estado de inocência ao qual todos somos chamados. “ (Padre Johan Konings, SJ)

“Maria, com vistas à maternidade divina e por antecipação da libertação por Cristo, foi concebida e nasceu sem ser contaminada pelo pecado da humanidade, o pecado original. Ela é a primeira em quem se realizou totalmente a libertação. Será que ela poderia ter recusado ser a mãe do Salvador? Poderia. O mérito de Maria consiste em ter dado livremente seu ‘sim’ à graça de Deus e à sua missão de ser mãe do Salvador. Então, ela não era predestinada para isso? Era, sim. Mas não forçada! Poderia ter recusado sua (pré-)destinação. A predestinação da graça, que fez com que ela nascesse livre do pecado original, era o projeto da parte de Deus. Mas ela não foi forçada a aceitar este projeto. Também Adão não tinha pecado original, mas ele não foi fiel ao projeto de Deus. Maria, sim. Corrigiu a desistência de Adão. Assumiu de mão cheia o original projeto de Deus, aquilo que Deus predestinou para ela e para todos.” (idem)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bento XVI nomeia novos Bispos para o Brasil


Mons. Paulo César Costa - Eleito Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro - RJ

Mons. Nelson Francelino Ferreira - Eleito Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro - RJ

Mons. Pedro Cunha Cruz - Eleito Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro - RJ

Dom João Mamede Filho - Eleito Bispo Diocesano de Umuarama-PR

Dom Luiz Carlos Eccel - Renúncia aceita pelo Papa, por motivo de saúde


O Papa Bento XVI anunciou, nesta quarta-feira, 24, a nomeação de três bispos auxiliares para a Arquidiocese do Rio de Janeiro e a transferência do Bispo auxiliar de São Paulo, Dom João Mamede Filho, para a vacante diocese de Umuarama, no Paraná. Ainda nesta quarta-feira, foi aceita a renúncia do bispo de Caçador (SC), Dom Luiz Carlos Eccel.

Para bispos auxiliares da Arquidiocese do Rio de Janeiro, foram nomeados os padres Pedro Cunha Cruz, Nelson Francelino Ferreira e Paulo Cezar Costa. Os dois primeiros são do clero da arquidiocese do Rio de Janeiro e o último da diocese de Valença (RJ).

Padre Pedro

Padre Pedro tem 46 anos e é natural do Rio de Janeiro. Fez seus estudos de filosofia na Faculdade de Filosofia João Paulo II e de teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Ordenado sacerdote no dia 4 de agosto de 1990, fez mestrado e doutorado em filosofia na Pontifícia Università Santa Croce, em Roma. Tem mestrado também em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Atual pároco da paróquia Santa Rita e Diretor da Faculdade Eclesiástica de Filosofia do Rio de Janeiro, padre Pedro foi pároco também da paróquia Santa Teresa de Jesus.

Padre Nelson

Paraibano de Sapé, padre Nelson, 45, mora no Rio desde os cinco anos. Ordenado padre no dia 4 de outubro de 1990, padre Nelson fez seus estudos de filosofia e teologia, respectivamente, na Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II e no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Na Pontifícia Universidade Católica do Rio, fez mestrado e doutorado em teologia sistemática.

Professor em vários estabelecimentos, padre Nelson foi também vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Realengo (RJ), e pároco nas paróquias cariocas de São Luiz Rei de França, São Marcos e Nossa Senhora da Glória. Foi ainda diretor espiritual do Seminário São José, assessor eclesiástico das Pastorais Universitária e da Juventude e membro do Conselho Presbiteral da arquidiocese do Rio.

Padre Paulo

Padre Paulo Cezar, 43, cursou filosofia no Seminário Nossa Senhora do Amor Divino, em Petrópolis, e teologia no Seminário São José, da arquidiocese do Rio de Janeiro. Tem mestrado e doutorado em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Ordenado padre em 1992, foi vigário da paróquia da paróquia São Pedro e São Paulo de Paraíba do Sul (RJ) e pároco das paróquias Nossa Senhora da Conceição, em Vassouras (RJ), e Santa Rosa de Lima.

A sagração episcopal dos três padres nomeados será no dia 05 de fevereiro de 2011, às 9h na Catedral de São Sebastião, no Rio de Janeiro.

Bispo transferido

O novo bispo de Umuarama (PR), Dom Mamede, anunciado nesta quarta-feira é da Ordem dos Frades Menores Conventuais (OFMConv) e tem 59 anos. Natural de Caçapava (SP), foi ordenado bispo em 2006. Seu lema episcopal é “no Evangelho, força de Deus”.

Antes de ser ordenado bispo, Dom Mamede exerceu as seguintes atividades: Diretor da obra social Cidade dos Meninos, em Santo André, SP (1978); Vigário da Paróquia Exaltação da Santa Cruz, em Ubatuba, SP (1979); Vigário da Paróquia N.S. Aparecida e N.S. Navegantes, em Guaira, PR (1980-1981); Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Guaira, PR (1982); 1983 a 1985 – Reitor da Casa Dom Romero de Fromação para Vocações Adultas, na cidade de Santo André (SP) e vigário da Paróquia Santa Gema Galgani, na mesma cidade; 1986 a 1988 – Reitor do Seminário Casa São Francisco em Curitiba; 1989 a 1998 – Diretor e Redator da revista O Mensageiro de Santo Antônio na cidade de Santo André (SP);

A partir de 1992, por 14 anos seguidos, foi Ecônomo da Província São Francisco de Assis do Brasil, da OFMConv; Em 1999 organizou a peregrinação das Relíquias de Santo Antônio de Pádua por quase todos os estados do Brasil; 2000 a 2005 – Vigário da Paróquia territorial São Maximiliano Kolbe, de Mogi das Cruzes (SP), e da Paróquia Pessoal para os Japoneses daquela diocese, que também leva o nome de São Maximiliano Kolbe; Reitor do Seminário Casa São Francisco e Guardião da Fraternidade Franciscana Conventual em Curitiba.

Renúncia

Foi aceito hoje, também, pelo Papa, o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Caçador feito pelo bispo Dom Luiz Carlos Eccel, 59, de acordo com o cânon 401 § 2º do Código de Direito Canônico. Desde que foi ordenado bispo, em fevereiro de 1999, Dom Luiz, estava na diocese de Caçador. Seu lema episcopal é “Amar e servir”.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Papa reafirma sua confiança nos novos Cardeais


Um cardeal não deve preocupar-se somente com sua Igreja particular, mas deve saber ampliar seu olhar a toda a Igreja universal. Foi a recomendação do Papa Bento XVI aos novos cardeais, recebidos em audiência ontem, junto com seus familiares e acompanhantes na Sala Paulo VI.

Numa mostra de afeto e apoio, Bento XVI quis saudar os 24 novos purpurados em seus respectivos idiomas, afirmando sua confiança neles e no trabalho que desempenharão a partir de agora.

“Confio muito em vocês, na sua oração e na sua preciosa ajuda”, disse o Papa, animando-os a seguir o “exemplo luminoso dos santos cardeais, intrépidos servidores da Igreja que, ao longo dos séculos, deram glória a Deus com o exercício heróico das virtudes e a tenaz fidelidade ao Evangelho”.

Invocando sobre eles a mártir Santa Cecília, cuja festa se celebrava ontem, relembrou seu compromisso “de ser atentos ouvintes das diversas vozes da Igreja, para tornar mais profunda a unidade dos corações”.

Aos cardeais italianos, cuja maioria já é membro da Cúria Romana, exortou a “perseverar fielmente em suas respectivas tarefas pelo bem do Evangelho e de todo o povo cristão”.

Aos de língua francesa, como o patriarca de Alexandria do Coptas, Antonios Naguib, e dos africanos, fez o convite a “estender o olhar às dimensões da Igreja universal” e a ser “testemunhas ardentes do Evangelho para voltar a dar ao mundo a esperança que necessita e para contribuir para o estabelecimento da paz e da fraternidade”.

Dirigindo-se aos cardeais de língua inglesa, disse que “os cardeais estão chamados a participar de uma forma especial da solicitude do Papa pela Igreja universal”.

Ao cumprimentar os de fala alemã, saudou especialmente o novo cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, salientando sua “importante tarefa ao serviço da Igreja Universal e do Papa na unidade dos cristãos”.

Em espanhol, o Papa felicitou os novos cardeais pedindo que “movidos por um amor intenso a Cristo e unidos em estreita comunhão com o Sucessor de Pedro, continuem servindo com fidelidade à Igreja”.

Relembrando a visita ao Brasil, Bento XVI dirigiu-se a Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, afirmando que a viagem ao país lhe concedeu “horas de íntima alegria e grande esperança eclesial”.

Ao cumprimentar o cardeal polonês Kazimierz Nycz, lembrou que a nomeação cardinalícia “obriga à solicitude já não só pela Igreja local, mas por toda a Igreja universal além da estreita colaboração com o Papa em seu ministério”.

sábado, 20 de novembro de 2010

Solenidade de Cristo Rei do Universo!

Salve Jesus Cristo, Rei de nossos corações e Rei do Universo!
Por Jonas Cunha y Silva











Hoje, é dia de festa em toda comunidade Católica espalhada pelo mundo, celebramos Cristo que é Rei soberano de nossos corações e de todo universo. Esta solenidade foi instaurada pelo Papa Pio XI em 1925, com o fim de trazer consolo as desordens que afligiam o mundo na época e que continuam até os nossos tempos, o Santo Padre acreditava que a instauração de uma solenidade produziria mais frutos aos fiéis do que um documento ou uma encíclica, pois deste modo os fiéis participariam ativamente da solenidade, de corpo, alma e coração.


Basta ligar a TV, o rádio, ler as revistas e jornais diários, catástrofes, violências, drogas, iniqüidades etc. tudo isso infelizmente passou a serem coisas rotineiras, coisas do dia-a-dia de todas as cidades, estados e países de todo globo terrestre. Será que existe uma solução para tudo isso? Sim, existe, tudo isso terá fim, quando enfim Cristo for o Rei definitivo e soberano de nossos corações, de nossas cidades, de nossos países, enfim, de todo o universo. Porque a solenidade de Cristo Rei traz as respostas para a resolução dos problemas de toda a humanidade? O próprio Santo Padre (PIO XI) responde: “Em primeiro lugar porque toda essa profusão de males provém do homem, e por terem afastado Jesus Cristo e sua lei perfeitíssima do convívio familiar e da vida pública, e porque, para restaurar e consolidar a paz, não há meio mais eficaz do que restaurar a soberania de Nosso Senhor.”

Atualmente tudo está andando rumo à decadência, leis contra a dignidade humana são aprovadas por políticos: aborto, casamento homossexual, eutanásia etc. Tantos sintomas não enganam: são o sinal certo de uma doença chamada laicismo (a peste de nossos tempos segundo PIO XI). “Deus e Jesus Cristo tendo sido excluídos da legislação e dos assuntos públicos, a autoridade já não recebendo a sua origem de Deus mas dos homens, aconteceu que… o próprio fundamento da autoridade foi abolido enquanto suprimiam o motivo essencial do direito de mandar e de obedecer. Fatalmente o resultado foi o abalo da sociedade humana toda, já privada de sustentáculo e de apoio firmes (Pio XI, Ubi arcano, 23/12/1922)”. Porque será que atualmente, tantos rejeitam o Reino de Cristo? Do que têm medo? Cristo não teve soldados para libertá-lo dos judeus, e, quando queriam fazer D’Ele um Rei, ele próprio fugiu. Ao mesmo tempo diante de Pilatos ele afirma: “Meu Reino não é deste mundo.” “Não rouba coroas efêmeras, aquele que distribui as coroas do Céu.”

Nesta grande solenidade de nossa Santa Igreja, acordemos! Sejamos soldados fiéis deste Grande Rei que é Jesus Cristo, sejamos fiéis soldados! Soldados que dão a vida pelos ideais de seu Rei e por todo o Reino dele. Analisemos neste fim de ciclo litúrgico, nossas ações em benefício da instauração do Reino, será que combati o bom combate? Será que fui um bom soldado? Será que vivi como deveria viver o ano litúrgico?

Termino este post com frases de mártires dos primeiros séculos da nossa Igreja, aprendamos deles, os grandes Soldados da Fé!

O martírio é o testemunho supremo dado à verdade da fé: ele manifesta um testemunho que vai até a morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, a quem fica unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Aguenta a morte graças a um ato de força « Deixai que seja a comida das feras. É por elas que poderei chegar a Deus » (S Inácio de Antioche, Rom.4,01).

«De nada me servirão os encantos do mundo nem dos reinos deste século. É melhor para mim morrer (para me unir) a Cristo Jesus do que reinar sobre as extremidades da terra. É Ele que procuro, que morreu por nós ; Ele que quero, que ressuscitou por nós. O meu parto está próximo… » (S.Inácio de Antioche, Rom. 6, 1-2).

« Eu bendigo-Te por me ter julgado digno deste dia e desta hora, digno de ser contado entre os teus mártires… Cumpriste a tua promessa, Deus da fidelidade e da verdade. Por essa graça e por todas as coisas, eu louvo-te, bendigo-te pelo eterno e celeste Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, o teu Filho muito amado. Por ele, que está contigo, glória te seja dada, agora e nos séculos. Amem » (S.Polycarpe, matr. 14, 2-3).

Cristo Rei Nosso: Venha a nós o Vosso Reino!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Aumenta a Confiança na Igreja Católica


Uma pesquisa divulgada nessa quarta-feira no Brasil mostra que a Igreja Católica saltou do sétimo para o segundo lugar no ranking de confiança da população nas instituições.

A pesquisa, realizada pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo, tinha como objetivo primeiro medir o Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil).

De acordo com os dados, o Judiciário ficou em oitavo lugar, empatado com a polícia e à frente apenas do Congresso e dos partidos políticos.

Já a confiança na Igreja aumentou 60% do segundo para o terceiro trimestre deste ano, passado de 34% para 54%.

Luciana Gross Cunha, professora da Direito GV e coordenadora do ICJ Brasil, considera que a controvérsia sobre o aborto nas eleições presidenciais pesou para o aumento do índice de confiança na Igreja.

"A Igreja estava em um grau baixo de avaliação quando foi feita a apuração no segundo trimestre, muito perto da crise envolvendo a instituição com denúncias de pedofilia", disse Luciana ao jornal O Estado de S. Paulo.

"A última fase da coleta coincidiu com a discussão sobre o aborto nas eleições presidenciais. Isso fez a diferença", afirmou.

"A Igreja só perde para as Forças Armadas e ganha de longe do governo federal e, inclusive, das emissoras de TV, que normalmente são instituições consideradas confiáveis pela população", disse a pesquisadora.

O Dom da Palavra


O mundo contemporâneo é marcado, de modo especial, pela palavra. A técnica da comunicação permite uma circulação indescritível, em volume e rapidez, da informação. A palavra é o insubstituível amálgama das relações na definição das estratégias de programas governamentais e privados, nas configurações institucionais. É a palavra também que configura, concretamente, o amor que se experimenta e faz desabrochar nos corações entendimentos e sentidos que sustentam a vida a cada dia.
A singularidade e a importância da palavra que compõe esses discursos todos é ciência própria, complexa e vasta. Exigem hermenêuticas para lidar com os desafios incontáveis das interpretações e dos sentidos que alavancam o amor, a superação do ódio, o entusiasmo pela paz e a convicção de que é preciso lutar incansavelmente pela justiça e a concórdia entre todos. Nessa avalanche tsunâmica, em se pensando que em cada cabeça há uma sentença, em cada coração um mundo e em toda inteligência infinitas possibilidades de leituras e entendimentos, fala-se muito e, muitas vezes, de forma irrefletida.
A palavra causa também descompassos, fere, destrói, prejudica, atrasa, inviabiliza. Exige ciência e amor. O amor é a fonte da verdadeira palavra. Não existe outra fonte inesgotável do amor a não ser Deus. Todo amor vem de Deus. Nenhum outro, por si e em si, é fonte do amor. Deus é amor que fala. A palavra de Deus é dom, dom de si mesmo, total e pleno. É Jesus Cristo, o Filho unigênito que se encarnou.
As páginas do Evangelho perenizam esta verdade e apontam o caminho duradouro para o amor. Dá ao amor experimentado nos corações pela força de sentimentos, a purificação e a consistência que produz vida e ilumina inteligências nos diferentes campos do saber, nas decisões importantes para a sociedade, na vida familiar e no recôndito das consciências. É preciso, pois, pensando o quanto cada qual usa a palavra, por direito e por necessidade, a cada instante da vida, voltar-se permanentemente para a fonte desta palavra que é Deus. A Palavra de Deus é esta fonte, por ser amor é ciência insuperável.
Essa reflexão integrou o amplo horizonte motivacional que levou a Igreja Católica, no Concílio Vaticano II, 1962/65, a retomar, com a Constituição Dei Verbum, a Palavra de Deus, esta fonte para revitalizar sua vida secular. Esta retomada periódica necessária se deu em outubro de 2008, durante o XI Sínodo Ordinário, em Roma, presidido pelo Papa Bento XVI, congregando bispos delegados, religiosos, leigos, peritos, observadores e convidados do mundo inteiro. As proposições oferecidas ao Papa inspiraram em seu coração de pastor, a exortação pós-sinodal A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.
A riqueza da palavra do Papa Bento XVI remete a todos, como convocação especial à Igreja Católica, à fonte do amor, Deus. Esse precioso documento indica caminhos de conhecimento, atenções e horizontes bem delineados para qualificar a palavra de todo aquele que crê. A Igreja Católica no Brasil recebe, portanto, uma fecundação particular, já trilhando, com mais audácia missionária, os caminhos de sua missão desde a 5ª Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida, ao retomar a força espiritual do discipulado no seguimento de Jesus Cristo.
A Palavra de Deus em primeiro lugar é o compromisso para dar às responsabilidades, aos entendimentos e às decisões, a força que só vem de quem escuta o amor, Deus. Vale debruçar sobre a Palavra de Deus, ainda que inicialmente por razões poéticas, literárias, hermenêuticas e culturais. O resultado será o encontro mais precioso que se pode ter na vida - com Jesus Cristo. Encontro que qualifica todos os outros. A vida que vale ser vivida é duradoura, mesmo para além do tempo, quando é amor - amor que é Deus, aquele que se revela em Cristo, o Dom da Palavra.


Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte