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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Frei Rinaldo Stecanela em Santa Gertrudes - SP

A Paróquia São Joaquim junto com seu pároco padre Inácio Cusmano, convida toda a população gertrudense e das cidades da região para participarem da Missa da Família celebrada pelo Frei Rinaldo Stecanela da TV Século 21, a realizar-se no dia 30 de outubro de 2013 (quarta-feira) às 19h30 na Igreja Matriz de São Joaquim, situada na Praça Carlos Buschinelli s/n, centro, Santa Gertrudes-SP Venha e traga toda sua família!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Cadastramento de Religiosos que concelebrarão com o Papa em Aparecida termina dia 04

O cadastramento de (arce)bispos, padres e diáconos que desejarem concelebrar com Papa Francisco no Santuário Nacional de Aparecida, em 24 de julho, será encerrado na próxima quinta-feira (04). O prazo, que inicialmente seria até o dia 12, foi reduzido e continua obrigatório, devendo ser realizado junto à Secretaria de Pastoral do Santuário.
Não há limite no número de religiosos que vão concelebrar com o Papa. As credenciais deverão ser retiradas na Secretaria de Pastoral entre os dias 13 e 23 de julho.
A orientação da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) é para que arce(bispos) façam o comunicado a todo o clero. Os telefones disponíveis para cadastramento são (12) 3104-1693 e 3104-1696, devendo ser informados os dados pessoais dos religiosos.
No momento da inscrição, a secretaria informa que os arce(bispos) deverão trazer mitra branca, solidéu e túnica no dia da celebração. Os padres deverão trazer túnica ou alva própria.
Fonte: A12.com

segunda-feira, 15 de abril de 2013

51ª Assembleia Geral: Missa recorda bispos falecidos


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A Celebração Eucarística desta segunda-feira, 15 de abril, da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recordou os bispos falecidos desde a última Assembleia Geral, realizada no ano passado.
Na celebração, que foi presidida pelo bispo de Botucatu, Estado de São Paulo, dom Maurício Grotto de Camargo, foram acesas velas em memória por cada um dos bispos falecido.
Na procissão de entrada estavam os bispos das dioceses que perderam seus pastores desde a última assembleia.
Por ocasião de sua Assembleia Geral, a CNBB alimenta em seus momentos orantes a vida e o ministério dos seus membros e faz a oração de Ação de Graças pela nomeação de novos bispos, a oração de gratidão pelo ministério dos bispos eméritos e a oração em sufrágio dos bispos falecidos.
Em sua homilia, dom Maurício pediu aos fiéis que a exemplo de Jesus Cristo estejam dispostos a dar a vida pelo bem comum. “Precisamos estar dispostos a dar a vida pelo bem comum”, afirmou.
O bispo de Botucatu recordou, em especial, os bispos já falecidos que dedicaram suas vidas a Igreja e ao povo de Deus.
Após a celebração, os bispos se dirigiram para o Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida para retomar as atividades da 51ª Assembleia Geral.
Lista dos bispos que faleceram após a Assembleia 2012
Dom Frei Agostinho José Sartori - Bispo Emérito de Palmas/Francisco Beltrão (PR).
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini – Bispo Emérito de Guarulhos-SP
Dom Aloysio José Leal Penna – Arcebispo Emérito de Botucatu-SP
Dom Joviano de Lima Júnior – Arcebispo de Ribeirão Preto – SP
Cardeal Eugênio de Araújo Sales - Arcebispo Emérito de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Dom José Foraloso – Bispo Emérito de Marabá-PA
Dom Eduardo Koiak – Bispo Emérito de Piracicaba-SP
Dom Hélio Gonçalves Heleno – Bispo Emérito de Caratinga-MG
Dom José Rodrigues de Sousa - bispo emérito de Juazeiro (BA)
Dom Luís D’Andrea - bispo emérito de Caxias (MA)
Dom Antônio Maria Mucciolo – Arcebispo Emérito de Botucatu-SP.
Dom Luiz Eugênio Perez – Bispo Emérito de Jaboticabal-SP
Dom José Song Sui-Wan – Bispo Emérito de São Gabriel da Cachoeira-AM
Dom José Alves – Bispo Emérito de Corumbá-MS
Fonte: CNBB

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dom Giovanni D’ Aniello preside missa da 51ª Assembleia Geral


                                           Nuncio 11.04.13
A Santa Missa desta quinta-feira (11), da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi em Ação de Graças pelos bispos nomeados desde a última Assembleia Geral realizada em 2012.
A Celebração Eucarística, que reuniu todos os Bispos do Brasil diante do Altar de Nossa Senhora Aparecida, foi presidida pelo Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello.
Por ocasião de sua Assembleia Geral, a CNBB alimenta em seus momentos orantes a vida e o ministério dos seus membros e faz a oração de Ação de Graças pela nomeação de novos bispos, a oração de gratidão pelo ministério dos bispos eméritos e a oração em sufrágio dos bispos falecidos.
Em sua homilia, dom Giovanni D’ Aniello saudou os bispos presentes na assembleia, em especial, aos bispos nomeados no último ano.
Dom Giovanni pediu aos bispos que estejam sempre na busca pela mudança, tornando o Cristo o centro da própria vida. “Assumir a Cristo como critério de salvação. A fé é dada aos que obedecem e Jesus é aquele que vem, do alto e do céu. Está acima de todas as criaturas e todas as coisas. O mistério pascal nos leva a plenitude”, afirmou.
Núncio Apostólico ressaltou que algo novo, profundamente novo, aconteceu durante a ressureição. “Obedecer não é mais submeter-se. É um processo de crescimento. A liturgia de hoje nos diz que é preciso caminhar com Cristo. Confessar e santificarmos com Ele”.
Aos novos bispos, dom Giovanni D’ Aniello pediu a doação pessoal que deve acompanhar o ministério apostólico e empenho em suas iniciativas.
Dom Giovanni Felicitou os bispos lembrando do ministério apostólico que traz alegrias,  esperanças e também dificuldades. “Saibam que não estão sozinhos, Estão unidos ao Papa e todos os membros do colégio episcopal do Brasil e do mundo inteiro”, afirmou.
Citando o Papa Francisco, dom Giovanni afirmou que cada ministério deve ter a vontade de servir o Evangelho ajudando a Igreja a contemplar Cristo, para que os fiéis possam encontrar o caminho, a verdade e a vida, tornando – os homens novos. “Confio à proteção de Nossa Senhora Aparecida os nossos trabalhos nesses dias de assembleia, para que possamos também testemunhar a fé autêntica. Asseguro-lhes as minhas orações”, finalizou o Núncio Apostólico.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Missa de abertura da 51ª Assembleia Geral no Santuário Nacional de Aparecida



A Celebração da Eucaristia, realizada as 7h30, no Altar Central, do Santuário Nacional de Aparecida marcou a abertura da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, nesta quarta-feira, 10 de abril.
A missa foi presidida pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis. A missa foi concelebrada pelo vice-presidente da CNBB e arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva e pelo secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
No início da celebração, dom Raymundo Damasceno saudou e agradeceu ao Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello, ao Mons. Gianluca Perici, aos os colaboradores da 51ª  Assembleia Geral; os sub-secretários dos Regionais; os Presidentes de  organismos e Representantes de Pastorais, ao Santuário Nacional e fiéis da Arquidiocese de Aparecida e os romeiros presentes.
A Assembleia Geral da CNBB reúne em Aparecida até o dia 19 de abril 361 bispos e arcebispos e 43 bispos eméritos. As celebrações serão realizadas no Santuário e as sessões da assembleia no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
Em sua homilia, dom Damasceno afirmou que a Assembleia deste ano se insere na dinâmica do Ano da Fé e no espírito dos 50 anos do Concílio Vaticano II.
“Passaremos juntos os próximos dez dias em oração, partilha fraterna de experiências pastorais, estudo e reflexão. Os momentos de oração e celebração, queremos vivê-los em profunda comunhão com os romeiros, aqui no Santuário, e com os que, em casa, estarão em sintonia conosco. O estudo e a reflexão se estenderão sobre diversos temas de interesse eclesial, mas se concentrarão principalmente em torno do tema central: a renovação de nossas paróquias”, afirmou.
O cardeal destacou também que as paróquias são chamadas a ser comunidades de comunidades, como as denomina o Documento de Aparecida, são chamadas a uma conversão pastoral, que destaque ainda mais seu dinamismo missionário e seu espírito de acolhimento.
Dom Raymundo Damasceno ressaltou também que é importante recordar que na Quaresma deste ano a Igreja viveu com espírito eclesial ainda mais destacado porque acompanhamos o Papa Bento XVI, agora Bispo Emérito de Roma, em suas últimas semanas de pontificado, desde que anunciou, dia 11 de fevereiro, que renunciaria ao exercício do ministério petrino no dia 28 de fevereiro.
“O luminoso testemunho de seu pontificado, que se destacou, sobretudo, pela profundidade e pela qualidade espiritual e teológica de seu magistério, fica gravado em nossas mentes. Assim como fica gravado em nossos corações sua humilde e corajosa decisão, ditada unicamente pelo bem da Igreja e pela fé em Jesus Cristo, que é Quem conduz a Igreja por meio dos pastores por Ele escolhidos. Depois de um breve período de Sede Vacante, dia 13 de março foi eleito o Papa Francisco”.
Se referindo ao Papa Francisco, dom Raymundo afirmou que sua simplicidade e os sinais que, desde o momento de sua eleição ele tem dado, na Casa de Santa Marta  e nas suas aparições públicas, nos fazem esperar um pontificado de grande sensibilidade pastoral e de profundo diálogo com toda a Igreja, com os outros cristãos, com as demais religiões, sobretudo, as monoteístas e com o mundo da cultura em geral”.
Aos fiéis presentes na celebração, dom Raymundo pediu que estejam em comunhão no mistério da morte e da Ressurreição de Cristo.
“Queridos irmãos e irmãs, a todos nós é dada a comunhão no mistério da morte e da Ressurreição de Nosso Senhor por meio de nosso Batismo. Essa mesma graça é renovada em cada celebração da santa Eucaristia. Portanto, nós podemos caminhar na vida nova, podemos viver na dinâmica do Reino e nos deixar renovar continuamente na vida nova que Nosso Senhor nos comunica”.
Ao final de sua reflexão, cardeal dom Damasceno afirmou que acredita que a 51ª Assembleia Geral da CNBB contribui para que a Igreja no Brasil continue manifestando a confiança sem limites nos frutos que o mistério da Páscoa produz.
“Para isso, nos confiamos à Virgem Mãe Aparecida, em cuja casa nos encontramos.  Ela que aqui nos recebe, como Mãe, interceda por nós, para que continuemos a ‘evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo’”.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Paróquia São Joaquim tem novos horários de Missa e de funcionamento


A Paróquia São Joaquim de Santa Gertrudes-SP na Diocese de Piracicaba tem a partir desse mês de abril novos horários de Missa e também está funcionando em novo horário.
Confira abaixo os novos horários. Participe:

Quarta - feira 20h -  Capela São Francisco de Assis
Quinta - feira 15h -  Capela São Joaquim
Quinta - feira 20h -  Capela Santa Catarina
Sexta - feira 20h  - Capela Nossa Senhora Aparecida
Sábado 18h - Celebração/ Capela São José*
Sábado 19h30 - Matriz São Joaquim
Domingo - 07h30 - Capela São José
Domingo 09h30 e 19h - Matriz São Joaquim
Última Quarta - feira do Mês - 9h - Lar dos Velhinhos
Último Domingo do Mês - 11h15 Fazenda Santa Gertrudes
Primeira e Última Terça - feira do Mês - 19h30 Círculos Bíblicos

Terço na Igreja Matriz de segunda à sexta ás 08h

Horário de Funcionamento da Secretária e Igreja Matriz e Capela São José
De segunda à sexta das 08h às 11h30 e das 13h às 17h e aos sábados das 08h às 11h30

* A Capela São José terá celebrações aos sábados, pois o padre Inácio estará celebrando casamentos ás 18h

quinta-feira, 28 de março de 2013

Papa Francisco no Instituto Penal para Menores: "Devemos nos ajudar mutuamente"


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu na tarde desta Quinta-feira Santa a Santa Missa da Ceia do Senhor no Instituto Penal para Menores de Casal del Marmo, em Roma. 

"Isto é comovente. Jesus que lava os pés dos seus discípulos. Pedro não entendia nada, rejeitava isto. Mas Jesus lhe explicou. Jesus – Deus – fez isto! E ele mesmo explica aos discípulos: Entenderam aquilo que eu fiz para vocês? Vocês me chamam de Mestre e Senhor, e o dizem bem, porque o sou. Se então eu, o Senhor e Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. Dei-lhes o exemplo, de fato, para que também vocês façam como eu", disse o Papa em sua homilia, citando as palavras de Jesus.

O pontífice frisou que este é o exemplo do Senhor. "Ele é o mais importante e mesmo assim lava os pés, para que também entre nós, aquele que está numa posição mais elevada, esteja a serviço dos outros. Este é um símbolo, é um sinal, não? Lavar os pés que dizer 'eu estou a seu serviço'. E também nós, entre nós, não é que devemos lavar os pés todos os dias uns dos outros, mas, o que significa isto? Que devemos nos ajudar, um ao outro. Às vezes fico irritado com alguém, mas...., deixa prá. E, se depois ele te pede um favor, faça este favor para ele", sublinhou o Papa Francisco.

"Ajudar-nos mutuamente: é isso que Jesus nos ensina e isso é aquilo que eu faço, e o faço de coração, porque é meu dever. Como Sacerdote e como Bispo devo estar a seu serviço, mas é um dever que me vem do coração: amar o outro. Amo isso e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou. Mas também vocês: ajudem-se, ajudem-se sempre. Um ao outro. E assim, nos ajudando mutuamente, faremos o bem", disse ainda.

O Papa concluiu a homilia dizendo: "Agora faremos essa cerimônia de lavar-nos os pés e cada um de nós pense: 'Eu, verdadeiramente estou disposto, estou disposta a servir, a ajudar o outro?'. Pensemos somente isto. E pensemos que este gesto é um carinho que Jesus nos faz, porque Jesus veio justamente para isto: para servir, para nos ajudar". 

Ao final da cerimônia um dos jovens dirigiu-se ao Santo Padre agradecendo a sua visita e lhe perguntou: “Eu quero saber uma coisa: por que você veio hoje aqui em Casal del Marmo? Só quero saber isto e basta!”

Papa Francisco respondeu ao jovem: “É um sentimento que veio do coração, eu senti isto. Onde estão aqueles que talvez me ajudarão mais a ser humilde, a ser servidor como deve ser um bispo. E eu pensei, e eu perguntei: “Onde estão aqueles que gostariam de uma visita?” E me disseram: “Casal Del Marmo, talvez”. E quando me disseram isto, decidi vir aqui. Mas isto veio do coração, somente do coração. As coisas do coração não tem explicação, elas vem sozinhas. Obrigado!

Ao se despedir, Papa Francisco disse: “Agora me despeço. Muito obrigado. Rezem por mim e não deixem que vos roubem a esperança. Sempre em frente. Muito obrigado”.

(JE/MJ)
Fonte: Rádio Vaticano

Francisco na Missa do Crisma: “Ser pastor é sentir o cheiro das ovelhas”


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou na manhã desta Quinta-feira Santa, que abre o Tríduo Pascal, a Missa do Crisma na Basílica Vaticana.

Em sua homilia, falou da simbologia dos ungidos, seja na forma, seja no conteúdo. A beleza de tudo o que é litúrgico, explicou, não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado. 

“O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo, mas se espalha e atinge «as periferias». O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção não é para perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso... e o coração amargo.”

Para Francisco, o bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo: “Nota-se quando o povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, «as periferias» onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé”. 

Ser sacerdote é estar nesta relação com Deus e com o seu povo, pois assim a graça passa através dele para ser mediador entre Deus e os homens. Esta graça, todavia, precisa ser reavivada, para intuir o desejo do povo de ser ungido e experimentar o seu poder e a sua eficácia redentora: “Nas «periferias» onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus”. 

Não é nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor, adverte o Pontífice, nem mesmo nos cursos de autoajuda. O poder da graça cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que nada têm.

“O sacerdote que sai pouco de si mesmo, que unge pouco, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. Daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, em vez de serem pastores com o «cheiro das ovelhas», pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens.” 

Para enfrentar a crise de identidade sacerdotal, que se soma à crise de civilização, Papa Francisco convida a lançar as redes em nome Daquele em que depositamos a nossa confiança: Jesus. 

E conclui: “Amados fiéis, permanecei unidos aos vossos sacerdotes com o afeto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus. Amados sacerdotes, Deus Pai renove em nós o Espírito de Santidade com que fomos ungidos, o renove no nosso coração de tal modo que a unção chegue a todos, mesmo nas «periferias» onde o nosso povo fiel mais a aguarda e aprecia”. 
(BF)
Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 22 de março de 2013

Papa celebra missa para jardineiros e garis do Vaticano: é preciso abrir o coração para o amor




Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco celebrou a missa na manhã desta sexta-feira, na capela da Casa Santa Marta, com a participação dos garis e jardineiros que trabalham no Vaticano. Foi uma grande surpresa para os mais de 30 funcionários que acolheram com alegria o convite do Pontífice.

"Somos os invisíveis": assim se expressou Luciano Cecchetti, responsável pelo trabalho dos jardins e da limpeza pública, referindo-se aos que no Vaticano, todos os dias, trabalham para manter limpa a Praça São Pedro e cuidam das plantas que tornam o pequeno Estado um belo jardim.

Uma dedicação que o Papa quis premiar convidando-os à missa das 7h na Casa Santa Marta:

Luciano Cecchetti:- "Encontrar-se diante do Santo Padre, numa missa para nós, é uma coisa que não acontece todos os dias. Olhei algumas vezes e via a expressão facial dos funcionários: saímos todos comovidos. Foi uma missa realmente muito simples, em contato direto com quem há poucos dias foi eleito Pontífice. E nós lhe expressamos o nosso reconhecido agradecimento... especialmente quando nos cumprimentou no final: fomos apresentados um a um e para cada um de nós dirigiu uma palavra. O que disse a todos nós foi: 'Rezem por mim'. Muitos funcionários, sendo jardineiros, pediram-lhe que visitasse os jardins junto com eles: ele deu seu assentimento fazendo um aceno com a cabeça. Não nos disse não..."

Na homilia sem texto – referiu o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi –, o Papa deteve-se sobre a passagem do Evangelho do dia, que fala das pedras que os judeus pegaram para lapidar Jesus. "Se nós temos o coração fechado – disse o Papa Francisco –, se temos o coração de pedra, as pedras chegam às nossas mãos e estamos prontos a lançá-las", por isso é preciso abrir o coração ao amor.

Ao término da missa, o Pontífice sentou-se num dos bancos em meio aos fiéis, numa das últimas filas, para um momento de oração pessoal.

Já na quinta-feira pela manhã – disse ainda Pe. Lombardi –, o Papa celebrara uma missa para os funcionários da Casa Santa Marta, junto com o secretário da Congregação para os Bispos, Dom Lorenzo Baldisseri, e o secretário Pe. Alfred Xuereb.

"É um modo para encontrar as pessoas que dificilmente depois terá ocasião de ver", concluiu o porta-voz vaticano. (RL)
Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 19 de março de 2013

Missa de início do Pontificado: "Cuidar das pessoas que estão na periferia do nosso coração"





Cidade do Vaticano (RV) – Na solenidade de São José, Papa Francisco dedicou toda a sua homilia às virtudes do patrono da Igreja – e como podemos nos inspirar em suas qualidades.

Logo no início, recordou seu Predecessor, que celebra seu onomástico, para que o acompanhemos com a oração, “cheia de estima e gratidão”. 

Comentando as leituras do dia, falou da missão de José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja. Uma guarda que se realiza com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. 

“Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio.”

José responde à vocação de Deus com disponibilidade e prontidão; tendo Cristo no centro da vocação cristã. Entretanto, a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. 

É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família. É viver com sinceridade as amizades. “Sejam guardiões dos dons de Deus!”

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuida da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. “Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.” 

Papa Francisco pediu “por favor” aos que ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: “Sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”.

A seguir, Francisco falou do início do seu ministério como novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. Mas de que poder se trata? – questionou, respondendo com o convite de Jesus a Pedro: apascenta as minhas ovelhas. 

“Jamais nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão.”

Este é o serviço que o Bispo de Roma e todos nós somos chamados a cumprir: dar esperança perante tantos ‘pedaços de céu cinzento’. 

“Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! Para nós cristãos, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus”, concluiu Papa Francisco, pedindo a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o seu ministério.

(BF)
Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 18 de março de 2013

Veja como será a Missa de início do ministério petrino de Papa Francisco



O porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, concedeu uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 18, no Vaticano. Ele deu detalhes sobre a missa de início do ministério petrino de Papa Francisco, que será celebrada amanhã, 19, às 9h30 (em Roma, 5h30 em Brasília, com transmissão ao vivo pela TV Canção Nova).
Nesta celebração, o Santo Padre recebe o anel de pescador  e inicia oficialmente o ofício de bispo de Roma. “A cerimônia acontece entre a tumba de São Pedro e a Praça de São Pedro. Este último é significativo por se tratar do local onde o apóstolo Pedro foi martirizado”, destacou.
O rito que antecede a celebração
Pouco antes da celebração, o Santo Padre desce à tumba de São Pedro, localizada embaixo do altar central (também chamado de Altar da Confissão) da Basílica Vaticana acompanhado por 10 patriarcas e arcebispos das Igrejas Orientais Católicas. Ainda no local, os diáconos que servirão durante a celebração tomam o evangeliário, além do pálio e do anel de pescador que serão impostos no Sumo Pontífice.
“Estes são sinais do seu ministério (…) O Pálio é de lã e simboliza o bom pastor, representando Jesus que leva suas ovelhas nos ombros. (…) O anel de pescador  simboliza o apóstolo pedro que além de tudo, foi pescador de homens”, enfatizou.
Veja como será a missa de início do ministério petrino de Papa Francisco
Anel de pescador e pálio que serão entregues ao Papa Francisco

Quem entrega os símbolos do ministério Petrino ao Santo Padre?
O Cardeal protodiácono, neste caso, o mesmo que proferiu o Habemus Papam, Cardeal Jean Louis Tauran, entrega o pálio ao Papa. Depois do pálio é feita uma oração, que será conduzida pelo cardeal protopresbítero. Por fim, o decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, impõe o anel de pescador ao Papa.
O anel de Papa Francisco
O anel de Papa Francisco é inspirado em uma obra de Enrico Manfrini e é de prata dourada. No anel escolhido por ele – entre três que lhe foram apresentados – a figura de São Pedro segurando as duas chaves que simbolizam as chaves do céu e da terra, as quais foram referidas por Jesus Cristo em diálogo com apóstolo Pedro.
Particularidades da celebração desta terça-feira, 19.
Logo após esse tradicional ritual, inicia-se a celebração eucarística.  O Evangelho será proclamado somente em grego. No ofertório, um canto raro do famoso compositor católico PierLuigi Palestrina será entoado durante a preparação das oferendas. O canto diz: “Tu és o pastor das ovelhas”, composto especialmente para o início do ministério petrino de um Sumo Pontífice.
Na celebração estarão presentes representantes budistas, muçulmanos, judeus e ortodoxos. Ao todo, 132 delegações dos países se farão presentes na Missa. Não é o Vaticano que convida os governos, mas informa sobre a celebração e participa quem assim desejar.
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 8 de março de 2011

Como ir à Missa e não perder a Fé


ROMA, terça-feira, 8 de março de 2011 (ZENIT.org) - Um enfraquecimento da fé e a diminuição do número de fiéis poderiam ser atribuídos aos abusos litúrgicos e às Missas ruins, quer dizer, às que traem seu sentido original e onde, no centro, já não está Deus, mas o homem, com a bagagem de suas perguntas existenciais.

Essa é uma ideia sustentada por Nicola Bux, teólogo e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.

Apresentado em Roma no dia 2 de março, em seu livro "Come andare a Messa e non perdere la fede" [Como ir à Missa e não perder a fé, N. do T.], Bux lança-se contra a virada antropológica da liturgia.

Bux replica a quantos criticaram Bento XVI, acusando-o de ter traído o espírito conciliar. Ao contrário – argumenta o teólogo – os documentos oficiais do Concílio Vaticano II foram traídos precisamente por essas pessoas, bispos e sacerdotes à frente, que alteraram a liturgia com “deformações ao limite do suportável”.

Participar de uma celebração eucarística pode significar, de fato, também se encontrar perante as formas litúrgicas mais estranhas, com sacerdotes que discutem economia, política e sociologia, tecendo homilias em que Deus desaparece. Proliferam os ensaios de antropologia litúrgica até reduzir a esta dimensão os próprios sinais sacramentais, “agora chamados – denuncia Bux – preferivelmente de símbolos”. A questão não é pequena: enfrentá-la implica ser tachado de anticonciliar.

Todos se sentem com o direito de ensinar e praticar uma liturgia “ao seu modo”, tanto que hoje é possível assistir, por exemplo, “à afirmação de políticos católicos que, considerando-se ‘adultos’, propõem ideias de Igreja e de moral em contraste com a doutrina”.

Entre aqueles que iniciaram esta mudança, Bux recorda Karl Rahner, quem, à raiz do Concílio, denunciava a reflexão teológica então imperante que, em sua opinião, mostrava-se pouco atenta ou esquecida da realidade do homem.

O jesuíta alemão sustentava em contrapartida que todo discurso sobre Deus brotaria da pergunta que o homem lança sobre si mesmo. Em consequência – esta é a síntese – a tarefa da teologia deveria ser falar do homem e de sua salvação, lançando as perguntas sobre si e sobre o mundo. Um pensamento teológico que, com triste evidência, foi capaz de gerar erros, o mais clamoroso dos quais é o modo de entender o sacramento, hoje já não sentido como procedente do Alto, de Deus, mas como participação em algo que o cristão já possui.

“A conclusão que Häuβling tira disso – recuerda Bux – é que o homem, nos sacramentos, acabaria por participar de uma ação que não corresponde realmente a sua exigência de ser salvo”, já que abre mão da intervenção divina. A semelhante tese “sacramental” e à derivação anexa da liturgia, responde Joseph Ratzinger, que já no dorso do volume XI, “Teologia da Liturgia”, de sua Opera omnia, escreve: “Na relação com a liturgia se decide o destino da fé e da Igreja”.

A liturgia é sagrada, de fato, se tiver suas regras. Apesar disso, se por um lado o ethos, ou seja, a vida moral, é um elemento claro para todos, por outro lado, ignora-se quase totalmente que existe também um “jus divinum”, um direito de Deus a ser adorado. “O Senhor é zeloso de suas competências – sustenta Bux –, e o culto é o que lhe é mais próprio. Em contrapartida, precisamente no campo litúrgico, estamos frente a uma desregulação”.

Sublinhando, em contrapartida, que sem “jus” o culto torna-se necessariamente idolátrico, em seu livro o teólogo cita uma passagem da “Introdução ao espírito da liturgia”, de Ratzinger, que escreve: “Na aparência, tudo está em ordem e presumivelmente também o ritual procede segundo as prescrições. E no entanto é uma queda na idolatria (...), faz-se Deus descer ao nível próprio, reduzindo-o a categorias de visibilidade e compreensibilidade”.

E acrescenta: “trata-se de um culto feito à própria medida (...), converte-se em uma festa que a comunidade faz para si mesma; celebrando-a, a comunidade não faz mais que confirmar a si mesma”. O resultado é irremediável: “Da adoração a Deus se passa a um círculo que gira em torno de si mesmo: comer, beber, divertir-se”. Em sua autobiografia (Mi vida), Ratzinger declara: “Estou convencido de que a crise eclesial em que hoje nos encontramos depende em grande parte do colapso da liturgia”.

Para encerrar, uma sugestão e uma advertência. A primeira é relançar a liturgia romana “olhando para o futuro da Igreja – escreve Bux –, em cujo centro está a cruz de Cristo, como está no centro do altar: Ele, Sumo Sacerdote a quem a Igreja dirige seu olhar hoje, como ontem e sempre”. A segunda é inequívoca: “se acreditamos que o Papa herdou as chaves de Pedro – conclui –, quem não o obedece, antes de tudo em matéria litúrgica e sacramental, não entra no Paraíso”.
Fonte: Zenit