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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Papa no Angelus: JMJ foi um grande dom para o Brasil, para a América Latina e para o mundo


Cidade do Vaticano (RV) - "As Jornadas Mundiais da Juventude não são 'fogos de artifício'": com essas palavras, o Papa Francisco – na alocução que precedeu a oração do Angelus deste domingo, ao meio-dia, na Praça São Pedro, após seu retorno, domingo passado, do Rio de Janeiro – quis ressaltar o sentido de um caminho dos jovens, que prossegue no tempo, pelos continentes, com a Cruz de Cristo, para vencer "a vaidade do cotidiano".

Um "grande dom" para o Brasil, para a América Latina e para o mundo inteiro. O Santo Padre pediu a todos que agradecessem ao Senhor pela JMJ celebrada no Rio de Janeiro.

"Jamais devemos nos esquecer que as Jornadas Mundiais da Juventude não são 'fogos de artifício', momentos de entusiasmo fim em si mesmo."

São etapas de um longo caminho iniciado em 1985 por João Paulo II e continuado com Bento XVI. E "também eu pude viver esta maravilhosa etapa no Brasil", acrescentou o Pontífice, chamando a atenção para uma questão muito importante:

"Recordemos sempre: os jovens não seguem o Papa, seguem Jesus Cristo, carregando a sua Cruz."

O Papa guia e acompanha os jovens neste caminho de fé e de esperança. Em seguida, Francisco expressou um caloroso ulterior agradecimento aos jovens que participaram da JMJ, "inclusive a custa de sacrifícios", e a todo o povo brasileiro, "generoso", "de grande coração":

"O Senhor recompense todos aqueles que trabalharam por esta grande festa da fé. Quero ressaltar o meu agradecimento: muito obrigado! Muito obrigado aos brasileiros! Brava gente do Brasil, um povo de grande coração. Não esqueço seu caloroso acolhimento, suas saudações, seus olhares, tanta alegria, um povo generoso. Peço ao Senhor que o abençoe muito!"

Em seguida, o Santo Padre expressou uma intenção de oração a fim de que os jovens que se encontraram no Rio de Janeiro possam traduzir esta experiência "nos comportamento de todos os dias", "em escolhas importantes na vida", respondendo ao chamado pessoal do Senhor", rejeitando "o absurdo de basear a própria felicidade no ter", como nos traz o Evangelho dominical.

"Os jovens são particularmente sensíveis ao vazio de significado e de valores que muitas vezes o circunda. E, infelizmente, pagam a consequência por isso."

Pelo contrário, o encontro com Jesus vivo, em sua grande família que é a Igreja, enche o coração de alegria, de bem profundo, "que não passa nem se deteriora":

"Vimos isso nos rostos dos jovens no Rio de Janeiro. Mas essa experiência deve enfrentar a vaidade cotidiana, o veneno do vazio que se insinua em nossas sociedades baseadas no lucro e no ter, que iludem os jovens com o consumismo."

Após a oração mariana, teve lugar a saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, milhares, apesar do calor tórrido deste verão europeu.

O Papa agradeceu a todos, dizendo ver tantos jovens na Praça, que parecia ser o Rio de Janeiro – observou em tom descontraído.

Em seguida, recordou que nesta segunda-feira, 5 de agosto, celebra-se em Roma Nossa Senhora sob o título de "Salus Populi Romani" (Proteção do Povo Romano), rezando em seguida uma Ave-Maria com todos os presentes.

O Pontífice recordou os párocos e todos os presbíteros do mundo, no dia em que se celebra a memória litúrgica do patrono dos sacerdotes:

"Gostaria de recordar especialmente os párocos e todos os sacerdotes do mundo, porque nesta data se celebra a memória do patrono deles, São João Maria Vianney. Caros coirmãos, estejamos unidos na oração e na caridade pastoral."

Por fim, recordou também que na próxima terça-feira, 6 de agosto, celebramos a festa litúrgica da Transfiguração, expressando um pensamento de profunda gratidão ao venerável Papa Paulo VI, que partiu deste mundo em 6 de agosto de 35 anos atrás.

Francisco concluiu desejando um bom domingo, bom mês de agosto e bom almoço a todos.

O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção apostólica. (RL)
Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 14 de julho de 2013

No Angelus, Papa Francisco confia a Jornada Mundial da Juventude a Nossa Senhora Aparecida


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco dirigiu-se na manhã deste domingo à Castel Gandolfo, onde recitou a Oração Mariana do Angelus. Na sua alocução, que precede a oração, o Papa confiou a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro a Nossa Senhora Aparecida e recordou São Camilo Lellis, "um homem que viveu plenamente o Evangelho do bom samaritano"..

O Papa partiu de carro do Vaticano às 9 horas da manhã, chegando à Vila Pontifícia às 9h30min, onde encontrou os funcionários e moradores da Residência de Verão. Francisco foi saudado pelo Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, pelo Diretor da Vila Pontifícia, Dr. Petrillo Saverio e pela Prefeita de Castel Gandolfo, Sra. Milvia Monachesi. Numa breve intervenção, o Papa agradeceu a acolhida e dirigiu-se às pessoas que “amam este lugar, encantados com a sua beleza e encontrando ali um momento de descontração”.

No pronunciamento, Papa Francisco recordou os seus predecessores que costumavam passar algum período do verão em Castel Gandolfo: “Neste momento o meu pensamento vai para o beato João Paulo II e a Bento XVI, que gostavam de passar parte do período de verão nesta residência pontifícia. Muitos de vocês tiveram a ocasião de os encontrar e acolher, conservando uma cara recordação. Que o seu testemunho seja sempre de encorajamento na fidelidade cotidiana a Cristo e no contínuo esforço para viver uma vida coerente com as exigências do Evangelho e o ensinamento da Igreja”.

Ao meio-dia, o Papa Francisco dirigiu-se à multidão que superlotava a praça em frente à Residência de verão. Ao invés de falar do balcão central, Francisco preferiu recitar a Oração mariana do Angelus em frente à Residência apostólica.


Eis a íntegra da reflexão que precede o Angelus:

“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
hoje o nosso encontro dominical do Angelus vivemos aqui em Castel Gandolfo. Eu saúdo os habitantes desta linda cidadezinha! Gostaria de vos agradecer, sobretudo pelas vossas orações, e o mesmo faço com todos vocês peregrinos, que vieram em grande número aqui.

O Evangelho de hoje - estamos no capítulo 10 de Lucas - é a famosa parábola do Bom Samaritano. Quem era esse homem? Era alguém, que descia de Jerusalém em direção à Jericó na estrada que atravessa o deserto da Judéia. Há pouco, nesta estrada, um homem havia sido atacado por bandidos, roubado, espancado e deixado quase morto. Antes do samaritano, passaram um sacerdote e um levita, ou seja, duas pessoas envolvidas com o culto no Templo do Senhor. Eles vêem aquele pobre homem, mas seguem sem parar. Em vez disso, o samaritano, quando viu o homem, "teve compaixão" (Lc 10:33), diz o Evangelho. Ele aproximou-se e enfaixou as feridas, derramando um pouco de azeite e vinho, depois e colocou-o em seu próprio animal e levou-o para uma hospedaria, e pagou para ele o alojamento ... Quer dizer, cuidou dele: é o exemplo de amor ao próximo. Mas porque Jesus escolheu um samaritano como protagonista desta parábola? Por que os samaritanos eram desprezados pelos judeus, por causa de diferentes tradições religiosas; e Jesus faz ver que o coração daquele Samaritano é bom e generoso e que - ao contrário do sacerdote e do levita - ele coloca em prática a vontade de Deus, que quer a misericórdia e não o sacrifício (cf. Mc 12:33). Deus sempre quer a misericórdia e não a condenação. Quer a misericórdia do coração, porque Ele é misericordioso e sabe entender bem as nossas misérias, as nossas dificuldades e também os nossos pecados. Dá a todos nós este coração misericordioso! O samaritano faz exatamente isto: imita a misericórdia de Deus, a misericórdia para aqueles que tem necessidade.

Um homem que viveu plenamente este Evangelho do Bom Samaritano é o Santo que hoje recordamos: São Camilo de Lellis, fundador dos Ministros dos Enfermos, o padroeiro dos doentes e dos profissionais de saúde. São Camilo morreu 14 de julho de 1614 e exatamente hoje se abre a celebração do seu quarto centenário, que terá o seu ápice em um ano. Saúdo com grande afeto a todos os filhos e filhas espirituais de São Camilo, que vivem o seu carisma de caridade no contato diário com os doentes. Sejam como ele bons samaritanos! E também aos médicos, aos enfermeiros e àqueles que trabalham em hospitais e asilos, auguro serem animados pelo mesmo espírito. Confiemos esta intenção à intercessão de Maria Santíssima.

E uma outra intenção eu gostaria de confiar à Nossa Senhora, junto a todos vocês. Está próxima a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. Se vê que existem tantos jovens de idade, mas todos vocês são jovens no coração! Parabéns! Eu partirei em oito dias, mas muitos jovens irão ao Brasil antes. Rezemos então por esta grande peregrinação que começa, para que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, guie os passos dos participantes e abra os seus corações para acolher a missão que Cristo dará a eles”. 

Após o Angelus, o Santo Padre manifestou sua proximidade espiritual com os Prelados e fiéis da Igreja na Ucrânia, reunidos na Catedral de Ltusk para a Missa em sufrágio das vítimas dos massacres de Volinia, ocorridos 70 anos atrás. “Tais atos, provocados pela ideologia nacionalista no trágico contexto da II Guerra Mundial, provocaram dezenas de milhares de vítimas e feriram as relações fraternas entre dois povos – polonês e ucraniano. Confio á misericórdia de Deus as almas das vítimas. Para os seus povos, peço a graça de uma profunda reconciliação e de um futuro sereno na esperança e na sincera colaboração pela comum edificação do Reino de Deus”. 

Após a tradicional saudação final "Bom domingo e bom almoço", o Papa Francisco foi ao encontro da multidão reunida na Praça diante da Residência Apostólica, saudando especialmente os doentes. (JE)
Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 17 de março de 2013

"Jesus não despreza nem condena; só perdoa, sempre". O Papa comove a multidão em seu primeiro Angelus


Cidade do Vaticano (RV) – Uma multidão de pessoas, mais de 150 mil, lotaram a Praça São Pedro e todas as ruas vizinhas, para assistir e rezar junto com o Papa a sua primeira oração do Angelus. Às 12h deste domingo (8h de Brasília), Francisco apareceu na janela de seu apartamento para rezar e abençoar os fiéis, turistas e romanos.

Desde as primeiras horas do dia, o movimento já era grande. Toda a área foi interditada ao tráfego e ao estacionamento. Francisco fez um discurso informal, falando de improviso e apenas em italiano.

Ele saudou com as mãos e com um grande sorriso, recebendo em troca aplausos e muito entusiasmo. A popularidade de Francisco tem aumentado a cada dia desde que se tornou, quarta-feira passada, o primeiro Papa latino-americano da história. Chegou ao balcão com o seu modo simples, os braços ao longo do corpo e a mão direita ao alto, saudando o povo. “Bom dia!” – foram as suas primeiras palavras.

Lembrando o episódio da mulher adúltera que Jesus salva da condenação, Francisco ressaltou o valor e a importância da misericórdia e do perdão nos dias de hoje: “Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão. Temos de aprender a ser misericordiosos com todos”, afirmou.

Antes disso, Francisco disse que estava contente de estar com os fiéis domingo, “dia do Senhor, dia de se cumprimentar, de se encontrar e conversar, como aqui, agora, nesta Praça, uma praça que graças à mídia, é do tamanho do mundo!”. 

A propósito da leitura evangélica, Francisco encorajou os fiéis citou a atitude de Jesus, que não desprezou nem condenou a adúltera, mas disse apenas palavras de amor e misericórdia, que convidavam à conversão. 

“Vocês já pensaram na paciência que Deus tem com cada um de nós? É a sua misericórdia: Ele nos compreende, nos recebe, não se cansa de nos perdoar se soubermos voltar a Ele com o coração arrependido. É grande a misericórdia do Senhor!”. 

Dando andamento ao discurso, o Papa citou um livro lido nestes dias sobre a misericórdia, de autoria do Cardeal Walter Kasper, “um ótimo teólogo”. “O livro faz entender que a palavra ‘misericórdia’ muda tudo; torna o mundo menos frio e mais justo” – disse, ressalvando que com isso “não quer fazer publicidade ao livro do cardeal”. Depois, completou lembrando o Profeta Isaias, que afirma que “se nossos pecados fossem vermelho escarlate, o amor de Deus os tornaria brancos, como a neve”. 

Sem ler um texto preparado, Francisco contou à multidão um fato de quando era bispo, em 1992, e uma senhora de mais de 80 anos, muito simples (uma ‘vovó’, ele disse, ndr) quis se confessar com ele. Diante de sua surpresa, a idosa lhe disse “Nós todos temos pecados! Se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria...!”. De seu balcão, Francisco brincou com os fiéis arriscando que a senhora “havia estudado na Universidade Gregoriana de Roma”.

Telões foram montados em toda a área para transmitir as imagens do Papa, enquanto helicópteros sobrevoavam o centro de Roma, e o Papa continuava seu discurso:

“É, o problema é que nós nos cansamos de pedir perdão a Deus. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, que teve em seus braços a misericórdia de Deus em pessoa, no menino Jesus”. 

O bispo de Roma, que é argentino, lembrou ainda que as origens da sua família são italianas, sublinhando, no entanto, que “nós fazemos parte de uma família maior, a família da Igreja, que caminha unida no Evangelho”.

Despedindo-se dos fiéis, Francisco disse palavras ainda mais simples: “Bom domingo e bom almoço!”. 
Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Angelus do Papa será twittado


Em breve, a oração do Angelus e os seus discursos mais importantes do Papa serão twittados. Esta foi a notícia divulgada pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, que esta semana colocou à disposição no site "Pope2You" a Mensagem para a Quaresma dividida em 40 "tweet". 

Em entrevista à Rádio Vaticano, o presidente do Pontifício Conselho, Dom Claudio Maria Celli, explica que esta é uma iniciativa criada alguns anos atrás para os jovens, e que registra milhares de acessos de várias partes do mundo. 

“Com a ajuda do Pontifício Conselho Cor Unum, escolhemos pequenas frases, pensando que este seja um modo para que os jovens conheçam a mensagem do Papa, pois é o meio que eles mais usam”, salientou.

Ao justificar esta escolha, Dom Celli, afirma que o dicastério acredita que os jovens tenham uma capacidade de ressonância muito grande, assim com o "tweet" as palavras do Papa podem ser redistribuídas, relançadas e disseminadas. 

“E então diria que isso evoca a imagem do Evangelho: o pequeno grão de mostarda que, semeado no terreno, produz grandes ramos onde as aves do céu podem repousar. Este é o nosso desejo: ao utilizar as novas tecnologias, que a Mensagem do Papa para a Quaresma possa ressoar amplamente e frutificar no coração dos jovens”, destaca.

Mas o presidente do dicastério das comunicações diz que a data do lançamento ainda não foi definida. Segundo ele, o Santo Padre já aprovou a iniciativa, assim ele espera que o lançamento aconteça em breve. 

“E não somente com o Angelus, mas, por exemplo, com discursos do Papa sobre um determinado país, quando pede colaboração, ajudas ou com algumas festas do nosso calendário religioso: a mensagem de Natal, da Páscoa. Através do "tweet", essas palavras podem chegar ao coração de muitas pessoas, que talvez nunca leriam um discurso do Papa. Também aqui, mais uma vez, o Pontífice demonstra sua sensibilidade para as oportunidades que as novas tecnologias oferecem à comunicação”, salienta.
Fonte: Canção Nova

domingo, 10 de outubro de 2010

Papa recomenda oração do Santo Rosário a fiéis


"O Rosário é oração bíblica, toda tecida de Sagrada Escritura. É oração do coração, em que a repetição da Ave Maria orienta o pensamento e o afeto para Cristo, tornando-se súplica confiante na sua e nossa Mãe", explicou o Papa Bento XVI na mensagem antes da oração do Ângelus, no Vaticano.

O Santo Padre recordou que Outubro é chamado “o mês do Rosário”, e que somos convidados a deixar-nos “guiar por Maria nesta oração antiga e sempre nova”, que “nos conduz diretamente a Jesus, contemplado os seus mistérios de salvação”.

O Papa destacou também a presença dos Líderes das Igrejas Orientais, em Roma, para participarem na assembleia sinodal. "Uma realidade diferente, onde a única Igreja de Cristo se exprime em toda a riqueza das suas antigas tradições", destacou.

“Nestes países, infelizmente marcados por profundas divisões e dilacerados por conflitos que duram há muito tempo, a Igreja é chamada a ser sinal e instrumento de unidade e de reconciliação, segundo o modelo da primeira comunidade de Jerusalém, na qual a multidão dos que se tinham tornado crentes tinha um só coração e uma só alma”, disse Bento XVI.

E concluiu confiando à intercessão de Maria o Sínodo para o Oriente Médio. Dentre as saudações em diversos idiomas, não faltou uma em português:

“A minha saudação estende-se a todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis cristãos da cidade de Jundiaí, no Brasil, invocando abundantes graças divinas sobre os seus passos para construírem a vida sobre aquela rocha firme que é Cristo vivo na sua Igreja. Deus a todos guarde e abençoe!”

terça-feira, 29 de junho de 2010

Bento XVI diz que São Pedro e São Paulo são fundamentos da Igreja



A Igreja festeja nesta terça-feira, 29, os Santos Patronos de Roma, São Pedro e São Paulo, que "embora tendo recebido de Deus carismas diversos e missões distintas a cumprir, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica", destacou hoje o Papa Bento XVI no Ângelus, após a Missa desta Solenidade.

O Santo Padre ressaltou que a liturgia do dia "repropõe a profissão de fé de Pedro no diálogo com Jesus: 'Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo' (cf. Mt 16, 16)" e destacou que a resposta do apóstolo "não é uma declaração fruto de raciocínios lógicos, mas uma revelação do Pai ao humilde pescador da Galileia".

"Simão Pedro é de tal forma próximo ao Senhor que se torna, ele próprio, uma rocha de fé e de amor sobre a qual Jesus edificou a sua Igreja", explicou.

Bento XVI recordou também o ardor com que São Paulo anunciou o Evangelho, "semeando a Palavra de verdade e de salvação em meio aos povos pagãos". E apontou que a Igreja é "permanentemente aberta à dinâmica missionária e ecumênica, porque enviada ao mundo para anunciar e testemunhar, atualizar e expandir o mistério de comunhão que a constitui".

O Papa concluiu recordando a entrega do 'pálio' aos 38 arcebispos metropolitanos nomeados este ano, que "simboliza tanto a comunhão com o Bispo de Roma quanto a missão de apascentar com amor o único rebanho de Cristo".

E expressou seu desejo de que "o exemplo dos Apóstolos Pedro e Paulo ilumine as mentes e acenda nos coração dos crentes o santo desejo de cumprir a vontade de Deus, a fim de que a Igreja peregrina sobre a terra seja sempre fiel ao seu Senhor".

domingo, 13 de junho de 2010

Sacerdotes são operários da civilização do amor, afirma Papa


A conclusão do Ano Sacerdotal esteve no centro da oração mariana do Angelus deste domingo, 13, na Praça São Pedro, que o Papa Bento XVI rezou na presença de milhares de fiéis e turistas que não se deixaram intimidar pelo sol e pelo calor de Roma.

Esta cidade, disse o Papa, viveu jornadas inesquecíveis, com a presença de mais de 15 mil sacerdotes de todas as partes do mundo. "Por isso, hoje desejo dar graças a Deus por todos os benefícios que este Ano trouxe para a Igreja em todo o mundo. Ninguém jamais poderá medi-los, mas certamente estão visíveis e serão ainda mais visíveis os seus frutos."

A conclusão teve um significado ainda mais especial, destacou o Pontífice, pois foi celebrada na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que tradicionalmente é o dia de santificação sacerdotal:

"Com efeito, queridos amigos, o sacerdote é um dom do Coração de Cristo: um dom para a Igreja e para o mundo. Do coração do Filho de Deus, do qual transborda a caridade, brotam todos os bens da Igreja, e de modo particular tem origem a vocação daqueles homens que, conquistados pelo Senhor Jesus, deixam tudo para se dedicar inteiramente a serviço do povo cristão, a exemplo do Bom Pastor."

Os sacerdotes são os primeiros operários da civilização do amor, disse o Papa, mencionando os inúmeros padres, famosos ou não, cuja lembrança permanece indelével nos fiéis. Como aconteceu em Ars, vilarejo da França onde S. João Maria Vianey desempenhou seu ministério. "Não é preciso acrescentar mais palavras ao que foi dito sobre ele nos últimos meses. Mas sua intercessão deve nos acompanhar ainda mais daqui para frente. Que sua oração, que seu 'Ato de amor' que muitas vezes recitamos durante este Ano Sacerdotal, continue a alimentar o nosso colóquio com Deus."

A seguir, citou o padre Jerzy Popiełuszko, sacerdote e mártir, que foi proclamado Beato domingo passado, em Varsóvia, na Polônia.

Ele exercitou o seu generoso e corajoso ministério ao lado das pessoas engajadas pela liberdade, pela defesa da vida e sua dignidade. Bento XVI notou que sua obra a serviço do bem e da verdade era um sinal de contradição para o regime vigente na Polônia na época. Todavia, seu testemunho foi semente de uma nova primavera na Igreja e na sociedade.

"Se olharmos para a história, podemos observar quantas páginas de autêntica renovação espiritual e social foram escritas com a contribuição decisiva de sacerdotes católicos, animados somente pela paixão pelo Evangelho e pelo homem, por sua verdadeira liberdade, religiosa e civil. Quantas iniciativas de promoção humana integral saíram da intuição de um coração sacerdotal!"

O Papa concluiu sua alocução, confiando ao Coração Imaculado de Maria, do qual celebramos ontem a memória litúrgica, todos os sacerdotes do mundo, para que, com a força do Evangelho, continuem a construir em todos os lugares a civilização do amor.

domingo, 30 de maio de 2010

Sinal da cruz é abraço de Deus, diz Papa


O sinal da cruz que os cristãos traçam com frequencia sobre o corpo, é muito mais que um simbolismo. É expressão de um abraço de Deus no ser humano. Esta foi a explicação do Papa Bento XVI aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, hoje, no Vaticano para a tradicional oração do Ângelus.

Citando o pensamento do teólogo Romano Guardini, o Papa apontou o sentido do gesto. "Fazemos o sinal da cruz antes de rezar para que nos pacifique espiritualmente, para concentrar em Deus pensamentos, coração e vontade; depois de rezar, o repetimos para que aquilo que Deus nos doou permaneça em nós. Ele abraça todo o ser, corpo e alma, e tudo é consagrado em nome de Deus uno e trino".

Neste dia em que a Igreja celebra a Festa da Santíssima Trindade, Bento XVI continuou dizendo que o sinal da cruz e o nome de Deus vivo abrangem o anúncio gerador de fé e inspirador de oração. E assim como Jesus prometeu aos Apóstolos que o Espírito da verdade os conduziria a toda a verdade, na liturgia dominical os sacerdotes concedem, de semana em semana, o pão da Palavra e da Eucaristia.

"Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote", disse o Papa citando o Santo Cura d’Ars, também lembrado na carta de convocação para o Ano Sacerdotal.

Em seguida, Bento XVI exortou os fiéis a manterem a voz da consciência sempre fiel, até o último respiro, ao Evangelho no qual foram batizados: "A Trindade divina habita em nós desde o nosso Batismo", recordou.

Beatificação

O Papa anunciou também a beatificação da religiosa italiana Maria Pierina De Micheli, que no início do século XX se dedicou ao serviço educativo na Argentina e na Itália. A celebração de beatificação foi hoje na Basílica de Santa Maria Maior de Roma, presidida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, monsenhor Angelo Amato.


Viagem a Chipre

Em francês, inglês e alemão, o Pontífice falou de sua iminente viagem a ilha mediterrânea de Chipre, aonde levará o Instrumento de Trabalho para a Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos do Oriente Médio, a se realizar em outubro, no Vaticano. O Papa pediu as preces de todos pela paz e a prosperidade de todo o povo cipriota. Em polonês, solidarizou-se com os atingidos pelas enchentes, a quem prometeu orações especiais.

No final do encontro, saudando em italiano, Bento XVI recordou a "imensa obra, em prol da paz e do socorro dos necessitados, realizada pela Santa Sé nos dramáticos anos entre 1938 e o fim da segunda guerra mundial".

Aludindo à recente publicação do “Diário” do Cardeal Celso Costantini, "muito ligado a Pio XII" e secretário da Congregação da Propaganda Fide, Bento XVI frisou que este livro tem um "grande interesse histórico", pois é testemunha do empenho da Igreja naquela época.

domingo, 11 de outubro de 2009

Magnificat de Maria expressa canto de júbilo da Igreja, diz Papa


Após a Missa de canonização de cinco bem-aventurados, o Papa Bento XVI foi até o adro da Basílica de São Pedro para rezar com os milhares de fiéis presentes a oração do Ângelus.Na discurso inicial, o Papa saudou as inúmeras delegações oriundas dos países de origem e de missão dos santos canonizados, as autoridades e as delegações oficiais de Bélgica, Espanha, França, Polônia e Estados Unidos.Saudando os peregrinos em diversas línguas, o Papa citou os santos canonizados como modelos a serem seguidos, sobretudo sua entrega gratuita a serviço dos demais, especialmente dos mais necessitados.Em francês, o Santo Padre pediu que os fiéis acompanhem com as orações os trabalhos do II Sínodo para a África, em andamento no Vaticano.Já em inglês, o Papa saudou o grupo de sobreviventes do ataque nuclear de Hiroshima e Nagasaki, fazendo votos de que o mundo jamais testemunhe novamente a destruição maciça de vidas humanas inocentes.Por fim, Bento XVI recordou que Nossa Senhora é a estrela que orienta todo itinerário de santidade. "O seu fiat é modelo de perfeita adesão à divina vontade e o seu magnificat expressa o canto de júbilo da Igreja, que sobre esta terra vibra pelas grandes obras de Deus e, no céu, louva eternamente a sua glória".

domingo, 20 de setembro de 2009

Papa denuncia falta de respeito pela verdade


O Papa Bento XVI rezou neste domingo, 20, a oração mariana do Ângelus com os fiéis e peregrinos reunidos no pátio interno da Residência Apostólica de Castel Gandolfo. Nas palavras que precederam a oração, o Santo Padre denunciou um clima de “difusa tendência à agressividade, ao ódio e à vingança” e uma falta de respeito pela “verdade” e pela “compreensão”.“Nos nossos dias, talvez também por certas dinâmicas próprias das sociedades de massa, se constata não raramente, uma falta de respeito pela verdade e pela palavra dada, junto com uma difusa tendência à agressividade, ao ódio é à vingança. Para aqueles que fazem obras de paz é semeado na paz um fruto de justiça”, disse o Papa.Mas para fazer obras de paz, é necessário ser homens de paz, colocando-se na escola da 'sabedoria que vem do alto', para assimilar as qualidades e produzir efeitos. Se cada um, no seu ambiente, conseguisse rejeitar a mentira e a violência nas intenções, nas palavras e nas ações, cultivando com cuidado sentimentos de respeito, de compreensão e de estima para com os outros, talvez não se resolvessem todos os problemas da vida cotidiana, mas os mesmos poderiam ser enfrentados mais serenamente e eficazmente", disse ainda Bento XVI.E o Papa se perguntou: “Porque não buscar na fonte incontaminada do amor de Deus a sabedoria do coração, que nos desintoxica dos lixos da mentira e do egoísmo? Isso vale para todos, mas, em primeiro lugar, para quem é chamado a ser promotor e 'tecelão' de paz nas comunidades religiosas e civis, nas relações sociais e políticas e nas relações internacionais”.Momentos antes, o Papa tomando como referência um trecho da Carta de Tiago, proposto pela Liturgia de hoje, chamou a atenção para a verdadeira sabedoria, que o Apóstolo contrapõe à falsa sabedoria: essa última é “terrestre, material e diabólica” e se reconhece pelo fato que provoca ciúmes, conflitos, desordens e todo tido de más ações. Ao contrário, “a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura, pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera”. Em seguida, o Santo Padre rezou a oração mariana do Ângelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica.Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos presentes nesta manhã em Castel Gandolfo, o Pontífice recordou as numerosas situações de conflito que existem no mundo e as trágicas notícias que nos chegam todos os dias de vítimas, seja entre militares, seja entre os civis. "São fatos com os quais jamais podemos nos acostumar e que suscitam profunda reprovação, como também desconcerto nas sociedades que desejam o bem da paz e da civil convivência", disse Bento XVI.E o Papa recordou então o atentado dos últimos dias no Afeganistão contra os militares italianos que causou a morte de seis deles e de vários civis, provocando profunda dor:“Uno-me com a oração, ao sofrimento dos familiares e das comunidades civis e militares e, ao mesmo tempo, penso com igual sentimento de participação nos demais contingentes internacionais, que também recentemente tiveram perdas e que trabalham para promover a paz e o desenvolvimento das instituições, tão necessárias para a coexistência humana. A todos asseguro a minha recordação diante do Senhor, com um particular pensamento às queridas populações civis. Por todos elas convido a elevar a Deus a nossa oração”.O Papa renovou ainda o seu encorajamento à promoção da solidariedade entre as nações para contrastar a lógica da violência e da morte, favorecer a justiça, a reconciliação, a paz e apoiar o desenvolvimento dos povos partindo do amor e da compreensão recíproca, como o próprio Bento XVI escreveu na sua recente Encíclica Caritas in veritate.

Visita à República Tcheca

O Santo Padre recordou ainda que no próximo sábado, 26, até a segunda-feira, 28, estará realizando uma viagem apostólica à República Tcheca. O Papa informou que além de Praga, visitará as cidades de Brno, na Morávia, e a de Stará Boleslav, lugar do martírio de São Venceslau, padroeiro principal daquela nação, acrescentando:“A República Tcheca se encontra geografica e historicamente no coração da Europa e, depois de ter passado através dos dramas do século passado, tem necessidade, como também todo o continente, de reencontrar as razões da fé e da esperança. Seguindo as pegadas de meu amado predecessor João Paulo II, que visitou aquele país três vezes, eu também prestarei homenagem às heróicas testemunhas do Evangelho, antigas e recentes, e encorajarei todos a continuarem na caridade e na verdade. Agradeço desde já todos aqueles que me acompanharão com as suas orações nesta viagem, para que o Senhor a abençoe e a mesma produza frutos”.Já na sua saudação em língua polonesa o Santo Padre recordou que neste domingo, na Polônia, se celebra o Dia dos Meios de Comunicação Social. "Nesta ocasião, dirijo particulares palavras de apreço e de reconhecimento às redações católicas dos meios de comunicação na Polônia, que festejam o 20º aniversário de suas atividades. Desejo a todos os operadores do setor das comunicações sociais que propaguem uma cultura de respeito, de diálogo e de amizade. Que o seu fundamento seja Cristo e o seu Evangelho”, concluiu Bento XVI.

domingo, 13 de setembro de 2009

Não basta ter uma reta fé, mas também uma reta vida, diz Papa


O Papa Bento XVI afirmou, neste domingo, 13, que a fé não é suficiente e que é necessário amar o próximo, já que quem não ama seu irmão não é um verdadeiro cristão, porque “Deus não vive nele”. No discurso que antecedeu a oração mariana do Ângelus, no pátio interno da Residência Apostólica de Castel Gandolfo, o Santo Padre destacou o motivo da encarnação de Cristo: “Jesus não veio ao mundo para nos ensinar uma filosofia, mas sim para nos mostrar um caminho, ou melhor, o caminho que conduz à vida”.“Este caminho é o amor, que é a expressão da verdadeira fé. Se alguém ama o próximo com coração puro e generoso, quer dizer que conhece verdadeiramente Deus. Se ao contrário, diz que tem fé, porém não ama seus irmãos, não é um verdadeiro cristão. Deus não vive nele”, disse o Papa.Em seguida, Bento XVI citou São João Crisóstomo, um dos doutores da Igreja que assim escreveu:“Alguém pode ter uma reta fé no Pai e no Filho, como também no Espírito Santo, mas se não tem uma reta vida, a sua fé não lhe servirá para a salvação. Quando, portanto, se lê no Evangelho: “Esta é a vida eterna: que Te conheçam como o único verdadeiro Deus", não pensem que isso baste para se salvar: são necessários uma vida e um comportamento puríssimos”.Em seguida o Papa recordou que nesta segunda-feira, 14, celebraremos a Festa da Exaltação da Santa Cruz e, no dia seguinte, Nossa Senhora das Dores. "A Virgem Maria, que acreditou na Palavra do Senhor, não perdeu a sua fé em Deus quando viu o seu Filho rejeitado, ultrajado e colocado em uma cruz. Ao contrário permaneceu ao lado de Jesus, sofrendo e rezando, até o fim", ressaltou o Santo Padre."Ela viu a alvorada radiosa da sua Ressurreição. Vamos aprender com ela a testemunhar a nossa fé com uma vida de humilde serviço, prontos a pagar com a própria pessoa para permanecer fiéis ao Evangelho da caridade e da verdade, com a certeza de que nada se perde daquilo que fazemos”, disse ainda Bento XVI.Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos, o Papa saudou os presentes em diversas línguas. Em seguida, concedeu a todos a sua Benção Apostólica.

domingo, 6 de setembro de 2009

"Coragem, não tenham medo do deserto da vida", diz Papa


O Papa Bento XVI realizou, neste domingo, 6, sua visita pastoral às cidades italianas de Viterbo e Bagnoregio, localizadas na região do Lácio. O Pontífice partiu de Castel Gandolfo e chegou às 9h (hora local) ao Campo Esportivo Municipal "Rocchi", em Viterbo, onde celebrou a Santa Missa. Em sua homilia, Bento XVI sublinhou que na primeira leitura o profeta Isaías encoraja os corações desanimados e diz que quando o Senhor está presente se abrem os olhos do cego e os ouvidos do surdo, o coxo pula como um cervo. "Tudo renasce e tudo revive porque águas benéficas irrigam o deserto".O deserto em sua linguagem simbólica se refere aos eventos dramáticos, às situações difíceis e a solidão que sempre marca a vida do ser humano. E o Papa ressaltou: "O deserto mais profundo é o coração humano, quando ele perde a capacidade de ouvir, de falar, de se comunicar com Deus e com os outros. Torna-se cego porque é incapaz de ver a realidade; fecham-se os ouvidos para não ouvir o grito que implora ajuda; se endurece o coração na indiferença e no egoísmo. Mas agora, anuncia o Profeta, tudo é destinado à mudança; a terra árida será irrigada por uma nova linfa divina. E quando o Senhor vem, fala com autoridade, aos desanimados de coração, de todos os tempos: "Coragem, não tenham medo"!Já no Evangelho de Marcos, Jesus dizendo "Efatá", ou seja, "Abre-te", cura um homem surdo que falava com dificuldade. Bento XVI disse que vemos neste sinal o "ardente desejo de Jesus em vencer no homem a solidão e a incomunicabilidade criadas pelo egoísmo, a fim de dar fisionomia a uma nova humanidade, a humanidade de escuta e da palavra, do diálogo, da comunicação, da comunhão. Uma humanidade boa, como boa é toda a criação de Deus; uma humanidade sem discriminação e sem exclusão".O Santo Padre exortou a Igreja em Viterbo a abrir seu coração à Palavra de Deus, a ter coragem de anunciar o Evangelho, a seguir o itinerário de salvação e a nutrir-se dos sacramentos, que congrega todos os cristãos. Ele ressaltou a importância de investir na "educação para a fé, como busca, como iniciação cristã, como vida em Cristo e a esta experiência são convidadas as paróquias, as escolas, as famílias, as várias associações, os catequistas e todos os educadores".Bento XVI citou como modelos a serem seguidos alguns santos de da província de Viterbo, considerados autênticos pioneiros na educação como Santa Rosa Venerini, São Boaventura de Bagnoregio, Santa Lúcia Filipini, Santa Jacinta Marescotti, beata Gabriela Sagheddu, Domingos Bárberi, entre outros.Junto com a educação para a fé, o Papa ressaltou também a importância do testemunho de fé, que se torna operosa por meio da caridade. Nesta perspectiva as obras da Igreja se tornam sinais da fé e do amor de Deus, que é Amor – como recorda o Papa em suas encíclicas "Deus caritas est" e "Caritas in veritate".O Santo Padre exortou os fiéis de Viterbo a prestarem atenção aos sinais de Deus, pois ele continua nos revelando hoje o seu projeto através de eventos e palavras. "Ouvir a sua Palavra e discernir os seus sinais deve ser o empenho de cada cristão e de toda comunidade", frisou o Papa, que acrescentou: "Fiéis leigos, jovens e famílias, não tenham medo de viver e testemunhar a fé nos vários ambientes da sociedade, nas múltiplas situações da existência humana. E isto, Viterbo soube expressar com pessoas de prestígio. Passam as estações da história, mudam os contextos sociais, mas não muda e não sai de moda a vocação dos cristãos a viver o Evangelho na solidariedade com a família humana. Nisso consiste o empenho social, o serviço próprio da ação política, o desenvolvimento humano integral".O Papa exortou a Igreja em Viterbo a não ter medo e a confiar em Cristo, quando o coração se desanimar no deserto da vida e finalizou sua homilia pedindo a intercessão de todos os santos daquela região e de Nossa Senhora do Carvalho, padroeira da diocese de Viterbo, a fim de que os fiéis tenham o desejo de proclamar, com palavras e ações, a presença e o amor de Cristo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Papa recorda santa Mônica e destaca o papel da família cristã


Na oração do Ângelus deste domingo o Papa Bento XVI recordou Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, cuja memória litúrgica foi celebrada três dias atrás, em 27 de agosto.
O próprio Santo Agostinho, em sua obra-prima "As Confissões", é quem fala sobre a vida e o caráter de sua mãe, considerada modelo e padroeira das mães cristãs. Desde a mais tenra idade, "no leite materno", Santa Mônica educou Agostinho na religião cristã, cujos princípios lhe permaneceram impressos inclusive nos anos de desvio espiritual e moral.
Todavia, recordou Bento XVI, Mônica nunca deixou de rezar por ele e por sua conversão, que foi durante anos seu único desejo: "É impossível que um filho de muitas lágrimas seja perdido", disse Agostinho à sua mãe.
Santo Agostinho, não somente se converteu, mas decidiu abraçar a vida monástica, e regressando à sua terra natal, a África, fundou uma comunidade de monges. Santa Mônica havia se tornado para seu filho muito mais que uma mãe, mas a fonte do seu Cristianismo, a mulher que "o gerou duas vezes".
Ela faleceu aos 56 anos em 27 de agosto de 387, depois de pedir aos filhos que não se preocupassem com o local da sepultura, mas que a recordassem, onde quer que estivessem, no altar do Senhor.
A história do Cristianismo, afirmou o Papa, é iluminada por inúmeros exemplos de pais santos e de autênticas famílias cristãs, citando os cônjuges Luigi Beltrame Quattrocchi e Maria Corsini, beatificados em outubro de 2001 por João Paulo II, concomitantemente com os 20 anos da Exortação Apostólica Familiaris consortio.
"Este documento, além de ilustrar o valor do matrimônio
e as tarefas da família, pede aos esposos um empenho especial no caminho da santidade, extraindo graças e força do Sacramento do matrimônio, que os acompanha durante toda sua existência."
Para Bento XVI, quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, preparam o fértil terreno espiritual onde brotam e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada: "Neste Ano Sacerdotal, oremos para que, por intercessão do Santo Cura D'Ars, as famílias cristãs se tornem pequenas igrejas, em que todas as vocações e todos os carismas possam ser acolhidos e valorizados".
Após a oração do Angelus, o Papa saudou os peregrinos em várias línguas. Em italiano, recordou que na próxima terça-feira, 1º de setembro, se celebra na Itália o "Dia para a Preservação da Criação". "Trata-se de um evento significativo, de relevo inclusive ecumênico, que este ano tem como tema a importância do ar, elemento indispensável para a vida", disse o Papa.
Bento XVI citou então a
Audiência Geral de quarta-feira passada, quanto exortou todos a um maior empenho para a preservação do meio ambiente, "dom de Deus".
"Em especial, encorajo os países industrializados a cooperarem responsavelmente para o futuro do planeta e para que não sejam as populações mais pobres a pagarem o maior preço das mudanças climáticas."

domingo, 23 de agosto de 2009

É necessário assumir o pensar e o querer de Cristo, diz Papa


Antes da oração do Ângelus, o Papa Bento XVI, neste domingo, 23, recordou aos fiéis e peregrinos, reunidos no pátio interno da residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo, que, desde alguns domingos, a liturgia da Igreja propõe à nossa reflexão o capítulo 6 do Evangelho de João, no qual Jesus se apresenta como o "pão da vida descido do céu", e acrescenta: "quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo" (Jo 6, 51).Ao ouvirem essas palavras, os judeus discutiam calorosamente entre si: "Como esse homem pode nos dar a sua carne a comer?". Jesus lhes respondeu: "Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".O Papa prosseguiu ressaltando que hoje, 21º domingo do tempo comum, meditamos a parte final desse capítulo, no qual o evangelista descreve a reação dos próprios discípulos, escandalizados pelas palavras do Senhor, a ponto de muitos, após tê-lo seguido, exclamarem: "Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?".E a partir daquele momento, "muitos dos seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele". Bento XVI frisou que Jesus, porém, não atenuou as suas afirmações, aliás, se dirigiu diretamente aos Doze dizendo: "Não quereis também vós partir?".Essa pergunta provocativa não é dirigida somente aos ouvintes daquela época, mas alcança os fiéis e os homens de todas as épocas, observou o Papa, acrescentando que também hoje não poucos ficam "escandalizados diante do paradoxo da fé cristã."O ensinamento de Jesus parece 'duro' muito difícil de ser acolhido e de ser colocado em prática. Há então quem rejeita e abandona Cristo. Há quem procura adequar a sua palavra às modas dos tempos, desvirtuando o seu sentido e valor", acrescentou o Pontífice."Não quereis também vós partir?": essa inquietante provocação ressoa em nosso coração e espera de cada um de nós uma resposta pessoal. De fato, Jesus não se contenta com uma pertença superficial e formal, não lhe é suficiente uma primeira e entusiasta adesão. Pelo contrário, é necessário tomar parte para toda a vida "de seu pensar e de seu querer".Bento XVI observou que seguir Jesus enche o coração de alegria e dá sentido pleno à nossa existência, mas comporta dificuldade e renúncias porque muitas vezes se deve andar contra a corrente. O Papa ressaltou que Pedro responde, em nome dos apóstolos, à pergunta de Jesus, dizendo: "Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus"."Também nós podemos, queremos repetir neste momento a resposta de Pedro, conscientes, certamente, da nossa fragilidade humana, mas confiantes na potência do Espírito Santo, que se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus", declarou.Bento XVI recordou que a fé é dom de Deus ao homem e é, ao mesmo tempo, livre e total entrega do homem a Deus. A fé é a dócil escuta da Palavra do Senhor, que é "lâmpada" para os nossos passos e "luz" em nosso caminho (cf. Salmo 119, 105)."Se abrirmos com confiança o coração a Cristo, se nos deixarmos conquistar por Ele, poderemos também nós experimentar, junto ao Santo Cura d'Ars, que a 'nossa única felicidade aqui nesta terra é amar a Deus e saber que Ele nos ama'".

Encontro para a amizade entre os povos
Após a oração mariana, o Papa ressaltou que foi aberta neste domingo, em Rimini, centro-norte da Itália, a 30ª edição do "Encontro para a amizade entre os povos", que este ano tem como tema "O conhecimento é sempre um acontecimento".Ao dirigir uma saudação a todos os participantes do encontro, Bento XVI fez votos de que este seja uma ocasião propícia para compreender que "conhecer não é um ato apenas material, porque, em cada conhecimento e em cada ato de amor, a alma do homem experimenta um "extra" que se assemelha muito a um dom recebido, a uma altura para a qual nos sentimos atraídos" (Carta encíclica Caritas in veritate, nº77).Após saudar, em várias línguas, os diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes e os que acompanhavam a oração mariana pelo rádio e pela televisão, o Santo Padre concedeu a todos a sua bênção apostólica.

domingo, 16 de agosto de 2009

Papa afirma que pela Eucaristia o homem participa da divindade


O Papa Bento XVI rezou, neste domingo,16, a oração mariana do Ângelus com os fiéis e peregrinos presentes no pátio da Residência Apostólica de Castel Gandolfo. No seu discurso antes da oração, o Santo Padre recordou que, neste sábado, 15, em diversos países, foi celebrada a grande festa da Assunção de Nossa Senhora ao céu, e que no Evangelho deste domingo lemos as palavras de Jesus: “Eu sou o pão vivo, descido do céu” (Jo 6,51).“Não podemos ficar indiferentes a essa correspondência, que roda ao redor do símbolo do “céu”: Maria foi elevada ao lugar de onde o seu Filho tinha descido”, disse Bento XVI.O Santo Padre continuou refletindo que “Jesus se apresenta como o 'pão vivo', isto é, o alimento que contém a vida de Deus e é capaz de comunicá-la a quem Dele come. Ele diz: 'Se alguém come deste pão viverá eternamente e o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo'”. A seguir, Bento XVI pergunta: "de quem o Filho de Deus recebeu a sua carne, a sua humanidade concreta e terrena?".“Ele recebeu da Virgem Maria. Deus recebeu dela o corpo humano para entrar na nossa condição mortal. Por sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi elevado ao céu por Deus e entrou na condição celeste. É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, em certo sentido, tem também necessidade de Maria para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais"."Caros irmãos e irmãs o que se verificou em Maria, vale também para cada homem e cada mulher. A cada um de nós Deus pede para acolhê-Lo, de colocar a disposição o nosso coração e o nosso corpo, a nossa inteira existência, para que Ele possa habitar no mundo”, acrescentou o Papa.O Santo Padre também afirma que o convite também é para hoje de nos unirmos a Ele no sacramento da Eucaristia, "para formar junto com a Igreja, Pão repartido para a vida do mundo".“E se nós dizemos sim, como Maria, na mesma medida desse nosso sim, ocorre também para nós e em nós aquele misterioso intercâmbio: somos admitidos na divindade Daquele que assumiu a nossa humanidade”.“A Eucaristia é o meio, o instrumento deste recíproco transformar-se, que tem sempre Deus como fim e como ator principal. Ele é a Cabeça e nós os membros, Ele é a Videira, nós os ramos. Quem come deste Pão e vive em comunhão com Jesus, deixando-se transformar por Ele e Nele, é salvo da morte eterna: morre como todos, participando também do mistério da paixão e da cruz de Cristo, mas não é mais escravo da morte, e ressuscitará no último dia, para desfrutar da festa eterna com Maria e com todos os Santos”, continuou Bento XVI.Ao concluir, o Santo Padre afirmou que “este mistério de vida eterna começa já aqui: é mistério de fé, de esperança e de amor, que se celebra na liturgia, especialmente eucarística, e se exprime na comunhão fraterna e no serviço ao próximo. Rezemos à Virgem Santa, a fim de que nos ajude a nutrirmos sempre com fé do Pão da vida eterna para experimentar já na terra a alegria do Céu”.

Saudação em português

Antes de se despedir dos presentes em Castel Gandolfo, Bento XVI saudou os diversos grupos de fiéis em suas respectivas línguas, inclusive em português:“Saúdo os jovens brasileiros da Comunidade Missionária Villareggia e demais peregrinos de língua portuguesa que quiseram participar neste momento diário de louvor e gratidão ao Verbo divino, que Se fez homem no seio da Virgem Maria para ficar conosco todos os dias, até ao fim do mundo. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo!”. Falando em francês, o Santo Padre fez uma particular saudação a um grupo de jovens africanos e um apelo à solidariedade em prol de todas aquelas pessoas que se encontram materialmente ou espiritualmente em dificuldade.

sábado, 15 de agosto de 2009

" O homem foi criado para o céu", diz Papa



O Papa Bento XVI neste sábado, 15, confiou “os sacerdotes do mundo inteiro” à proteção de Maria elevada aos céus, dedicando-lhes o Ângelus na Solenidade de Nossa Senhora da Assunção, rezado no pátio interno da residência Apostólica de Castel Gandolfo.“No coração do mês de agosto, tempo de férias para muitas famílias, e também para mim, a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta é uma ocasião privilegiada para meditar sobre o sentido da existência humana, ajudados pela celebração litúrgica de hoje, que nos convida a viver neste mundo sempre orientados aos bens eternos, para compartilhar a mesma glória de Maria, nossa Mãe”, disse o Papa.O Pontífice convidou todos os fiéis a “dirigirem o olhar” para Maria, Estrela da Esperança que ilumina o nosso caminho, mas, em particular, os sacerdotes foram convidados a “reavivar o amor e a veneração por Nossa Senhora”, a seguirem os ensinamentos de São João Maria Vianney, o Cura d' Ars, capaz de profundos ensinamentos, ressaltou Bento XVI.Bento XVI citou algumas frases de São João Maria Vianney, entre as quais uma se refere à Assunção de Maria: “O homem foi criado para o céu. O demônio quebrou a escada que o conduzia. Nosso Senhor, com a sua Paixão, construiu outra escada. A Santíssima Virgem está do outro lado da escada e a mantém com as duas mãos”.“Transparece dessas expressões o zelo do sacerdote, que, movido pelo desejo apostólico, alegra-se ao falar de Maria aos fiéis, e não se cansa jamais de fazê-lo. ” São João Maria Vianney consagrou várias vezes a sua paróquia a Nossa Senhora, recomendando especialmente às mães que fizessem o mesmo todas as manhãs com os seus filhos”, falou o Pontífice.Em seguida o Papa rezou a oração mariana do Ângelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica. Antes de concluir o encontro em Castel Ganfolfo, Bento XVI saudou os diversos grupos de fiéis presentes em suas respectivas línguas, entre as quais no português.“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, a quem agradeço a presença e a união na oração do Ângelus, neste dia de Nossa Senhora da Assunção. Ela nos aponta a meta do Céu e nos ensina que o destino do homem não se esgota no tempo, mas se completa na Vida Eterna, junto de Deus. Que esta mensagem encha os vossos corações de alegria e de esperança que vos desejo com a minha Bênção Apostólica.”

domingo, 9 de agosto de 2009

Papa convoca a vencer a morte pelo amor e dar a vida pelas almas


"Dar a vida pela salvação das almas". Este foi o convite do Papa Bento XVI aos cerca de 4 mil fiéis e peregrinos reunidos, neste domingo, 9, no pátio da residência de Castel Gandolfo, para a oração dominical do Ângelus.Assim como no domingo passado, no contexto do Ano Sacerdotal, o Papa meditou sobre alguns santos recordados pela liturgia nestes dias: Santa Clara de Assis e dois mártires executados no campo de Auschwitz: Santa Teresa Benedita da Cruz, antes chamada Edith Stein, judia convertida ao catolicismo, e São Maximiliano Kolbe, natural da Polônia.“Estes santos são testemunhas da caridade que ama até o fim, não levando em conta o mal recebido, mas combatendo com o bem. Devemos, especialmente nós, sacerdotes, nos inspirar neles, em seu heroísmo evangélico que nos leva, sem temer, a darmos a vida pela salvação das almas. O amor vence a morte”, proclamou Bento XVI, recordando que todos os santos, especialmente os mártires, são testemunhas de Deus, que é amor.Nascido na Baviera, em 1927, Bento XVI afirmou que os campos de concentração nazistas, como todo campo de extermínio, podem ser considerados símbolos extremos do mal, do inferno que se abre sobre a terra quando o homem se esquece de Deus e quer substitui-Lo, apropriando-se do direito de decidir o que é o bem e o que é o mal, de dar a vida e a morte. Infelizmente, no entanto, este triste fenômeno não se limita aos campos de concentração. São o ápice de uma realidade ampla e muito comum, que tem confins indefinidos”.Bento XVI sublinhou as divergências existentes entre o humanismo ateu e o humanismo cristão: uma antítese que se verificou em toda a história, mas que no fim do segundo milênio alcançou seu ponto mais crucial.“Por um lado, existem filosofias e ideologias, mas cada vez mais há modos e pensar e agir que exaltam a liberdade como único princípio do homem, como alternativa a Deus, transformando o homem em um deus, mas é um deus errado, que se comporta arbitrariamente. Por outro, existem os santos, que, praticando o Evangelho da caridade, dão razão à sua esperança, apresentam o verdadeiro rosto de Deus, que é Amor, e ao mesmo tempo, o rosto autêntico do homem, criado à imagem e semelhança divina”.Antes de rezar a oração mariana, o Papa pediu para rezarmos a Nossa Senhora a fim de sermos santos como estas heróicas testemunhas da fé e da entrega de si, até o martírio. “Este é o único modo para oferecermos aos questionamentos humanos e espirituais suscitados pela crise do mundo atual, uma resposta crível e exaustiva: a da caridade na verdade”, completou o Santo Padre.
Saudações aos peregrinos

Depois de rezar o Ângelus com os fiéis, o Papa fez suas saudações em várias línguas, recordando o testemunho dos santos e desejando a todos um bom domingo.Em transmissão ao vivo para a Polônia, Bento XVI se disse particularmente próximo aos fiéis que nestes dias de agosto fazem peregrinação a pé ao Santuário de Nossa Senhora de Jasna Gora, em Czestochowa, e a outros santuários marianos.“Que seu caminho traga frutos abundantes: a conversão dos corações, o dom da divina misericórdia e a proteção de Nossa Senhora. Confio às suas orações o meu ministério universal e as intenções da Igreja”.por fim, o Pontífice concedeu a sua bênção a todos os fiéis presentes, bem como aos que o acompanharam pelo rádio e pela televisão.

domingo, 2 de agosto de 2009

Papa indica santos celebrados neste mês como modelos aos padres





O Papa Bento XVI dedicou seu primeiro Ângelus neste período de verão europeu em Castel Gandolfo ao Ano Sacerdotal. O Pontífice afirmou que esta é uma "preciosa ocasião para aprofundar o valor da missão dos presbíteros na Igreja e no mundo".Bento XV indicou os santos recordados no mês de agosto, como modelos para os padres de hoje. O Papa iniciou recordando Santo Afonso Maria de Liguori, celebrado ontem pela Igreja, e São Francisco, recordado hoje por ocasião da Festa do "Perdão de Assis".
"Ontem era a memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Liguori, bispo e Doutor da Igreja, grande mestre de teologia moral e modelo de virtudes cristãs e pastorais, sempre atento às necessidades religiosas do povo", destacou o Pontífice.
"Hoje, contemplamos em São Francisco de Assis o ardente amor pela salvação das almas, que todo sacerdote deve constantemente nutrir". Neste domingo a Igreja celebra o chamado "Pedrão de Assis", uma indulgência solicitada a Honório III no ano 1216 como um "amplo e generoso perdão" para todos aqueles que "arrependidos e confessados" visitassem a Porciúncula em Assis. Bento XVI em seguida citou São João Maria Vianney, que será recordado no próximo dia 4. O Papa se referiu a ele como "modelo de vida sacerdotal não somente para os párocos, mas também para todos os sacerdotes", e prometeu falar mais sobre o santo na próxima quarta-feira, durante a audiência geral. O Santo Padre citou depois São Caetano de Tiene, o qual amava repetir que "não com o amor sentimental, mas com o amor dos fatos se purificam as almas".O Papa ainda recordou que dia 8 de agosto a Igreja apresentará como modelo São Domingos, sobre o qual foi escrito: "abria a boca ou para falar com Deus na oração ou para falar de Deus".Para concluir Bento XI destacou Paulo VI, já que no próximo dia 6 de agosto a Igreja celebra seu 31º aniversário de morte, ocorrida justamente em Castel Gandolfo. "A sua vida, tão profundamente sacerdotal e rica de tanta humanidade, permanece na Igreja um dom do qual agradecer a Deus", disse o Papa. Com Paulo VI, os santos de agosto representam "verdadeiros modelos de espiritualidade e de dedicação sacerdotal", acrescentou.
Ao final o pontífice fez uma súplica por todos os sacerdotes. "A Virgem Maria, Mãe da Igreja, ajude todos os sacerdotes a serem totalmente apaixonados por Cristo, seguindo o exemplo desses modelos de santidade sacerdotal".
Antes da oração do Ângelus, Bento XVI agradeceu os habitantes de Castel Gandolfo e todos os fiéis pela proximidade espiritual que lhe demonstraram quando fraturou o pulso em Les Combes. Após agradecer também a acolhida em Castel Gandolfo, deu a todos a benção apostólica.

Insurreição de Varsóvia
Na conclusão do encontro com os fiéis, peregrinos e turistas no pátio da Residência de verão de Castel Gandolfo o Papa saudou os presentes em várias línguas. Falando em polonês Bento XVI quis unir-se às celebrações de hoje do aniversário da insurreição de Varsóvia, a revolta contra a ocupação nazista por parte dos judeus e dos poloneses que moravam na cidade, que teve início no dia 1 de agosto de 1944 e durou até o fim do mês de outubro. "Do heroísmo dos insurgentes e da força da nação – disse o Pontífice – nasceu a Polônia livre. O sacrifício da suas vidas produza frutos de paz e de prosperidade para a sua Pátria."

domingo, 26 de julho de 2009

Papa saúda os avós de todo mundo


A pequena localidade alpina de Les Combes, no Vale d'Aosta, no norte da Itália, foi, neste domingo, 26, o local de encontro do Papa Bento XVI com cerca de cinco mil pessoas que, juntamente com ele, recitaram a oração mariana do Ângelus do meio. A oração aconteceu nos jardins da residência dos salesianos, onde o Pontífice está hospedado, em seu período de férias que se concluirá no próximo dia 29.No domingo passado, 19, o Papa recitou a oração do Ângelus em Romano Canavese, terra natal do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, na província de Ivrea. Hoje, o Santo Padre permaneceu na casa que o hospeda e foi ele mesmo o anfitrião, recebendo os numerosos fiéis e peregrinos que para ali se dirigiram.Antes do Ângelus, Bento XVI destacou a figura do sacerdote. Perante a grandeza da missão, cada sacerdote deve se colocar nas mãos de Jesus, sem se desencorajar. Desta maneira, os sacerdotes se tornam instrumentos de salvação para tantos, disse o Pontífice.Hoje, a liturgia prevê no Evangelho o inicio do capítulo seis de São João que contém o milagre da multiplicação dos pães, quando Jesus deu de comer a milhares de pessoas com apenas cinco pães e dois peixes. Em seguida, o outro milagre do Senhor é caminhar sobre a água do lago em tempestade. E, finalmente, o discurso no qual Ele se revela como o pão da vida.Narrando o sinal dos pães o evangelista sublinha que Cristo antes de os distribuir , os benzeu com uma oração de acção de graças. O verbo é eucharistein, e manda-nos directamente ao trecho da Ultima Ceia, no qual, efectivamente, João não refere a instituição da Eucaristia, mas o lava pés. A Eucaristia é aqui antecipada no grande sinal do pão da vida.Neste Ano Sacerdotal, como não recordar que especialmente nós sacerdotes podemos nos espelhar neste texto de São João, nos identificando com aspalavras dos apóstolos: onde poderemos encontrar o pão para toda esta gente? E, a partir, daquele anônimo rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes, também a nós vem o impulso de dizer: mas o que é isto para toda esta multidão? Por outras palavras: o que sou eu? Como posso, com os meus limites, ajudar Jesus na sua missão? E a resposta é dada pelo Senhor: precisamente colocando nas suas mãos santas e veneráveis o pouco que eles são, os sacerdotes se tornam instrumentos de salvação para tantos, para todos.O segundo ponto de reflexão foi proporcionado ao Papa pela memoria litúrgica dos Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora e portanto avós de Jesus. Eles nos levam a pensar no tema da educação que ocupa um lugar tão importante na pastoral da Igreja.“Em particular nos convida a rezar pelos avós, que na família são os depositários e muitas vezes testemunhas dos valores fundamentais da vida. A tarefa educativa dos avós é sempre muito importante, e torna-se ainda mais, quando, por varias razões, os pais não são capazes de assegurar uma presença adequada ao lado dos filhos, durante a idade do crescimento.Ao final, o Santo Padre pediu a intercessão dos avós de Jesus: "Confio à proteção de Sant' Ana e São Joaquim todos os avós do mundo, dirigindo-lhes uma bênção especial. A Virgem Maria que, segundo uma bela iconografia, aprendeu a ler as Sagradas Escrituras sobre os joelhos da mãe Ana, os ajude a alimentar sempre a fé a esperança nas fontes da Palavra de Deus".

domingo, 19 de julho de 2009

Bento XVI agradece demonstrações de afeto e solidariedade



O Papa Bento XVI deixou esta manhã a residência salesiana em Les Combes, onde transcorre alguns dias de repouso, e se dirigiu a Romano Canavese, na Diocese de Ivrea, sempre no norte da Itália, para a oração mariana do Angelus.Bem disposto após o acidente que lhe causou a fratura do pulso direito, o pontífice foi acolhido com festa pelos fiéis e pelas autoridades civis e religiosas da cidade, entre as quais o secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone, que é original de Romano Canavese.Com o antebraço direito engessado, o Papa cumprimentou doentes e idosos dentro da paróquia de São Solutore. A seguir, foi até o palco montado para a ocasião, de onde ouviu a saudação do bispo de Ivrea, Dom Arrigo Miglio.

Agradecimento

Ao tomar a palavra, o Santo Padre agradeceu a todas as pessoas que manifestaram carinho e solidariedade pelo acidente que sofreu: "Como vocês podem ver, devido ao meu infortúnio estou um pouco limitado na minha agilidade, mas a presença do coração é plena, e estou com vocês com grande alegria. Gostaria neste momento de dizer 'obrigado' com todo o meu coração a todos".Bento XVI afirmou que muitas pessoas demonstraram seu afeto e rezaram por ele, reforçando, assim, a rede de oração que "nos une em todas as partes do mundo".O Papa agradeceu aos médicos e funcionários do hospital de Aosta, "que me tratam com tanta diligência, competência e amizade e – vejam (levantando o braço direito) – com êxito positivo, esperemos!". Bento XVI então recordou a origem de Canavese Romano, que desde cedo foi banhada com o sangue dos mártires, entre os quais São Solutore.

Valores fundamentais

A população desta cidade, afirmou, é conhecida por seu amor e por sua dedicação ao trabalho. Atualmente, porém, muitas famílias da região vivem uma situação de dificuldades econômicas por causa da falta de trabalho, e citou sua Encíclica Caritas in Veritate, onde aborda este problema de modo mais aprofundado."Queridos amigos, não se desencorajem! A Providência sempre ajuda quem atua o bem e se empenha pela justiça; ajuda as pessoas que não pensam somente em si, mas também em quem está pior do que elas. E isso vocês sabem bem, porque seus avós foram obrigados a emigrar por falta de trabalho, mas depois o desenvolvimento econômico trouxe bem-estar e outros imigraram aqui da Itália e do exterior."Os valores fundamentais da família e do respeito pela vida humana que guiaram o passado da região, acrescentou o Pontífice, serão os mesmos que permitirão às gerações de hoje construir com esperança o próprio futuro, dando vida a uma sociedade realmente solidária e fraterna, onde todos os âmbitos sejam permeados pelo espírito evangélico.

Aos jovens

Ao se dirigir aos jovens, Bento XVI afirmou que é preciso avaliar quais exemplos e modelos são propostos a eles, se são capazes de encorajá-los a seguir as vias do Evangelho e da liberdade autêntica. "A juventude é repleta de recursos, mas deve ser ajudada a vencer a tentação de vias fáceis e ilusórias, para encontrar a estrada da Vida verdadeira e plena."Por fim, o Papa falou das inúmeras vocações que Romano Canavese ofereceu à Igreja, em especial à Família Salesiana; e citou como exemplo a vocação do Cardeal Bertone, que foi batizado naquela igreja."Seja este mais um encorajamento para esta comunidade diocesana, para que vocês se empenhem sempre mais no campo da educação e do acompanhamento vocacional", concluiu o Pontífice.