terça-feira, 7 de abril de 2009

Vivendo a Semana Santa


A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor. 2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.Tríduo Pascal O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal. QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar. Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor. Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração. SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”. E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou. Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver. Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição. VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração. À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.

domingo, 5 de abril de 2009

05 de Abril - Domingo de Ramos da Paixão do Senhor


Anúncio do Evangelho (Mc 15,1-39)- Forma breveNarrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos: 1Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. 2E Pilatos o interrogou: Pilatos: “Tu és o rei dos judeus?”Narrador 1: Jesus respondeu:Pres.: “Tu o dizes”. Narrador 1: 3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. 4Pilatos o interrogou novamente: Pilatos: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!”Narrador 1: 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. 6Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. 7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. 8A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. 9Pilatos perguntou: Pilatos: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?”Narrador 2: 10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. 12Pilatos perguntou de novo: Pilatos: “Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?”Narrador 2: 13Mas eles tornaram a gritar: — Crucifica-o! Narrador 2: 14Pilatos perguntou: Pilatos: “Mas, que mal ele fez?”Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força: Ass.: Crucifica-o!Narrador 1: 15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. 16Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. 17Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. 18E começaram a saudá-lo: — “Salve, rei dos judeus!”Narrador 1: 19Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. 20Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo. 21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. 22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”. 23Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. 24Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. 25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: — “O Rei dos Judeus”.Narrador 2: 27Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.(28) 29Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: — “Ah! Tu, que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, 30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!”Narrador 2: 31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo: - " A outros salvou, a si mesmo não podes salvar!32 O Messias, o rei de Israel... que desça agora da Cruz, para que vejamos e acreditemos!"Narrador 2: Os que foram crucificados com ele também o insultavam. 33Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde. 34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte: Pres.: “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”Narrador 2: Que quer dizer: Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”Narrador 2: 35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram: — “Vejam, ele está chamando Elias!”Narrador 2: 36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo: Leitor 1: “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”. Narrador 2: 37Então Jesus deu um forte grito e expirou. (Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)Narrador 1: 38Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. 39Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse: Leitor 1: “Na verdade, este homem era o Filho de Deus!” - Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.

Missa do Domingo de Ramos reúne milhares de fiéis no Vaticano



O Papa Bento XVI presidiu hoje no Vaticano a missa de Domingo de Ramos, cerimônia que abre as celebraçoes da Semana Santa.
Na homilia ao comentar o episódio da entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado pela multidão que canta "Bendito o Reino que vem", Bento XVI interrogou-se sobre o verdadeiro significado deste "Reino" que Jesus nos trouxe: "Mas nós, compreendemos verdadeiramente a mensagem de Jesus, Filho de Davi? Compreendemos que coisa é o Reino de que nos falou no interrogatório diante de Pilatos. Compreendemos o que significa que este Reino não é deste mundo? Ou porventura desejamos, pelo contrário, que seja deste mundo?"
Evocando a resposta de Jesus àqueles que, no Evangelho segundo São João, queriam ver Jesus, naquele Páscoa, em Jerusalém – "Se o grão de trigo, caído em terra, não morre, permanece só; mas se morre, produz muito fruto", observou o Papa: "Podemos assim reconhecer duas características essenciais deste Reino. A primeira é que este Reino passa através da cruz. É por se dar totalmente, que Jesus pode, como Ressuscitado, pertencer a todos e tornar-se presente a todos."
"Na santa Eucaristia recebemos o fruto do grão de trigo morto, a multiplicação dos pães que prossegue até ao fim do mundo e em todos os tempos".
"A segunda característica diz: o seu Reino é universal. Cumpre a antiga esperança de Israel: esta realeza de David já não conhece fronteiras. Estende-se de mar a mar – como diz o profeta Zacarias – ou seja, abraça o mundo inteiro".
"Mas isto é só possível porque não é uma realeza de um poder político, mas baseia-se unicamente na adesão livre do amor – um amor que, pela sua parte, responde ao amor de Jesus Cristo que se deu por todos".
"Temos que aprender sempre de novo ambas as coisas – acima de tudo a universalidade, a catolicidade. Esta significa que ninguém pode pôr como absoluto a si mesmo, a sua cultura e o seu mundo. Isto exige que todos nos acolhamos uns aos outros, renunciando a algo do que é nosso. A universalidade inclui o mistério da cruz – a superação de si mesmo, a obediência à palavra comum de Jesus Cristo, na Igreja comum. A universalidade é sempre uma superação de si mesmo, renúncia a algo de pessoal. A universalidade e a cruz vão pari passu. Só assim se cria a paz".
Dirigindo-se antes de mais aos jovens presentes, o Papa advertiu que, falando do grão de trigo, Jesus formula "a lei fundamental da existência humana".
"Quem pretende ter a sua vida para si, viver só para si mesmo, atar tudo em si explorando todas as possibilidades – é precisamente esta pessoa que perde a vida. Esta torna-se aborrecida e vazia. Só no abandono de si mesmo, só no dom desinteressado do eu a favor do tu, só no sim à vida maior, própria de Deus, é que também a nossa vida se torna ampla e grande".
Tudo isto porque – observou ainda o Papa - "amar significa desapegar-se de si mesmo, doar-se", libertar-se de si mesmo, "olhar em frente, para o outro – para Deus e para os homens que Ele me manda".
"De uma vida reta faz parte também o sacrifício, a renúncia. Quem promete uma vida sem este dom de si, sempre renovado, engana as pessoas. Sem sacrifício, não existe uma vida realizada. Se lanço um olhar retrospectivo sobre a minha vida pessoal, devo dizer que os momentos grandes e importantes da minha vida foram precisamente aqueles em que disse sim a uma renúncia".
"Tocamos aqui o maravilhoso mistério do amor de Deus, a única verdade realmente redentora. Mas tocamos também a lei fundamental, a norma constitutiva da nossa vida: sem o sim à Cruz, sem caminhar em comunhão com Cristo dia a dia, a nossa vida não é uma vida bem sucedida". "Quem dá a vida – quotidianamente, nos pequenos gestos que fazem parte da grande decisão – é este que a encontra. É uma verdade muito exigente, mas também profundamente bela e libertadora" – conclui o Papa. "Queira o Senhor abençoar este caminho".
Dia Mundial da Juventude
Por ocasião do Dia Mundial da Juventude celebrado hoje, participaram da missa uma delegação de jovens de Sidney e outra de Madri, para a transmissão da Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Papa reconhece virtudes heróicas de Irmã Dulce





O Papa Bento XVI reconheceu hoje, 3, as "virtudes heróicas" de irmã Dulce Lopes Pontes, e de outros nove religiosos. A Congregação para a Causa dos Santos já havia anunciado voto favorável e unânime das virtudes de Irmã Dulce em janeiro deste ano.
O reconhecimento aconteceu esta manhã no Vaticano, numa audiênica em que o papa recebeu, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o Arcebispo Ângelo Amato. No encontro o Pontífice autorizou ainda o decreto de beatificação de uma monja italiana.Maria Rita Lopes Pontes, que adotou o nome de Dulce, pertence à Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. A religiosa, conhecida como o Anjo bom da Bahia, nasceu em Salvador, na Bahia, em 26 de maio de 1914 e morreu na mesma cidade em 13 de março de 1992.A caminhada para a canonização possui vários degraus. No primeiro, o fiel é declarado servo de Deus, no segundo é chamado de venerável, no terceiro bem-aventurado e no último é que ele pode ser invocado como santo.O título de venerável servo de Deus é dado a uma pessoa que viveu as virtudes de maneira heróica. Para a beatificação é necessário um milagre conseguido pela intercessão do postulante a santo. Finalmente, a canonização acontece depois de um segundo milagre, que deve acontecer somente depois da proclamação de bem-aventurado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

4 anos sem João Paulo II







Hoje fazem 4 anos que o Papa da Paz partiu para a Glória de Deus.
O comunicado oficial do Vaticano foi divulgado ás 21h37 de Roma pelo Cardeal Carmelengo ( 16h37 em Brasília ) . Logo após o anúncio da morte, milhares de pessoas rezavam e gritavam o nome de João Paulo II na Praça de São Pedro, no Vaticano, uns com velas acessas nas mãos, chorando emocionados. Os sinos das Igrejas de Roma tocavam comunicando o falecimento do Sumo Pontífice. O Cardeal Sandre, o mesmo que lia os pronunciamentos papais, que foi quem após a constatação da morte do Santo Padre deu a noticia aos fiéis. De maneira sucinta ele disse: “ o Papa vai voltar para a Casa de Seu Pai.”
Durante os 26 anos e meio de Pontificado, ele visitou mais de 120 países, dentre eles, o Brasil em três oportunidades, nos anos de 1980,1991 e 1997.
O porta-voz da Santa Sé, Joaquin Navarro-Valls, disse que uma Missa foi realizada no quarto do Pontífice ás 7h30 de Roma ( 2h30 de Brasília ) e que ele chegou a responder a estímulos, abrindo os olhos quando alguém conversava com ele. De acordo com Navarro-Valls, o Papa tentou pronunciar algumas palavras, interpretadas por seus assessores como uma referencia aos jovens do mundo. O porta voz afirmou que João Paulo II foi avisado de que a maioria das pessoas que se mantiveram em vigília durante toda a noite na Praça São Pedro, era de jovens, o que teria motivado a frase do Papa.
“ Eu procurei por vocês e agora vocês vieram a mim. E eu lhes agradeço” , teria dito João Paulo II.

Papa celebra Missa em memória do 4º aniversário de morte de JPII



Na tarde desta quinta-feira, 2 de abril, Bento XVI presidiu, na Basílica de S. Pedro, a uma Santa Missa, por ocasião do quarto aniversário de morte de João Paulo II.
Na homilia, interrompida por inúmeras salvas de palmas, Bento XVI falou de João Paulo II como entusiasta defensor de Cristo: "Por Ele, não hesitou em gastar todas as energias a fim de difundir luz a todos os lugares, nunca cansou de difundir o seu amor. Desde o início do pontificado até o dia 2 de abril de 2005, não teve medo de proclamar, a todos e sempre, que somente Jesus é o Salvador e o verdadeiro Libertador do homem e de todo o homem".
Dirigindo-se aos inúmeros jovens presentes na celebração, o Papa recordou que João Paulo II, nos anos do seu longo pontificado, gerou muitos filhos e filhas à fé. "Quantos jovens se converteram ou perseveraram em seu caminho cristão graças à oração, ao encorajamento, ao amparo e ao exemplo" de João Paulo II – disse o pontífice.
"É verdade! João Paulo II conseguia comunicar uma forte carga de esperança, fundada na fé em Jesus Cristo. (…) Como pai afetuoso e atento educador, indicava seguros e firmes pontos de referência indispensáveis para todos, de modo especial para a juventude."
Nos dias de agonia do Papa Wojtyla, os jovens sentiam que estava morrendo o "seu" Papa, que consideravam como "seu pai" na fé. Ao mesmo tempo, eles sentiam que João Paulo II deixava-lhes como herança sua coragem e a coerência de seu testemunho.
"Na idade do crescimento, os jovens necessitam de adultos capazes de lhes propor princípios e valores; sentem a necessidade de pessoas que saibam ensinar com a vida, antes mesmo que com as palavras, a viver por altos ideais" – disse.
De onde tirar, portanto, luz e sabedoria para realizar esta missão, que nos envolve na Igreja e na sociedade? Os recursos humanos – afirmou o papa – certamente não bastam. É preciso se entregar também e em primeiro lugar à ajuda divina.
"Caros jovens – disse Bento XVI – não se pode viver sem esperar. A experiência mostra que todas as coisas, e a nossa própria vida, estão em risco, podem desabar por qualquer motivo, a qualquer momento. É normal: tudo o que é humano, e portanto inclusive a esperança, não tem fundamento em si mesmo, mas necessita de uma 'rocha' à qual ancorar-se. Somente em Deus a esperança se torna segura e confiável. Ou melhor, somente Deus, que em Jesus Cristo nos revelou a plenitude do seu amor, pode ser a nossa esperança inabalável."
Todavia, o Papa adverte os jovens de que Jesus não quer os seus discípulos encenem um papel, talvez o da esperança. Ele quer que as novas gerações "sejam" esperança, e poderão sê-lo somente se permanecerem unidas a Ele. Esta é a herança que João Paulo II nos deixou.
"A nossa vontade de seguir Cristo é a mensagem que João Paulo II nos repete esta noite. Enquanto confiamos a sua alma à intercessão de Nossa Senhora, que sempre amou, esperamos que do Céu ele nunca deixe de nos acompanhar e de interceder por nós. Que ajude cada um de nós a viver, como ele fez, repetindo dia após dia, por meio de Maria, com plena confiança: Totus tuus (todo teu)" – concluiu o pontífice.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nomeado bispo auxiliar para a Arquidiocese de Aracaju





O papa Bento XVI nomeou, nesta quarta-feira, 1º de abril, o cônego Henrique Soares da Costa como bispo auxiliar da arquidiocese de Aracaju, no estado de Sergipe. A nomeação atende ao pedido do arcebispo da capital sergipana, dom José Palmeira Lessa.
Cônego Henrique, 45, é natural alagoano de Penedo. Fez seus primeiros estudos em Junqueiro (AL) e em Maceió. De 1981 a 1984 fez o Seminário de Maceiro e, em 1984, recebeu o bacharelado em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas. De 1985 a 1989 foi noviço no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, e no Mosteiro Trapista de Nossa Senhora do Novo Mundo, no Paraná.
Em 1990, volta para o Seminário de Maceió onde inicia a Teologia. No ano seguinte, vai para Roma e conclui a Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana com mestrado em Teologia Dogmática.
Ordenado padre em 15 de agosto de 1992, cônego Henrique é reitor da Igreja Nossa Senhora do Livramento, em Maceió, desde 1994. Foi professor de teologia no Seminário Provincial de Maceió e no Curso de Teologia do centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC). Lecionou, ainda, no Instituto Franciscano de Teologia, em Olinda, e no Instituto Sedes Sapientiae, em Recife.
Na arquidiocese de Maceió, foi membro do Conselho Presbiteral, do Cabido Metropolitano, do Colégio de Consultores; vigário episcopal para os leigos e coordenador da Comissão de Formação Política e responsável pelos diáconos permanentes.
A CNBB, por meio da Assessoria de Imprensa, cumprimenta o cônego Henrique por sua nomeação certa de que não lhe faltará a graça de Deus para que seja frutuoso o exercício de seu novo ministério.