sábado, 28 de agosto de 2010

Celebrando o Dia do Catequista


No último domingo do Mês Vocacional, celebra-se o Dia do Catequista, um dos importantes ministérios leigos. Para comemorar a data, as regiões pastorais da diocese farão celebrações especiais homenageando nossos catequistas.

É com admiração, reconhecimento e gratidão que a Igreja celebra esta festividade. A catequese é o sucesso de Jesus, o bem supremo da Igreja, a humanização e evangelização das pessoas, real colaboração na renovação da sociedade. A catequese é o útero da mãe Igreja, onde o Espírito Santo gera novos cristãos, como gerou Jesus no seio de Maria. Sendo a Igreja Corpo de Cristo, a catequese é seu sangue e vitalidade. Sem o ensino da fé, a igreja fenece. “A catequese é a alma da Igreja”.

Enquanto processo de educação da fé, a catequese começa no ventre materno até à eternidade. A missão do catequista é transmitir a experiência de fé para que seus ouvintes experimentem o fascínio do Evangelho, descubram a beleza da comunidade e se dediquem na transformação da sociedade.

Segundo o Papa Bento XVI, “os catequistas são os colaboradores indispensáveis dos sacerdotes no anúncio do Evangelho. Eles têm uma função essencial, não somente na primeira evangelização e para o catecumenato, mas também na animação e no apoio das vossas comunidades, em linha com os demais agentes pastorais.”

SUBLIME MINISTÉRIO – No Dia do Catequista, somos convidados a homenagear aquelas pessoas que, num testemunho de fé e generosidade, dedicam-se ao sublime ministério de transmitir as verdades divinas a crianças, adolescentes e jovens. A missão dos catequistas é das mais importantes dentro da Igreja, que sempre valorizou esse ministério confiado geralmente aos cristãos leigos.

“O trabalho dos catequistas, muitas vezes humilde e escondido, mas realizado com zelo inflamado e generoso, é uma forma eminente de apostolado leigo, particularmente importante naquelas partes onde, por diversas razões, as crianças e os jovens não recebem no lar formação religiosa conveniente” – ensinava o Papa João Paulo II.

O catequista exerce o serviço da Palavra. Ele fala em nome de Deus e da Igreja. Ele é o comunicador da Boa Nova de Jesus Cristo.

Mensagem aos catequistas

Carta de Dom Eugênio Rixen, presidente da Comissão para
Animação Bíblico-catequética, da CNBB, para os catequistas do Brasil

“Catequista, você é especial para Deus! Sua vocação foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da vida: Jesus Cristo.

O último domingo de agosto é o Dia do Catequista. É com admiração, reconhecimento e gratidão que a Igreja celebra essa festividade. Celebrar o Dia do Catequista é sempre uma graça, motivo de alegria e de reflexão mais profunda sobre o ser do catequista, sua vocação e missão na Igreja e sociedade. Sentimos ainda os “ecos” e a chama da esperança que ardeu em nosso coração com a realização da 3ª Semana Brasileira de Catequese.

Sentimo-nos movidos pela força do Espírito, que nos chama e envia, pelas intuições e propostas do tema da 3ª Semana Brasileira de Catequese: “Iniciação à Vida Cristã”. Nesse Espírito, celebrar o Dia do Catequista tem um significado especial, pois são vocês, catequistas, os protagonistas, aqueles que fazem com que o processo de um novo jeito de fazer catequese seja possível. Portanto confiamos em cada um de vocês, com seus dons partilhados, junto com as forças vivas de toda a Igreja, as comunidades, as pastorais, os movimentos, para que a iniciação à vida cristã seja possível.

Ao celebrar o Dia do Catequista, queremos refletir sobre a vocação do catequista, que é a vocação do profeta, aquele que fala em nome de Deus e da comunidade a que pertence. A iniciativa sempre parte de Deus. O chamado a ser catequista não é algo pessoal, mas obra divina, graça.

A missão do catequista está na raiz da palavra “catequese”, que vem do grego “katechein” e quer dizer fazer eco. Logo, catequista é aquele que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe. O Senhor chama você para que, através da sua vida, da sua pessoa, da sua comunicação, a Palavra seja proclamada, Jesus Cristo seja anunciado e testemunhado.

Catequista, você não é só transmissor de ideias, conhecimentos, doutrina, pois sua experiência fundante está no encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo. Essa experiência é comunicada pelo ser, saber e saber fazer em comunidade (DNC 261). O ser e o saber do catequista sustentam-se numa espiritualidade da gratuidade, da confiança, da entrega, da certeza de que o Senhor está presente, é fiel.

Catequista, você é especial para Deus! Sua vocação foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da vida: Jesus Cristo. Sabemos das dificuldades que enfrenta para realizar a sua missão, mesmo assim teimosa e dedicadamente prossegue neste peregrinar de partilha, de despojamento e aprendizagens.

Isso demonstra que você cultiva uma profunda espiritualidade alicerçada na Palavra, nos sacramentos, na vida em comunidade. É a experiência do discípulo-missionário que vai se configurando na sua trajetória de avanços, desafios e alegrias. É a pedagogia divina, que se concretiza na sua vida permeada de fragilidades e grandeza, medos e coragem, humana e humanizadora.

É com a certeza da ação amorosa do Deus da vida que você assume a missão de profeta que ouve o chamado de Deus: “Levanta-te e vai à grande cidade (Jn 1,2). Seu anúncio é traduzido em atitudes proféticas que testemunham os valores evangélicos, é o ser do catequista partilhado na sua inteireza, no serviço generoso, para que o reino aconteça.

Catequista, que a experiência do encontro com Jesus Cristo seja a força motivadora capaz de lhe trazer o encantamento por esse fascinante caminho de discipulado, cheio de desafios que o fazem crescer e acabam gerando profundas alegrias.

Catequista, nesse dia acolha o abraço de gratidão de milhares de pessoas, vidas agradecidas, pela sua presença na educação da fé de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Em sua ação se traduz de uma forma única e original a vocação da Igreja-Mãe que cuida maternalmente dos filhos que gerou na fé pela ação do Espírito.

Querido catequista, parabéns! Que a força da Palavra continue a suscitar-lhe a fé e o compromisso missionário!

Que os sacramentos sejam a fonte inesgotável da misericórdia, da reconciliação, da justiça e do reencantamento.

Que a comunidade continue sendo o referencial da experiência do encontro com Cristo naqueles que sofrem, naqueles que buscam acolhida e necessitam ser “cuidados”.

A bênção amorosa do Pai, que cuida com carinho dos seus filhos e filhas, que um dia nos chamou a viver com alegria a vocação do discípulo missionário, esteja na sua vida, na vida da sua comunidade hoje e sempre.”

Ser catequista: compromisso de amor

Ao assumir o compromisso de transmitir a Boa Nova de Jesus Cristo, de fazer conhecer e de vivenciar a sua mensagem, o catequista precisa conhecer o processo que torna possível a sua missão.

1- Ensinar: não é apenas repassar informações, mas é um processo que envolve preparação e conhecimento da doutrina, da história da Igreja e da História da Salvação. O processo de ensinar na catequese deverá: conduzir o catequizando à descoberta do conhecimento da fé; despertar para a oração, promovendo a intimidade com Cristo; preparar para a vida em comunidade e orientar para ser presença cristã na sociedade; propiciar oportunidades de entender o que é experiência de fé a partir do Evangelho.

2- Aprender: este aprendizado é para ser realizado em grupo, pelo grupo e com o grupo. Esse processo deverá ser gradual. É fazer do conteúdo da catequese elemento essencial e significativo na vida do catequizando para que ele possa: anunciar com clareza (dar a razão de sua fé); celebrar (partilhar a sua experiência de fé na comunidade); viver (colocar em prática o que aprendeu e fazer experiência de conversão); transmitir (iniciar a missão de evangelizar).

3- Sentir: estabelece a relação entre a realidade e as perspectivas apresentadas no Evangelho. Possibilita a intimidade com o Pai e a realização da Profissão de Fé de maneira coerente.

4- Criar: precisamos acreditar para criar condições de divulgar. O criar está ligado à sensibilidade. O olhar atento garante a possibilidade contínua de criar um jeito novo de catequizar e entender os mistérios do Reino.

5- Descobrir: é achar a presença do divino na sua vida, através do diálogo íntimo com Deus, encontrando gratuidade no seu amor e a necessidade de desenvolver os dons, para crescer e amadurecer a sua experiência de comunidade de fé.

6- Experienciar: é a soma das etapas anteriores que culmina na adaptação à vida pessoal.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Debate com presidenciáveis atinge a marca de 100 milhões telespectadores


Cerca de 100 milhões de brasileiros (dados das TVs católicas) acompanharam o primeiro debate promovido pela TV Canção Nova e Rede Aparecida, nesta segunda-feira, 23, com os candidatos a Presidência da República. Estiveram presentes os candidatos José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda (PSOL). A candidata do (PT), Dilma Rousseff, não confirmou presença afirmando problemas com a agenda.

Serra afirmou que foi um "excelente debate" e pôde "falar com franqueza". Segundo ele, houve divergência e até coincidências de opiniões entre os candidatos, mas "caberá ao eleitor fazer seu julgamento".

A candidata Marina comentou sobre a variedade de temas, os quais lhes permitiram falar sobre assuntos de vários segmentos da sociedade e, assim "ampliar sua visão sobre a proposta dos candidatos, a forma como cada um lida com as questões". Ela afirmou que "defendeu o que acredita", tratando com seriedade os temas.

Plínio disse que a Canção Nova e a Rede Aparecida marcaram um "gol" com esse debate. E elogiou a estrutura do evento, no qual "todos tiveram oportunidades iguais, com o mesmo tempo".

O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, destacou a Lei do Ficha Limpa e o papel da Igreja no discernimento dos eleitores durante o período que antecede o pleito de outubro.

“É muito positivo que a Igreja tenha iniciativas como essa para auxiliar o eleitor a refletir sobre assuntos que não são destacados em outros debates. Desta forma, nossos eleitores católicos podem ouvir diretamente dos candidatos um posicionamento claro sobre temas que nos preocupam”, disse o cardeal.

Já o arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) e presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação Social, dom Orani João Tempesta avaliou a iniciativa do encontro entre os candidatos e disse que a Igreja apenas cumpre o seu papel de orientar os eleitores para que escolham bem na hora do voto. “A Igreja não apóia o candidato ou partido, mas orienta aos cristãos para que escolham bem as pessoas que serão os nossos futuros representantes”, disse.

Também presente no debate o bispo de Paracatu (MG) e representante da Pastoral do Menor, dom Leonardo de Miranda Pereira, falou sobre sua preocupação com a proteção às cláusulas pétreas e a questão da redução da maioridade penal.

O encontro aconteceu às 22h no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e foi transmitido ao vivo para todo o Brasil através das emissoras católica, entre outras emissoras parceiras.

O editor-chefe do telejornal Século News, da TV Século XXI, Martin Andrada, foi um dos debatedores. Ele acredita que a Igreja e seus organismos está sempre engajada em contribuir com a democracia.

“A CNBB sempre teve participação ativa na política brasileira e cada vez mais os católicos estão interessados em refletir e contribuir com os rumos do país”, afirmou.

domingo, 22 de agosto de 2010

22 de Agosto: Nossa Senhora Rainha - Padroeira deste Blog


22 de agosto é uma data significativa para nós do Regina Coeli, pois é dia de Nossa Padroeira: Nossa Senhora Rainha.
Para nós católicos é uma solenidade que nos rejubila, afinal se Nosso Senhor é o Rei do Universo, Nossa Senhora é a Rainha.
Cremos fielmente que Maria foi elevada em Corpo e Alma ao Céu e depois a Santíssima Trindade a coroou como Rainha do Céu e da Terra.
A festa de hoje foi instituída pelo Venerável Pio XII, após a Proclamação do Dogma da Assunção, sendo definida sua festa 8 dias após a festa da Assunção, essa proximidade quer mostrar a estreita união entre a Assunção e a Glorificação de Maria.
A Coroação de Nossa Senhora é o 5º Mistério Glorioso, onde contemplamos a Glorificação de Maria na Glória Celeste.
Na ladainha de Nossa Senhora vemos vários títulos que remetem a Glorificação Plena de Maria: Rainha dos Anjos, Rainha dos Patriarcas, Rainha dos Profetas, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha das Virgens, Rainha de Todos os Santos, Rainha Concebida sem Pecado Original, Rainha Assunta ao Céu, Rainha do Sacratíssimo Rosário, Rainha da Família, Rainha da Paz, Rainha do Céu, entre tantos outros.
Como rezamos no Salmo 44 (45) “À vossa direita se encontra a Rainha com veste esplendente de ouro de Ofir”. Sabemos que ao lado de Nosso Senhor se encontra Nossa Senhora Rainha
Como é bonita uma religião que tem Maria Santíssima por sua Rainha e Guia.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Paróquia São Joaquim 74 Anos de Evangelização

Logotipo em preparação aos 75 anos de Evangelização em 2011

Igreja Matriz, antes das reformas

Festa do Padroeiro em 1936, no ano de Criação da Paróquia


A Paróquia São Joaquim completa no dia 16/08 do ano corrente, mais um ano de vida e missão, é o seu 74º Aniversário de Criação e Instalação; onde começa a preparação ao Jubileu de 75 anos
A história de nossa Paróquia começa no início do século XX, com a vinda de imigrantes para nossa região; a família Rocha e algumas famílias veem juntas para a até então “Laranja Azeda”, o Sr. Joaquim Raphael da Rocha, patriarca de mesma família, um católico fervoroso, doa terreno para a Cúria de Campinas, para a construção de uma Igreja.
As construções começam, e a Igreja leva o nome de São Joaquim, em homenagem ao Sr. Joaquim Raphael da Rocha, por tão grande graça.
A Igreja era “o ponto de encontro” dos imigrantes, pois anunciava os nascimentos, casamentos e os óbitos. A construção da Igreja esteve finalizada, e eis que não tínhamos mais a “Laranja Azeda” e sim “Gramado”, pertencia ao território da Paróquia São João Batista de Rio Claro.
Os anos vão passando e “Gramado” se torna Distrito de Paz de Santa Gertrudes. Vendo a necessidade do povo, e por ter um território vasto, Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, desmembra a Igreja de São Joaquim, da Paróquia São João Batista, criando assim em 16/08/1936, a Paróquia São Joaquim (foi criada como Paróquia Nossa Senhora das Dores, mas com o passar dos anos houve a transferência).
Paróquia criada, mas mesmo assim era um Distrito de Paz, pertencente a Rio Claro, depois de 12 anos de criada a Paróquia São Joaquim, em 1948, Santa Gertrudes consegue sua Emancipação Político – Administrativa, tornando-se Município Independente, com todos os deveres e direitos de municípios. Era pároco na época da Emancipação o Padre Alfredo Fonseca Rodrigues.
Em 1958, o município de Santa Gertrudes, junto com alguns outros, é anexado á Diocese de Piracicaba (que foi criada em 1944), até então pertencente á Arquidiocese de Campinas.
Com a falta de padres diocesanos, a Paróquia é confiada aos Padres Estigmatinos, que cuidam e zelam dela por vários anos, dentre os Padres Estigmatinos que estiveram á frente da Paróquia, destacamos a figura de Dom Antônio Alberto Guimarães Rezende, CSS – Bispo Emérito de Caetité – BA. Com a graça de ter padres diocesanos de volta, a Paróquia é pedida aos Estigmatinos, voltando a ser administrada por padres diocesanos.
Muitos foram os padres que fizeram bastante por nossa Paróquia, entre os quais: Monsenhor Luiz Simioni, Monsenhor Romário Pazzianotto, Padre Querino Volani, que foi o idealizador e construtor da atual Igreja Matriz. Ambos e mais alguns são lembrados com gratidão e respeito, ambos também se encontram na Glória Celeste.
De nossos párocos, lembramos de alguns que por aqui passaram e ainda prestam seu auxílio á Diocese de Piracicaba: Padre José Carlos Pizzonia, Padre José Eduardo Sesso, Padre Rubens Marin.
Padre Rubens dentre seus feitos na Paróquia destacamos: Construção das Salas de Catequese São Tarcísio e do Salão Paroquial São Joaquim, a compra do terreno e início da construção da Capela Santa Catarina.
Padre Sesso dentre seus anos á frente da Paróquia destacamos: Construção da nova casa paroquial.
Nosso atual Pároco, Padre João Carlos da Cunha, fez e continua fazendo muito por nossa Paróquia: reforma da Capela São Joaquim, reforma da Capela São José, reforma e conclusão da Capela Santa Catarina, compra de terreno e construção da nova casa paroquial (para quando a paróquia for desmembrada), compra de terreno para a construção de uma nova capela no Bairro Parque dos Jequitibás, reforma da Igreja Matriz.
Nossa Paróquia completa 74 anos, e em todos esses anos tivemos um único propósito: Evangelizar a Cidade de Santa Gertrudes.
Muitas são as pessoas que auxiliam nesse processo de Evangelização, todos voluntários, membros de diversas pastorais e movimentos, que “doam todo seu tempo” para nossa Paróquia, querendo sempre o melhor de nossos paroquianos.
Com a aproximação dos 75 anos de Evangelização em 2011, foi aberto o ano em preparação ao Jubileu de Nossa Paróquia, um ano cheio de atividades, para que em 16 de agosto de 2011, a festa seja de todos e para todos os paroquianos.
Foi confeccionado um logo para esse ano, onde podemos ver: Paróquia São Joaquim Rumo aos 75 anos de Evangelização. A figura da Capela São Joaquim e de Nosso Padroeiro São Joaquim, e embaixo as datas: 16/08/1936 – 16/08/2011.
Que nesses 74 anos de Evangelização, por intercessão de Nosso Padroeiro São Joaquim, Deus abençoe a todos os paroquianos, agentes de pastoral, padres que já passaram por aqui, o nosso pároco, os que virão de vir, nosso diácono permanente e nossos seminaristas, que sejamos sal e luz no mundo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Assunção : Glorificação de Nossa Senhora


No domingo, dia 15, a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. É uma verdade de fé proclamando que Maria, terminada sua existência terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma. É a festa da glorificação daquela que se fez serva do Altíssimo e que foi por Ele agraciada.

Mulher realizada, plena da graça divina, colaboradora na obra da redenção, Maria tomou parte ativa e intensiva na vida de Jesus, participando na obra da libertação. Como tal, ela atingiu a plenitude humana na salvação. Terminada sua existência terrena, ela foi assunta à glória celestial em corpo e alma, antecipando o que há de acontecer a todos os justos.

Como nos ensina o Papa Paulo VI, no documento “Marialis culto” (n. 7), a assunção de Maria “é a festa do seu destino de plenitude e de bem-aventurança; é a festa da glorificação da sua alma imaculada e do seu corpo virginal; é a festa da sua perfeita configuração com Cristo ressuscitado.” E o saudoso papa afirma:

A solenidade da Assunção proclama a glória daquela que é “modelo de vida cristã, pois toda a sua existência é uma plena comunhão com o Filho, uma entrega total a Deus em todos os seus caminhos, numa união única que culmina na glória.” (Documento 26 da CNBB, n. 233)

A assunção é a digna glorificação da Mãe de Deus. É imagem e modelo da criatura plenamente salva, liberta, realizada. “A assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história”. (idem, n. 235)

Proclamação do dogma

O dogma da Assunção foi proclamado no Ano Santo de 1.950, pelo Papa Pio XII, no dia 1o. de novembro, através da Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”. No n. 44 desse documento pontifício, está a definição solene dessa verdade de fé: "Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial."

Primeira redimida e glorificada

A festa da Assunção tem uma característica nota de alegria e exultação. Pio XII, ao proclamar o dogma, fez ver que a assunção corpórea de Maria está ligada estreitamente com a sua divina maternidade virginal e com a sua isenção do pecado. O corpo de Maria, que estivera tão intimamente unido ao de Cristo, recebe um destino semelhante ao corpo de Cristo: fica isento da corrupção após a morte e é glorificado por Deus.

Maria nos dá a certeza de que podemos confiar plenamente em Deus, que suas promessas não vão falhar. Ela é a primeira redimida e glorificada. Podemos ter a segurança de que, se um membro do Corpo Místico de Cristo – Maria – já foi glorificado, todos nós o seremos um dia. Maria nos dá o consolo da esperança final.

Maria, sempre dócil à Palavra de Deus, que acompanhou os passos de seu divino Filho, presente ao pé da cruz e na ressurreição, foi com Ele glorificada e, no céu, é o sinal da realização plena a que todos somos chamados. Como mãe terna, vela por todos nós seus filhos e nos convida a participar com ela da glória celeste, a plenitude do Reino de Deus.

A virgem mãe de Deus, a mãe imaculada assunta ao céu caminha a nosso lado, como “modelo de vida cristã pois toda a sua existência é uma plena comunhão com o Filho, uma entrega total a Deus.”

Imagem e modelo
Em Maria assunta ao céu, a Igreja celebra a realização do mistério pascal. Sendo ela “cheia de graça”, sem sombra alguma de pecado, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus.

Glorificada na assunção, Maria é a criatura que atingiu a plenitude humana na salvação. Para o cristão, a ressurreição é a etapa conclusiva da salvação. Nesse sentido, Maria elevada ao céu é imagem e modelo da criatura plenamente salva, liberta, realizada. No Evangelho, encontramos o fato, a dinâmica e todo o objetivo da vida que em Maria se realiza livre e plena.

Na atitude de Maria, ser humano realizado, toda pessoa encontra inspiração de vida, fé e amor: o projeto de Deus se torna realidade: o mal é vencido, o amor triunfa. Na assunção de Maria, a terra e o céu se encontram.

Origem da festa

A festividade da Assunção teve suas origens na antiga liturgia de Jerusalém. No século VI foi também acolhida pela liturgia bizantina com o nome de “Dormição da Mãe de Deus”. Na liturgia romana, a festa só foi introduzida no século VII, com o nome de “dormitio”, pausatio, natalis”, com conteúdo pouco definido. No século VIII, sob o Papa Adriano, a festa recebeu o nome de “Assunção”, que perdura até hoje.

Na definição dogmática de Pio XII, a festa ganhou um conteúdo bem claro: trata-se da assunção corpórea de Maria ao céu. E instituiu-se o dia 15 de agosto para esta celebração. No Brasil, quando a data não ocorre num domingo, por razões pastorais passamos a solenidade para o domingo seguinte.

A Igreja acredita que Maria é a única criatura humana – depois de Cristo e no seu seguimento – que entrou de corpo e alma na bem-aventurança do céu, depois de ter concluído a peregrinação por este mundo. Na solenidade da Assunção, juntam-se a glorificação e a consumação corpórea de Maria. Com isso a Igreja demonstra sua fé na superioridade de Maria, comparada com o resto da humanidade. Em Maria antecipa-se aquilo que está reservado a todos os crentes no fim do mundo, no momento da ressurreição dos mortos.

Celebrar a Assunção de Maria é, pois, acreditar no inexplicável, no inefável, e confiar no amor salvífico de Deus que convida todos os seus filhos para o banquete eterno em seu Reino.

Maria se encontra, com o corpo glorificado, em companhia de Jesus, seu Filho, do Pai e do Espírito Santo e de todos os santos do céu. A “cheia de graça”, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus; ela já é o que somos chamados a ser.

sábado, 14 de agosto de 2010

50 Anos de Posse de Dom Aníger em Piracicaba



Sessão do Concílio Ecumênico Vaticano II, Dom Aníger se encontra na terceira fileira, o segundo da esquerda para a direita


No dia 15 deste mês, nossa diocese comemora 50 anos da posse de seu segundo bispo diocesano, Dom Aníger Francisco de Maria Melillo. Ele foi nomeado pelo Papa João XXIII em 29 de maio de 1960, ordenado bispo no dia 29 de junho e tomou posse no dia 15 de agosto. Tinha como lema episcopal “Omnes unum sint” (Que todos sejam um).

Ao iniciar seu ministério na diocese, visitou todas as paróquias, reconhecendo o trabalho de seu antecessor e tomando ciência das dificuldades e necessidades.

Participou do Concílio Vaticano II (1962-1965) e imprimiu na diocese a renovação proposta por esse concílio. Dinamizou o trabalho pastoral diocesano na linha do Plano de Emergência da CNBB.

No dia 9 de maio de 1967, constituiu o primeiro Conselho Diocesano de Presbíteros, com as finalidades a ele atribuídas pelo Concílio Vaticano II. Dentro do espírito de renovação que a Igreja vivia e com o objetivo de um melhor trabalho pastoral, em dezembro do mesmo ano, dividiu a diocese em três regiões pastorais: Piracicaba, Rio Claro e Capivari. Criou doze paróquias e ordenou catorze padres diocesanos, entre eles, o futuro bispo Dom Mauro Morelli.

Uma das preocupações de Dom Aníger foi com a organização da Pastoral Familiar e para tanto incentivou a implantação, na diocese, do Movimento Familiar Cristão. Estimulou os movimentos leigos, notadamente os Focolares e os Cursilhos de Cristandade. Ficou conhecido como o “Defensor da família”, pela sua luta intransigente contra a legalização do divórcio.

OUTRAS REALIZAÇÕES - Criou a Faculdade de Serviço Social, o Colégio Comercial “Imaculada Conceição” e o Cemitério Parque da Ressurreição. Reformou e ampliou as instalações da casa de campo dos seminaristas, no Bairro Nova Suíça, transformando-a no novo seminário diocesano que, no final de 1966, encerrou suas atividades, passando o prédio a abrigar o Centro Diocesano de Formação e hoje também o Seminário Propedêutico “Imaculada Conceição”. Deixou vários imóveis pessoais para o patrimônio da diocese.

Durante o período da ditadura militar, em 1966, marchou à frente das forças vivas na defesa dos princípios democráticos, em Piracicaba e Rio Claro. Abriu as portas da Catedral para abrigar reunião de estudantes da Escola de Agronomia e os acompanhou em passeata, defendendo a democracia, evitando confronto com os policiais.

Dados biográficos

Dom Aníger nasceu em Campinas, no dia 27 de junho de 1911, filho de Vicente Melillo e Regina Morato Melillo. Foi ordenado sacerdote em 31 de dezembro de 1933, em Campinas. Em 29 de maio de 1960, foi nomeado bispo de Piracicaba pelo Papa João XXIII; em 29 de junho, foi ordenado bispo, em Campinas, por Dom Rui Serra, bispo de São Carlos.

Tomou posse na diocese em 15 de agosto de 1960, na festa da assunção de Nossa Senhora. Governou efetivamente a diocese até 28 de fevereiro de 1980, quando assumiu Dom Eduardo Koaik como Bispo Coadjutor e Administrador Apostólico “Sede Plena”, mas continuou como bispo titular até 11 de janeiro de 1984, quando sua renúncia foi aceita pelo Papa João Paulo II, tornando-se bispo emérito.

Dom Aníger já havia trabalhado em Piracicaba, nos primeiros anos de sacerdócio (de 1937 a 1940), como coadjutor do Monsenhor Manoel Francisco Rosa na Matriz de Santo Antônio (hoje catedral). Participou do Congresso Eucarístico, no qual a diocese foi instalada, em 1944.

Teve a alegria de poder ordenar padre, a pedido do Cardeal Dom Agnelo Rossi, seu próprio pai, o Dr. Vicente Melillo, viúvo e com 83 anos, em 15 de agosto de 1966.

JUBILEU SACERDOTAL - Em 1983 celebrou seu Jubileu de Ouro Sacerdotal. A diocese havia lhe preparado e vinha desenvolvendo um programa de festividades durante o segundo semestre daquele ano. Mas, a partir do mês de novembro, foram interrompidos os atos comemorativos face à grave doença de que Dom Aníger fora acometido. Como ele não pôde estar na Catedral no dia 31 de dezembro, data de seu Jubileu, Dom Eduardo esteve em sua casa, para celebrar, junto com os familiares, a Eucaristia dos seus 50 anos de padre.

Por ocasião do jubileu, Dom Aníger recebeu uma amável carta do Papa João Paulo II, saudando-o pelos 50 anos de ministério sacerdotal, que assim se inicia: “Unindo esta nossa fraternal felicitação à alegria da celebração de toda a comunidade católica de Piracicaba, desejamos, venerável irmão, enviar-te esta carta, para que, não só recebas uma prova concreta de nossa estima para contigo, mas também o testemunho de nossa grande admiração pelas tuas obras durante o longo currículo de tua sagrada missão.”

Em outro trecho da mensagem, o papa diz que “em verdade, ficamos satisfeitos conhecendo a tua dedicação verdadeiramente apostólica e também o total empenho nos teus deveres; sabemos, assim, que és verdadeiro filho da Igreja e digno ministro de Cristo.”

Dom Aníger faleceu em São Paulo no dia 17 de abril de 1985 e está sepultado na cripta da nossa Catedral de Santo Antônio.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Missa em latim: Motu Proprio de Bento XVI completa três anos


O Motu Proprio Summorum Pontificum – carta apostólica através da qual Bento XVI colocou novamente em ampla e plena vigência a possibilidade de os sacerdotes celebrarem a Santa Missa de acordo com o rito de São Pio V, também conhecido como o da "Missa Tridentina" – completa três anos de publicação neste ano.

O prefeito do Tribunal da Assinatura Apostólica, Arcebispo Raymond Leo Burke, escreve o prefácio de um Comentário publicado pela Igreja na Alemanha sobre o Motu Proprio.

"A forma extraordinária do Rito Romano – isto é, a da Missa em latim – segundo o antigo rito pré-conciliar é uma tarefa para toda a Igreja, que não interessa somente a certos grupos, pois trata-se de um ato de legislação do Santo Padre", explica.

O Comentário é escrito pelo padre alemão latinista e canonista Gero P. Weishaupt e alude à celebração da Missa em latim, colocando em realce todas as questões de fundo a ela relacionadas.

"Dessa maneira, a decisão com a qual Bento XVI autorizou a celebração da antiga Missa em latim deve ser compreendida como um ato de legislação universal que interessa a toda a Igreja em todo o mundo e não como um favor feito a um indivíduo ou a um grupo, porque se trata se uma lei cuja finalidade é salvaguardar e promover a vida de todo o corpo místico de Cristo e a máxima expressão desta vida, isto é, a liturgia Sacra", escreve Dom Burke.

O prefeito do Tribunal do Vaticano lembrou que, na carta apostólica de publicação do Motu Proprio, o Papa indicou que deste tempos imemoriais, bem como no futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não somente no que diz respeito à doutrina da fé e as sinais sacramentais, mas também nos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, "que devem ser observador não somente para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda à sua lei de fé", assinala.

Após três anos da aplicação do Motu Proprio e da verificação sobre o estado das coisas, Dom Burke explica alguns temas de fundo acerca dos quais é importante fazer um esclarecimento, devido a interpretações controvertidas: não pertencem aos direitos fundamentais do batizado nem o serviço ao altar de pessoas do sexo feminino, nem o uso de leigos para as leituras ou para a distribuição extraordinária da comunhão. Por consequência, esses desenvolvimentos mais recentes não são introduzidos na forma extraordinária do rito romano, com a finalidade de respeitar a integridade da disciplina litúrgica contida no Missal Romano de 1962.

Na introdução ao Comentário, Dom Burke precisa também um princípio mais geral: a disciplina definida através da reforma litúrgica do Concilio Vaticano II é aplicada ao rito romano "somente se tal disciplina diz respeito a um direito dos crentes que deriva diretamente do sacramento do batismo e serve para a salvação de suas almas".


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Com efeito, na Carta Apostólica de Bento XVI sob forma de Motu Proprio Summorum Pontificum – sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma de 1970 –, os dois primeiros parágrados indicam que "os sumos pontífices, até nossos dias, se preocuparam constantemente que a Igreja de Cristo oferece-se à Divina Majestade um culto digno de louvor e glória de Seu nome e do bem de toda a sua Santa Igreja".

O Motu Proprio foi publicado em 7 de julho de 2007 e seus efeitos entraram em vigor a partir de 14 de setembro do mesmo ano, na festa da Exaltação da Cruz.