terça-feira, 2 de julho de 2013
Cadastramento de Religiosos que concelebrarão com o Papa em Aparecida termina dia 04
terça-feira, 25 de junho de 2013
Papa irá impor o pálio aos novos Arcebispos
Cidade do Vaticano (RV) – No dia 29 de junho, dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro à celebração Eucarística com a imposição do Pálio a 35 metropolitas. Entre eles estão 3 brasileiros: Dom Antônio Carlos Altieri S.D.B., Arcebispo de Passo Fundo, Dom Sérgio Eduardo Castriani, C.S.Sp., Arcebispo de Manaus e Dom Moacir Silva, Arcebispo de Ribeirão Preto.
O rito de imposição do Pálio permanece como estabelecido por Bento XVI em 2012, ou seja, será realizado no início da celebração.
As informações exatas sobre a origem desta tradição não são precisas. Sabes-se no entanto que já no século IV o Papa usava este pálio. Provavelmente era uma insígnia imperial passada aos bispos. O pálio passa então a ser dado por Roma aos metropolitas, sobretudo na época de Gregório VII, logo após o ano mil, quando existia a necessidade de controlar a eleição de bispos.
A partir daquele período, os metropolitas vinham a Roma receber o pálio. Posteriormente, ele passou a ser concedido também àqueles que não eram metropolitas, como um sinal de honra. Na década de 70, houve a reforma do pálio, desejada pelo Papa Paulo VI, por isso até hoje é concedido apenas aos metropolitas, no dia 29 de junho, Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, justamente para evidenciar a ligação daqueles que carregam o pálio com a Sé Apostólica.
O simbolismo do Pálio foi sendo enriquecido ao longo dos séculos. No início, ele teve um simbolismo sobretudo eclesial, isto é, em todo o primeiro milênio o pálio indicava a ovelha que estava perdida, e, portanto, significava o pastor que levava a ovelha em seu ombro esquerdo. É o pálio que é encontrado em toda iconografia e em todos os mosaicos do primeiro milênio.
Posteriormente, ele mudou a forma: foi colocado ‘ad ipsilon’ sobre a pessoa que o usava e assumiu outro significado. As cruzes vermelhas assumiram o significado das chagas do Senhor. Os cravos assumiram o significado dos três pregos da crucificação. Assim, o pálio assumiu sobretudo um significado cristológico, do Cristo Bom Pastor. Hoje temos esses dois elementos juntos. O pálio é feito de lã e significa a ovelha perdida, leva os cravos e tem essas cruzes para significar que o Bom Pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas. (JE)
Confira a lista completa:
1. Mons. Manuel José MACÁRIO DO NASCIMENTO CLEMENTE, Patriarca de Lisboa (Portugal)
2. Mons. Dieudonné NZAPALAINGA, C.S.Sp., arcebispo de Bangui (República Centroafricana)
3. Mons. Carlo Roberto Maria REDAELLI, arcebispo de Gorizia (Italia)
4.Mons. Claudio DALLA ZUANNA, S.C.I, arcebispo de Beira (Mozambique)
5.Mons. Prakash MALLAVARAPU, arcebispo de Visakhapatnam (India)
6.Mons. Antônio Carlos ALTIERI, S.D.B, arcebispo de Passo Fundo (Brasil)
7.Mons. Marek JĘDRASZEWSKI, arcebispo de Łódź (Polonia)
8.Mons. Philip TARTAGLIA, arcebispo de Glasgow (GB, Escocia)
9.Mons. Salvatore Joseph CORDILEONE, arcebispo de San Francisco (U.S.A.)
10.Mons. Rolando Joven TRIA TIRONA, O.C.D, arcebispo de Cáceres (Filipinas)
11.Mons. Rogelio CABRERA LÓPEZ, arcebispo de Monterrey (México)
12.Mons. Joseph William TOBIN, C.SS.R., arcebispo de Indianapolis (U.S.A.)
13.Mons. Carlos María FRANZINI, arcebispo de Mendoza (Argentina)
14.Mons. Lorenzo GHIZZONI, arcebispo de Ravenna-Cervia (Italia)
15.Mons. George ANTONYSAMY, arcebispo de Madras and Mylapore (India)
16.Mons. Anil Joseph Thomas COUTO, arcebispo de Delhi (India)
17.Mons. John WONG SOO KAU, arcebispo de Kota Kinabalu (Malásia)
18.Mons. Murray CHATLAIN, arcebispo de Keewatin-Le Pas (Canadá)
19.Mons. Sérgio Eduardo CASTRIANI, C.S.Sp, arcebispo de Manaus (Brasil)
20.Mons. Peter Loy CHONG, arcebispo de Suva (Ilhas Fiji)
21.Mons. Alfonso CORTÉS CONTRERAS, arcebispo de León (México)
22.Mons. Alexander King SAMPLE, arcebispo de Portland in Oregon (U.S.A.)
23.Mons. Joseph Effiong EKUWEM, arcebispo de Calabar (Nigéria)
24.Mons. Jesús JUÁREZ PÁRRAGA, S.D.B., arcebispo de Sucre (Bolivia)
25.Mons. Fabio MARTÍNEZ CASTILLA, arcebispo de Tuxtla Gutiérrez (México)
26.Mons. Ramón Alfredo DUS, arcebispo de Resistencia (Argentina)
27.Mons. Mario Aurelio POLI, arcebispo de Buenos Aires (Argentina)
28.Mons. Gintaras GRUŠAS, arcebispo de Vilnius (Lituânia)
29.Mons. Michael Owen JACKELS, arcebispo de Dubuque (U.S.A.)
30.Mons. Đuro HRANIĆ, arcebispo de Đakovo-Osijek (Croácia)
31.Mons. Moacir SILVA, arcebispo de Ribeirão Preto (Brasil)
32.Mons. Józef Piotr KUPNY, arcebispo de Wrocław (Polônia)
33.Mons. Sergio Alfredo GUALBERTI CALANDRINA, arcebispo de Santa Cruz de la Sierra (Bolivia)
34.Mons. Giuseppe PETROCCHI, arcebispo de L’Aquila (Italia).
Ao seguinte prelado, o Pálio será recebido em sua sede metropolitana:
35.Mons. François Xavier LÊ VĂN HÔNG, arcebispo de Huê (Vietnã)
quarta-feira, 19 de junho de 2013
São José deve ser citado nas Orações Eucarísticas do Missal Romano
O nome de São José foi acrescentado nas Orações Eucarísticas II, III e IV do Missal Romano. A decisão da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos foi publicada nesta quarta-feira, 19, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
A citação do nome deverá ser feita logo após o nome da Bem-Aventurada Virgem Maria, esclareceu o decreto da congregação.
A decisão foi motivada pelo lugar singular que São José ocupou como "pai de Jesus", à frente da Família do Senhor e por sua contribuição generosa à missão que Deus lhe confiou. "Aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo", destaca o decreto.
A Congregação enfatizou ainda que, na Igreja Católica, os fiéis sempre manifestaram uma especial devoção a São José, "honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja", que tal modo que no antiquíssimo cânone romano o nome do santo foi acrescentado por decisão de João XXIII. Iniciativa acolhida por Bento XVI e agora pelo Papa Francisco.
Leia, abaixo, o decreto na íntegra:
Decreto
"Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protetor do corpo místico que é a Igreja.
Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos conosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.
Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", Na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".
Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério".
Nada obste em contrário.
Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.
Antonio Card. Cañizares Llovera
Prefeito
+ Arthur Roche
Arcebispo Secretário
terça-feira, 19 de março de 2013
Os ritos: canto, pálio, anel, oração e promessa
Cidade do Vaticano (RV) – Antes do início da Missa de início de seu Pontificado, o Papa Francisco desceu ao túmulo de São Pedro, embaixo do altar da Confissão, na Basílica de São Pedro. Depois de se deter alguns minutos em oração, incensou o Trophaeum apostólico e se juntou à procissão de cardeais concelebrantes.
À frente, estavam os diáconos levando o Pálio pastoral, o Anel do Pescador e o Evangelho. Quando a procissão chegou ao átrio da Basílica, ecoou o canto das 'Laudes regiae', que também faz parte da série de ritos específicos do início de um pontificado.
Já fora da Basílica, no altar da Praça São Pedro, o cardeal-protodiácono, Jean-Louis Tauran, impôs o Pálio (estola decorada com as cruzes do martírio); o cardeal protopresbítero Godfried Danneels, fez uma oração, e o cardeal decano Angelo Sodano entregou ao Pontífice o Anel do Pescador. Neste momento, seis cardeais, em nome de todo o Colégio Cardinalício, prestaram obediência ao Papa.
Todos os cardeais, patriarcas e arcebispos maiores das Igrejas orientais católicas; o secretário do Conclave, Dom Lorenzo Baldisseri, e os padres Fr. Jose' Rodriguez Carballo e Alfonso Nicolas SJ, respectivamente presidente e vice-presidente da União dos Superiores Gerais, concelebraram com Francisco a sua primeira Missa como Papa.
(CM)
segunda-feira, 18 de março de 2013
Veja como será a Missa de início do ministério petrino de Papa Francisco
Quem entrega os símbolos do ministério Petrino ao Santo Padre?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Bento XVI abençoa cordeiros na festa de Santa Inês
O Papa Bento XVI abençou nesta segunda-feira, 21, no Vaticano, dois cordeiros brancos, seguindo uma tradição centenária na memória litúrgica de Santa Inês (séc. III-IV).
A lã destes animais será utilizada para a confecção dos pálios que serão impostos pelo Papa aos novos arcebispos metropolitanos no dia 29 de junho, na Solenidade de São Pedro e São Paulo. O pálio é uma insígnia litúrgica de ‘honra e jurisdição’, trata-se de faixa de lã branca bordada com seis cruzes pretas de seda.
A benção dos cordeiros aconteceu no Palácio Apostólico do Vaticano: Um dos animais foi enfeitado com flores brancas, símbolo da virgindade de Santa Inês, e outro com flores vermelhas, símbolo do seu martírio.
Santa Inês, cujo nome latino - Agnes - se associa à palavra em latim para cordeiro (agnus), está enterrada na basílica que lhe é dedicada, na Via Nomentana, em Roma, e é para lá que são levados os cordeiros após a benção papal.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
3ª edição do Missal Romano está em fase de análise
De 27 a 28, a Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel), realiza a primeira reunião do ano para estudar, analisar e aprovar as emendas para o Missal Romano Tempo Comum. A Comissão tem o objetivo de traduzir para o português os textos originais de Roma, escritos em latim. Os membros Cetel fazem emendas na tradução, e na reunião discutem aquelas que farão parte do documento, que irá para aprovação na 50ª Assembleia Geral dos Bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
sábado, 21 de janeiro de 2012
Papa abençoa cordeiros cuja lã será usada em pálios
Um gesto tradicional na festa de Santa Inês. Na manhã deste sábado, 21, o Papa Bento XVI abençoou dois cordeirinhos a ele apresentados na Capela Urbano VIII, do Palácio Apostólico.
A lã desses carneiros será usada para a tecelagem dos pálios sagrados, vestes de lã branca decoradas com seis cruzes pretas, mantidas em uma urna na Confissão de São Pedro e impostas pelo Papa todos os anos, no dia 29 de junho, sobre novos arcebispos metropolitanos, durante a Missa solene de São Pedro e São Paulo.
Os cordeiros são tradicionalmente criados pelas religiosas do convento romano de São Lourenço, em Panisperna, e são oferecidos ao Papa pelos Cónegos Regrantes de Latrão no dia da memória litúrgica de Santa Inês, mártir romana, que na iconografia tradicional é muitas vezes representada com um cordeirinho nos braços.
Na sexta-feira, ao receber os seminaristas de um tradicional colégio romano, o Santo Padre falou sobre Santa Inês e aprentou-a como modelo de doação sem reservas a Deus.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
A nobre simplicidade das Vestimentas Litúrgicas
Por Uwe Michael Lang, C.O.*
ROMA, domingo, 13 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - A tradição bíblica aclama Deus como "o próprio autor da beleza" (Sb 13,3), glorificando-o pela grandeza e pela beleza das obras da criação. O pensamento cristão, com base sobretudo na Sagrada Escritura, mas também a filosofia clássica como auxiliar, desenvolveram o conceito de beleza como uma categoria teológica.
Este ensinamento ressoa na homilia do Papa Bento XVI na Missa de dedicação da igreja da Sagrada Família, em Barcelona (7 de novembro de 2010): "A beleza é também reveladora Deus porque, como Ele, a obra bela é pura gratuidade, convida à liberdade e arranca do egoísmo". A beleza divina manifesta-se de forma totalmente particular na liturgia sagrada, também através das coisas materiais das quais o homem, feito de alma e corpo, tem necessidade para alcançar as realidades espirituais: o edifício de culto, os ornamentos, paramentos, imagens, música, a própria dignidade das cerimônias.
A propósito disso, deve ser lido o quinto capítulo sobre "A dignidade da celebração litúrgica", na última encíclica do Papa João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia (17 de abril de 2003), que afirma que o próprio Cristo quis um ambiente digno para a Última Ceia, pedindo aos discípulos que a preparassem na casa de um amigo que tinha uma "sala grande e disposta" (Lc 22, 12; cf. Mc 14, 15). A encíclica recorda também a unctio de Betânia, um acontecimento significativo que precedeu a instituição da Eucaristia (cf. Mt 26; Mc 14, Jo 12). Frente ao protesto de Judas, de que a unção com o óleo precioso era um "desperdício" inaceitável, tendo em conta as necessidades dos pobres, Jesus, sem diminuir a obrigação de caridade concreta para com os necessitados, declara seu grande apreço pelo ato da mulher, porque a sua unção antecipa "essa honra de que seu corpo permanecerá digno, mesmo depois da morte, indissoluvelmente ligado ao mistério da sua Pessoa" (Ecclesia de Eucharistia, n. 47). João Paulo II conclui que a Igreja, como a mulher de Betânia, "não temeu ‘desperdiçar', investindo o melhor dos seus recursos para exprimir o seu estupor de adoração diante do dom incomensurável da Eucaristia" (ibid., n. 48). A liturgia exige o melhor das nossas possibilidades, para glorificar Deus Criador e Redentor.
No fundo, o cuidado atento das igrejas e da liturgia deve ser uma expressão de amor ao Senhor. Mesmo em um lugar onde a Igreja não tem grandes recursos materiais, não podemos negligenciar este dever. Já um Papa importante do século XVIII, Bento XIV (1740-1758), em sua encíclica Annus qui (19 de fevereiro de 1749), dedicada principalmente à música sacra, pediu ao seu clero que as igrejas fossem bem conservadas e equipadas com todos os objetos sagrados necessários para a digna celebração da liturgia: "Ressaltamos que não falamos da suntuosidade e da magnificência dos templos sagrados, nem da preciosidade dos ornamentos sagrados, sabendo que nós também não podemos tê-los em todo lugar. Falamos da decência e da limpeza que ninguém está autorizado a negligenciar, sendo a decência e a limpeza compatíveis com a pobreza".
A constituição sobre a Sagrada Liturgia, do Concílio Vaticano II, pronunciou-se de forma semelhante: "Ao promover e incentivar uma arte verdadeiramente sagrada, busquem mais uma nobre beleza do que o mero luxo. Isso tem que ser aplicado também às vestes sagradas e ornamentos" (Sacrosanctum Concilium, n. 124). Esta passagem se refere ao conceito da "nobre simplicidade", introduzido pela Constituição no n. 34. Este conceito parece originário do arqueólogo e historiador de arte Johann Joachim Winckelmann, alemão (1717-1768), segundo o qual a escultura grega clássica foi caracterizada pela "nobre simplicidade e serena grandeza". No início do século XX, o conhecido liturgista inglês Edmund Bishop (1846-1917) descreveu o "gênio do rito romano" como distinguido pela simplicidade, sobriedade e dignidade (cf. E. Bishop, Liturgica Historica, Clarendon Press, Oxford 1918, pp. 1-19). A esta descrição não falta mérito, mas é preciso estar atentos à sua interpretação: o rito romano é "simples" em comparação com outros ritos históricos, como os orientais, que se distinguem por sua grande complexidade e suntuosidade. Mas a "nobre simplicidade" do rito romano não deve ser confundida com uma mal-entendida "pobreza litúrgica" e com o intelectualismo, que podem levar à ruína a cerimônia, fundamento do culto divino (cf. a contribuição fundamental de São Tomás de Aquino na Summa Theologiae III, q. 64, a. 2; q. 66, a 10; q. 83, a.4).
A partir destas considerações, é evidente que as vestes sagradas devem contribuir "para o decoro da ação sagrada" (Instrução Geral do Missal Romano, n. 335), especialmente "na forma e no material utilizado", mas também, embora de forma mesurada, nos ornamentos (ibid., n. 344). O uso das vestimentas litúrgicas expressa a hermenêutica da continuidade, sem excluir nenhum estilo histórico particular. Bento XVI apresenta um modelo em suas celebrações, quando usa tanto vestes de estilo moderno como, em alguma ocasião solene, as "clássicas", também usadas por seus antecessores. Isto segue o exemplo do escriba, convertido em discípulo do reino dos céus, comparado por Jesus com um chefe de família que tira do seu tesouro nova et vetera (Mt 13,52).
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* Uwe Michael Lang é consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.
Fonte: Zenit
sábado, 22 de janeiro de 2011
Inculturação

Mas não conseguiram mudar o quadro geral da prática missionária. Hoje em dia, a ação evangelizadora e a reflexão de vários setores de muitas Igrejas têm convicção de que é preciso percorrer outros caminhos para anunciar a Boa Nova de Jesus. O Evangelho não deve ser imposto, mas semeado e descoberto na sabedoria dos povos. A Igreja não deve mais ser implantada, mas brotar da terra fértil das diferentes culturas e das tradições milenares. A palavra "inculturação" tornou-se importante para expressar a presença radicalmente renovada da Igreja missionária: o Evangelho é anunciado para se tornar um princípio que anima, guia e unifica as culturas, transformando-as e renovando-as a partir de seu interior até produzir uma nova criação.
O trabalho dos missionários e das missionárias junto aos diferentes povos é marcado não mais pela superioridade cultural e espiritual, mas pela proximidade, pela gratuidade e pela solidariedade para com as lutas e os projetos de vida de todas as comunidades.
Exemplo mais acessível no Brasil de inculturação, são as missas-afro que misturam elementos da cultura negra-africana com o rito romano da missa, uma missa alegre, festiva, mas nem sempre esta inculturação é sadia, é preciso avaliar muito bem no que se está a participar, pois várias missas-afro misturam elementos do candomblé e deixam sumir a beleza do rito romano totalmente. Certo ou errado? alguns são a favor, alguns são contra.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Missa em latim: Motu Proprio de Bento XVI completa três anos

O prefeito do Tribunal da Assinatura Apostólica, Arcebispo Raymond Leo Burke, escreve o prefácio de um Comentário publicado pela Igreja na Alemanha sobre o Motu Proprio.
"A forma extraordinária do Rito Romano – isto é, a da Missa em latim – segundo o antigo rito pré-conciliar é uma tarefa para toda a Igreja, que não interessa somente a certos grupos, pois trata-se de um ato de legislação do Santo Padre", explica.
O Comentário é escrito pelo padre alemão latinista e canonista Gero P. Weishaupt e alude à celebração da Missa em latim, colocando em realce todas as questões de fundo a ela relacionadas.
"Dessa maneira, a decisão com a qual Bento XVI autorizou a celebração da antiga Missa em latim deve ser compreendida como um ato de legislação universal que interessa a toda a Igreja em todo o mundo e não como um favor feito a um indivíduo ou a um grupo, porque se trata se uma lei cuja finalidade é salvaguardar e promover a vida de todo o corpo místico de Cristo e a máxima expressão desta vida, isto é, a liturgia Sacra", escreve Dom Burke.
O prefeito do Tribunal do Vaticano lembrou que, na carta apostólica de publicação do Motu Proprio, o Papa indicou que deste tempos imemoriais, bem como no futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não somente no que diz respeito à doutrina da fé e as sinais sacramentais, mas também nos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, "que devem ser observador não somente para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda à sua lei de fé", assinala.
Após três anos da aplicação do Motu Proprio e da verificação sobre o estado das coisas, Dom Burke explica alguns temas de fundo acerca dos quais é importante fazer um esclarecimento, devido a interpretações controvertidas: não pertencem aos direitos fundamentais do batizado nem o serviço ao altar de pessoas do sexo feminino, nem o uso de leigos para as leituras ou para a distribuição extraordinária da comunhão. Por consequência, esses desenvolvimentos mais recentes não são introduzidos na forma extraordinária do rito romano, com a finalidade de respeitar a integridade da disciplina litúrgica contida no Missal Romano de 1962.
Na introdução ao Comentário, Dom Burke precisa também um princípio mais geral: a disciplina definida através da reforma litúrgica do Concilio Vaticano II é aplicada ao rito romano "somente se tal disciplina diz respeito a um direito dos crentes que deriva diretamente do sacramento do batismo e serve para a salvação de suas almas".
Saiba mais
Com efeito, na Carta Apostólica de Bento XVI sob forma de Motu Proprio Summorum Pontificum – sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma de 1970 –, os dois primeiros parágrados indicam que "os sumos pontífices, até nossos dias, se preocuparam constantemente que a Igreja de Cristo oferece-se à Divina Majestade um culto digno de louvor e glória de Seu nome e do bem de toda a sua Santa Igreja".
O Motu Proprio foi publicado em 7 de julho de 2007 e seus efeitos entraram em vigor a partir de 14 de setembro do mesmo ano, na festa da Exaltação da Cruz.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Festa do Preciosíssimo Sangue de Cristo

Amanhã, 1º de julho, o calendário romano tradicional (em vigor, atualmente, para a forma extraordinária) comemora a festa do Preciosíssimo Sangue. Para os que assistem a Missa tridentina, torna-se fácil lembrar de tal data. Os frequentadores do Novus Ordo, todavia, sentem o abandono dessa festa no calendário moderno.
Uma eventual reforma da reforma, aliás, muito bem poderia contemplar a volta da celebração litúrgica do Preciosíssimo Sangue, ao menos com o grau de festa. O melhor seria, contudo, que voltasse como solenidade, que é o grau equivalente à primeira classe, como era no rito antigo.
Enquanto a festa não volta para o calendário normativo, pode-se, contudo, celebrar, na forma ordinária, uma Missa votiva De pretiosissimo Sanguine DNIC, pois a data é liturgicamente livre. Nos dias feriais em que não há solenidade, festa ou memória obrigatória, pode-se celebrar uma Missa votiva, e, pois, nada é mais adequado, para o 1º de julho, do que a votiva do Sangue do Senhor, que se encontra no Missal Romano pós-conciliar, seja em latim, seja em português.
Fica a sugestão para apresentar ao seu pároco, caro leitor: que ele, no lugar da Missa ferial, celebre essa votiva.
Em latim, o Próprio da Missa votiva, segundo a forma ordinária (rito moderno), é o que segue:
DE PRETIOSISSIMO SANGUINE
DOMINI NOSTRI IESU CHRISTI
In hac Missa adhibetur color ruber.
Ant. ad introitum Cf. Ap 5, 9-10
Redemísti nos, Dómine, in Sánguine tuo,
ex omni tribu et lingua et pópulo et natióne,
et fecísti nos Deo nostro regnum.
Collecta
Deus, qui pretióso Unigéniti tui Sánguine
univérsos hómines redemísti,
consérva in nobis opus misericórdiæ tuæ,
ut, nostræ salútis mystérium iúgiter recoléntes,
eiúsdem fructum cónsequi mereámur.
Per Dóminum.
Super oblata
Maiestáti tuæ, Dómine,
oblatiónis nostræ múnera proferéntes,
ad novi testaménti Mediatórem Iesum
his mystériis accedámus,
eiúsque aspersiónem Sánguinis salutíferam innovémus.
Qui vivit et regnat in sǽcula sæculórum.
Præfatio I de Passione Domini, p. 528.
Ant. ad communionem Cf. 1 Cor 10, 16
Calix benedictiónis, cui benedícimus,
communicátio Sánguinis Christi est;
et panis, quem frángimus,
participátio Córporis Dómini est.
Post communionem
Cibo refécti, Dómine, potúque salútis,
Salvatóris nostri, quǽsumus,
semper Sánguine perfundámur,
qui fons aquæ nobis fiat in vitam saliéntis ætérnam.
Per Christum.
Vel:
Refécti cibo potúque cælésti, quǽsumus, omnípotens Deus,
ut ab hóstium deféndas formídine,
quos pretióso Fílii tui Sánguine redemísti.
Qui vivit et regnat in sǽcula sæculórum.
Lembremos que a festa foi instituída pelo Papa Beato Pio IX, em ação de graças pela libertação de Roma, após a revolução nacionalista anticlerical que o obrigara a exilar-se em Gaeta.

Vale lembrar tambem que todo o mes de julho é dedicado ao preciossisimo sangue de Cristo.Portanto mesmo que nao seja no dia 1º, vale apena marcar uma missa votiva do preciossisimo sangue de Cristo,em outra ocasiao dentro do mês de Julho.Que o Preciossisimo Sangue de Cristo, lave, e abençoe a todos...
Fonte: http://www.salvemaliturgia.com/
Padre norte-americano é nomeado Cerimoniário Pontifício

Cihak foi ordenado padre pelo Arcebispo John Vlazny na Catedral Santa Maria, em Portland (Estados Unidos), em junho de 1998 e sua primeira paróquia foi a igreja de Santa Ana, em Grants Pass. Ele atua como sacerdote, professor e confessor das Postulantes das Missionários da Caridade, em Roma.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Missa bem celebrada é a melhor catequese eucarística, assegura Papa

Missa bem celebrada é a melhor catequese eucarística, assegura Papa
Em seu discurso ao congresso da diocese de Roma
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de junho de 2010
“A melhor catequese sobre a Eucaristia é a própria Eucaristia bem celebrada”, assegura Bento XVI, ao exortar toda a Igreja a celebrá-la com toda a dignidade.
O Pontífice deu esta indicação central aos participantes do congresso da diocese de Roma, que começou no dia 15 de junho, na Basílica de São João de Latrão, catedral do bispo da Cidade Eterna.
“A Santa Missa, celebrada com respeito pelas normas litúrgicas e com um uso adequado da riqueza dos sinais e gestos, favorece e promove o crescimento da fé eucarística”, garantiu o Papa.
“Na celebração eucarística, não inventamos algo, e sim entramos em uma realidade que nos precede; mais ainda, ela abarca o céu e a terra e, portanto, também o passado, o futuro e o presente.”
“Esta abertura universal, este encontro com todos os filhos e filhas de Deus, é a grandeza da Eucaristia: saímos ao encontro da realidade de Deus presente no corpo e no sangue do Ressuscitado entre nós.”
Portanto, “as prescrições litúrgicas ditadas pela Igreja não são algo exterior, mas expressam concretamente esta realidade da revelação do corpo e sangue de Cristo e, desta forma, a oração revela a fé”.
Segundo o Bispo de Roma, “é necessário que, na liturgia, apareça de forma clara a dimensão transcendente, a dimensão do mistério do encontro com o Divino, que ilumina e eleva também a dimensão ‘horizontal’, isto é, o laço de comunhão e de solidariedade que se dá entre os que pertencem à Igreja”.
De fato, “quando prevalece esta última, não se compreende plenamente a beleza, a profundidade e a importância do mistério celebrado”.
O Papa deu este conselho aos fiéis de Roma, em particular aos seus sacerdotes: “Celebrai os divinos mistérios com uma participação interior intensa, para que os homens e mulheres da nossa cidade possam santificar-se, entrar em contato com Deus, verdade absoluta e amor eterno”.
E exortou os católicos de Roma a “prestar mais atenção, entre outras coisas com grupos litúrgicos, à preparação e celebração da Eucaristia, para que os que participam possam encontrar o Senhor. Cristo Ressuscitado se faz presente em nosso hoje e nos reúne ao seu redor”.
Fonte: (ZENIT.org).-

E em nossas comunidades, será que a liturgia esta levando os fies a um amor ainda maior pela Eucaristia???
quarta-feira, 9 de junho de 2010
“Contribuição do Papa à Liturgia vem de seu ensinamento e magistério”, diz Monsenhor Guido Marini


Nela, o responsável pela liturgia do missal do Santo Padre fala, ainda, sobre seu trabalho junto ao pontífice, sobre as mudanças litúrgicas ocorridas nos últimos anos e sobre o surgimento de sua vocação sacerdotal. Acompanhe.
Gaudium Press - Na Igreja Católica se conclui o Ano Sacerdotal. Qual é o real significado da celebração litúrgica da missa e da Eucaristia na vida de um sacerdote?
Creio que uma celebração litúrgica em geral, e em particular a celebração da missa, seja o centro, o coração da vida de um sacerdote, seja do ponto de vista pessoal, seja do ponto de vista do seu ministério em meio ao povo de Deus. Do ponto de vista pessoal, porque a vida de um sacerdote é como a de um fiel; porém a sua em particular ganha plenitude a partir da celebração litúrgica, da missa. Poderíamos dizer que toma a forma do sacrifício eucarístico porque nisso o sacerdote aprende o que significa ser Jesus entre o seu povo. Por outro lado, na celebração eucarística o sacerdote encontra também o centro e o coração para a sua vida ministerial, seja porque a missa é o ato maior que o sacerdote pode realizar em favor do povo que lhe foi confiado, portanto, em favor da Igreja, e também porque justamente da participação na celebração litúrgica, na missa, na Eucaristia, o sacerdote encontra a caridade do coração do Senhor, e portanto, o estímulo para cumprir sua missão, seu ministério.
GP - O senhor dá assistência ao Santo Padre em todas as celebrações. Como Bento XVI vive a oração e a missa?
Sim, tenho essa graça de poder estar muito perto dele e portanto, de poder vê-lo também muito de perto. Creio, por outro lado, que também todos aqueles que estão presentes na celebração do Papa possam perceber alguns aspectos do seu modo de celebrar. Certamente o Papa vive, no momento da celebração, o momento mais alto, mais importante de seu próprio ministério enquanto Sumo Pontífice. Pessoalmente pode-se vê-lo sempre muito recolhido durante a missa, partícipe em primeira pessoa daquilo que está celebrando, daquilo que está vivendo. Creio que poder estar presente em uma celebração do Papa, para todos, para mim em modo particular visto que estou muito próximo a ele, é uma verdadeira escola do celebrar - como o Papa diria, do "ars celebrandi". Creio que o Papa seja um mestre no "ars celebrandi".
GP - O então Cardeal Ratzinger escreveu um famoso livro sobre a liturgia, "Introdução ao espírito da Liturgia", que ajuda a entender melhor o empenho de Bento XVI no desenrolar da liturgia. Qual é a contribuição de Bento XVI na liturgia no nosso tempo pós-conciliar?
Creio que a contribuição que Bento XVI deu e está dando à liturgia, porque conhece cada primeiro desenvolvimento, é cada vez mais significativamente em linha com o Concílio Vaticano II, ao mesmo tempo a continuidade com toda a grande tradição litúrgica da Igreja, e através de dois níveis. Através de seu ensinamento, o seu magistério neste âmbito litúrgico, e depois através do exemplo de seu celebrar que diz respeito a São Pedro, Roma, mas diz respeito também aos momentos inteiros, também das virtudes das celebrações do Papa nos vários países que visita. Parece-me que os dois grandes atos do magistério sejam de um lado o motu próprio, de grande importância pelos seus conteúdos e pelas avaliações que o Papa apresentou, e de outro a exortação pós-sinodal sobre a Eucarisita, aquela que se seguiu ao Sínodo sobre a Eucaristia, "Sacramentum caritatis". E também, repito, o exemplo de sua celebração, na qual é possível encontrar tantos elementos que realmente são uma ajuda de desenvolvimento orgânico da liturgia na Igreja de hoje.
GP - Há quase três anos o senhor é encarregado como Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. O senhor introduziu algumas mudanças, como por exemplo a colocação do crucifixo no centro do altar e a distribuição da Eucaristia de joelhos colocada na boca. Por quê? No início deste ano, em uma fala sua aos sacerdotes, o senhor disse que há uma continuação na liturgia e que é errado separar a liturgia pré-conciliar daquela pós-conciliar. Como é possível entender essas mudanças? Essas mudanças são um retorno ou significam algo mais?
Falar de liturgia pré-conciliar, pós-conciliar é possível. O importante é que esse modo de falar não seja entendido como uma separação e, assim, ver que o que era antes é negativo e o que vem depois é positivo. Porque esta não é a vida da Igreja. A vida da Igreja é como um organismo vivo que não pode ser separado, quebrado, mas deve ser sempre considerado justamente segundo aquele critério que o Papa cita tantas vezes, um desenvolvimento orgânico em continuidade de sua vida. Istoé no que concerne à terminologia. E então, na prática da liturgia, se deve viver a contraposição entre o passado e o presente. Nós temos um patrimônio enorme que está no nosso passado porque ainda vive, que vive também no mundo. O fato que possam existir alguns aspectos que recuperam as coisas do patrimônio precedente não significa um retorno ao passado, significa mais encontrar uma nova síntese, justamente porque coloca lado a lado novamente alguns elementos importantes, verdadeiros do passado, que fazem dar um passo à frente no desenvolvimento da liturgia.
GP - Bento XVI restituiu a missa tridentina. Um dia podemos ver o Papa celebrar a missa tridentina?
Isto eu não sei dizer. Não creio que neste momento haja intenções a esse respeito. Penso que no momento em que o Papa deu esta oportunidade, estendendo-a e de fato a retomando, desenvolvendo o que João Paulo II já havia concedido um pouco, foi de certa forma para criar um movimento de reconciliação dentro da Igreja. De forma que o antigo e o novo não se olhem com suspeita, contraposição, mas se olhem com cordialidade, pensando que ambas as formas podem contribuir para que o povo de Deus viva bem a celebração litúrgica. Por outro lado, creio que o Santo Padre desta maneira tente favorecer o enriquecimento das duas formas. Porque a forma antiga, extraordinária certamente pode ser enriquecida de forma ordinária. E a forma ordinária, enriquecida de forma extraordinária. Esse recíproco enriquecimento no tempo constitui o próprio desenvolvimento orgânico da Igreja.
GP - Como é o cotidiano do Mestre das Celebrações Litúrgicas? Quais são seus compromissos? Poderia nos apresentar um pouco o seu trabalho?
É um dia geralmente ocupado, no sentido que o trabalho deste departamento é um trabalho contínuo de preparar, predispor, cuidar do desenrolar de todas as celebrações do Papa, seja em São Pedro, em Roma, na Itália, seja nas viagens ao exterior. Se passa de uma celebração a outra. Depois, é verdade que há algumas celebrações que entram na dimensão mais simples, mas que precisam também ser preparadas, porém em modo mais tranquilo. Enquanto isso, são celebrações mais elaboradas, porque fora do ordinário, as celebrações das viagens ao exterior. Essas requerem uma preparação mais acurada, também mais longa. O trabalho do departamento é um trabalho cotidiano que diz respeito ao departamento como edifício. Quer dizer também ir aos lugares antecipadamente para uma vistoria, para os ensaios, para a preparação. Então diria que é um trabalho que ocupa total e integralmente o meu tempo e de meus colaboradores.
GP - Como nasceu a sua vocação sacerdotal e o seu interesse na liturgia?
A minha vocação está no coração do Senhor desde sempre. Eu comecei a sentir a vocação quando estava no ensino médio, o liceu clássico. De um lado este sentir a vocação foi um processo interior que vivi naqueles anos e que certamente me ajudou, apoiado pela presença de alguns sacerdotes que foram para mim exemplares e que me ajudaram também a entender o chamado do Senhor. Devo dizer que vivi a vocação sacerdotal como uma passagem de uma vida de fé um pouco em água de rosas à uma vida de fé que é mais empenhada, mas esta passagem coincidiu justamente com o sentir que o Senhor me chamava para o sacerdócio. Logo vivi uma experiência de fé, aquele encontro com o Senhor neste modo mais radical, principalmente através da liturgia. Esse foi um momento privilegiado do meu encontro com o Senhor, da minha compreensão de sua vontade em mérito.
Anna Artymiak
domingo, 11 de outubro de 2009
28º Domingo Comum - Ano B


domingo, 27 de setembro de 2009
26º Domingo Comum - Ano B

domingo, 20 de setembro de 2009
25º Domingo Comum - Ano B

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”.
32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?”
34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.
35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”
36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: 37“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”. - Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.








