quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Papa cria nova Diocese no Brasil: Coari (AM)
sábado, 27 de abril de 2013
CNBB cria o Regional Norte 3
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Papa transforma prelazia paraense em diocese
A sala de imprensa da Santa Sé informou nesta quarta-feira, 6, que o Papa Bento XVI transformou a prelazia territorial de Cametá, no Pará, em uma diocese. Acompanhando esta novidade, o Santo Padre nomeou o primeiro bispo para esta diocese, Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces, O.A.R., que até então era bispo da prelazia.
Dom Jesus nasceu em 6 de janeiro de 1952 em Valtierra-Navarra, na Espanha. Ele fez seus votos religiosos na Ordem dos Agostinianos Recoletos em 10 de setembro de 1972 e foi ordenado sacerdote em 26 de junho de 1976 em Granada.
Desde sua chegada ao Brasil, Dom Jesus exerceu diversas ocupações. Entre elas, foi vigário provincial da Congregação dos Agostinianos Recoletos no Brasil, no período de 1997 a 2000. Em 23 de Fevereiro de 2000, foi nomeado bispo da prezalia de Cametá, no Pará. Ele recebeu sua consagração episcopal em 7 de maio do mesmo ano.
Desde 2007, ele é presidente do Regional Norte II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Bento XVI cria a Diocese de Óbidos, no Pará
Catedral da Nova Diocese
Dom Bernardo - Primeiro Bispo Diocesano de ÒbidosO Papa Bento XVI elevou a Prelazia de Óbidos, no Pará, à condição de Diocese, nesta quarta-feira, 9.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Bento XVI cria nova diocese no Mato Grosso do Sul e nomeia seu primeiro bispo

Monsenhor Ettore Dotti , 50, é vigário regional da Congregação e ecônomo da Região Brasileira, pároco da paróquia Bom Pastor, em Serrinha, na Bahia, e membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores da diocese de Serrinha.
Nascido em Palosco, Bérgamo (Itália), no dia 1º de janeiro de 1961, mons. Dotti entrou para o Seminário da Sagrada Família, em Bérgamo, em 1983. Fez sua profissão religiosa em setembro de 1988. Cursou filosofia e teologia no Seminário Diocesano de Bérgamo e recebeu a ordenação presbiteral no dia 28 de maio de 1994.
Mons. Dotti chegou ao Brasil em janeiro de 1995. Foi vigário paroquial, formador e ecônomo em Itapevi (SP); superior local, vigário paroquial, reitor e mestre de noviços em Itapevi (SP) e em Peabiru, no Paraná.
Foi também administrador paroquial da paróquia de Ivailândia, no Paraná, e regional da Congregação da Sagrada Família em Jandira (SP) e em Peabiru (PR).
A nova diocese
Com uma extensão de 35.138 km2, a diocese de Naviraí nasce com uma população de 267.356. O número de católicos é de 197 mil. São 19 paróquias, 27 padres (10 diocesanos e 17 religiosos), 25 religiosas, 9 seminaristas. O território da nova diocese abrange 19 municípios: Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Batayporã, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Ivinheira, Japorã, Jataí, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranhos, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.
Dioceses no Brasil
Com a criação da diocese de Naviraí, sobe para 275 o número das circunscrições eclesiásticas no Brasil assim distribuídas: 44 Arquidioceses, 211 Dioceses, 13 Prelazias, três Eparquias, um Exarcado, um Ordinariado para os fiéis de Rito Oriental sem Ordinário Próprio, um Ordinariado Militar e uma Administração Apostólica Pessoal.
Fonte:CNBB
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Igreja no Brasil ganha três novas Arquidioceses




quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Bento XVI cria nova Diocese no Brasil e nomeia dois Bispos

Dom Josafá Menezes da Silva - Nomeado Bispo Diocesano de Barreiras -BA
Dom João Carlos Petrini - Nomeado 1º Bispo da Diocese de Camaçari - BAA diocese de Camaçari, que fica na região metropolitana de Salvador, terá uma população de 708 mil habitantes, sendo 481 mil católicos, em uma área de 2.382 km2. São nove municípios com 18 paróquias, 20 padres, 15 seminaristas, 47 irmãs e 8 congregações religiosas.
Segundo a assessoria de comunicação da arquidiocese de Salvador, a cerimônia de instalação da nova diocese e posse de seu primeiro bispo acontece no dia 19 de fevereiro e contará com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri.
Além da transferência de dom Petrini para a recém-criada diocese, o papa anunciou a nomeação de dom Josafá Menezes da Silva, 51, também bispo auxiliar em Salavador, para a diocese de Barreiras (BA). Ele sucederá a dom Ricardo Josef Weberberger, 71, que morreu em agosto desse ano, vítima de um câncer no cérebro.
Dom João Carlos Petrini
Dom João Carlos Petrini nasceu em novembro de 1945, em Fermo (Itália). De 1965 a 1970, cursou pós-graduação de ciência política na Universidade de Perugia (ITA). Como um membro do Movimento de Comunhão e Libertação foi enviado como missionário leigo para a arquidiocese de São Paulo.
No Brasil, cursou Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção. Após sua ordenação, ele se formou em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ele foi ordenado sacerdote em 28 de junho de 1975 e designado "fidei donum" da arquidiocese de São Paulo e, desde 1988. Em 2005 foi nomeado bispo auxiliar de Sã Salvador da Bahia, recebendo a ordenação episcopal em março do mesmo ano.
É atualmente membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.
Dom Josafá Menezes da Silva
Dom Josafá Menezes da Silva nasceu em de janeiro de 1959, na cidade de Salinas de Margarida (BA). Após os estudos primários e secundários na sua cidade natal, como um estudante no Seminário da Bahia, obteve seu bacharelado em filosofia pela Universidade Católica de Salvador, em 1983 e Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em 1987. É doutor em Antropologia Teológica pela Pontifícia Universidade Lateranense.
Ele foi ordenado sacerdote 14 de maio de 1989, juntando-se ao clero da arquidiocese de São Salvador da Bahia. Foi coordenador da Comissão Teológica da Arquidiocese de Salvador e professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Salvador. Em janeiro de 2005 foi nomeado bispo auxiliar de São Salvador da Bahia, e recebeu a ordenação episcopal em 10 de março.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Tudo tem seu tempo - Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu. Nesta máxima da sabedoria em Israel, fundamento da cultura grega presente no mundo judaico, bem localizado no horizonte cristão, vê-se o quanto é oportuna a figura de um ancião que tem o intuito de instruir os jovens.
Há uma sabedoria que não pode ser esquecida sob pena de perder o verdadeiro sabor das coisas e dos sentidos adequados para a existência, provocando os desvarios absurdos que têm configurado a sociedade contemporânea. Concretizados em violência, corrupção, imoralidade, indiferença com a dor dos outros, perversidade; e ainda no entendimento da vida como disputa, na surdez para o grito dos pobres. Estes desvarios acontecem pela falta de sabedoria que pode estar ausente ou ser cultivada nas estratégias da governança moderna, nas especializações das ciências deste tempo, ou mesmo na aprendizagem dos processos formativos.
Essa sabedoria capacita corações e inteligências para o discernimento adequado, de modo que as escolhas configurem condutas à altura da dignidade humana em todos os níveis e na direção de cada pessoa, respeitada a sua singularidade.
A busca dessa sabedoria é tarefa de todos. Não se pode delegá-la, seja na família, nas instituições, nos variados contextos - ou eximir-se dessa missão. Os fluxos que configuram a cultura ocidental estão comprometidos. Impedem, lamentavelmente, por atos e escolhas, o cultivo permanente dessa sabedoria para equilibrar a vida e vivê-la dignamente desde a fecundação até a morte com o declínio natural. A vida de todos está o tempo todo por um fio. É resultado da falta de sabedoria de que tudo tem seu tempo - discernimento que modula a inteligência livrando-a dos desatinos da irracionalidade e preservando o sentido de limite, sem comprometer a liberdade e a autonomia.
No livro do Eclesiastes, capítulo terceiro, o ancião se empenha na tarefa de instruir os jovens. Insiste na compreensão que não pode ser substituída nem pela ciência e nem por estratégias.
Vale retomar sempre as indicações do sábio ancião: “Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de destruir e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar, tempo de abraçar e tempo de afastar-se dos abraços, tempo de procurar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amor e tempo de ódio, tempo de guerra e tempo de paz”. Está indicado que a vida não pode ser vivida e conduzida sem essa sabedoria. Trata-se de um caminho longo na vivência do amor, na prática da justiça, na assimilação de valores, no exercitar-se no gosto de ser bom e de encantar-se com o outro.
As instituições todas, sobretudo a família, têm tarefas fundamentais nesse processo para tecer uma cultura ancorada na sabedoria. Se esse caminho não for percorrido, com urgência e perseverança, os desvarios da violência, das disputas, das agressões e da perda de sentido continuarão desfigurando instituições, culturas, modos de viver. Assim as vítimas, e também agentes, desse processo, serão especialmente os mais jovens.
Diante da atual realidade torna-se premente modular os corações e as culturas no horizonte dos valores que se revelam na pessoa de Jesus Cristo. A propósito de que tudo tem seu tempo, vivenciamos o momento propício para refletir sobre o verdadeiro sentido do Natal. É preciso sabedoria para não se curvar diante de enfeites, de Papai Noel e de outros símbolos comerciais que parecem ofuscar Jesus Cristo, o dom maior de Deus Pai para a salvação da humanidade.
É tempo de cultivar símbolos como o presépio, antiga tradição educativa que modelou corações no bem, que a intuição sábia de São Francisco de Assis nos deixou como herança. É tempo de reavivar o coração na fé e nos valores que só o encontro com Cristo pode garantir.
Resgatando a inspiração de Francisco de Assis, a Arquidiocese de Belo Horizonte convida todos a reacenderem a chama do amor de Deus, fonte inesgotável da sabedoria que sustenta a vida. Neste domingo, 12 de dezembro, 113 anos de BH, venham compartilhar conosco, às 11h, no Palácio Cristo Rei, Praça da Liberdade, a inauguração do nosso presépio.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O Dom da Palavra

A singularidade e a importância da palavra que compõe esses discursos todos é ciência própria, complexa e vasta. Exigem hermenêuticas para lidar com os desafios incontáveis das interpretações e dos sentidos que alavancam o amor, a superação do ódio, o entusiasmo pela paz e a convicção de que é preciso lutar incansavelmente pela justiça e a concórdia entre todos. Nessa avalanche tsunâmica, em se pensando que em cada cabeça há uma sentença, em cada coração um mundo e em toda inteligência infinitas possibilidades de leituras e entendimentos, fala-se muito e, muitas vezes, de forma irrefletida.
A palavra causa também descompassos, fere, destrói, prejudica, atrasa, inviabiliza. Exige ciência e amor. O amor é a fonte da verdadeira palavra. Não existe outra fonte inesgotável do amor a não ser Deus. Todo amor vem de Deus. Nenhum outro, por si e em si, é fonte do amor. Deus é amor que fala. A palavra de Deus é dom, dom de si mesmo, total e pleno. É Jesus Cristo, o Filho unigênito que se encarnou.
As páginas do Evangelho perenizam esta verdade e apontam o caminho duradouro para o amor. Dá ao amor experimentado nos corações pela força de sentimentos, a purificação e a consistência que produz vida e ilumina inteligências nos diferentes campos do saber, nas decisões importantes para a sociedade, na vida familiar e no recôndito das consciências. É preciso, pois, pensando o quanto cada qual usa a palavra, por direito e por necessidade, a cada instante da vida, voltar-se permanentemente para a fonte desta palavra que é Deus. A Palavra de Deus é esta fonte, por ser amor é ciência insuperável.
Essa reflexão integrou o amplo horizonte motivacional que levou a Igreja Católica, no Concílio Vaticano II, 1962/65, a retomar, com a Constituição Dei Verbum, a Palavra de Deus, esta fonte para revitalizar sua vida secular. Esta retomada periódica necessária se deu em outubro de 2008, durante o XI Sínodo Ordinário, em Roma, presidido pelo Papa Bento XVI, congregando bispos delegados, religiosos, leigos, peritos, observadores e convidados do mundo inteiro. As proposições oferecidas ao Papa inspiraram em seu coração de pastor, a exortação pós-sinodal A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.
A riqueza da palavra do Papa Bento XVI remete a todos, como convocação especial à Igreja Católica, à fonte do amor, Deus. Esse precioso documento indica caminhos de conhecimento, atenções e horizontes bem delineados para qualificar a palavra de todo aquele que crê. A Igreja Católica no Brasil recebe, portanto, uma fecundação particular, já trilhando, com mais audácia missionária, os caminhos de sua missão desde a 5ª Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida, ao retomar a força espiritual do discipulado no seguimento de Jesus Cristo.
A Palavra de Deus em primeiro lugar é o compromisso para dar às responsabilidades, aos entendimentos e às decisões, a força que só vem de quem escuta o amor, Deus. Vale debruçar sobre a Palavra de Deus, ainda que inicialmente por razões poéticas, literárias, hermenêuticas e culturais. O resultado será o encontro mais precioso que se pode ter na vida - com Jesus Cristo. Encontro que qualifica todos os outros. A vida que vale ser vivida é duradoura, mesmo para além do tempo, quando é amor - amor que é Deus, aquele que se revela em Cristo, o Dom da Palavra.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Dom Eugênio 90 anos















A Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro, unida à Igreja que peregrina no Brasil e à universalidade de toda a Igreja Católica no mundo, rendem uníssona um hino de ação de graças a Deus pelos 90 anos da abençoada existência de Sua Eminência Reverendíssima o Cardeal Eugênio de Araújo Sales, quinto Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Dom Eugênio, nascido a 08 de novembro de 1920, em Acari, no Rio Grande do Norte, da família abençoada de Josefa de Araújo Sales e do desembargador Celso Dantas Sales, constituiu uma vida e uma longa folha de serviços eclesiásticos prestados, com humildade, perseverança e dedicação, desde os tempos de jovem padre ordenado na Arquidiocese de Natal, em 21 de novembro de 1943, pela imposição das mãos de Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas, bispo de Natal.
Como bispo, nomeado a 1º de junho de 1954, com apenas trinta e três anos, para Bispo Auxiliar de Natal. Em 1962 foi nomeado Administrador Apostólico de Natal. Foi Administrador Apostólico de São Salvador da Bahia em 1964, sendo nomeado Arcebispo Primaz do Brasil em 29 de outubro de 1968. O Papa Paulo VI inscreveu Dom Eugênio no Sacro Colégio dos Cardeais no consistório de 28 de abril de 1969, com o título de São Gregório VII. Em 13 de março de 1971, o Papa Paulo VI transferiu o Cardeal Sales para Arcebispo do Rio de Janeiro. Por fecundos trinta anos, a Igreja do Rio foi guiada por Dom Eugênio até a sua renúncia ter sido aceita pelo Papa, aos oitenta anos, em 25 de julho de 2001.
Desde jovem sacerdote em Natal, Dom Eugênio foi preocupado com a formação do clero e com os meios necessários para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Depois de ser nomeado bispo, Dom Eugênio, em Natal, foi pioneiro em ações pastorais para a Igreja no Brasil, como a idealização da Campanha da Fraternidade, a criação das comunidades eclesiais como forma pastoral, a entrega de paróquias às religiosas, a motorização do clero, as escolas radiofônicas, os sindicatos rurais. Ações estas que foram feitas com grande entusiasmo, muita discrição e colocando sempre em primeiro lugar a necessidade de que a Igreja usasse todos os meios necessários, particularmente os meios de comunicação social, para anunciar o Evangelho, para dar dignidade aos mais pobres, dando-lhes condições de trabalho digno, de renda e de organização para lutar pelos seus direitos.
A fecundidade das múltiplas ações pastorais, sociais e caritativos de Dom Eugênio, em Natal, fizeram com que o seu amigo Dom Helder Câmara, ao fundar a CNBB junto com os Cardeais Motta e Câmara, colocasse em prática as inovações pastorais criadas por Dom Eugênio, sendo que a Campanha da Fraternidade, nascida em Natal sob a guia do jovem Bispo potiguar, assumida pelo Episcopado, logo se espalhasse para todo o Brasil, numa capilaridade pastoral perfeita em que assuntos prementes da vida eclesial sejam discutidos e trabalhados sempre na busca de soluções melhores para a vida do nosso povo.
O Cardeal Dom Jaime, antes de morrer, já começava a aplicar na Arquidiocese do Rio as mudanças propostas pelo Concílio Vaticano II. Dom Eugênio, ao chegar ao Rio de Janeiro, implementou imediatamente as ações evangelizadoras do Concílio Vaticano II, mesmo com as normais dificuldades. Manteve firme a sua confiança inabalável em Deus e governou esta Igreja como sua esposa, sendo o Bom Pastor que conhecia as suas ovelhas, que as chamava pelos nomes e que as confirmava na irrestrita fidelidade a Deus, à Igreja, à Sé de Pedro e ao Papa.
A Igreja do Rio viveu esta comunhão e esta unidade pastoral na fidelidade e no silêncio da ajuda caritativa que sempre chegou aos mais pobres e mais desvalidados, principalmente com a Cruzada de São Sebastião, o Banco da Providência, com a sua Feira da Providência, a Pastoral do Menor, a Pastoral da Criança, entre outras muitas atividades sociais. Muitas ações de Dom Eugênio foram consideradas fundamentais na vida da cidade do Rio, como aquela ação em favor dos mais pobres, como no caso em que os moradores da favela do Vidigal não foram removidos graças à sua intervenção através da pastoral das favelas. Dom Eugênio subia e descia as favelas, morros e bairros de nossa cidade sempre dialogando e levando a Palavra de Deus aos mais pobres e desvalidos, cuidando de seus direitos, sem se esquecer de dialogar com todos os demais habitantes, principalmente com os construtores da sociedade.
A preocupação permanente da formação do clero foi uma das marcas de Dom Eugênio, que renovou o Seminário São José, incentivando as vocações, ordenando muitos presbíteros (215 durante o seu episcopado) e dando uma assistência especial, por si ou por seus bispos auxiliares, aos padres de sua Arquidiocese.
Bendizemos a Deus pelas vocações sacerdotais e o seu incremento no governo de Dom Eugênio, com muitas ordenações e o seu carinho pelo clero. Para com os bispos do Brasil, organizou anualmente o curso dos Bispos no Sumaré, em que teve a alegria de hospedar em sua primeira edição o então Cardeal Joseph Ratzinger, que veio falar ao episcopado e, depois do mesmo, falou para leigos e religiosos. Estes encontros, dos quais eu mesmo participei em seu governo, eram e ainda são momentos de oração, de renovação espiritual e de atualização nas várias áreas da teologia e dos assuntos eclesiais.
Não podemos deixar de dizer da ampla e silenciosa rede de assistência aos mais pobres que foi idealizada, levada a efeito e protegida por Dom Eugênio em seu longo governo de trinta anos em nossa Arquidiocese. Não era apenas um discurso a defesa dos pobres, mas na prática, no dia a dia, no socorro de suas necessidades e na sua colocação profissional, ou seja, a sua promoção. O Cardeal Sales, silenciosamente, como ele mesmo gosta de dizer, protegeu os presos políticos, ajudou-os materialmente e foi a sua voz junto aos militares, e sempre foi ouvido pelo respeito de suas posições sempre claras, não se comprometendo nem com os militares e nem com a luta armada. Todos conhecem histórias de como ele mesmo levava pessoas que necessitavam sair do país, com o seu veículo, até o Aeroporto. Dom Eugênio é também referência para os refugiados na América Latina e a sua ação, silenciosa e persistente, deu asilo e proteção a muitas pessoas perseguidas em seus países. Muitos hoje retornam e fazem questão de dizer como o Arcebispo do Rio agia com energia e ajudava os que mais precisavam.
No mundo da cultura, o episcopado de Dom Eugênio foi admirável, não só no diálogo com o vasto mundo intelectual do Rio de Janeiro, mas nas parcerias entre a Arquidiocese e a intelectualidade. Homem da boa imprensa, sempre manteve colunas semanais nos jornais Diário de Notícias, O Dia, Jornal do Commercio e O Jornal. Atualmente escreve no jornal O Globo e no Jornal Testemunho de Fé, este da Arquidiocese do Rio.
Desde o início no Rio de Janeiro até recentemente tinha programas semanais nas TVs Tupi, Rio, Globo, Educativa, RedeVida, Canção Nova e Rádios, entre elas Nacional, Vera Cruz, Roquete Pinto, Jornal do Brasil, Carioca, Catedral e Canção Nova. Um homem admirável, que unia doutrina com a ortopraxis, sendo fidelíssimo a Deus, à Igreja e aos Romanos Pontífices.
Homem da Igreja, homem de oração, homem de fé! Dom Eugênio enfrentou as alegrias e as tristezas, enfrentou os trabalhos e as adversidades com a serenidade de um homem de fé, que tendo como exército o breviário, o rosário, a confiança em Deus e a promessa de Cristo a Pedro que de as “portas do inferno jamais sucumbirão a Igreja”, passou por tudo com a serenidade dos justos. Tudo isso foi possível porque invocou sempre a proteção de São Sebastião e de Santana, Padroeiros do Rio de Janeiro, e sempre contemplou e orou diante do Cristo Redentor, que, protegendo a sua vida e o seu ministério, o inspirou muito em fazer, de sua maneira, o melhor bem espiritual para o Rio de Janeiro.
A Igreja do Rio se reúne solenemente neste dia 06 para dizer que tem muito a agradecer a Deus pelo grande Patriarca que ela respeita e agradecer o seu ministério, a sua vida, a sua fidelidade, o seu exemplo. A síntese da vida de meu predecessor se traduz no seu lema – “Impendam et superimpendar”, fundamenta-se na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 12, 15): “Quanto a mim, de muita boa vontade gastarei o que for preciso e me gastarei inteiramente por vós.”
Assim, nós que temos o peso e tremor de suceder ao querido Cardeal Sales, podemos resumir a sua vida da seguinte forma: Um homem que se consagrou a Deus, cujas promessas da ordenação sacerdotal foram vividas rigorosamente no exercício do seu ministério através da fidelidade ao Papa e à Igreja, e no serviço em prol dos mais necessitados. Não lhe importava, ou não importa agradar, mas ser fiel a Cristo sendo, por isso, Sua testemunha. A sua vida de oração, os seus sentimentos, os seus pensamentos, sua conduta, seus afazeres têm uma meta: a causa do Reino.
E a causa do Reino consumiu a sua fidelidade, e nós dizemos: Muito obrigado, Cardeal Sales, pelo exemplo que edificou, pela Palavra que santificou, pela Igreja que uniu, pela fidelidade ao Magistério que ensinou e, ainda mais, sua missão para que aparecesse sempre mais o Cristo que, visibilizado na imagem do Cristo Redentor, fosse Ele a iluminar e abençoar, através de sua ação ministerial a Igreja do Rio e a Igreja Católica.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Bento XVI parabeniza Dom Eugênio de Araújo Cardeal Sales



O Arcebispo Metropolitano, Dom Orani João Tempesta, fez a entrega do texto assinado pelo Sumo Pontífice a Dom Eugênio, no Palácio São Joaquim, na Glória. "Eu acabo de receber uma carta altamente elogiosa do Santo Padre, eu não atribuo a mim, mas ao conjunto da diocese, disse Dom Eugênio.
O cardeal, assim como "as pessoas que lhe são queridas, as Comunidades diocesanas pastoreadas e particularmente o povo carioca" receberam, assim, por meio da mensagem enviada pelo Santo Padre, "uma particular bênção apostólica".
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Bento XVI nomeia novo Bispo para o Brasil


Monsenhor Pedro Carlos atualmente é pároco da paróquia Nossa Senhora do Carmo e professor da Universidade Católica em Campinas.
Nascido no dia 4 de maio de 1952, na cidade paulista de Caconde, monsenhor Pedro Carlos Cipolini ingressou em 1973 no Seminário Central do Ipiranga, pela diocese de Franca (SP). Foi ordenado padre no dia 25 de fevereiro de 1978, e incardinado no clero de Campinas em 1987. Monsenhor Pedro é doutor em Teologia, pela Universidade Gregoriana, Itália.
Monsenhor Pedro Carlos Cipolini foi nomeado, em 2003, pelo presidente da CNBB, membro da comissão teológica de peritos, da Comissão de Doutrina da Fé; é assessor da Comissão em Defesa da Vida da arquidiocese de Campinas e foi nomeado Membro do Cabido Metropolitano de Campinas, em 16 de março deste ano.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Bento XVI nomeia novo Bispo para o Brasil


Mons. Sebastião é maranhense de Carutapera. Nasceu em 3 de abril de 1964. Ordenou-se sacerdote em 1991 e, em Roma, estudou Patrística no Instituto "Augustinianum" de 1995 a 1998.
Incardinado no clero da Diocese de Zé Doca, foi pároco, administrador diocesano, coordenador de pastoral, reitor do Seminário Maior, coordenador de Pastoral Litúrgica e Professor de Patrística e História da Igreja Antiga.
A nomeação acontece após Bento XVI aceitar a renúncia ao governo pastoral apresentada pelo até então Bispo de Viana, Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, por limite de idade.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Igreja em Araras é elevada a Basílica Menor


A missa de elevação a Basílica Menor será no dia 15 de agosto, dia de Nossa Senhora do Patrocínio, padroeira de Araras. Pelo fato do título ser concedido pelo Vaticano, a Basílica Menor está diretamente ligada a Roma e ao papa Bento XVI. Ou seja, a Basílica é um “pedaço do Vaticano” na cidade.
Para a diocese de Limeira, a elevação da Igreja Matriz de Araras a Basílica é um fato histórico, já que esta é sua primeira igreja a receber tal distinção na diocese. A mais próxima de Araras é a Basílica do Carmo, em Campinas (SP).
Entre os documentos analisados pela Santa Sé estão fotos das celebrações realizadas na igreja, bem como de detalhes do templo, que precisa ser reconhecido como monumento histórico e artístico. A Igreja Matriz foi eleita pela população da cidade como uma das sete maravilhas de Araras. Sua fachada é réplica idêntica da Basílica Maior São João do Latrão, de Roma.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Conheçendo a mais nova Diocese do Brasil - Salgueiro

Após sua criação, a diocese contava com uma população aproximada de 454.112 habitantes. Possui 351.534 católicos. O território da diocese é de 18.936,65 km², organizado em 17 paróquias distribuidas em 15 municípios do sertão de Pernambuco: Salgueiro, Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Granito, Serrita, Terra Nova, Trindade e Verdejante.
Papa cria nova Diocese no Brasil e nomeia seu 1º Bispo



O primeiro bispo da nova diocese será o frei Magnus Henrique Lopes, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.
Frei Magnus
Natural de Assu, no Rio Grande do Norte, frei Magnus nasceu no dia 31 de julho de 1965. Entrou para o Ordem dos Capuchinhos em 1988, cursando Filosofia na Faculdade de Filosofia do Recife e Teologia no Instituto Franciscano de Olinda. Foi ordenado padre no dia 21 de dezembro de 1996.
Com bacharelado em Psicologia pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió e mestrado em Teologia Moral pela Academia Alfonsiana, em Roma, frei Magnus foi animador vocacional dos Capuchinhos do Nordeste, mestre de postulantes em Maceió, ecônomo em várias fraternidades da Província, vigário paróquia de diversas paróquias e vigário da Fraternidade Capuchinha de Maceió.
Atual guardião e ecônomo da Fraternidade do Convento Santo Antônio em Natal, frei Magnus foi também Definidor Provincial, ministro dos Capuchinhos do Brasil e diretor espiritual de diversos grupos, movimentos e pastorais.




