domingo, 13 de setembro de 2009

24º Domingo Comum - Ano B


Leituras : 1ª Leitura Isaías 50,2-9 Salmo Responsorial 114 (115) 2ª Leitura Tiago 2,14-18 Evangelho Marcos 8,27-35
— O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo São Marcos.— Glória a vós, Senhor!Naquele tempo, 27Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?”28Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. 29Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. 30Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a respeito. 31Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. 32Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. 34Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”. - Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.

sábado, 12 de setembro de 2009

Apenas no diálogo com Deus nos tornamos bons servos, diz Papa






O Papa Bento XVI deixou nesta manhã de sábado, 12, a cidade de Castel Gandolfo para presidir a Santa Missa, na Basílica de São Pedro, na qual ordenou cinco novos bispos italianos: Dom Gabrielle Giordano Caccia, Dom Franco Coppola, Dom Pietro Parolin, Dom Raffaele Martinelli e Dom Giorgio Corbellini, que trabalharam na Secretaria de Estado, na Congregação para a Doutrina da Fé e no Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano.A homilia foi a ocasião para Bento XVI refletir sobre o sacramento da Ordem. O Pontífice recordou que Jesus reuniu todos os vários aspectos de seu sacerdócio em uma única frase: "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos" (Mc 10, 45)."Servir e, com isso, doar-se a si mesmo, ser não para si, mas para os outros, da parte de Deus e em vista de Deus: isto é o núcleo mais profundo da missão de Jesus Cristo e, junto, a verdadeira essência do seu Sacerdócio."Cristo fez do termo servo um título de honra. Ele que é o verdadeiro patrão veio ao mundo como servo. Seu sacerdócio não é domínio, mas serviço.Em Jerusalém, na última semana de sua vida, Jesus destacou as três características do servir, sendo a primeira a fidelidade. A fidelidade é altruísmo e, desse modo, é libertadora para o próprio ministro e para aqueles que são confiados a ele. A fidelidade não é estéril ou estática, é criativa. Fidelidade não é medo, mas é inspirada pelo amor e por seu dinamismo.A segunda característica que Jesus pede ao servo é a prudência. Prudência, esclareceu o Papa, é diferente da astúcia.Prudência, segundo a tradição filosófica grega, é a primeira das virtudes cardeais, indica a primazia da verdade, torna-se critério do nosso agir. Prudência significa colocar-se em busca da verdade e agir segundo ela. Assim, a primeira virtude cardeal do sacerdote consiste em deixar-se plasmar pela verdade que Cristo nos mostra.A terceira característica sobre a qual Jesus fala nas parábolas do servo é a bondade. "Bom no sentido pleno é somente Deus. Ele é o Bem, o Bom por excelência, a Bondade em pessoa. Em uma criatura, como no homem, o ser bom se baseia, portanto, necessariamente sobre uma profunda orientação interior em direção a Deus. A bondade pressupõe, sobretudo, uma viva comunhão com Deus. Somente se a nossa vida se desenvolve no diálogo com Ele, poderemos nos tornar verdadeiramente servos bons", disse o Papa.Por fim, Bento XVI recordou que no calendário da Igreja hoje se recorda o Nome de Maria, que, na tradição ocidental, foi traduzido como "Estrela do Mar":"Quantas vezes a história na qual vivemos se parece com um mar escuro que atinge com ondas ameaçadoras o barco da nossa vida. Muitas vezes, a noite parece impenetrável. Muitas vezes, tem-se a impressão de que somente o mal tem poder. Muitas vezes, percebemos somente de longe a grande luz, Jesus Cristo, que venceu a morte e o mal. Mas então vemos muito próxima a luz que se acendeu, quando Maria disse: 'Eis a serva do Senhor'. Ele nos deu a sua Mãe como nossa Mãe, a fim de que aprendamos com Ela a pronunciar o 'sim' que nos torna bons."

Diocese aos Pés da Mãe de Deus


Mais uma vez a Diocese de Piracicaba coloca-se sob os pés de Maria para agradecer sua proteção e implorar suas bênçãos. No dia 13 de setembro, o bispo diocesano Dom Fernando, sacerdotes e representantes de nossas comunidades paroquiais participam da 25ª Romaria Diocesana a Aparecida.A romaria deste ano faz memória de três eventos significativos: o Ano Sacerdotal, o Ano Catequético e a Revisão Ampla diocesana. Tem como tema “Com Maria, escutar, seguir e anunciar o Cristo” e como lema “Maria, transforme os corações para que nossa diocese seja “o amor que promove, a palavra que conforta, o silêncio que respeita” (Cora Coralina).Esta é a programação em Aparecida: às 8 horas, missa na basílica (com transmissão pela TV Cultura). Em seguida, caminhada até o Morro do Cruzeiro e Via Sacra. Como é costume, a coordenação diocesana de pastoral elaborou um livrinho com orações e cantos, como subsídio para um melhor aproveitamento desse exercício de piedade popular.

HISTÓRIA - Em 26 de maio de 1985, realizou-se a primeira Romaria Diocesana a Aparecida, como preparação ao Congresso Eucarístico Nacional, celebrado em julho daquele ano, em Aparecida. Dom Eduardo Koaik, então bispo diocesano, ficou entusiasmado com o grande número de participantes e o grande espírito de fé. Por isso, no ano seguinte, realizou-se a segunda romaria no dia 25 de maio. Depois, todos os anos a diocese promoveu este evento mariano, reunindo o bispo, sacerdotes e representantes das paróquias para rezarem aos pés de Maria.

Oração da 25ª. Romaria Diocesana

Querida Mãe Aparecida, acolhei no vosso seio maternal toda a Diocese de Piracicaba, representada por estes romeiros e seu bispo Dom Fernando.Cuidai com carinho, neste Ano Sacerdotal, por intercessão de São João Maria Vianney, o Santo Cura D’Ars, e por todo o sempre, dos membros do nosso clero.Conduzi, neste Ano Catequético, os agentes de pastoral, principalmente os catequistas, no caminho de Jesus.Animai os trabalhos da Revisão Ampla de nossa diocese, cujo objetivo é desenvolver atitudes concretas de evangelização.Enfim, nós vos pedimos, Mãe de Deus e nossa, abençoai a todos os que aqui vieram e também a todos os que não puderam vir, mas que vos têm por mãe e padroeira.Levai a Jesus o pedido que nasce em nossos corações: “Fica conosco, Senhor!” Amém.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Bento XVI destaca ensinamentos sobre a Cruz e a Palavra de Deus


Na Catequese desta quarta-feira, 9, o Papa Bento XVI recordou um dos grandes santos do século XI, Pedro Damião. Monge que deixou profundos ensinamentos sobre o amor que brota da Cruz e o valor da Palavra de Deus na vida dos cristãos. O Santo Padre deixou, logo cedo, a Residência Apostólica de Castel Gandolgo e se dirigiu ao Vaticano para a habitual audiência geral das quartas-feiras, na Sala Paulo VI.
Pedro Damião nasceu na cidade italiana de Ravena, e muito cedo perdeu seus pais sendo criado pelos irmãos que lhe deram uma magnífica formação, tanto jurídica como na cultura clássica latina.
Na sua juventude dedicou-se ao ensino e compôs grandes obras literárias. Com o passar do tempo sentiu o chamado à vida de eremita entrando para o Mosteiro de “Fuente Avellana". Durante décadas dedicou-se de modo exemplar à vida monacal.
“Como conseqüência das suas muitas horas de contemplação e meditação, ele nos deixou textos de alto valor teológico, como também magníficos sermões e cartas sobre o amor que brota da Cruz e do valor da Palavra de Deus na vida espiritual do monge e do cristão. Esse trabalho de pensamento, através do qual exortava todos a colocarem no centro de suas vidas Cristo, estava orientado na busca de uma profunda reforma da Igreja”, disse Bento XVI.
Por isso, em várias ocasiões Padre Damião foi chamado pelos Papas para desempenhar uma atividade pastoral mais direta ou para solucionar problemas que afligiam a Igreja naquele momento. “É um grande dom poder contar com uma pessoa como São Pedro Damião, que consumou suas energias espirituais e físicas por amor a Cristo e a sua Igreja, e que testemunha mais uma vez a primazia de Deus sobre todas as coisas”, disse ainda o Papa.
O Santo Padre na conclusão da audiência geral saudou os vários grupos de peregrinos presentes em diversas línguas. Em italiano o Papa saudou os jovens, os enfermos e os recém-casados. E lembrou a memória litúrgica do Nascimento de Nossa Senhora, celebrada nesta terça-feira, 8. O Concílio Vaticano II diz que Maria nos precede no caminho da fé porque “acreditou na realização das palavras do Senhor”.
“Peço à Virgem Maria o dom de uma fé cada vez mais madura para os jovens; uma esperança sempre mais sólida para os enfermos; um amor sempre mais profundo e duradouro para os recém-casados”.
O Papa saudou, também, os peregrinos de língua portuguesa e concedeu a todos a sua benção apostólica.
“Dirijo uma cordial saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente aos grupos vindos de Portugal e do Brasil, de Ribeirão Pires e Rio de Janeiro, e à Comunidade Palavra Viva, convidando a todos vós que viestes a Roma a renovar o propósito de ter Jesus Cristo como o verdadeiro centro de vossas vidas. Obrigado pela visita! Que Deus vos guarde e abençoe!”

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Igreja terá cinco novos beatos


Maria Alfonsina Danil Ghattas (Maria Soultaneh)

Zoltán Lajos Meszlényi
Carlo Gnocchi
Ciriaco Maria Sancha y Hervás

Eustachio (Joseph) Kugler

O Papa Bento XVI aprovou a beatificação de cinco Servos de Deus: quatro europeus e uma palestina. A informação é do departamento de Celebrações Litúrgicas do Vaticano. - Eustachio (Joseph) Kugler, religioso da Ordem Hospitalar de São João de Deus. A cerimônia será no dia 4 de outubro, na Catedral de Ratisbona, Alemanha.- Ciriaco Maria Sancha y Hervás, bispo e cardeal, fundador do Instituto das Religiosas da Caridade Sancha. Sua beatificação será no dia 18 de outubro, na Catedral de Toledo, Espanha.- Carlo Gnocchi, sacerdote, fundador da Obra Pro Juventute. A beatificação será em 25 de outubro, na Catedral de Milão, Itália.- Zoltán Lajos Meszlényi, bispo e mártir, será elevado à honra dos altares sábado, 31 de outubro, na Catedral de Esztergom, Hungria.- Maria Alfonsina Danil Ghattas (Maria Soultaneh), palestina, co-fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas do Santíssimo Rosário de Jerusalém, nascida em Jerusalém e falecida em Ain Karem.A cerimônia será em 22 de novembro, na Basílica da Anunciação, em Nazaré, Israel.

08 de Setembro - Natividade de Nossa Senhora


Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo. Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus. De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade. Nossa Senhora, rogai por nós!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Celebrando o Mês da Bíblia


Para a Igreja no Brasil, setembro é o Mês da Bíblia. A origem dessa comemoração remonta ao ano de 1947, quando a Liga de Estudos Bíblicos organizou a 1ª Semana Bíblica Nacional. Uma proposta dessa Semana foi a instituição do Dia da Bíblia, celebrado no último domingo de setembro, próximo da festa de São Jerônimo (dia 30), responsável pela tradução da Bíblia para o latim, edição conhecida como Vulgata. A celebração desse dia foi crescendo em importância na vida da Igreja. Com o passar dos anos passou-se para a Semana da Bíblia e, a partir de 1971, setembro passou a ser o Mês da Bíblia, celebrado como um tempo especial para nos conscientizar mais ainda sobre seu valor.
A Bíblia é o livro mais importante dos cristãos. Nela se fundamentam os valores e os princípios que norteiam nossa vida. Nela encontramos a revelação de Deus Pai a transmitir a seus filhos os ensinamentos para a plena realização. Por isso ela ocupa um lugar especial nas nossas comunidades.

Livro da fé por excelência

Ela é a “Palavra de Deus escrita na linguagem dos homens”. É a revelação do projeto de amor que Deus tem para seus filhos. É o livro da fé por excelência, a base de toda a doutrina cristã. Dividida em duas grandes partes – o Antigo e o Novo Testamentos – tem como centro a pessoa de Jesus Cristo. Por isso, o filósofo Hugo de São Vito dizia que “toda a Sagrada Escritura fala de Cristo e encontra sua plenitude em Cristo, porque forma um único livro, o livro da vida, que é Cristo.” E São Jerônimo ensina que “ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo”. O Antigo Testamento relata a experiência religiosa do povo hebreu, preparando-se para a vinda do Messias prometido; no início os relatos eram orais e só mais tarde, a partir do século 10º a. C., passaram a ser registrados por escrito. O Novo Testamento, escrito nos séculos 1º e 2º d.C, mostra a vida e os ensinamentos de Jesus de Nazaré e a experiência das primeiras comunidades na vivência desses ensinamentos. Toda a Bíblia quer revelar o projeto de Deus: a libertação integral dos homens. Mostra um Deus que se preocupa com seu povo, libertando-o da escravidão do Egito; que busca a justiça dos pobres e excluídos; que não quer a morte mas o arrependimento e a vida do pecador. Mostra um Deus que deseja que todos tenham vida e a tenham em plenitude.

Deus é o autor da Bíblia

Inspirada por Deus, a Bíblia foi escrita por autores diversos, em épocas diferentes. Os hagiógrafos (autores sagrados) procuraram transmitir a mensagem divina mas com a linguagem e a cosmovisão de sua época. Por isso não se pode lê-la com espírito fundamentalista, interpretando tudo literalmente, mas sabendo ver na linguagem humana as verdades divinas.Também são diversos os gêneros literários: celebrações, histórias reais ou lendárias, leis, poesias, orações, provérbios, sabedoria popular, ensinamentos, essa grande variedade, como um grande caleidoscópio, forma a riqueza da Bíblia. Mas em toda essa obra humana, reconhecemos também a autoria de Deus, pois o apóstolo Pedro nos ensina que “homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.” (2Pd 1, 20-21)O Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática “Dei Verbum”, ressalta que Deus é o autor principal de toda a Bíblia, mas Ele se serviu de homens para concretizar seu plano: “Na redação dos livros sagrados, Deus escolheu homens, dos quais se serviu fazendo-os usar suas próprias faculdades e capacidades, a fim de que, agindo Ele próprio neles e por eles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que Ele próprio quisesse.” (DV, 11)Por isso, quando lemos a Bíblia, é o próprio Deus que através dela entra em contato conosco, para nos comunicar sua vida. Essa certeza levou Santo Ambrósio a exclamar: “Ainda agora Deus passeia pelo paraíso quando leio as Escrituras”.

Viver e comunicar a Palavra divina

Somos convidados a ler, entender, viver e comunicar essa palavra, vendo nela a carta de amor que Deus escreveu para nós. Como nos adverte São Gregório Magno, “a Bíblia é a carta de amor de nosso Pai, e nós a deixamos fechada no envelope.”É importante que busquemos na Palavra de Deus nosso sustento espiritual. Em todas as celebrações ela está presente, mas é necessário que esteja também no nosso dia-a-dia, ensinando, corrigindo, como nos lembra o Apóstolo Paulo em sua segunda carta a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, repreender, corrigir, educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para qualquer boa obra.” (2Tm 3, 16- 17)Que a Bíblia seja o livro especial dentro dos nossos lares e das nossas comunidades, a iluminar nossa vida e nossa caminhada. Mostremos por ela o mesmo amor que temos por Deus, recordando as palavras de Santo Agostinho: “Beijar a Bíblia é beijar o rosto de Deus.”

A Bíblia mostra o ponto de partida

“Muitos cristãos lêem a Bíblia como um livro de receitas que teria solução para todos os problemas da vida. E ficam frustrados quando descobrem que a Bíblia não dá solução para tudo. Por exemplo, a Bíblia não diz nada diretamente sobre como devemos votar, pois na época do povo da Bíblia não havia eleições democráticas para cargos públicos. Diante dos problemas da vida atual não adianta buscar solução pronta na Bíblia. Ele diz apenas qual o ponto de partida que o povo deve tomar. Quanto ao resto, o povo tem que refletir e decidir.Outro perigo é o do fundamentalismo: interpretar a o texto sagrado ao pé da letra, sem levar em conta o que o texto diz por trás das palavras. Costuma levar ao fanatismo e à intolerância. “Se o teu olho leva você a pecar, arranque-o e jogue-o fora.” (Mt. 5, 29) – não poucas pessoas leram isso ao pé da letra... e Jesus falava em linguagem simbólica. A Bíblia é a Palavra de Deus quando é aberta, lida, meditada e praticada. Quando, porém, fica fechada num canto ou é lida de modo errado, deixa de comunicar a verdade e pode se tornar instrumento de opressão.” (Maria Paula Rodrigues)