quarta-feira, 17 de junho de 2009

Uma cena estarrecedora!


A Igreja Católica sempre cercou o culto ao mistério da Santíssima Eucaristia do maior esplendor e respeito possíveis. Desde o século XIII, quando foi instituída a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, as sucessivas gerações procuraram criar verdadeiras obras de arte em ouriversaria e alfaias religiosas que fossem dignas de tocar a hóstia consagrada. Maravilhosos exemplos de ostensórios e paramentos sacros chegaram aos nossos dias, comprovando o quanto os nossos antepassados honravam e adoravam Jesus Sacramentado, que, como nos diz o Catecismo de São Pio X, está sob as espécies eucaristicas tão vivo e verdadeiro quanto está no céu, e que tanto na hóstia como no vinho o Cristo está inteiro, em corpo, sangue, alma e divindade. Hoje, deparei-me com uma foto do bispo de Linz, na Austria (aquela diocese rebelde, que recusou o bispo auxiliar nomeado pelo Santo Padre Bento XVI), numa triste paródia de procissão eucarística, no último dia de Corpus Christi, com um pão comum, espetado numa espécia de vara de madeira. Confesso que os meus olhos encheram-se de lágrimas, por comprovar em que situação está a nossa Igreja, quando nem o mais augusto dos Sacramentos escapa da profanação nas mãos de ministros tão indignos e sacrílegos.

Bento XVI fala sobre São Cirilo e São Metódio



O Papa Bento XVI encontrou-se nesta quarta-feira com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, para a audiência geral. Em sua catequese o Pontífice deteve-se sobre os co-padroeiros da Europa, São Cirilo e Metódio.
São Cirilo nasceu em 826 na Tessalônica, na Grécia. Recebeu uma formação humanista e muito jovem foi ordenado sacerdote. Pouco depois seu irmão Metódio abandonou o mundo para seguir a vida monástica.
Bento XVI ressaltou na audiência de hoje que São Cirilo seguiu seu irmão num retiro espiritual no monte Olimpo, em Bitínia, na Turquia. Dez anos depois os dois iniciaram uma grande tarefa missionária, primeiro em Crimeia e depois em Morávia, na República Tcheca.
Cirilo e seu irmão Metódio se encarregaram da missão em Morávia, pois eram os únicos com suficiente conhecimento da religião e das línguas eslavas. Eles difundiram a Boa Nova e celebraram a liturgia em língua eslava. Depois eles vieram a Roma e obtiveram a aprovação do papa Adriano II para usar a língua eslava na evangelização.
Cirilo adoeceu e faleceu em Roma no ano 869. Seu irmão Metódio regressou à Morávia e se dedicou a formar um grupo de discípulos, que continuaram, após a sua morte o trabalho missionário na Bulgária.
No final da audiência de hoje o papa saudou os peregrinos de língua portuguesa e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

terça-feira, 16 de junho de 2009

47º Aniversário de Dedicação da Catedral de Piracicaba




A Catedral de Santo Antônio celebra, no dia 17 de junho, o 47º aniversário de sua Dedicação. Para tanto, a partir das 19 horas, acontece solene Concelebração Eucarística, presidida por Dom Fernando. Trata-se de uma festa litúrgica importante para a diocese, que deve ser celebrada solenemente, pois a Catedral é a igreja-mãe da diocese, o centro da vida litúrgica. É o ponto concreto de unidade, templo das grandes celebrações diocesanas. Nela está a “cátedra” do bispo, o pastor responsável por toda a diocese, por isso é chamada “Igreja catedral”.

Dados históricos
A catedral atual foi inaugurada no dia 27 de dezembro de 1950, com missa pontifical celebrada pelo pároco, Monsenhor Manoel Francisco Rosa, que comemorava seu Jubileu de Ouro Sacerdotal e que foi o responsável pelas obras de construção do templo. Estavam presentes o bispo diocesano, Dom Ernesto de Paula; Dom Paulo de Tarso Campos, bispo de Campinas; Dom José Carlos Aguirre, bispo de Sorocaba; Dom Francisco Borja do Amaral, bispo de Taubaté; Dom Paulo Pedrosa, abade do Mosteiro de São Bento; vários sacerdotes de Piracicaba e Campinas; autoridades municipais e estaduais, e um grande número de fiéis. Quando foi inaugurada, faltavam ainda a conclusão das torres e outros pequenos serviços de acabamento, mas “a nova catedral se apresentou em toda a sua majestade, e o povo foi unânime em me felicitar” – escreveu Dom Ernesto em seu livro “Reminiscências”.Alguns anos depois, no dia 13 de março de 1958, aconteceu a bênção das torres, pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, arcebispo de São Paulo. E no dia 17 de junho de 1962, celebrou-se a Dedicação solene da catedral, oficiada por Dom Armando Lombardi, Núncio Apostólico, a convite de Dom Aníger Francisco de Maria Melillo, segundo bispo diocesano. A Dedicação é uma cerimônia litúrgica em que se consagra uma igreja, dedicando-a exclusivamente a Deus, lembrando que ela é consagrada como um lugar abençoado, ponto de encontro de Deus com seu povo. Nessa cerimônia, que só se realiza quando a construção da igreja está totalmente concluída, o consagrante unge com o óleo do Crisma o altar e vários pontos do templo (que estão marcados com uma vela e uma cruz).

Sentido da Catedral
A igreja catedral é aquela em que está a cátedra do bispo, sinal do magistério e do poder do pastor da Igreja diocesana, bem como sinal de unidade dos fiéis naquela fé que o bispo anuncia como pastor do rebanho. Neste sentido, a igreja catedral deve ser considerada como o centro da vida litúrgica da diocese. “Cátedra” é uma palavra latina que significa “cadeira”. Ela constitui o símbolo da autoridade episcopal. Quando o bispo toma posse na diocese que lhe foi confiada, ele, com a mitra e o báculo, senta-se na “cátedra” ou “cadeira episcopal”. Como mestre e pastor, daquela sede ele orientará o caminho dos fiéis. Na “cátedra” o bispo senta durante as leituras, daí ele preside e conclui a celebração e, se o desejar, faz a homilia. A “cátedra” é um elemento sacramental e não simples lugar utilitário.Para o Papa Bento XVI, “cátedra, literalmente, quer dizer a sede fixa do bispo, colocada na igreja-mãe de uma diocese, que por este motivo é chamada ‘catedral’, e é o símbolo da autoridade do bispo e, em particular, de seu ‘magistério’, ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a custodiar e transmitir à comunidade cristã.”

sábado, 13 de junho de 2009

Santo Antônio de Pádua e o Milagre da Mula


Por vezes encontramos figuras de santo Antônio com um cálice nas mãos e diante de si, uma mula de joelhos. Pois bem, vamos falar sobre este milagre:
Santo Antônio pregava sobre o Santíssimo Sacramento em Toulouse, sul da França, ano 1227. No meio da pregação um senhor se levantou e o desafiou, contradizendo que a presença de Cristo na Hóstia Consagrada era uma mentira.
Ele disse: - O Senhor pode discursar durante horas, mas a verdade é que os fatos reais estão contra seus argumentos. É impossível que Cristo esteja presente na Hóstia Consagrada.
Santo Antônio lhe respondeu: - Que problema há, no corpo de Cristo estar velado pelas aparências do pão e do Vinho. Conforme suas Próprias palavras.
E senhor incrédulo o desafia: - Não, não há problema. Contudo se Cristo está presente nesta Hóstia, sua presença deveria ser sentida por todas as criaturas viventes. Então pegarei minha mula, e na próxima missa estaremos aqui diante da Hóstia e se a mula a respeitar, acreditarei no senhor e na sua fé.
Santo Antônio, após ouvir uma inspiração divina, resolve concordar com o desafio.
Passou-se três dias, e uma multidão se aglomerou na praça, muitos pela missa e outros tantos para conferir o resultado do desafio do homem infiel. Enquanto Santo Antônio caminhava com o Santíssimo Sacramento e todos os católicos se colocavam de joelhos rezando. O senhor infiel chega conduzindo sua mula, a qual maliciosamente foi privada de alimento durante os últimos dias. Faminto, o animal estava tão violento que nem o próprio dono obedecia. Contudo, ao se aproximar do Santíssimo, a mula se acalmou, e diante de todos ali presentes, milagrosamente a mula se ajoelhou perante a Hóstia Consagrada ostentada por Santo Antônio.
O Milagre gerou gritos e admiração por todos, os católicos entoaram cânticos emocionados. Muitos hereges que ali estavam por curiosidade se converteram ao catolicismo, assim como o senhor dono da mula que reconheceu imediatamente a presença de Cristo, se ajoelhou também se convertendo ao catolicismo após ter pedido perdão por ter sido tão incrédulo.

13 de Junho - Santo Antônio de Pádua - Presbítero e Doutor


Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho de mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças. Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do "Pobre de Assis", o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as Ciências, que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família Francisca através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna. Santo Antônio, rogai por nós!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Eucaristia nos permite viver em comunhão com Deus, diz Papa







"A Eucaristia torna presente o sacrifício da Cruz, nos permite viver fielmente em comunhão com Deus", disse o Papa Bento XVI na Santa Missa da Solenidade de Corpus Christi celebrada hoje, 11, na Basílica de São João de Latrão. Após o rito, o Santo Padre conduziu a procissão à Basílica de Santa Maria Maior. A Última Ceia, a Páscoa celebrada por Jesus com seus discípulos, a instituição da Eucaristia como antecipação e aceitação de Jesus pela sua morte, são algumas das passagens que foram recordadas por Bento XVI durante sua homilia, para explicar o Sacrifício Eucarístico, que é renovado nas palavras: "Este é o meu Corpo, este é o meu Sangue". "Um sacrifício onde se realiza 'a expiação dos pecados' mas que se completa na Nova aliança, confirmada 'não com sacrifícios de animais', mas com o Sangue de Jesus, que se tornou o "sangue da Nova Aliança". Jesus é o 'mediador' de um novo pacto, 'ao mesmo tempo uma vítima digna de Deus, porque não tinha mancha. O sumo sacerdote que se oferece, sob o impulso do Espírito Santo, e intercede por toda a humanidade'", acrescentou o Papa. "A cruz é, portanto, o mistério do amor e da salvação, que purifica, como disse a Carta aos Hebreus, a consciência das 'obras mortas', isto é, do pecado, e santifica-nos esculpindo a Nova Aliança em nossos corações. A Eucaristia renova o sacrifício da Cruz e nos permite viver fielmente em comunhão com Deus". Falando diretamente para os fiéis presentes na Celebração, o Santo Padre recordou como Deus plasma seu povo: "único Corpo de Cristo, graças a nossa sincera participação na dupla mesa da Palavra e da Eucaristia". "Nutridos por Cristo, nós, seus discípulos, recebemos a missão de ser 'alma' em nossa cidade, fermento de renovação, o pão "partido" por todos, especialmente para aqueles que estão em situação de exclusão, pobreza e sofrimento físico e espiritual. Tornando-nos testemunhas do seu amor", destacou. Aos sacerdotes pediu para "serem Eucaristia", testemunhas da alegria, um exemplo de devoção. Destacando o "risco de uma crescente secularização dentro da Igreja, que pode resultar em uma Adoração Eucarística formal e vazia", os convidou a renovar "a fé na presença real de Cristo na Eucaristia". Com "o 'Pão da Vida eterna', o céu vem sobre a terra, o amanhã de Deus se manifesta no presente e o tempo é como que abraçado pela 'Eternidade Divina'". Após a Missa, Bento XVI conduziu a tradicional Procissão Eucarística para a Basílica de Santa Maria Maior invocando Jesus a fim de purificar "este mundo do veneno do mal, da violência e do ódio".

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Padre Claudemir: novo sacerdote para a diocese




















A Diocese de Piracicaba tem um novo sacerdote diocesano. É o Padre Claudemir da Silva, que foi ordenado no dia 7, Domingo da Santíssima Trindade. A cerimônia, presidida pelo bispo Dom Fernando, aconteceu na Catedral de Santo Antônio.Padre Claudemir assume como vigário-paroquial da Paróquia São Francisco de Assis, em Piracicaba, onde já exercia o seu ministério diaconal.Filho de Joaquim Nunes da Silva (já falecido) e Joana de Lima da Silva, Claudemir nasceu em Jardim Alegre (PR), no dia 16 de agosto de 1975. Em 1988, sua família mudou-se para a cidade de São Pedro, em nossa diocese. Na Paróquia São Pedro desenvolveu suas atividades pastorais na catequese, liturgia, música, crisma e Pastoral da Juventude, campo em que floresceu e amadureceu sua vocação. Iniciou sua formação presbiteral em 2001, quando ingressou no Seminário Propedêutico; depois cursou Filosofia e Teologia na PUC – Pontifícia Universidade Católica de Campinas, concluindo seus estudos em dezembro de 2008. Foi ordenado diácono por Dom Fernando em 25 de janeiro último, na matriz da cidade de São Pedro, onde seus familiares residem.