
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
IV Domingo da Quaresma - Domingo Laetare

Leituras : 1ª Leitura 2Cr 36,14-16.19-23 Salmo Responsorial 136 ( 137) 2ª Leitura Ef 2,4-10 Evangelho Jo 3,14-21
— O Senhor esteja convosco!— Ele está no meio de nós.— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.— Glória a vós, Senhor!Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. Palavra da Salvação - Glória a Vós Senhor
— O Senhor esteja convosco!— Ele está no meio de nós.— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.— Glória a vós, Senhor!Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. Palavra da Salvação - Glória a Vós Senhor
Bento XVI destaca perdão e reconciliação em Missa deste domingo






Cerca um milhão de fiéis participaram hoje, 22, de uma Missa com Bento XVI, em seu penúltimo dia de viagem à África, na esplanada de Cimangola, a 14 km de Luanda, capital de Angola. Em sua homilia, o Papa falou da experiência pessoal de tantos angolanos que sofrem as consequências da guerra civil e enfatizou que só a força do amor de Deus pode mudar os corações e fazer triunfar sobre o poder do pecado e da divisão.
Inspirando-se na primeira leitura da liturgia de hoje, que narra o convite ao povo exilado para regressar a Jerusalém e reconstruir o templo do Senhor, o Papa refletiu sobre a experiência pessoal de tantos angolanos que enfrentam as consequências da guerra civil, "infelizmente, disse, uma experiência familiar a toda a África".O Evangelho de hoje nos ensina que a reconciliação só pode ser fruto de uma conversão, de uma mudança do coração, de um novo modo de pensar. E ensina também que só a força do amor de Deus pode mudar os nossos corações e nos fazer triunfar sobre o poder do pecado e da divisão. Só Deus pode fazer novas todas as coisas. Bento XVI explicou ainda que foi à África justamente para proclamar a mensagem de perdão, de esperança e de uma nova vida em Cristo.Exortando o povo angolano a ser construtor de um futuro melhor para o seu país, Bento XVI ressaltou os profundos valores humanos da sua cultura originária e tradições: famílias solidárias, profundo sentido religioso, celebração festiva do dom da vida, apreço pela sabedoria dos mais velhos e pelas aspirações do jovens. Bento XVI também recordou a contribuição de gerações e gerações de missionários, professores cristãos, catequistas, presbíteros, religiosas e religiosos, que sacrificaram sua vida pessoal para vos transmitir este tesouro precioso.Olhem o futuro com esperança"Pensemos no flagelo da guerra, nos frutos terríveis do tribalismo e das rivalidades étnicas, na avidez que corrompe o coração do homem, reduz à escravidão os pobres e priva as gerações futuras dos recursos de que terão necessidade para criar uma sociedade mais solidária e justa: uma sociedade verdadeira e autenticamente africana no seu estro e nos seus valores", disse Bento XVI.E citou os dramas morais da sociedade: "O espírito de egoísmo que fecha os indivíduos em si mesmos, divide as famílias e, espezinhando os grandes ideais de generosidade e abnegação, conduz inevitavelmente ao hedonismo, à fuga para falsas utopias através do uso da droga, à irresponsabilidade sexual, ao enfraquecimento do vínculo matrimonial, à destruição das famílias e à eliminação de vidas humanas inocentes por meio do aborto?".A tudo isso, incitou, concluindo a homilia, a Igreja católica deve dar uma resposta, buscando antes de tudo, a unidade interna e entre as etnias do continente:"Coragem! Ponham-se a caminho! Olhem o futuro com esperança, confiem nas promessas de Deus e vivam na sua verdade. Deste modo, construirão algo destinado a permanecer e deixarão às gerações futuras uma herança duradoura de reconciliação, justiça e paz".
sábado, 21 de março de 2009
Bento XVI convida angolanos a serem evangelizadores





"A evangelização é ainda hoje importante como o era quando os católicos chegaram, 500 anos atrás", disse esta manhã, 21, o Papa Bento XVI na Missa com bispos, sacerdotes, religiosos, movimentos eclesiais e catequistas de Angola e São Tomé, na Igreja de São Paulo. "Hoje, é a vez de vocês seguirem os passos daqueles heróicos mensageiros de Deus, e oferecer Cristo a seus compatriotas", ressaltou o Santo Padre em sua homilia ao recordar que São Paulo, patrono da cidade de Luanda, nos deixou o testemunho de que Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. Assim, Jesus foi um exemplo para os que viriam a acreditar n'Ele, a fim de alcançarem a vida eterna.Segundo Bento XVI, o fundamental na vida do Apóstolo Paulo foi seu encontro com Jesus, quando ia a caminho de Damasco, e Cristo lhe aparece com luz deslumbrante, lhe fala e o conquista. "Dá-se então nele uma inversão de perspectiva, passando a ver tudo a partir desta estatura final do homem em Jesus: o que antes lhe parecia essencial e fundamental, agora para ele não passa de 'lixo'; já não é 'lucro', mas perda, porque agora só conta a vida em Cristo".O Pontífice convidou os angolanos a serem também anunciadores da salvação de Jesus. "Muitos deles vivem no temor dos espíritos, dos poderes nefastos de que se creem ameaçados; desnorteados, chegam a condenar meninos da rua e até os mais velhos, porque dizem são feiticeiros. Quem pode ir ter com eles para lhes anunciar que Cristo venceu a morte e todos esses poderes obscuros?".O Papa frisou que nós devemos estar convencidos de que não fazemos injustiça a ninguém se lhe mostrarmos Cristo e lhe oferecermos a possibilidade de encontrar, deste modo, também a sua verdadeira autenticidade, a alegria de ter encontrado a vida. É nossa obrigação oferecer a todos esta possibilidade de alcançarem a vida eterna. E concluiu:"Abracemos a sua vontade, como fez São Paulo: Anunciar o Evangelho (…) é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não evangelizar!"A Igreja de São Paulo, que pode abrigar 1500 pessoas, foi construída pelos padres capuchinhos em 1935, tendo sido relevada pelos salesianos em 1982.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Bento XVI chega a Angola, segunda etapa de sua viagem à África







O Papa Bento XVI já se encontra em Angola. Este é o quarto dia de Bento XVI em terras africanas e o primeiro dia em Angola. O Santo Padre despediu-se na manhã de hoje dos fiéis de Camarões, partindo para Angola, onde foi recebido no aeroporto 4 de Fevereiro pelo presidente do país, José Eduardo dos Santos. Na cerimônia de boas-vindas, Bento XVI fez o seu primeiro discurso em terras angolanas, depois de ouvir as saudações do Presidente.
"Com um profundo sentimento de respeito e simpatia, - disse o papa - piso o solo desta nobre e jovem Nação no âmbito de uma visita pastoral, que, no meu espírito, tem por horizonte o continente africano, mas os passos tive de os limitar a Yaoundé e Luanda. Saibam porém que, no meu coração e oração, tenho presentes a África em geral e o povo de Angola em particular, a quem desejo oferecer o meu cordial encorajamento a prosseguir no caminho da pacificação e da reconstrução do país e das instituições.
Depois de agradecer o Presidente Eduardo dos Santos pelo amável convite para visitar Angola e pelas cordiais expressões de boas-vindas, Bento XVI saudou toda a Igreja Católica em Angola na pessoa dos seus Bispos e todos "os amigos angolanos pela calorosa acolhida.
Como não recordar – continuou Bento XVI - aquele ilustre visitante que abençoou Angola no mês de Junho de 1992: o meu amado antecessor João Paulo II?! Incansável missionário de Jesus Cristo até aos confins da terra, mostrou o caminho para Deus, convidando todos os homens de boa vontade a escutarem a própria consciência retamente formada e a edificarem uma sociedade de justiça, paz e solidariedade, na caridade e no perdão recíproco.
Quanto a mim, - destacou o papa - venho de um país onde a paz e a fraternidade são caras aos corações de todos os habitantes, em particular de quantos, como eu, conheceram a guerra e a separação entre irmãos pertencentes à mesma nação, por causa de ideologias devastadoras e desumanas que, sob a falsa aparência de sonhos e ilusões, faziam pesar sobre os homens o jugo da opressão.
Compreendeis por isso como sou sensível ao diálogo entre os homens para superar qualquer forma de conflito e de tensão e fazer de cada nação – e, por conseguinte, também da vossa Pátria – uma casa de paz e fraternidade. Com tal finalidade, deveis tirar do vosso patrimônio espiritual e cultural os valores melhores de que Angola é portadora, para irdes ao encontro uns dos outros sem medo, aceitando partilhar as próprias riquezas espirituais e materiais em benefício de todos.
Em seguida o Santo Padre dirigiu o seu pensamento às populações da província do Kunene flageladas por chuvas intensas e aluviões que provocaram numerosos mortos e deixaram tantas famílias desalojadas pela destruição das suas casas. "Àquelas provadas populações – disse - desejo neste momento fazer chegar a certeza da minha solidariedade juntamente com um particular encorajamento à confiança para recomeçarem com a ajuda de todos."
Queridos amigos angolanos, - sublinhou Bento XVI - o vosso território é rico; a vossa nação é forte. Usai, porém, estes vossos créditos para favorecer a paz e o entendimento entre os povos, numa base de lealdade e igualdade que promova na África aquele futuro pacífico e solidário a que todos aspiram e têm direito. Para isso, vos peço: Não vos rendais à lei do mais forte! Porque Deus concedeu aos seres humanos voar, sobre as suas tendências naturais, com as asas da razão e da fé. Se vos deixardes levar por elas, não será difícil reconhecer no outro um irmão que nasceu com os mesmos direitos humanos fundamentais. Infelizmente, dentro das vossas fronteiras angolanas, há ainda tantos pobres que reclamam o respeito dos seus direitos. Não se pode esquecer a multidão de angolanos que vive abaixo da linha de pobreza absoluta. Não desiludam as suas expectativas!
Trata-se de uma obra imensa, que requer uma maior participação cívica de todos. É necessário envolver nela a sociedade civil angolana inteira, mas esta precisa de apresentar-se mais forte e articulada tanto entre as forças que a compõem como também no diálogo com o Governo. Para dar vida a uma sociedade verdadeiramente atenta ao bem comum, são necessários valores compartilhados por todos.
Enfim o papa recordou Dom Afonso I Mbemba-a-Nzinga que quinhentos anos atrás, deu ele início em Mbanza Congo a um reino cristão que sobreviveu até ao século XVIII. Das suas cinzas pôde depois surgir, já na passagem do século XIX para o XX, uma Igreja renovada que não pára de crescer até aos dias de hoje, graças a Deus! Eis o motivo imediato que me trouxe a Angola, disse o papa, encontrar-me com uma das mais antigas comunidades católicas da África sub-equatorial, para a confirmar na sua fé em Jesus ressuscitado e unir-me às preces de seus filhos e filhas para que o tempo da paz, na justiça e na fraternidade, não conheça ocaso em Angola, permitindo-lhe cumprir a missão que Deus lhe confiou em favor do seu povo e no concerto das nações. Deus abençoe Angola!
Bento XVI se despede de Camarões



O Papa Bento XVI deixou nesta manhã Iaundé, capital de Camarões despedindo-se das autoridades civis e religiosas, como também dos fiéis deste país.
Na cerimônia de despedida da qual participou o presidente Paul Biya, o papa fez um breve discurso no qual agradeceu a todos pelo generoso acolhimento que lhe foi reservado nestes dias. "O calor do sol africano encontrou o seu reflexo no calor da hospitalidade que me foi oferecida", disse Bento XVI.
Depois de saudar todos aqueles que colaboraram para a realização da viagem apostólica, agradeceu principalmente todos aqueles que rezaram instantemente para que esta visita pastoral pudesse ser frutuosa para a vida da Igreja na África. "Peço-vos – disse o Papa - que continueis a rezar para que a Segunda Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos se demonstre um tempo de graça para a Igreja em todo o continente, um tempo de renovação e de novo empenho na missão de levar a mensagem salvífica do Evangelho a um mundo dilacerado.
O Papa recordou ainda o comovedor encontro de ontem no Cardinal Léger Center, onde constatou o cuidado reservado aos doentes e aos deficientes, os membros mais vulneráveis da nossa sociedade. Esta compaixão semelhante à de Cristo é um sinal seguro de esperança para o futuro da Igreja e para o futuro da África.
O meu encontro com membros da comunidade muçulmana aqui em Camarões foi outro acontecimento importante que guardo comigo, disse o papa. Enquanto vamos caminhando para uma maior compreensão recíproca, rezo para que cresçamos também no respeito e estima de uns pelos outros, e fortaleçamos a nossa decisão de colaborar na proclamação da dignidade dada por Deus à pessoa humana, uma mensagem que um mundo cada vez mais secularizado precisa ouvir.
"A razão principal que me trouxe aos Camarões – disse o Papa - foi naturalmente visitar a comunidade católica. Deu-me grande alegria poder passar alguns momentos fraternos com os Bispos e celebrar a Liturgia da Igreja juntamente com tantos fiéis. Vim aqui precisamente para partilhar com vocês o momento histórico da promulgação do Instrumentum laboris para a Segunda Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos. Este é verdadeiramente um momento de grande esperança para a África e para o mundo inteiro".
E finalizou fazendo uma exortação: "Povo de Camarões convido-o a aproveitar o momento que o Senhor vos deu. Respondei ao seu apelo que vos empenha a levar reconciliação, cura e paz às vossas comunidades e à vossa sociedade. Trabalhai para eliminar a injustiça, a pobreza e a fome, onde quer que se encontrem. Deus abençoe este belíssimo país, a "África em miniatura”, um país prometedor, um país glorioso. Deus vos abençoe a todos."
Na cerimônia de despedida da qual participou o presidente Paul Biya, o papa fez um breve discurso no qual agradeceu a todos pelo generoso acolhimento que lhe foi reservado nestes dias. "O calor do sol africano encontrou o seu reflexo no calor da hospitalidade que me foi oferecida", disse Bento XVI.
Depois de saudar todos aqueles que colaboraram para a realização da viagem apostólica, agradeceu principalmente todos aqueles que rezaram instantemente para que esta visita pastoral pudesse ser frutuosa para a vida da Igreja na África. "Peço-vos – disse o Papa - que continueis a rezar para que a Segunda Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos se demonstre um tempo de graça para a Igreja em todo o continente, um tempo de renovação e de novo empenho na missão de levar a mensagem salvífica do Evangelho a um mundo dilacerado.
O Papa recordou ainda o comovedor encontro de ontem no Cardinal Léger Center, onde constatou o cuidado reservado aos doentes e aos deficientes, os membros mais vulneráveis da nossa sociedade. Esta compaixão semelhante à de Cristo é um sinal seguro de esperança para o futuro da Igreja e para o futuro da África.
O meu encontro com membros da comunidade muçulmana aqui em Camarões foi outro acontecimento importante que guardo comigo, disse o papa. Enquanto vamos caminhando para uma maior compreensão recíproca, rezo para que cresçamos também no respeito e estima de uns pelos outros, e fortaleçamos a nossa decisão de colaborar na proclamação da dignidade dada por Deus à pessoa humana, uma mensagem que um mundo cada vez mais secularizado precisa ouvir.
"A razão principal que me trouxe aos Camarões – disse o Papa - foi naturalmente visitar a comunidade católica. Deu-me grande alegria poder passar alguns momentos fraternos com os Bispos e celebrar a Liturgia da Igreja juntamente com tantos fiéis. Vim aqui precisamente para partilhar com vocês o momento histórico da promulgação do Instrumentum laboris para a Segunda Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos. Este é verdadeiramente um momento de grande esperança para a África e para o mundo inteiro".
E finalizou fazendo uma exortação: "Povo de Camarões convido-o a aproveitar o momento que o Senhor vos deu. Respondei ao seu apelo que vos empenha a levar reconciliação, cura e paz às vossas comunidades e à vossa sociedade. Trabalhai para eliminar a injustiça, a pobreza e a fome, onde quer que se encontrem. Deus abençoe este belíssimo país, a "África em miniatura”, um país prometedor, um país glorioso. Deus vos abençoe a todos."
quinta-feira, 19 de março de 2009
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