segunda-feira, 23 de abril de 2012

Missa na 50ª AG recorda bispos jubilares de 2012



Na manhã desta segunda-feira, 23/04, ao retomar as atividades da 50ª Assembleia Geral (AG), os bispos concelebraram a eucaristia no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). A eucaristia foi presidida pelo bispo de Lorena (SP), dom Benedito Beni dos Santos.

Logo no início da celebração o arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, que completa este ano 25 anos de episcopado, fez um momento de recordação. Ele apresentou uma oração pelo dom da vida de cada um dos jubilares.

Em sua homilia, dom Benedito recordou o contexto em que os bispos jubilares exerceram o seu ministério. “Ele foi marcado pela aplicação dos ensinamentos do Concílio. Foi o maior esforço de renovação da Igreja em toda a História”.

Ele também elencou os principais frutos do Concílio. “A Igreja, como Povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo. Uma consciência nova da presença e relacionamento da Igreja com o mundo. A renovação da liturgia, para torna-la mais compreensível e participativa, a renovação dos seminários, o diálogo ecumêmico, a nova consciência de uma cultura missionária”, disse dom Benedito. Ele definiu o Concílio como “um novo pentecostes na vida da Igreja”.

O bispo de Lorena concluiu agradecendo a Deus o dom da vocação dos jubilares. “Queremos agradecer a fidelidade às promessas feitas no dia da ordenação sacerdotal e episcopal. Que Nossa Senhora, Mãe da Igreja, proteja o nosso episcopado com seu amor de Mãe”.
Fonte: CNBB

sábado, 21 de abril de 2012

Comissão para a Amazônia apresenta trabalho na 50ª AG



Na segunda sessão de trabalho deste sábado, 21/04, os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral em Aparecida (SP) acompanharam o relato da Comissão Episcopal Pastoral para a Amazônia. O presidente da comissão, Cardeal Cláudio Hummes, relatou a visita que realizou à região, no último mês de março.

“A nossa Igreja precisa conhecer mais essa região, para inclusive suscitar mais vocações missionárias”, disse o cardeal, destacando a importância de crescer no conhecimento na região. Citou a questão indígena. “As distâncias são enormes, e trata-se de um desafio, por exemplo, a venda da produção agrícola deles. O governo não compra esta produção”, relatou o Cardeal Hummes.

Recordou a urgência de envio de missionários para ajudar a Igreja na região. “Os bispos na região amazônica tem dificuldade até de sustentar seminaristas na região”, disse dom Cláudio, que também relatou a importância da cooperação econômica.

Também fazem parte da Comissão Episcopal para a Amazônia os seguintes bispos: dom Erwin Krautler, da Prelazia de Xingu (PA); dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN); dom Moacy Grechi, emérito de Porto Velho (RO); e dom Sérgio Eduardo Castriani, de Tefé (AM).
A segunda sessão deste sábado terá ainda a apresentação da Comissão dos Ministérios Ordenados. Os bispos iniciam a tarde um retiro, que será concluído na manhã de domingo.
Fonte: CNBB

Questão agrária é debatida pelos bispos na 50ª AG



A Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB apresentou a proposta de um documento da entidade sobre a questão agrária no Brasil. Os membros da chamada “Comissão 8” ocuparam a mesa de debate nesta manhã de sábado, 21, durante da 50ª Assembleia Geral.
Para a elaboração da proposta deste documento foi criado um Grupo de Trabalho, com a participação dos seguintes bispos: dom Enemézio de Lazaris, de Balsas (MA); dom Itamar Vian, de Feira de Santana (BA); dom Roque Paloschi, de Roraima (RR); dom Guilheme Werlang, presidente da Comissão 8 e bispo de Ipameri (GO), que assumirá o trabalho de finalizar o documento.
Segundo dom Guilherme, o documento a ser publicado propõe um capítulo situando a problemática agrária no Brasil a partir da realidade das comunidades camponesas, sem terra, e dos pequenos agricultores. Faz um clamor à sociedade para a questão, apresentando informações para a compreensão da problemática agrária. Na última parte, traz a reflexão bíblico-teológica e os documentos do Magistério da Igreja sobre o assunto, concluindo com a proposta das realidades pastorais.
A Assembleia dos Bispos manifestou-se de forma positiva em relação ao documento apresentado, declarando a urgência de um pronunciamento oficial da CNBB sobre o tema. Dom Guilherme pediu aos bispos que encaminhem propostas que ajudem a produzir o texto final.
Durante a apresentação da comissão, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, convidou a todos para recordar a memória de dom Ladislau Biernaski, bispo de São José dos Pinhais e ex-presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), falecido em fevereiro deste ano.
Fonte: CNBB

Secretário geral da CNBB presidiu a eucaristia neste sábado



Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presidiu a celebração da eucaristia no início deste sábado, 21 de abril, quarto dia da 50ª Assembleia Geral dos Bispos.
No Santuário Nacional, em Aparecida (SP), durante a homilia na qual fez reflexão sobre a presença do Ressuscitado na vida da comunidade cristã, acolheu os bispos recentemente nomeados agradecendo a cada um pela disponibilidade em prestar um serviço particular à Igreja e ao Brasil. Pediu que permanecessem “sempre prontos a oferecer a esperança aos que sofrem”. “Somos, como pastores, homens de esperança!”, frisou. “Existimos para mostrar aos homens e às mulheres, a luz de Deus”, lembrou dom Leonardo.
O secretário geral repetiu, várias vezes, a expressão de Jesus no evangelho de Marcos proclamada na liturgia: “Sou eu!”. “No Sou eu, somos chamados a sermos em nossa vida e ministério íntegros, honestos, leais, pacientes, misericordiosos; pronto a oferecer esperança a quem sofre. O Sou eu pede que estejamos atentos aos pobres, aos encarcerados, aos doentes, aos estrangeiros, E, por isso mesmo, somos provocados a sermos homens capazes de ouvir a todos indistintamente”, destacou dom Leonardo.
Falando da Palavra de Deus, dom Leonardo disse que a Palavra veio ao nosso encontro. “A força e a suavidade da Palavra, o vigor e a ternura da Palavra, o ressoar e o silêncio da Palavra! Como fomos alimentados, iluminados, conduzidos pela Palavra de Deus nesse tempo pascal! As leituras bondosamente e quase imperceptivelmente foram aproximando, desvendando, revelando o Sou eu”, disse.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Arcebispo de Brasília afirma que Ano da Fé é ocasião de renovado encontro com Jesus



“O Ano da Fé quer contribuir para uma renovada conversão, vivência e para uma redescoberta da fé”. A afirmação é do arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, que é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele falou na tarde de hoje, 20, durante a terceira entrevista coletiva de imprensa da 50ª Assembleia Geral.
Participaram da coletiva o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta, e o bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ), dom Francesco Biasin.
Dom Sérgio explicou que esta é uma convocação do papa Bento XVI, que terá início no dia 11 de outubro deste ano e se concluirá em 24 de novembro de 2013, ocasião da Festa de Cristo Rei.
“Convocado com a Carta Apostólica ‘Porta fidei’, o Ano da Fé representa uma grande ocasião de renovado encontro com Jesus Cristo”, afirmou. O arcebispo acrescentou que celebrar os 20 anos do catecismo da Igreja Católica e o Sínodo dos Bispos servem de motivação para a realização do Ano da Fé.
“O início do Ano da fé coincide com dois importantes aniversários: o 50º ano da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º da promulgação do Catecismo da Igreja Católica”, destacou dom Sérgio. Ele mencionou ainda que com o Ano da Fé, o papa Bento XVI quer colocar no centro da atenção da Igreja a vivência e a beleza da fé.
“O papa Bento XVI recomenda que a abertura do Ano da Fé seja realizado em todas as comunidades, paróquias e dioceses”, acrescentou.
Fonte: CNBB

Preparação para a JMJ Rio 2013 será apresentada aos bispos na 50ª Assembleia Geral



De 23 a 28 de julho de 2013, a cidade do Rio de Janeiro (RJ) será palco da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Os preparativos e o andamento do trabalho serão apresentados em plenário para os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), na próxima semana.
Segundo dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local da JMJ, a jornada será precedida de uma semana missionária em todas as dioceses do Brasil. “A peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora pelas dioceses têm tido muito êxito", completou o arcebispo.
Dom Orani explicou ainda que não é possível fazer uma estimativa do número de jovens que estarão presentes ao evento. “Isso será possível a partir da abertura das inscrições. Mas em Madri, em 2011, cerca de dois milhões de jovens estiveram no último dia”.
Quanto a infraestrutura que está sendo preparada para o evento na Cidade Maravilhos, dom Orani informou que os trabalhos estão acontecendo em parceria com os Governos federal, estadual e municipal. “O contato tem sido muito bom com os Governos, não há dificuldade nas conversas. Mesmo porque o Rio de Janeiro tem tradição em acolher grandes eventos”.
O arcebispo do Rio participou da terceira coletiva de imprensa desta 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, que acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho, em Aparecida.
JMJ
Tem como objetivo principal levar a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, mas é verdade também que, através deles, o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo. Os encontros mundiais são realizados com intervalos que variam entre dois e três anos. A última Jornada Mundial da Juventude ocorreu de 16 a 21 de agosto de 2011, em Madri, na Espanha.
Fonte: CNBB

Bispos apresentam trabalhos do terceiro dia da 50ª AG



Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande e porta-voz da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, coordenou a coletiva de imprensa, realizada na tarde desta sexta-feira, 20/04, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho, em Aparecida (SP). Participaram da entrevista o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta; o arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha; e o bispo de Volta-Redonda/Barra do Piraí (RJ), Dom Francesco Biasin.
O porta-voz revelou que os bispos preparam uma declaração sobre as eleições municipais deste ano. “A mensagem ainda não tem seu texto definitivo, mas o que há em mente é a orientação para o bom uso do voto”.
Jornada Mundial da Juventude
Ao ser questionado sobre os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai se realizar no Rio de Janeiro em 2013, dom Orani recordou que a Igreja aposta e investe na juventude. “Será um momento importante para ajudar os jovens nesta época de mudança”. Ele esclareceu que as inscrições para o evento serão abertas em julho próximo, e pela experiência das outras Jornadas mundiais, o número de inscritos representa apenas um terço dos participantes.
“Em Madri, foram 500 mil inscritos, e quase 2 milhões de participantes. A presença é livre, só se inscreve quem precisa de algum tipo de apoio para hospedagem, por exemplo” explicou dom Orani. Ele destacou a organização da Arquidiocese do Rio, e também o trabalho realizado junto ao poder público. “Eles tem demonstrado interesse em atender às necessidades do evento, que deve reunir mais pessoas na cidade que a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos. O Rio tem tradição de acolher grandes eventos”.
Ano da Fé
Dom Sérgio da Rocha, da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, explicou a respeito da importância da celebração do Ano da Fé, convocado pelo Santo Padre Bento XVI. Ele recordou a preparação para o Sínodo dos Bispos, em outubro próximo. “O tema será a Nova Evangelização para a transmissão da fé. As atividades que estão sendo preparadas para esta celebração devem contribuir para a nossa vivência da fé cristã”.
Ecumenismo
“O diálogo ecumênico está muito bonito e fecundo”. Foi assim a exposição de Dom Biasin, da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso. A celebração ecumênica, marcada para o fim da tarde desta sexta-feira no plenário da 50ª AG, é testemunho de como a Igreja procura consolidar o diálogo com as outras igrejas cristãs e as outras religiões. “Temos procurado abrir novos espaços de conhecimento e valorização com o que há de positivo, tanto com muçulmanos, o candomblé, o judaísmo e comunidades cristãs”, afirmou o bispo.
Questionado por um jornalista sobre o secularismo, ele destacou que este fenômeno atinge todas as igrejas. “Nós, pelo diálogo, temos que fortalecer a fé em Jesus Cristo, sobretudo pelo testemunho. O diálogo é testemunho, a divisão é um escândalo. No culto de hoje, vamos rezar como Jesus: ‘Pai, que todos sejam um’”, concluiu Biasin.
Número de católicos
A respeito de uma recente pesquisa que afirma que há uma queda no número de católicos, dom Dimas esclareceu que os dados apresentados até agora não são conclusivos. “Os números completos ainda não estão disponíveis. Se o número dos sem religião cresce, não quer dizer que o de ateus está crescendo”.
Ele destacou experiências realizadas que demonstram o espírito missionário da Igreja nos últimos anos. “No Rio de Janeiro, há o trabalho da pastoral do Acolhimento e da Visitação, que tem colhido bons frutos”, disse Dimas. Dom Orani completou, lembrando o crescente número de paróquias criadas em todo o país. “Hoje, a participação dos fiéis é maior e mais consciente”.
Fonte: CNBB