sexta-feira, 20 de abril de 2012

Coletiva de imprensa desta sexta-feira, 20 de abril



Nesta sexta-feira, 20, terceiro dia dos trabalhos na 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, haverá uma coletiva de imprensa, onde estarão presente o arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, o arcebispo do Rio de Janeiro dom Orani João Tempesta, e o bispo de Barra do Piraí - Volta Redonda (RJ), dom Francesco Biasin. A coletiva tem início às 15h, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).
Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha é natural de Dobrada (SP), nasceu no dia 21 de outubro de 1959, e sua Ordenação Episcopal foi em 11 de agosto de 2001. Filósofo, teólogo e doutor em Teologia Moral, em São Carlos (SP) já foi reitor do Seminário de Filosofia, do Seminário Teológico da Diocese, e da Capela São Judas Tadeu. Lecionou Teologia Moral na PUC de Campinas. É Membro do Conselho Permanente da CNBB e membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.
Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, nasceu no dia 23 de junho de 1950, em São José do Rio Pardo (SP). Sua Ordenação Episcopal foi em 25 de abril de 1997, também em São José do Rio Pardo (SP). Formado em Filosofia e Teologia, em São João Vista (SP), foi coordenador da Pastoral das Comunicações da Diocese, e professor no Seminário Coração de Maria. É vice-presidente do Regional Norte I, membro do Conselho Permanente, e do Conselho Econômico da CNBB.
Dom Francesco Biasin
Bispo de Barra do Piraí - Volta Redonda (RJ), dom Francesco Biasin, nasceu em 06 de setembro em 1943, em Arzercavalli, em Pádua / Itália. Sua Ordenação Episcopal foi em 12 de outubro de 2003, em Pesqueira (PE). Filósofo, Teólogo, especializado em Catequese, foi pároco da Catedral de Duque de Caxias (RJ), e vice presidente da Comissão Regional dos Presbíteros do Regional Leste I da CNBB. Foi Diretor Espiritual no Seminário de Nova Iguaçu (RJ), onde, também, lecionou Teologia Espiritual. Foi administrador da diocese de Itaguaí (RJ), onde também foi coordenador, professor e animador do curso de iniciação à teologia para leigos.

Episcopado brasileiro reza pelos bispos eméritos



O episcopado brasileiro participou na manhã desta sexta-feira, 20, da Celebração Eucarística, às7h30, no Altar Central, do Santuário Nacional.
A celebração deste 3º dia da 50º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi em Ação de Graças aos cerca de 150 bispos eméritos da Igreja no Brasil.
A missa foi presidida pelo Cardeal arcebispo emérito de São Paulo (SP), dom Cláudio Hummes.
Em sua homilia, Dom Cláudio se dirigiu especialmente aos Prelados reforçando que eles são anunciadores da Palavra de Deus e agradeceu o apoio da CNBB aos bispos eméritos.
“Queremos mostrar que estamos dispostos a trabalhar e ajudar a Igreja no Brasil”, afirmou.
O Cardeal também citou que ir ao encontro dos fiéis e trazê-los para a Igreja é uma das grandes preocupações do papa Bento XVI.
“De qualquer forma, nossa missão de sucessores dos apóstolos, é anunciar a Palavra e precisamos saber como conduzir e ir em busca dos que mais necessitam de nós, afirmou dom Cláudio.
No início da celebração, os bispos eméritos foram homenageados pela dedicação e trabalho na Igreja do Brasil, e em especial, o Arcebispo emérito de Porto Velho (RO), dom Moacyr Grechi que dedicou grande parte de sua vida ao povo da Amazônia.
“Agradecemos pela dedicação de todos os nossos bispos eméritos na pessoa de dom Moacyr Grechi, que sempre mostrou a sua fé inabalável que o fez e o faz expressar seu amor ao povo”, afirmou o arcebispo de Porto Velho (RO), dom Esmeraldo Barreto de Farias.
Fonte: CNBB

CNBB divulga carta enviada ao Papa Bento XVI



No dia 19, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu uma nota ao Santo Padre, o papa Bento XVI, por conta da realização, em Aparecida (SP), da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB.
A Presidência afirma que estão reunidos mais de 300 bispos, rezando e refletindo o bom exercício da missão episcopal.
“Nesta reunião jubilar iniciamos as comemorações do 50º aniversário do Concílio Vaticano II, que se estenderão por quatro anos no Brasil; durante esse período, procuraremos ouvir de novo a voz do Espírito, que falou no Concílio Vaticano II, dando especial destaque ao Ano da Fé e ao precioso dom do Catecismo da Igreja Católica”, destacou os bispos ao Pontífice.
A presidência continua a nota explicando o tema central desta Assembleia. “Queremos acolher melhor em nossas dioceses a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini, de Vossa Santidade. Somos ministros e servidores da Palavra de Deus para nossos irmãos e para o mundo”.
“Santo Padre, ao recordamos o 7º aniversário de sua eleição, como Sucessor de Pedro, queremos expressar nossas especiais congratulações a Vossa Santidade. Já oferecemos a Santa Missa em sua intenção, pedindo que o Senhor Ressuscitado o fortaleça e o conserve com saúde, para confirmar os irmãos na fé. Que o Espírito Santo o assista sempre no exercício do Ministério Petrino”, desejaram os bispos ao Santo Padre.
Além disso, a Presidência da CNBB lembrou a Jornada Mundial da Juventude. “Santidade, a Igreja no Brasil, com seus jovens, prepara-se, com alegre expectativa para a próxima Jornada Mundial da Juventude, em julho do próximo ano, no Rio de Janeiro. Temos a certeza de que esse  novo encontro do Papa com os jovens do mundo inteiro trará muitos frutos para a nova evangelização e a transmissão da fé cristã. Ao manifestarmos nossa adesão e fidelidade ao Magistério do Sucessor de Pedro, invocamos para nós, para nossos fiéis e todo o povo brasileiro sua paterna Bênção Apostólica”, finaliza a carta.

Solenidade recorda 50ª Assembleia Geral e 60 anos da CNBB



No início da noite desta quinta-feira, 19/04, os participantes da Assembleia Geral dos bispos do Brasil realizaram uma sessão solene para marcar a 50ª edição do evento, realizada em Aparecida/SP, e os 60 anos de criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A cerimônia foi aberta à imprensa e reuniu colaboradores históricos da entidade.
No palco, estava presente a atual presidência da CNBB, com alguns bispos membros de diretorias anteriores. Em seu pronunciamento, o arcebispo de Aparecida e atual presidente da entidade, Cardeal Raymundo Damasceno Assis fez a memória histórica da construção e ação Conferência Episcopal. “Estamos vivendo um tempo de jubileu, de alegria, de agradecer a Deus e a todos os que colaboraram com a nossa história”, declarou.

Avaliação

dom_damasceno50ag2diaPara Dom Damasceno, a colegialidade episcopal foi o eixo fundamental do Concílio Vaticano II, e iluminou a caminhada da CNBB desde então. Com base nos estatutos, recordou a missão da entidade, e presenteou a todos os presentes com o opúsculo “CNBB: 60 Anos e 50 Assembleias Gerais – Memória, Ação de Graças e Compromisso”. A publicação traz a reprodução da ata de criação da entidade, e dados históricos importantes.

“Ao longo destes anos, a evangélica opção pelos pobres exigiu uma maior maturidade da Igreja”, avaliou o cardeal. Para ele, a criação dos Regionais foi uma forma positiva de colaborar para a aplicação do plano de pastoral de conjunto, depois amadurecido na forma de Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. “As Diretrizes, elaboradas a cada quatro anos, são o apoio para a criação de planos específicos nas dioceses”.

Memória

domcelso2diaAGA pedido da comissão organizadora da solenidade o bispo emérito de Catanduva (SP), Dom Antônio Celso de Queirós, deixou um depoimento emocionante sobre a entidade. Antes de ser bispo, ele já atuava na CNBB como assessor e posteriormente subsecretário. “O que falar de uma irmã querida? A Igreja no Brasil deve erguer as mãos para o céu, pois nos caminhos e dificuldades que nosso país conheceu nestes últimos 60 anos, a CNBB ajudou os bispos a manter-se em diálogo e em comunhão”, avaliou.

Dom Celso recordou momentos fortes da CNBB, como a primeira Assembleia Geral em Itaici, em 1974. Recordou também o forte documento em que os bispos condenaram, em plena ditadura militar, a tortura e o terrorismo. “Eu ainda era assessor. Por causa da declaração, o Ministro da Justiça veio negar que havia a tortura no regime. Nós, assessores, fomos para capela e de joelhos rezamos para que os bispos não voltassem atrás no que haviam dito. E graças a Deus, não voltaram!”.

Quanto à repercussão das Assembleias Gerais, o bispo emérito afirmou que este encontro chamava a atenção da sociedade especialmente durante o regime militar, por ser um espaço importante de reflexão das exigências da democracia. “Quem quer conhecer a vida da CNBB, deve conhecer seus documentos, as suas diretrizes”. E falou ainda do trabalho silencioso dos assessores da entidade, entre os quais destacou o padre Antoniazzi. “A CNBB sempre se pronunciou sobre todas as urgências da sociedade brasileira”, concluiu dom Celso, que destacou três nomes importantes na construção da entidade. “Dom Hélder, Dom Luciano e Dom Ivo: santos! Agradeço a Deus a graça de ter convivido com eles”.

Influência


Entre um discurso e outro, a orquestra do projeto PEMSA - Projeto de Educação Musical do Santuário Nacional, sob a regência do maestro Altair de Oliveira, executou canções ao público presente. Os telões exibiam um painel de fotográfico dos 60 anos da CNBB.

Também se pronunciaram na solenidade um representante dos presbíteros e dos leigos. Em nome dos bispos jovens, o bispo auxiliar de Belo Horizonte dom Joaquim Giovani Mol falou de forma afetiva da entidade, a qual influenciou em sua formação. “Não dá para imaginar a Igreja e mesmo a sociedade brasileira sem a CNBB. A palavra da entidade é esperada, por ser uma reserva ética e moral da mais alta qualidade”, declarou.
Fonte: CNBB

7 anos de Pontificado


Hoje 19 de abril, é um dia importante e de alegria para a Igreja Católica, pois o Papa Bento XVI celebra 7 anos que foi eleito Papa.
"Depois do Grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais escolheram a mim, que sou um Humilde Trabalhador na Vinha do Senhor" - Com essas palavras Bento XVI se apresentou á multidão reunida naquela tarde de 19 de abril de 2005 na Praça de São Pedro.
Durante esses 7 anos de Pontificado Bento XVI realizou vários feitos que podemos destacar:
- 23 viagens apostólicas fora da Itália
- 26 viagens apostólicas dentro da Itália
- 4 consistórios para a Criação de Novos Cardeais
- 3 anos proclamados: Ano Sacerdotal, Ano Paulino e Ano da Fé.
- 3 Jornadas Mundiais da Juventude
-  Inúmeras beatificações e canonizações entre elas a Beatificação do Papa João Paulo II
- Várias cartas apostólicas,encíclicas e constituições escritas
- Realização de sínodos: 2005 sobre a Eucaristia, 2008 sobre a Palavra de Deus e 2012 sobre a Nova Evangelização, além do sínodo dos Bispos da África e dos Bispos de Rito Oriental.
Entre tantas outras coisas que ao longo desses 7 anos Bento XVI realizou na Vida da Igreja.
Louvamos e agradecemos a Deus pelo dom da vida do nosso pontífice, que o Senhor Nosso Deus o cumule de graças para continuar guiando a Santa Mãe Igreja.
Vivas tanto ou mais que Pedro Santidade!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno fala sobre os 60º Aniversário da CNBB e a 50ª AG



O cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, discursou hoje, 19, na cerimônia em homengem aos 60 anos de fundação da CNBB e de 50ª edição da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB.
Leia abaixo a íntegra da fala de dom Damasceno.
60º Aniversário e 50ª Assembleia Geral da CNBB: Memória, Ação de Graças e Compromisso
Saúdo a todas as pessoas presentes a esta sessão: os senhores cardeais, arcebispos, bispos e o Mons. Piergiorgio, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica, e administradores diocesanos; os assessores  e assessoras da CNBB; os subsecretários dos Regionais; os presidentes de organismos; os representantes das pastorais; os convidados para a Assembleia; os profissionais da imprensa. Saúdo, igualmente, a todos os que nos acompanham pelos meios de comunicação - televisão, rádio e Internet.
Esta sessão de que temos a graça de participar dá-nos o ensejo de comemorarmos festivamente alguns acontecimentos de grande significado para a Igreja no Brasil: o marco da realização da 50ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e os sessenta anos da criação de nossa Conferência Episcopal.
Estamos vivendo, pois, tempos de jubileu. Tempo de alegria e de agradecimento a Deus e a todas as pessoas que se empenharam, durante a caminhada, na busca de fidelidade ao Senhor, realizando a história colegial da nossa Conferência.
Celebramos a 50ª Assembleia da CNBB, criada dez anos antes do Concílio Vaticano II, que lhe deu maioridade eclesiológica, oferecendo-lhe maior fundamentação bíblico-teológica, motivando-a para a evangelização do Povo de Deus.
A 50ª Assembleia Geral tem como tema central “A Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja”, temática central no Concílio Vaticano II, da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.
A colegialidade episcopal foi, sem dúvida, um eixo central  na eclesiologia do Concílio Vaticano II, através da Constituição Lumen Gentium e do decreto Christus Dominus, sobre o múnus pastoral dos Bispos na Igreja, que institucionalizou as conferências episcopais.
Essa realidade do novo Pentecostes, o Concílio Vaticano II, iluminou os fundamentos da caminhada da nossa Conferência que, neste ano, se torna sexagenária, revelando o início da terceira idade, um signo de maturidade no pastoreio.
Para assinalar o 60ª aniversário de nossa Conferência e a realização de sua 50ª Assembleia Geral, a CNBB editou pequena  porém importante obra – “CNBB: 60 anos e 50 Assembleias Gerais – memória, ação de graças e compromisso” –, em que se apresentam alguns dados e documentos historicamente relevantes para a instituição.
O percurso da nossa Igreja Católica no Brasil, de  modo especial nos últimos sessenta anos, tem uma história rica para contar, desde a experiência eclesial em busca da fidelidade ao Espírito na missão evangelizadora até a contribuição para a Igreja Universal que levamos ao Concílio, para as diversas Assembleias do Sínodo dos Bispos, e para as Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
Em tempos de especiais de graças recebidas de Deus (Kairós), recebemos fortes apelos de reavivamento da missão. Desde a sua primeira Assembleia, a CNBB tentou conjugar a atenção aos desafios da vivência eclesial com os compromissos proféticos.
Conforme nosso Estatuto, aprovado no ano de 2002, no artigo 2º, cabe à CNBB, como expressão peculiar:
a)    “fomentar uma sólida comunhão entre os Bispos que a compõem, na riqueza de seu número e diversidade, e promover sempre a maior participação deles na Conferência;
b)    “ser espaço de encontro e de diálogo para os Bispos do País, com vistas ao apoio mútuo, orientação e encorajamento recíproco;
c)    “concretizar e aprofundar o afeto colegial, facilitando o relacionamento de seus membros, o conhecimento e a confiança recíprocos, o intercâmbio de opinião e experiências, a superação das divergências, a aceitação e a integração das diferenças, contribuindo assim eficazmente para a unidade eclesial;
d)    “estudar assuntos de interesse comum, estimulando a ação concorde e a solidariedade entre os Pastores e entre suas Igrejas;
e)    “facilitar a convergência da ação evangelizadora, graças ao planejamento e à Pastoral Orgânica, em âmbito nacional e regional, oferecendo diretrizes e subsídios às igrejas locais;
f)    “exercer o magistério doutrinal e a atividade legislativa, segundo as normas do direito;
g)    “representar o Episcopado brasileiro junto a outras instâncias, inclusive a civil;
h)    “promover, atenta aos sinais dos tempos, a permanente formação e atualização dos seus membros, para melhor cumprirem o múnus pastoral;
i)    “Favorecer a comunhão e participação na vida e nas atividades da Igreja, das diversas parcelas do Povo de Deus: ministros ordenados, membros de institutos de vida consagrada e leigos, discernindo e valorizando seus carismas e ministérios”.
Os artigos subsequentes tratam do relacionamento com a Igreja e sua missão universal, favorecendo e articulando as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a Santa Sé, bem como com as outras Igrejas Episcopais.
O mesmo Estatuto dispõe a respeito das ações da CNBB relativamente à sociedade civil.
O artigo 4º. reza: “A CNBB, animada pela caridade apostólica, relaciona-se com os diversos segmentos da realidade cultural, econômica, social e política do Brasil, buscando uma colaboração construtiva para a promoção integral do povo e o bem maior do País e, quando solicitada, ajudando os Pastores das Igrejas locais”;
E o artigo 5º estabelece: “A CNBB trata com as autoridades públicas as questões que interessam ao bem comum e à missão salvífica da Igreja, mantendo o conveniente entendimento com a Nunciatura Apostólica”.
Em tempos de comemoração, é mister apelar para a memória a fim de recordarmos os caminhos andados, com mais luzes ou menos luzes, mas sempre “esperança que não engana” (Rm 5,5).
O Concílio Vaticano II mereceu grande destaque porque a Igreja vivia, nas décadas que o antecederam, um clima de criatividade e de liberdade para novas experiências. Legitimadas pelo Concílio, essas experiências alcançaram dimensão universal.
O Brasil, desde os anos 50, passava por grande ebulição política, uma fase que desembocou numa ditadura militar, a partir de 1964, com consequências complexas.No entanto, a Igreja Católica no Brasil, no mesmo período, experimentava forte dinâmica evangelizadora. Ela levou ao Concílio Vaticano II experiências significativas nos campos da Bíblia, da catequese, da liturgia, do social, do laicato.
Durante o período conciliar e nos anos subsequentes, a Igreja Católica no Brasil, como em quase toda a América Latina, tinha um duplo desafio missionário: ser fiel aos ditames da Igreja em Concílio, marcando a renovação eclesial, e ser fiel à missão profética ao denunciar abusos contra os direitos humanos.
A evangélica opção preferencial pelos pobres, integrante do Objetivo Geral da nossa Igreja, desde seus primeiros planos pastorais, exigiu, nesses anos cruciais, uma mística ainda mais evangélica, uma maturidade maior na sua ação apostólica.
Contávamos com a Constituição Lumen Gentium, que registrara: “...assim como Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho, a fim de comunicar aos homens os frutos da salvação...” (nº 8). Nesse contexto, nossas Igrejas acolheram com o maior entusiasmo a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, em 1965, e a concretização da promessa do Papa  Paulo VI, na Exortação Apostólica Populorum Progresso, em 1967, que ofereceu elementos novos para a doutrina social da Igreja,com o conceito de “desenvolvimento integral – do homem todo e de todos os homens”.
A Populorum Progressio iluminou a prática dos cristãos e deu novo alento em épocas tão desafiantes para a nossa Igreja; perpassou também o Documento de Medellín (1968), intitulado “A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concilio, que visava a proporcionar uma evangelização latino-americana inculturada, levando em consideração os desafios sociopolíticos, a religiosidade profunda do nosso povo, sua espiritualidade e sede de Deus.
Alguns eventos marcantes estiveram presentes à Igreja Católica no Continente no período pré-conciliar. Destacamos o apelo do Papa João XXIII aos bispos da América Latina por uma pastoral planejada. O Santo Padre João XXIII explicitou uma preocupação com o conjunto do Continente diante da situação de Cuba, tão católica quanto os outros países, e que passava por momentos desafiadores para a Igreja.
Daí nasceu entre nós, em 1962, o primeiro Plano de Pastoral, denominado Plano de Emergência para a Igreja do Brasil.
A recepção do Concílio Vaticano II propunha, no entanto, um passo adiante ao Plano de Emergência (1962-1965).  O passo seguinte foi o Plano de Pastoral de Conjunto (PPC), relativo ao período 1966-1970.
O Objetivo Geral do Plano estava assim formulado: “Criar meios e condições para que a Igreja no Brasil se ajuste o mais rápida e plenamente possível, à imagem de Igreja do Vaticano II”.O Brasil foi um dos primeiros países a formular propostas de renovação eclesial à luz do Concílio, por meio de um Plano de Pastoral de Conjunto (PPC). Nossos bispos, reunidos em assembleia, em Roma, trouxeram, na bagagem e no coração, as orientações básicas para a renovação conciliar em nosso país. Tínhamos terreno adubado para que as sementes conciliares caíssem em solo bom.
As linhas fundamentais do Plano, depois chamadas dimensões da evangelização, procuravam aplicar os documentos principais do Vaticano II numa perspectiva pastoral.
Essas linhas perduraram por longos anos, com variações ou complementações, numa tentativa de integrá-las entre si, procurando fidelidade aos novos apelos do Espírito, iluminadas pelos documentos do Vaticano II.
Vejamo-las:
a) “promover uma sempre mais plena unidade visível no seio da Igreja Católica;
b) “promover a ação missionária;
c) “promover a ação catequética e o aprofundamento doutrinal e a reflexão teológica;
d) “promover a ação litúrgica;
e) “promover o ecumenismo e diálogo inter-religioso;
f) “promover a melhor inserção do povo de Deus, como fermento na construção de um mundo segundo os desígnios de Deus”.
Para melhor aplicação do Plano de Pastoral de Conjunto (PPC) foram criados ou animados os Regionais da CNBB, que assumiram com afã a missão de recepção do Concílio, numa mística latino-americana.
Entretanto, as assembleias seguintes da CNBB julgaram que um Plano Nacional de Pastoral, num país extenso e diversificado como o Brasil, seria de difícil concretização.
Daí, a decisão de adotar diretrizes para a ação evangelizadora, revisadas a cada quatro anos, como orientação de unidade para elaboração de planos específicos. É o que vem acontecendo ultimamente como dinâmica da evangelização.
A Conferência de Aparecida, no ano de 2007, despertou, no conjunto dos cristãos, um novo entusiasmo, oferecendo horizontes para a ação eclesial.
Nas atuais Diretrizes (2011-2015), à luz da Conferência de Aparecida, podemos caracterizar ganhos significativos. Seu Objetivo Geral está assim formulado: “Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”.
Trata-se de um texto leve e claro, na busca de unidade pastoral, com uma metodologia acessível para o conjunto dos cristãos.
Estes são seus aspectos mais marcantes:
- insiste em que vivemos em mudança de época com desafios específicos;
- coloca a Igreja em estado de missão;
- valoriza a centralidade de Jesus Cristo;
- coloca as Diretrizes da Ação Evangelizadora à luz da Palavra de Deus, nas pegadas da Assembleia do Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja;
- faz um retorno explícito à importância do Planejamento Pastoral e ao método “Ver, Julgar e Agir”.
De fato, temos muito a comemorar, muito a celebrar.
Por tudo isso, damos graças a Deus.
Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida-SP
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Fonte: CNBB

Dom Geraldo Lyrio destaca a importância das Assembleias Gerais para a Igreja no Brasil


O arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou a importância das Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no cenário atual e, ao longo da história do Brasil, durante a entrevista coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira, 19.
“São 50 Assembleias ao longo dos 60 anos da CNBB. Todas tiveram muita importância tanto para a Igreja quanto para a sociedade”, afirmou dom Geraldo, que foi de 2007 a 2010, presidente da Conferência dos Bispos do Brasil.
domgeraldolyrioO arcebispo completou afirmando que a CNBB tem se posicionado com clareza e prontidão diante das várias questões apresentadas pela sociedade atual.
Dom Geraldo ressaltou que, durante a Ditadura Militar brasileira, muitas vozes da sociedade eram silenciadas e uma das poucas a se pronunciar era a Igreja Católica.
Dom Geraldo explicou ainda aos jornalistas que nos primeiros anos da CNBB as Assembleias não eram realizadas anualmente.
“Nos anos 60, por ocasião do Concílio Ecumênico Vaticano II não se realizaram Assembleias, com exceção de uma Assembleia eletiva. Cada sessão do Concílio durava cerca de quatro meses e ocupada a atenção dos bispos”, acrescentou.
O ex-presidente da CNBB mencionou que celebrar a 50ª Assembleia é motivo de júbilo. “Hoje comemoramos e conseguimos perceber os marcos do quanto estes encontros representaram para nós, pastores da Igreja, e para todo o povo de Deus”, completou.
Missão Continental
“A Igreja se coloca em estado permanente de missão”, afirmou dom Geraldo ao ser questionado sobre os trabalhos da Igreja diante dos desafios de evangelização no Brasil e na América Latina.
Dom Geraldo citou a 5ª Conferência da América Latina e Caribe, realizada em Aparecida, em 2007, que em sua conclusão demonstrou que todos precisam ser discípulos e missionários de Jesus e que esta proposta precisa sempre prosseguir como grande Missão Continental.
“A Missão Continental é um estado de espírito que deve perpassar a todas as dimensões da Igreja”, concluiu.
Missal Romano
dombucciol50agDom Geraldo Lyrio Rocha comentou os trabalhos da Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) na revisão do Missal Romano.
“A revisão tem que ser fiel a tradução do latim. Este é um trabalho demorado pela sua exigência na fidelidade dos textos e riqueza em detalhes”, acrescentou.
Dom Geraldo destacou que é importante reconhecer a necessidade da formação litúrgica mais intensa e mais profunda para favorecer uma participação mais ativa, mais consciente e proveitosa como ensinou o Concílio Vaticano II.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia é responsável por fazer a revisão dos textos litúrgicos. Seu presidente, dom Armando Bucciol, comentou as palavras de dom Geraldo. Segundo dom Bucciol, a revisão da tradução do Missal Romano ainda deve durar alguns anos e é realizada com o auxilio de especialistas.
“Trata-se de uma revisão e adaptação da linguagem que evolui através dos anos e devemos acompanhar essas modificações. A Igreja reza como crê. A oração da Igreja reflete a sua fé, por isso é importante rever e avaliar bem a revisão da tradução do Missal Romano”, completou.
Fonte: CNBB