quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno fala sobre os 60º Aniversário da CNBB e a 50ª AG



O cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, discursou hoje, 19, na cerimônia em homengem aos 60 anos de fundação da CNBB e de 50ª edição da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB.
Leia abaixo a íntegra da fala de dom Damasceno.
60º Aniversário e 50ª Assembleia Geral da CNBB: Memória, Ação de Graças e Compromisso
Saúdo a todas as pessoas presentes a esta sessão: os senhores cardeais, arcebispos, bispos e o Mons. Piergiorgio, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica, e administradores diocesanos; os assessores  e assessoras da CNBB; os subsecretários dos Regionais; os presidentes de organismos; os representantes das pastorais; os convidados para a Assembleia; os profissionais da imprensa. Saúdo, igualmente, a todos os que nos acompanham pelos meios de comunicação - televisão, rádio e Internet.
Esta sessão de que temos a graça de participar dá-nos o ensejo de comemorarmos festivamente alguns acontecimentos de grande significado para a Igreja no Brasil: o marco da realização da 50ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e os sessenta anos da criação de nossa Conferência Episcopal.
Estamos vivendo, pois, tempos de jubileu. Tempo de alegria e de agradecimento a Deus e a todas as pessoas que se empenharam, durante a caminhada, na busca de fidelidade ao Senhor, realizando a história colegial da nossa Conferência.
Celebramos a 50ª Assembleia da CNBB, criada dez anos antes do Concílio Vaticano II, que lhe deu maioridade eclesiológica, oferecendo-lhe maior fundamentação bíblico-teológica, motivando-a para a evangelização do Povo de Deus.
A 50ª Assembleia Geral tem como tema central “A Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja”, temática central no Concílio Vaticano II, da 12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.
A colegialidade episcopal foi, sem dúvida, um eixo central  na eclesiologia do Concílio Vaticano II, através da Constituição Lumen Gentium e do decreto Christus Dominus, sobre o múnus pastoral dos Bispos na Igreja, que institucionalizou as conferências episcopais.
Essa realidade do novo Pentecostes, o Concílio Vaticano II, iluminou os fundamentos da caminhada da nossa Conferência que, neste ano, se torna sexagenária, revelando o início da terceira idade, um signo de maturidade no pastoreio.
Para assinalar o 60ª aniversário de nossa Conferência e a realização de sua 50ª Assembleia Geral, a CNBB editou pequena  porém importante obra – “CNBB: 60 anos e 50 Assembleias Gerais – memória, ação de graças e compromisso” –, em que se apresentam alguns dados e documentos historicamente relevantes para a instituição.
O percurso da nossa Igreja Católica no Brasil, de  modo especial nos últimos sessenta anos, tem uma história rica para contar, desde a experiência eclesial em busca da fidelidade ao Espírito na missão evangelizadora até a contribuição para a Igreja Universal que levamos ao Concílio, para as diversas Assembleias do Sínodo dos Bispos, e para as Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
Em tempos de especiais de graças recebidas de Deus (Kairós), recebemos fortes apelos de reavivamento da missão. Desde a sua primeira Assembleia, a CNBB tentou conjugar a atenção aos desafios da vivência eclesial com os compromissos proféticos.
Conforme nosso Estatuto, aprovado no ano de 2002, no artigo 2º, cabe à CNBB, como expressão peculiar:
a)    “fomentar uma sólida comunhão entre os Bispos que a compõem, na riqueza de seu número e diversidade, e promover sempre a maior participação deles na Conferência;
b)    “ser espaço de encontro e de diálogo para os Bispos do País, com vistas ao apoio mútuo, orientação e encorajamento recíproco;
c)    “concretizar e aprofundar o afeto colegial, facilitando o relacionamento de seus membros, o conhecimento e a confiança recíprocos, o intercâmbio de opinião e experiências, a superação das divergências, a aceitação e a integração das diferenças, contribuindo assim eficazmente para a unidade eclesial;
d)    “estudar assuntos de interesse comum, estimulando a ação concorde e a solidariedade entre os Pastores e entre suas Igrejas;
e)    “facilitar a convergência da ação evangelizadora, graças ao planejamento e à Pastoral Orgânica, em âmbito nacional e regional, oferecendo diretrizes e subsídios às igrejas locais;
f)    “exercer o magistério doutrinal e a atividade legislativa, segundo as normas do direito;
g)    “representar o Episcopado brasileiro junto a outras instâncias, inclusive a civil;
h)    “promover, atenta aos sinais dos tempos, a permanente formação e atualização dos seus membros, para melhor cumprirem o múnus pastoral;
i)    “Favorecer a comunhão e participação na vida e nas atividades da Igreja, das diversas parcelas do Povo de Deus: ministros ordenados, membros de institutos de vida consagrada e leigos, discernindo e valorizando seus carismas e ministérios”.
Os artigos subsequentes tratam do relacionamento com a Igreja e sua missão universal, favorecendo e articulando as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a Santa Sé, bem como com as outras Igrejas Episcopais.
O mesmo Estatuto dispõe a respeito das ações da CNBB relativamente à sociedade civil.
O artigo 4º. reza: “A CNBB, animada pela caridade apostólica, relaciona-se com os diversos segmentos da realidade cultural, econômica, social e política do Brasil, buscando uma colaboração construtiva para a promoção integral do povo e o bem maior do País e, quando solicitada, ajudando os Pastores das Igrejas locais”;
E o artigo 5º estabelece: “A CNBB trata com as autoridades públicas as questões que interessam ao bem comum e à missão salvífica da Igreja, mantendo o conveniente entendimento com a Nunciatura Apostólica”.
Em tempos de comemoração, é mister apelar para a memória a fim de recordarmos os caminhos andados, com mais luzes ou menos luzes, mas sempre “esperança que não engana” (Rm 5,5).
O Concílio Vaticano II mereceu grande destaque porque a Igreja vivia, nas décadas que o antecederam, um clima de criatividade e de liberdade para novas experiências. Legitimadas pelo Concílio, essas experiências alcançaram dimensão universal.
O Brasil, desde os anos 50, passava por grande ebulição política, uma fase que desembocou numa ditadura militar, a partir de 1964, com consequências complexas.No entanto, a Igreja Católica no Brasil, no mesmo período, experimentava forte dinâmica evangelizadora. Ela levou ao Concílio Vaticano II experiências significativas nos campos da Bíblia, da catequese, da liturgia, do social, do laicato.
Durante o período conciliar e nos anos subsequentes, a Igreja Católica no Brasil, como em quase toda a América Latina, tinha um duplo desafio missionário: ser fiel aos ditames da Igreja em Concílio, marcando a renovação eclesial, e ser fiel à missão profética ao denunciar abusos contra os direitos humanos.
A evangélica opção preferencial pelos pobres, integrante do Objetivo Geral da nossa Igreja, desde seus primeiros planos pastorais, exigiu, nesses anos cruciais, uma mística ainda mais evangélica, uma maturidade maior na sua ação apostólica.
Contávamos com a Constituição Lumen Gentium, que registrara: “...assim como Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho, a fim de comunicar aos homens os frutos da salvação...” (nº 8). Nesse contexto, nossas Igrejas acolheram com o maior entusiasmo a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, em 1965, e a concretização da promessa do Papa  Paulo VI, na Exortação Apostólica Populorum Progresso, em 1967, que ofereceu elementos novos para a doutrina social da Igreja,com o conceito de “desenvolvimento integral – do homem todo e de todos os homens”.
A Populorum Progressio iluminou a prática dos cristãos e deu novo alento em épocas tão desafiantes para a nossa Igreja; perpassou também o Documento de Medellín (1968), intitulado “A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concilio, que visava a proporcionar uma evangelização latino-americana inculturada, levando em consideração os desafios sociopolíticos, a religiosidade profunda do nosso povo, sua espiritualidade e sede de Deus.
Alguns eventos marcantes estiveram presentes à Igreja Católica no Continente no período pré-conciliar. Destacamos o apelo do Papa João XXIII aos bispos da América Latina por uma pastoral planejada. O Santo Padre João XXIII explicitou uma preocupação com o conjunto do Continente diante da situação de Cuba, tão católica quanto os outros países, e que passava por momentos desafiadores para a Igreja.
Daí nasceu entre nós, em 1962, o primeiro Plano de Pastoral, denominado Plano de Emergência para a Igreja do Brasil.
A recepção do Concílio Vaticano II propunha, no entanto, um passo adiante ao Plano de Emergência (1962-1965).  O passo seguinte foi o Plano de Pastoral de Conjunto (PPC), relativo ao período 1966-1970.
O Objetivo Geral do Plano estava assim formulado: “Criar meios e condições para que a Igreja no Brasil se ajuste o mais rápida e plenamente possível, à imagem de Igreja do Vaticano II”.O Brasil foi um dos primeiros países a formular propostas de renovação eclesial à luz do Concílio, por meio de um Plano de Pastoral de Conjunto (PPC). Nossos bispos, reunidos em assembleia, em Roma, trouxeram, na bagagem e no coração, as orientações básicas para a renovação conciliar em nosso país. Tínhamos terreno adubado para que as sementes conciliares caíssem em solo bom.
As linhas fundamentais do Plano, depois chamadas dimensões da evangelização, procuravam aplicar os documentos principais do Vaticano II numa perspectiva pastoral.
Essas linhas perduraram por longos anos, com variações ou complementações, numa tentativa de integrá-las entre si, procurando fidelidade aos novos apelos do Espírito, iluminadas pelos documentos do Vaticano II.
Vejamo-las:
a) “promover uma sempre mais plena unidade visível no seio da Igreja Católica;
b) “promover a ação missionária;
c) “promover a ação catequética e o aprofundamento doutrinal e a reflexão teológica;
d) “promover a ação litúrgica;
e) “promover o ecumenismo e diálogo inter-religioso;
f) “promover a melhor inserção do povo de Deus, como fermento na construção de um mundo segundo os desígnios de Deus”.
Para melhor aplicação do Plano de Pastoral de Conjunto (PPC) foram criados ou animados os Regionais da CNBB, que assumiram com afã a missão de recepção do Concílio, numa mística latino-americana.
Entretanto, as assembleias seguintes da CNBB julgaram que um Plano Nacional de Pastoral, num país extenso e diversificado como o Brasil, seria de difícil concretização.
Daí, a decisão de adotar diretrizes para a ação evangelizadora, revisadas a cada quatro anos, como orientação de unidade para elaboração de planos específicos. É o que vem acontecendo ultimamente como dinâmica da evangelização.
A Conferência de Aparecida, no ano de 2007, despertou, no conjunto dos cristãos, um novo entusiasmo, oferecendo horizontes para a ação eclesial.
Nas atuais Diretrizes (2011-2015), à luz da Conferência de Aparecida, podemos caracterizar ganhos significativos. Seu Objetivo Geral está assim formulado: “Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”.
Trata-se de um texto leve e claro, na busca de unidade pastoral, com uma metodologia acessível para o conjunto dos cristãos.
Estes são seus aspectos mais marcantes:
- insiste em que vivemos em mudança de época com desafios específicos;
- coloca a Igreja em estado de missão;
- valoriza a centralidade de Jesus Cristo;
- coloca as Diretrizes da Ação Evangelizadora à luz da Palavra de Deus, nas pegadas da Assembleia do Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja;
- faz um retorno explícito à importância do Planejamento Pastoral e ao método “Ver, Julgar e Agir”.
De fato, temos muito a comemorar, muito a celebrar.
Por tudo isso, damos graças a Deus.
Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida-SP
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Fonte: CNBB

Dom Geraldo Lyrio destaca a importância das Assembleias Gerais para a Igreja no Brasil


O arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou a importância das Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no cenário atual e, ao longo da história do Brasil, durante a entrevista coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira, 19.
“São 50 Assembleias ao longo dos 60 anos da CNBB. Todas tiveram muita importância tanto para a Igreja quanto para a sociedade”, afirmou dom Geraldo, que foi de 2007 a 2010, presidente da Conferência dos Bispos do Brasil.
domgeraldolyrioO arcebispo completou afirmando que a CNBB tem se posicionado com clareza e prontidão diante das várias questões apresentadas pela sociedade atual.
Dom Geraldo ressaltou que, durante a Ditadura Militar brasileira, muitas vozes da sociedade eram silenciadas e uma das poucas a se pronunciar era a Igreja Católica.
Dom Geraldo explicou ainda aos jornalistas que nos primeiros anos da CNBB as Assembleias não eram realizadas anualmente.
“Nos anos 60, por ocasião do Concílio Ecumênico Vaticano II não se realizaram Assembleias, com exceção de uma Assembleia eletiva. Cada sessão do Concílio durava cerca de quatro meses e ocupada a atenção dos bispos”, acrescentou.
O ex-presidente da CNBB mencionou que celebrar a 50ª Assembleia é motivo de júbilo. “Hoje comemoramos e conseguimos perceber os marcos do quanto estes encontros representaram para nós, pastores da Igreja, e para todo o povo de Deus”, completou.
Missão Continental
“A Igreja se coloca em estado permanente de missão”, afirmou dom Geraldo ao ser questionado sobre os trabalhos da Igreja diante dos desafios de evangelização no Brasil e na América Latina.
Dom Geraldo citou a 5ª Conferência da América Latina e Caribe, realizada em Aparecida, em 2007, que em sua conclusão demonstrou que todos precisam ser discípulos e missionários de Jesus e que esta proposta precisa sempre prosseguir como grande Missão Continental.
“A Missão Continental é um estado de espírito que deve perpassar a todas as dimensões da Igreja”, concluiu.
Missal Romano
dombucciol50agDom Geraldo Lyrio Rocha comentou os trabalhos da Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) na revisão do Missal Romano.
“A revisão tem que ser fiel a tradução do latim. Este é um trabalho demorado pela sua exigência na fidelidade dos textos e riqueza em detalhes”, acrescentou.
Dom Geraldo destacou que é importante reconhecer a necessidade da formação litúrgica mais intensa e mais profunda para favorecer uma participação mais ativa, mais consciente e proveitosa como ensinou o Concílio Vaticano II.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia é responsável por fazer a revisão dos textos litúrgicos. Seu presidente, dom Armando Bucciol, comentou as palavras de dom Geraldo. Segundo dom Bucciol, a revisão da tradução do Missal Romano ainda deve durar alguns anos e é realizada com o auxilio de especialistas.
“Trata-se de uma revisão e adaptação da linguagem que evolui através dos anos e devemos acompanhar essas modificações. A Igreja reza como crê. A oração da Igreja reflete a sua fé, por isso é importante rever e avaliar bem a revisão da tradução do Missal Romano”, completou.
Fonte: CNBB

Bispos do Brasil já refletem o Tema Central desta 50ª Assembleia Geral



Os bispos reunidos neste 2º dia da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, realizada no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), começaram a discutir o tema central deste ano: “A Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja”.
Para dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA), explicou que os mais de 300 bispos reunidos na Assembleia começaram a debater o tema central. “Esse tema central já tinha sido apresentado em 2010, pois, em 2008 aconteceu o Sínodo dos Bispos sobre esse assunto. O documento não ficou pronto a tempo de ser refletido na Assembleia daquele ano. Deixamos para 2011, mas foi ano de eleição na CNBB e não houve tempo hábil para as discussões”, disse.
Dom Murilo informou que o texto foi refletido hoje pelos grupos já que a intenção é fazer uma síntese sobre a Palavra de Deus de forma prática e objetiva. “Os documentos da CNBB não representam apenas a opinião de grupos de bispos, mas de todo o episcopado, pois, todos dão a sua contribuição”.
O arcebispo de Salvador também comentou sobre a Campanha da Evangelização. Segundo dom Murilo, apesar da campanha ser nova (começou em 2008) tem apresentado muitos frutos. “O importante é deixar claro para nossos leigos que a Igreja deve ser missionária”.
Dom Murilo Krieger participou da segunda coletiva de imprensa da Assembleia Geral da CNBB.
Fonte: CNBB

Bispos falam sobre os trabalhos do segundo dia da 50ª AG



Durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, 19/04, os bispos apresentaram um resumo das atividades realizadas neste dia na 50ª Assembleia Geral (AG). Participaram da coletiva o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, atual delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM); o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Sebastião Ramos Krieger e dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA).
Cada bispo fez uma breve exposição sobre os temas discutidos hoje na AG. O tema central, “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”; o trabalho da Comissão Episcopal dos Textos Litúrgicos (CETEL), que hoje fez a exposição do andamento da revisão do texto do Missal Romano; e também a celebração do Jubileu das Assembleias Gerais da CNBB.
Jubileu das Assembleias Gerais
O destaque foi a importância da contribuição das Assembleias para a caminhada da Igreja no Brasil, que será lembrado na sessão solene no início da noite de hoje. “A reunião deste grupo cria vínculos de amizade, de fraternidade, de pastores conscientes da responsabilidade com a caminhada da Igreja no Brasil”, lembrou dom Murilo. “Os marcos luminosos das contribuições das AG representam muito para todos nós”, afirmou dom Geraldo.
Palavra de Deus
Em relação ao tema central desta 50ª AG, dom Murilo lembrou que este tema já foi abordado em 2010, inspirado pelo Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, convocado pelo papa Bento XVI em 2008. “Estamos refletindo como a Palavra pode iluminar a pastoral. Creio que a parte final do documento que estamos estudando dará orientações muito práticas para as comunidades”, disse o arcebispo de Salvador.
Ele detalhou o processo de construção do documento final, destacando que ele é feito no espírito da colegialidade. “Todos são convidados a dar a sua contribuição neste texto, que deve ser aprovado e apresentado nos próximos dias”, disse dom Murilo.
Textos litúrgicos
A respeito da revisão do texto do Missal Romano, dom Armando foi questionado sobre o andamento do trabalho. Ele deixou claro que se trata de um trabalho longo e demorado. “Ainda vai demorar muitos anos, pois já fizemos a revisão do texto das orações do Tempo Comum. Agora estamos na revisão dos prefácios”. De acordo com ele, o trabalho deve ser concluindo em cerca de dois anos.
Sobre o mesmo assunto, dom Geraldo recordou o principal desafio do trabalho que é feito atualmente pela CETEL é verificar a fidelidade da tradução ao texto latino. “Estão verificando se o texto em português diz a mesma que o original em latim”. Ele esclareceu que até o final deste trabalho, a versão atual continua valendo.
Missão Continental
Ao questionamento sobre a importância da Campanha da Evangelização, realizada pela CNBB no período do Advento, dom Murilo explicou que a participação neste projeto tem melhorado a cada ano. “O mais importante é criar a consciência de que toda a Igreja é missionária, e que é preciso colaborar. Mas sabemos que este processo é demorado”.
Sobre este espírito, dom Geraldo recordou a contribuição da V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, realizada em Aparecida (SP) em 2007. “Ser católico é ser discípulo missionário de Jesus. E a Missão Continental não é a realização de eventos, mas um espírito presente na ação da Igreja, em estado permanente de Missão”.
Fonte: CNBB

Sessões da 50a Assembleia Geral abertas para a imprensa



Além das costumeiras sessões de abertura e encerramento, este ano, a assembleia dos bispos abrirá as portas para a imprensa em outras ocasiões. Os jornalistas terão livre à arena multiuso do Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida e ao auditório da TV Aparecida para os eventos.

Nesta quarta-feira, 19 de abril, a sessão das 18 hs, em homenagem ao aniversário de 50 assembleias da Conferência; segunda-feira, 23 de abril, também as 18 hs, a sessão solene pelo jubileu de 50 anos do início do Concílio Vaticano II; na quarta feira, 25 de abril, na sessão das 11.15 quando serão apresentados informes sobre a Jornada Mundial da Juventude.

Na sexta-feira, dia 20 de abril, as 20.30hs, no auditório da TV Aparecida, serão entregues os prêmios de comunicação da CNBB: “Margarida de Prata” (cinema), “Clara de Assis”(TV); “Microfone de Prata”(Rádio) e “Dom Helder Câmara” (Imprensa).
Fonte: CNBB

Dom Édson Damian: “Temos uma dívida social imensa com os povos indígenas”



“Temos uma dívida social imensa com os povos indígenas pelos massacres, genocídios, inomináveis crueldades e injustiças praticadas ao longo destes 512 anos de invasão e extermínio”, disse dom Édson Tasquetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), presidente da celebração eucarística realizada no Santuário Nacional de Aparecido neste segundo dia da 50a. Assembleia dos Bispos da CNBB.
Dom Damian é bispo na diocese onde 90% da população é formada por povos indígenas e trabalha em profunda sintonia com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), um dos organismos vinculados à CNBB com atuação reconhecida na história recente do Brasil. Ele lembrou da fundação do Conselho e destacou: “o seu início, é marcada pelo testemunho dos mártires. Lembro apenas alguns: Pe Rodolfo Lukenbein, Simão Bororo,  Pe João Bosco Penido Burnier, Ângelo Pereira Xavier, cacique Pancaré, Ângelo Kretã, líder dos Kaingang, Marçal Tupã-y, líder Guarani que saudou o papa João Paulo II quando visitou o Brasil em 1980, Ir Cleusa Rody Coelho, Pe Ezechiel Ramin, Ir Jesuíta Vicente Cañas. Xicão Xucuru, Galdino de Jesus, queimado vivo por um bando de jovens em Brasília, Cacique Nísio Gomes Guarani Kaiowá, o último que foi assassinado, em novembro do ano passado, no Mato Grosso do Sul”.
O CIMI tem 40 anos de existência que foram comparados por dom Damian, durante a homilia, como “o tempo em que o povo hebreu andou pelo deserto rumo à Terra Prometida e ajudam a manter viva a esperança dos povos indígenas que aguardam o processo de demarcação de 335 territórios e de outros 348 que ainda estão em fase de reivindicação”. O bispo de São Gabriel da Cachoeira manifestou seu apreço pelas comunidades indígenas “Sempre me encanto com estes irmãos. Apesar de uma vida dura e penosa nunca perdem a alegria e a fé que se expressam no sorriso límpido, espontâneo, cativante. Quando adoecem demoram até uma semana, nas frágeis embarcações com motor de ‘rabeta’, para serem transportados a São Gabriel, debaixo de sol abrasador ou de chuva torrencial. Dizia-me um médico que muitos chegam tão debilitados que se torna muito difícil ou até impossível o tratamento”.
Dom Damian, diante dos mais de 340 bispos reunidos em Aparecida, compartilhou uma experiência vivida com o Papa Bento XVI. Ele contou que na visita “ad limina”de 2010, ficou surpreso com duas perguntas feitas pelo Papa. A primeira: “O povo da sua região está destruindo a floresta?” Dom Damian disse que teve a alegria de informá-lo “que na bacia do Rio Negro apenas 4% das florestas foram derrubadas, ao passo que em alguns Estados da Amazônia elas já foram totalmente destruídas pela ganância avassaladora das madeireiras, do agronegócio e das hidrelétricas. D. Erwin Kräutler, nosso presidente do CIMI, não se cansa de denunciar a grande destruição  e os minguados resultados da faraônica hidrelétrica de Belo Monte. Os índios são nossos mestres na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável. “Nossa vida depende da vida da floresta”, costumava dizer nossa mártir Ir Doroty Stang.
A segunda pergunta feita por Bento XVI foi: “Os índios são bons católicos. Eles se confessam?” Dom Damian respondeu: “Todos, se confessam, desde as crianças que há pouco fizeram a Eucaristia até aos mais idosos. E com um detalhe original. A maioria começa dizendo: ‘Agora vou me confessar na minha língua’. Continua contando dom Damian dizendo que o Papa reagiu e o indagou: “E você entende todas as línguas?” E o bispo respondeu: “De que jeito, respondi. São 18 línguas e tão diferentes umas das outras. Mas quem perdoa é o Pai que criou todos os povos e culturas e Ele se entende muito bom com seus filhos prediletos. Assim a boa nova das culturas indígenas acolhe a Boa nova de Jesus”.
Antes de terminar a homilia, o bispo de Sao Gabriel da Cachoeira fez um agradecimento: “Agradeço, de coração, a todos os que, com generosidade e abnegação, se dedicam à causa indígena como uma causa do Reino, às missionárias e missionários do CIMI, às dioceses e seus agentes de pastoral, às congregações religiosas,  enfim, a todos os que vivem ‘em estado de missão inculturada e se empenham para que nossa Igreja se  torne realmente morada de povos irmãos e, assim também, casa dos povos indígenas”.
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A íntegra da homilia cedida por Dom Edson Tasqueto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM):
“Devemos obedecer antes a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. Disso nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem” (At 5 30 e 32).
Estas palavras do Apóstolo Pedro fazem ecoar a verdade que o Senhor nos diz Evangelho: “Aquele que vem do Alto, dá testemunho daquilo que viu e ouviu. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna” (Jo 3, 31-32 e 36).
“O Espírito Santo e nós”, congregados nesta jubilosa 50ª Assembléia da CNBB, acima de tudo, expressamos nosso vigoroso testemunho no Bom Pastor Ressuscitado, fundamento de nossa fé e razão de nossa esperança. Ele está vivo no meio de nós. Queremos ser testemunhas dele no seio da  Igreja e no coração mundo.
Na luz e na força do Espírito do Ressuscitado somos hoje convidados a rezar pelos queridos povos indígenas no dia que lhes é dedicado. Queremos também testemunhar e  reder graças a Deus pelos 40 anos de atuação profética do CIMI – Conselho Indigenista  Missionário.
Depois de 20 anos de convivência das Irmãzinhas de Jesus de Charles de Foucuald com o povo Tapirapé, no rio Araguaia, no oitavo ano da ditadura militar, cinco anos depois da extinção do SPI – Serviço de Proteção ao Índio - por corrupção, sadismo e massacres a dinamite e metralhadoras, 10 anos depois início do Vaticano II, quatro anos depois da Conferência de Medellín, no período mais repressivo da história do Brasil, nosso amado e saudoso Dom Ivo Lorscheiter, então secretário geral da CNBB, no dia 23 de abril de 1972, reuniu em Brasília um pequeno grupo de missionários para discutir o projeto de Lei n. 2328 que tramitava na Câmara e dispunha sobre o Estatuto do Índio.
Quem fez parte deste grupo? Além de Dom Ivo, lá estavam D. Henrique Froehlich, D. Geraldo Sigaud, D.Eurico Kräutler, D. Pedro Casaldáliga. D. Tomás Balduíno, D. Estevão Avelar, e os missionários Luís Gomes de Arruda, Tomás de Aquino e Sílvia Wewering.  Estes irmãos da primeira hora foram seguidos por uma multidão de testemunhas “da grande tribulação” (cf Ap 7,14). Temos uma dívida histórica e social imensa com os povos indígenas pelos massacres, genocídios, inomináveis crueldades e injustiças praticadas ao longo destes 512 anos de invasão e extermínio. Os missionários do CIMI desencadearam uma marcha de solidariedade fraterna. Lançaram sementes de esperança e forjaram a possibilidade de sobrevivência através das demarcações de territórios e abertura de novos horizontes.
A história do CIMI, desde o seu início, é marcada pelo testemunho dos mártires. Lembro apenas alguns missionários e indígenas: Pe Rodolfo Lukenbein, Simão Bororo e Pe João Bosco Penido Burnier, Ângelo Pereira Xavier, cacique Pancaré, Ângelo Kretã, líder dos Kaingang, Marçal Tupã-y, líder Guarani que saudou o papa João Paulo II quando visitou o Brasil em 1980. Ir Cleusa Rody Coelho, Pe Ezechiel Ramin, Ir Jesuíta Vicente Cañas. Xicão Xucuru, Galdino de Jesus, queimado vivo por um bando de jovens em Brasília, Cacique Nísio Gomes Guarani Kaiowá, o último que foi assassinado e seu corpo seqüestrado, em novembro do ano passado, no Mato Grosso do Sul.
Os 40 anos de caminhada do CIMI recordam os 40 anos que o povo hebreu andou pelo deserto rumo à Terra Prometida e ajudam a manter viva a esperança dos povos indígenas que aguardam o processo de demarcação de 335 territórios e de outros 348 que ainda estão em fase de reivindicação. Como não lembrar neste momento os 30 anos de luta sofrida e paciente dos índios de Roraima para se apropiarem  da TI Raposa Serra do Sol? Eu era administrador diocesano quando o secretário da presidência da república encarregou-me de comunicar ao presidente do CIR - Conselho Indígena de Roraima - que naquele dia, 15 de abril de 2005, o presidente assinaria o decreto da homologação. Chorando de alegria, o tuchaua Jacir José de Souza, grande líder Macuxi, pronunciou estas palavras inesquecíveis: “Assim como o povo da Bíblia e nós cristãos celebramos todos os anos a festa da Páscoa, o dia 15 de abril será por nós lembrado para sempre como o dia  da libertação da TI Raposa Serra do Sol”. Oxalá todos os índios que vivem acampados nas margens das estradas ou confinados em exíguos espaços, possam um dia reaver a terra que lhes pertence e ter  reconhecidos os direitos consignados pela Constituição Federal.
Agora, Deus me concede a imerecida graça de conviver com povos indígenas de 23 etnias, que falam 18 línguas diferentes e constituem mais de 90% da população na longínqua e pobre Igreja de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela. Em 2014, celebraremos com gratidão os 100 anos de presença evangelizadora dos missionários salesianos e salesianas na imensa bacia do Rio Negro, que abrange 293.000 Km2.
Um dia recebi a visita da sábia antropóloga indigenista, Manuela Carneiro da Cunha. Dom Erwin me segredou que ela varava madrugadas com a equipe de trabalho a fim de encontrar os termos exatos para formular os direitos indígenas na Constituição de 88. Ela estava em São Gabriel para colaborar com outros pesquisadores que haviam descoberto que os índios cultivavam mais de 300 espécies de mandioca. Inclusive sabiam  cruzar as  diferentes espécies. Constataram também que a parte mais importante do enxoval que uma noiva indígena levava para a aldeia do seu futuro marido eram as manivas, isto é, as ramas de mandioca que ela havia aprendido a cultivar com sua mãe. Os casamentos da região são sempre interétnicos. Um indígena sempre se casa com uma jovem de uma etnia diferente. Por isso, a noiva ao mudar-se para a nova aldeia leva consigo as espécies de mandioca que ela aprendeu a cultivar na sua casa paterna.
Quando visito as aldeias espalhadas ao longo dos rios, depois de cansativas jornadas de “voadeira”, todos correm até a beira para receber o bispo e o tuchaua me saúda chamando-me de “excelência nosso pastor”. “Excelências são vocês”, respondo-lhes, que moram tão isolados e vivem desprovidos dos mínimos os recursos. O Rio Negro, apesar de ser o maior afluente do Amazonas, devido às numerosas cachoeiras e à acidez de suas águas, é chamado de “rio da fome”, pois não fornece peixes nem para saciar a fome dos seus ribeirinhos.
Sempre me encanto com estes irmãos. Apesar de uma vida dura e penosa nunca perdem a alegria e a fé que se expressam no sorriso límpido, espontâneo, cativante. Quando adoecem demoram até uma semana, nas frágeis embarcações com motor de “rabeta”, para serem transportados a São Gabriel, debaixo de sol abrasador ou de chuva torrencial. Dizia-me um médico que muitos chegam tão debilitados que se torna muito difícil ou até impossível o tratamento.
Na audiência particular com o Papa Bento, durante a “visita ad limina”de 2010, fiquei surpreso com a primeira pergunta que me fez: “O povo da sua região está destruindo a floresta?” Tive alegria de informá-lo de que na bacia do Rio Negro apenas 4% das florestas foram derrubadas, ao passo que em alguns Estados da Amazônia elas já foram totalmente destruídas pela ganância avassaladora das madeireiras, do agronegócio e das hidrelétricas. D. Erwin Kräutler, nosso presidente do CIMI, não se cansa de denunciar a grande destruição  e os minguados resultados da faraônica hidrelétrica de Belo Monte. Os índios são nossos mestres na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável. “A morte da floresta é o fim da nossa vida”, costumava dizer nossa mártir Ir Doroty Stang.
Papa também me perguntou: “Os índios são bons católicos. Eles se confessam?” Todos, se confessam, respondi-lhe, desde as crianças que há pouco fizeram a Eucaristia até aos mais idosos. E com um detalhe original. A maioria começa dizendo: “Agora vou me confessar na minha língua”. E o Papa reagiu: “E você entende todas as línguas?” De que jeito, respondi. São 18 línguas e tão diferentes umas das outras. Mas quem perdoa é o Pi que criou todos os povos e culturas e Ele se entende muito bom com seus filhos prediletos”. Assim a boa nova das culturas indígenas acolhe a Boa nova de Jesus.
Muitas vezes, no meio dos povos indígenas, sentimos a presença de Deus e a verdade profética da palavra de S. Paulo (cf. Is 52,15): “Vê-lo-ão aqueles a quem não foi anunciado e haverão de conhecê-lo aqueles que dele não ouviram falar” ( Rm 15,21). Ao defender os projetos históricos dos povos indígenas, redescobrimos o Deus da Bíblia, que faz aliança com os pobres. O Deus, cuja justiça favorece as vítimas; o Deus do despojamento e da gratuidade, da proximidade e da libertação.
Agradeço, de coração, a todos os que, com generosidade e abnegação, se dedicam à causa indígena como uma causa do Reino, às missionárias e missionários do CIMI, às dioceses, prelazias e seus agentes de pastoral, às congregações religiosas,  enfim, a todos os que vivem “em estado de missão inculturada (DAp, n.213) e se empenham para que nossa Igreja se  torne realmente morada de povos irmãos e, assim também, casa dos povos indígenas (cf DAp, n.8).
Permitam-me, por fim, que diga um “bom dia” aos meus diocesanos nas três línguas indígenas que, em São Gabriel da Cachoeira, são consideradas oficiais, além do português:
“Puranga ara” – “Puraga”( Nheengatu ou Língua Geral)
“Hekoapi waikaa”  - “Waikaa”(Baniwa)
“Wã’kati, masã” – “Wã’ká” (Tukano).
Um cordial abraço aos primeiros integrantes da Fazenda da Esperança de S. Gabriel, inaugurada no dia 24 de março, com as bênçãos do Cardeal Dom Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia.
Divino e adorável Bom Pastor Ressuscitado, querida Mãe Aparecida, abençoai e acompanhai com carinho nossas irmãs e irmãos  indígenas. Dai força e coragem às heróicas missionárias e missionários que convivem com eles e lutam para ajudá-los na conquista dos seus direitos. Respeitadas as nossas diferenças e enriquecidos por elas, somos todos iguais, porque somos todos irmãos no amor do Pai, no abraço Redentor do Filho, na comunhão do Espírito Santo.
Dom Edson Tasquetto Damian
Bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM)
Fonte: CNBB