quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

"Foi surpreendente", diz autor da logomarca da JMJ Rio 2013



Uma boa logomarca é capaz de criar vínculos e conquistar o público que a observa. Através da logo da Jornada Mundial da Juventude, jovens do mundo inteiro poderão sentir o acolhimento do Rio de Janeiro e se lembrarão para a posteridade desse momento de fé e oração junto ao Papa Bento XVI na Cidade Maravilhosa. 

Na noite dessa terça-feira, 7 de fevereiro, o mistério se desfez e a imagem que será a identidade visual da JMJ RIO2013 foi divulgada. 

O autor da imagem que convocará os jovens a participarem da Jornada é do Rio de Janeiro, mais precisamente do município de Cantagalo, pertencente à Diocese de Nova Friburgo. 

Formado em design gráfico, o ganhador tem 25 anos e confessa que buscou no Espírito Santo o discernimento para produzir uma logo que representasse o verdadeiro significado da Jornada no Rio de Janeiro. 

O resultado foi o Cristo Redentor envolto por um coração nas cores do Brasil. O sentido da imagem, as inspirações e outros detalhes foram revelados pelo vencedor do concurso da JMJ RIO2013, Gustavo Huguenin em uma entrevista ao Portal da Arquidiocese do Rio.

Portal da Arquidiocese do Rio: Como ficou sabendo do Concurso da Jornada Mundial da Juventude?

Gustavo: Tudo começou quando eu entrei no site da Jornada e descobri que as inscrições estavam abertas. Foi aí que decidi me inscrever.

Como foi o processo de criação da logomarca?

Gustavo: É difícil você parar para fazer o símbolo da Jornada Mundial, você tem que ter realmente uma idéia bacana. E dentro desse período, até os últimos dias das inscrições eu ainda estava terminando o desenho para poder enviar.

E quais foram as suas inspirações?

Gustavo: No Espírito Santo (risos). De inicio sim. Quis propor uma reflexão foi sobre o lema, o trecho todo da Palavra que diz “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19)

Qual o significado da logo? Quem olha para ela percebe de inicio o Cristo Redentor...

Gustavo: Bom, o azul, na verdade, é o que fecha a imagem do coração. Dentro do desenho, com o simbolismo do Pão de Açúcar, representado na parte de cima, sendo como a terra, temos o azul que é o oceano, tudo nas cores do Brasil. Além disso, temos a imagem da cruz, em referencia à cruz peregrina que foi um dos pré requisitos para o concurso.

Porque você decidiu participar do concurso?

Gustavo: Porque entendendo realmente o que significa, o que é a Jornada Mundial eu acredito que o jovem que realmente ama a Igreja e entende o que é a Jornada, ele tem vontade de fazer parte, de doar alguma coisa, então é um sonho, não somente como profissional, você ter o seu trabalho reconhecido e usado no mundo todo, mas também nesse sentido de Igreja, da Igreja valorizar o trabalho do jovem.

Como você recebeu a noticia de que você ganhou?

Gustavo: O Comitê Organizador que me deu a noticia e para mim foi surpreendente. Eu falava para os meus amigos que se eu ficasse entre os finalistas e soubesse que o meu trabalho foi para o Vaticano, pra mim já seria uma alegria muito grande. Mas daí, ser anunciado como o ganhador, é sem descrição.

A quem você dedica o seu trabalho?

Gustavo: Primeiramente a Deus, foi um trabalho feito por amor a Deus, né? A minha maior motivação é a minha experiência com Deus e também à juventude, por, de certa forma, eu saber que estou colaborando com a Jornada.

E como é a sua participação na Igreja?

Gustavo: Eu faço parte da Comunidade Santíssimo Sacramento e desde que eu fiz um retiro para Jovens eu comecei a me enturmar e entrei para um grupo de oração. É um grupo formado basicamente por jovens e até hoje me envolvo bastante com a Renovação Carismática Católica.

Já se deu conta do que representa ser o autor da logomarca da JMJ RIO2013?

Gustavo: Não, só vou acreditar quando eu vir o Papa aqui no Rio. Até porque não tem como acompanhar ou ter idéia da aplicação da logo por ser um evento internacional, então, sem palavras.

Queria que você deixasse uma mensagem de motivação aos jovens que vão vir para o Rio no ano que vem.

Gustavo:
 O que veio no meu coração, lembrando o que o Papa Bento XVI falou em Madrid é que o jovem pode ser sustento na fé para outro jovem. A amizade em Deus pode ser um sustento na fé e realmente é isso que acontece. Então é isso que eu posso falar para os jovens que assim como eu buscam essas grandes amizades que vão fortalecendo e edificando a nossa fé e também em preparação para a Jornada Mundial. Para que a gente vá inserindo cada vez mais jovens na Igreja e possamos, em 2013 mostrar a verdadeira força da nossa fé.
Fonte: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Logomarca da JMJ brasileira é lançada oficialmente



“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil! Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil”! Este trecho da canção “Cidade Maravilhosa”, de André Filho, que é tão conhecida pelos brasileiros, representou bem o que a logomarca da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro quis transmitir: em 2013, o Cristo Redentor com os braços abertos receberá uma multidão de jovens que estarão unidos em um só coração, em uma só fé de 23 a 28 julho de 2013.

A logo, em formato de coração, o coração do discípulo, traz na parte superior, em verde, o Pão de açúcar, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Na parte inferior, em azul, o litoral brasileiro. No centro, em amarelo, o Cristo Redentor.

A cruz à esquerda é uma demonstração de que o Brasil desde suas origens nunca deixou de ser a ‘Terra de Santa Cruz’ e representa ainda a cruz peregrina que percorre todas as dioceses do Brasil.
Além de referências à cidade do Rio de Janeiro, a logomarca representa Jesus que no alto da montanha se dirige aos seus discípulos, episódio narrado em Mateus 28,19: "Ide e fazeis discípulos entre todas as nações", o tema da Jornada Mundial da Juventude 2013.

Autor da logomarca


Foi um jovem de 25 anos o criador da logomarca vencedora da Jornada Mundial da Juventude do Rio. Gustavo Huguenin, que é formado em Design Gráfico, é natural do município de Cantagalo, região serrana do Rio de Janeiro e faz parte da paróquia do Santíssimo Sacramento, da diocese de Nova Friburgo.

Evento de lançamento

O evento de lançamento da logomarca oficial aconteceu nesta terça-feira, 07, às 20h, no auditório do edifício João Paulo II, no Rio de Janeiro, onde fica a sede do comitê oficial. A cerimônia reuniu mais de 100 bispos e membros da equipe organizadora da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro 2013, além de autoridades e representantes da sociedade.

“Nós estaremos ajudando o mundo a ter valores novos. Nós também estaremos fazendo um trabalho importantíssimo para a sociedade amanhã. Temos a grata alegria, mas uma grande responsabilidade também”, enfatizou o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.
Fonte: Canção Nova

Bispos do mundo pedem perdão por abusos e omissões em casos de pedofilia



Integrantes de Conferências Episcopais de todo o mundo que participam nestes dias do simpósio “Rumo à cura e à renovação” na Pontifícia Universidade Gregoriana, se uniram terça-feira, 7 de fevereiro, em uma vigília de oração penitencial na igreja de Santo Inácio, presidida pelo Cardeal-Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet. Os bispos, de mais de cem países dos cinco continentes, pediram perdão pela ‘tragédia’ e o ‘crime’ dos abusos sexuais cometidos por padres e não contrapostos por seus superiores.

A cerimônia começou com uma procissão silenciosa e se encerrou com uma declaração simbólica de arrependimento por parte de sete representantes de membros da Igreja que enfrentaram de modo inadequado o problema da pedofilia: um bispo, um educador, um superior, um sacerdote, um genitor, um fiel e um cardeal (o próprio Dom Ouellet).

Na conclusão, uma senhora irlandesa que quando adolescente foi vítima de abusos, Marie Collins, tomou a palavra diante da cruz e em nome das vítimas, rezou: “Senhor, ofendido pelos homens, homem de dores, para nós é difícil perdoar aqueles que nos fizeram mal; somente a tua graça pode nos conceder este dom; pedimos-te a força de unir-nos ao perdão que da cruz fizeste descer sobre a humanidade pecadora como um consolo, para que a tua Igreja seja curada também com o nosso perdão. Perdoa-lhes”. E o coro entoou o 'Kyrie eleison'.
Fonte: CNBB

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mensagem do Papa para Quaresma de 2012




«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras»
(Heb 10, 24)


Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2012


Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e, todavia, são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bemdo outro e a todo o seu bemO grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Novembro de 2011

Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Aulas serão suspensas durante visita do Papa ao México



Devido à visita do Papa Bento XVI ao México, que será realizada entre os dias 23 e 25 de março, a Secretaria de Educação de Guanajuato (SEG), anunciou a suspensão das aulas nas escolas públicas no dia 23.

Alberto Diosdado, titular da SEG, explicou que visita do Papa "propiciará uma intensa mobilização nas ruas e avenidas da zona metropolitana de León e os pais teriam que batalhar muito para levar seus filhos à escola".

Além disso o representante da SEG recordou a importância da visita que se tratará de um encontro de um chefe de estado com o presidente Felipe Calderón, além de percursos feitos pela cidade, o que dificultaria o deslocamento de crianças e jovens para seus respectivos colégios.

A decisão atinge por volta de 417 mil alunos de todas as séries. A iniciativa provavelmente será seguida por escolas particulares.

Jovens voluntários

A Pastoral Juvenil, aos cuidados do padre Manuel Sandoval, realizou uma convocatória de maneira escrita e as encaminhou aos colégios do país. Essa circular enviada aos colégios convidava 100 mil jovens a fazerem parte da cerca humana que irá resguardar o trajeto e as atividades papais.

"Os próprios jovens se manifestaram desejosos em poder participar do evento como voluntários", afirma Diosdado.
Fonte: Gaudium Press

Colabore com documentário inédito do Papa no Brasil



O Programa Brasileiro da Rádio Vaticano procura pessoas que tenham registrado em vídeo a passagem do Papa Bento XVI pelo Brasil em maio de 2007.

Para o envio via e-mail, os vídeos deverão ter no máximo 10MB e estarem nos formatos MOV, AVI, WMV, MPEG, MPG ou FLV. O endereço é r.belincanta@vatrd.org

Caso os vídeos atendam aos critérios de qualidade estabelecidos para a produção do documentário, os autores serão contatados para preencher o termo de doação das imagens, que não prevê remuneração. Os autores das imagens selecionadas terão os nomes inseridos nos créditos finais do documentário.

Os vídeos que excedem o tamanho previsto deverão ser enviados em DVD, via correio, aos seguintes endereços:

Programa Brasileiro
Rádio Vaticano
Nunciatura Apostólica no Brasil
Caixa Postal 070153
CEP 70359-970
Brasília – DF

Ou

Programa Brasileiro
Rádio Vaticano
Piazza Pia, 3
00120
Cidade do Vaticano

Participarão da seleção os vídeos que chegarem à redação do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano, seja via correio ou via eletrônica, até o dia 31 de março.

O Santo Padre esteve no país para canonizar o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão, e para abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida. Bento XVI ficou no Brasil entre 9 e 13 de maio de 2007.
Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Já se passaram 11 anos...



Hoje 04 de fevereiro de 2012, é uma data importante, pois já faz 11 anos desde que tomou posse em nossa Paróquia!
Com sua permissão irei te chamar de você, afinal somos amigos!
Ao longo desses 11 anos, muita coisa fez por nós e por nossa Paróquia e nós o agradecemos profundamente;
11 anos dedicados para que nossa Paróquia fosse exemplo e com seu jeito construtor de ser reformou nossas Igrejas, construiu e adquiriu novos bens para a Paróquia.
Com sua voz forte e suas belas homilias soube cativar a todos, desde os mais novos até os mais velhos, mas principalmente nós jovens que você viu crescer!
Não consigo imaginar outro em seu lugar, mas sei que infelizmente um dia isso acontecerá; mas enquanto esse dia não chega, continue sendo aquilo que é, continue sendo esse pároco, esse amigo, esse irmão!
E então só podemos dizer: Muito Obrigado querido Padre :D
Termino este singelo artigo dizendo uma de suas frases célebres: “Força, Fé e Coragem” Tchau!
*Foto de 26/07/2002 - Dedicação da Capela São Joaquim