terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Arquidiocese do Rio de Janeiro inicia Causas de Beatificação

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A Arquidiocese do Rio de Janeiro caminha para ter seus próprios santos. A vida e as virtudes cristãs dos cinco primeiros candidatos já estão sendo pesquisadas. Eles contemplam segmentos diferentes no contexto social e eclesial: um casal, uma princesa, uma religiosa, um seminarista e uma adolescente.

Apesar das diferenças de tempo, idade e estado de vida, todos foram chamados à mesma dimensão da vocação comum à santidade.

Uma das mais conhecidas, já venerada pelo povo, é Zélia Pedreira de Castro Abreu Magalhães, uma esposa, mãe e religiosa que direciona tudo e a todos a Deus. Falecida com fama de santidade, seus restos mortais encontram-se na Igreja Nossa Senhora de Copacabana.

A pesquisa histórica sobre Zélia e seu esposo, Jerônimo de Castro Abreu Magalhães, está sendo feita por uma comissão arquidiocesana, instalada no dia 23 de dezembro pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta. Realizada no Palácio São Joaquim, na Glória, a posse canônica contou com a presença do postulador italiano Paolo Vilotta, da Congregação para a Causa dos Santos.

Recordando a afirmação do Papa João Paulo II, em uma de suas visitas ao país, de que o “Brasil precisa de santos, muitos santos”, Dom Orani manifestou sua alegria pela instalação da comissão, agradecendo a todos os envolvidos pelo empenho em assegurar e trabalhar por todas as etapas, do “nihil obstat” de Roma até a conclusão dos processos.

“O exemplo dos santos fortalece a Igreja e contribui na sua ação evangelizadora, que tem como missão o anúncio de Jesus Cristo. Agradeço a Deus pelas inúmeras pessoas, que aos poucos vamos tomando conhecimento, que morreram em fama de santidade em nossa arquidiocese. São pessoas próximas, que viveram entre nós, e agora são cogitadas a serem reconhecidas pela Igreja. Os candidatos que temos demonstram que a vida de santidade é possível para todos” - afirmou o arcebispo.

A princípio, a pesquisa seria direcionada somente à Zélia (1857-1919), que depois de consagrar os seus nove filhos a Deus no sacerdócio e na vida religiosa e com a morte de seu esposo, terminou também os seus dias como professa na Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento (Sacramentinas), adotando o nome de irmã Maria do Santíssimo Sacramento.

“Fizemos opção pelo processo da Zélia e do Jerônimo, já que ambos tinham uma vida santa no tempo em que viveram. A arquidiocese tem interesse em apresentar o casal, que nasceu no Estado do Rio de Janeiro, e que pode ser um referencial de valores para a sociedade hodierna” - disse o vigário episcopal para a Vida Consagrada na arquidiocese, o beneditino Dom Roberto Lopes, responsável por acompanhar as pesquisas e as etapas dos processos dos candidatos.

Além dos nossos conhecidos santos: Frei Galvão e Madre Paulina, existem no Brasil mais de 70 processos em curso para beatificação ou canonização. O postulador Paolo Vilotta está cuidando de 25 casos, entre os quais os dos Padres Albino, Victor, Donizetti e Manuel Gonzalez, as religiosas Maria Teodora Voiron, Benigna e Dulce da Bahia, as leigas Nhá Chica e Albertina e um bispo, Dom José Antônio do Couto, de Taubaté (SP).

“Não havia na Igreja do Brasil a exigência por santos nativos, já que eram importados da Europa. A partir do Papa João Paulo II, a Igreja em todo o mundo e, principalmente no Brasil, tem trabalhado com mais afinco para elevar homens e mulheres com fama de santidade até aos altares. Esperamos que nosso trabalho possa ter bons resultados, e assegurar novos santos brasileiros” - disse o postulador.
Fonte: CNBB

sábado, 31 de dezembro de 2011

Votos de um Feliz 2012


Eis que mais um ano chega ao fim... Eu, Alan Felipe Basteli, em nome de toda a equipe do "Regina Coeli" desejo ao nossos amigos,leitores,colaboradores, visitantes um Feliz Ano Novo... Que 2012 seja repleto das Benção de Deus na vida de vocês e seja para todos um ano cheio de paz, amor, saúde,prosperidade...
Agradeço também a parceria que tiveram conosco nesse ano de 2011e reafirmo nossos propósitos para 2012...
Em 2011 nosso Blog ganhou uma "cara nova", também nesse ano tivemos a escolha do Beato João Paulo II como co-padroeiro de nosso Blog...Tudo que fizemos em 2011 foi para proporcionar á vocês caros amigos um Blog onde vocês se sentissem acolhidos e voltassem sempre a visitar-nos... Muito obrigado...
 "Regina Coeli - Pro Ecclesiam et Pro Vitae"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Por que o Papa canta o hino Te Deum no final do ano?



Nas vésperas de fim de ano, mais precisamente no dia 31 de dezembro, o Papa Bento XVI entoa o hino Te Deum laudamus(Nós te louvamos, Deus), um canto cristão antigo que tradicionalmente é cantado como forma de agradecimento pelo ano que passou. 

O hino, que está ligado a cerimônias de agradecimento, também é cantado quando acontece a eleição de um Pontífice ou durante a conclusão de algum Concílio convocado pela Igreja.

“Nós te louvamos, Deus, te proclamamos Senhor. Eterno Pai, toda a terra te adora. A Ti cantam os anjos e todas as potências do céu: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do Universo”, diz um dos trechos do Te Deum.

Autoria

O canto é de autoria desconhecida, mas é por vezes atribuído a São Cipriano, do século VIII, e também a Santo Agostinho, o qual o teria composto no dia de seu batismo, após sua conversão que aconteceu em Milão, Itália, no ano 386.

Atualmente, os especialistas atestam que a redação oficial do texto tenha sido feita por Nicetas Choniates, historiador bizantino de 1155.  

Ouça hino Te Deum laudamos


Fonte: Canção Nova

Colégio Cardinalício deve ter renovação em 2012



Treze cardeais completarão 80 anos de idade em 2012. Dessa forma, deixarão de fazer parte do atual grupo de 109 "eleitores" em um eventual conclave. Isso deve levar o Papa Bento XVI a convocar o quarto consistório de seu pontificado.

O Papa Paulo VI fixou em 120 o número de cardeais eleitores e estabeleceu como limite para a possibilidade de votar os 80 anos, disposições que foram confirmadas por João Paulo II e Bento XVI , que, pontualmente, excederam o número estabelecido, derrogando a norma.

O terceiro consistório do pontificado de Bento XVI realizou-se em novembro de 2010 e, nessa ocasião, foram criados 24 novos cardeais, reforçando a influência europeia. Os cardeais eleitores estão hoje assim distribuídos geograficamente (entre parênteses, indica-se o número total de cardeais - 192 -, que inclui os que têm mais de 80 anos de idade): Europa - 56 (103); América Latina - 21 (31); América do Norte - 12 (19); África - 11 (17); Ásia - 8 (18); Oceania - 1 (4).

Bento XVI já criou 62 cardeais (57 ainda vivos, 46 com direito a voto) e, desde 2005, a Itália reforçou o seu estatuto de país com maior número de eleitores (23). Seguem-se os EUA (10 cardeais eleitores), Alemanha e Brasil (5 cada), França, Espanha, México e Polônia (4 cada). Esses oito países totalizam 59 cardeais com direito a voto, representando mais de metade do colégio de eleitores e um número próximo dos 73 (maioria de dois terços) que seriam necessários para a eleição pontifícia.

Existem, neste momento, 68 países representados no colégio cardinalício, 50 dos quais com cardeais eleitores, incluindo o Brasil (Dom Geraldo Majela Agnelo, Dom Eusébio Scheid, Dom Cláudio Hummes, Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno). Segundo o Código de Direito Canônico, os cardeais "constituem um colégio peculiar, ao qual compete providenciar à eleição do Romano Pontífice", embora as funções dos membros do colégio cardinalício incluam outros aspectos. Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegiadamente.

Os requisitos para ser criado cardeal são, basicamente, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento na sua sessão XXIV de 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem pela sua doutrina, piedade e prudência no desempenho dos seus deveres.
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Amazônia ganha Santuário e Nossa Senhora indígena


Amazônia: hectares de distâncias, desafios sem confim. Terra de povos originários, de religiosidade popular, de interesses de bons e maus. Em meio a tantos problemas, a Igreja quer reforçar sua presença, levando esperança e alento a seus habitantes.
A região vai ganhar um Santuário em frente ao Rio Negro: o Santuário de Nossa Senhora da Amazônia, zona oeste de Manaus, terá forma de canoa, principal meio de transporte dos povos amazônidas.
Nossa Senhora da Amazônia tem agora uma imagem, apresentada aos mais de 2 mil fiéis que participaram da celebração da Santa Missa na noite da última segunda-feira, no Largo de São Sebastião.
A representação da Virgem foi feita por uma artista local e escolhida através de um concurso nacional, realizado pela Arquidiocese de Manaus, no primeiro semestre deste ano. Na imagem, Nossa Senhora possui traços indígenas e pele escura, carregando o menino Jesus com as mesmas características, em cima de uma Vitória Régia, planta típica da região amazônica.
(CM)
Fonte: CNBB

Encontros e celebrações do Papa tiveram mais de dois milhões de fieis


Em 2011 mais de dois milhões e meio de fiéis (2.553.800) participaram dos vários encontros com Bento XVI: as audiências gerais (400.000) e particulares (101.800), celebrações litúrgicas (846.000), Angelus e Regina Coeli (1.206.000).
Os dados foram publicados na manhã desta quinta-feira, 29, pela Prefeitura da Casa Pontifícia. Um comunicado recorda que se trata de dados aproximativos, que são calculados com base nos pedidos de participação nos eventos dirigidos à Prefeitura, e nos ingressos distribuídos pela mesma, bem como nas estimativas de presença nos momentos como Angelus e Regina Coeli e nas grandes celebrações na Praça São Pedro: destaque para a cerimônia de Beatificação de João Paulo I, realizada em 1º de maio. Os dados mostram um crescimento de participação em relação aos últimos três anos.
O quadro apresentado refere-se somente aos encontros no Vaticano e Castel Gandolfo e não inclui outros momentos vividos pelo Pontífice com uma grande participação de fieis, como as viagens apostólicas pela Itália e as viagens apostólicas internacionais – explica a nota. (RL)
Fonte: CNBB

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bento XVI preside última Catequese de 2011: veja retrospectiva

A Cateqeuse presidida pelo Papa Bento XVI  nesta quarta-feira, 28, será a 45ª e última Audiência Geral de 2011.

Ao longo desses doze meses, cerca de 400 mil pessoas participaram dos tradicionais encontros das quartas-feiras para escutar os ensinamentos do Sucessor de Pedro, que contaram com diversos temas.

Após terminar, na primeira parte do ano, a narração sobre grandes figuras de santos e santas dos séculos 16 e 17, Bento XVI desenvolveu uma ampla reflexão sobre a relação entre o homem e a oração. Depois, prosseguiu, nos últimos meses, com uma série de meditações sobre alguns Salmos.

Primeiro os exemplos, depois as ferramentas. Assim poderia se resumir, em uma visão geral, os temas tratados pelo Papa durante as Catequeses de 2011. Primeiro os exemplos, isto é, os santos; em seguida, as ferramentas, ou seja, a oração como atitude a se cultivar e desenvolver e os Salmos como forma antiga e atemporal de reviver a eterna relação entre o homem e Deus.

Na perspectiva das Audiências Gerais, o ano de 2011 foi aberto com uma figura feminina, Catarina de Gênova, encerrando-se o ciclo dedicado aos santos dos 1500 e 1600 com outra mulher, Teresa de Lisieux. Entre essas, o Papa passou de personagem em personagem - incluindo Teresa de Ávila, Francisco de Sales, Joana d'Arc e Afonso Maria de Ligório - até concluir, em abril, com uma confidência:

"Para mim, não somente alguns grandes santos que amo e que conheço bem são estes 'indicadores do caminho', mas também aqueles santos simples, as pessoas boas que vejo na minha vida, que não serão nunca canonizadas. São pessoas normais, por assim dizer, sem heroísmo visível, mas, na bondade delas de todos os dias, vejo a verdade da fé" (Catequese de 13 de abril de 2011).

Essas mesmas palavras dedicadas pelo Papa a tantos gigantes da Igreja fazem sobressair melhor a simples e interminável verdade do cristianismo, que faz da santidade uma meta para qualquer um. Mas partindo de onde? Na mesma audiência conclusiva do ciclo, o Santo Padre deixa uma "pista" sobre suas intenções para as catequeses sucessivas:

"Essencial é nunca deixar um domingo sem um encontro com o Cristo Ressuscitado na Eucaristia; isto não é um peso acrescentado, mas é a luz para a toda a semana. Não começar e não terminar nunca um dia sem um breve contato com Deus".

A oração, portanto. É aqui que o Papa chega após a Páscoa. Durante dez meditações intensas, de maio a agosto, o Pontífice adentra na paisagem espiritual da oração, naquele "corpo a corpo simbólico não com um Deus adversário e inimigo, mas com um Senhor que abençoa", como define em uma ocasião. Iluminismos, ateísmos de Estado, secularismo desenfreado, apesar de seus esforços, não esmagaram o "mundo do sagrado", porque a água de uma ideologia nunca saciará verdadeiramente uma alma:

"O homem 'digital', bem como aquele das cavernas, busca na experiência religiosa as vias para superar seus limites e para assegurar a sua precária aventura terrena. [...] O homem carrega consigo uma sede de infinito, uma nostalgia da eternidade, uma busca pela beleza, um desejo pelo amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o impulsiona para o Absoluto; o homem carrega em si o desejo por Deus. E o homem sabe que, de qualquer modo, pode voltar-se a Deus, sabe que pode rezar a Ele" (Catequese de 11 de maio de 2011).

Dos Profetas a Cristo, Bento XVI atravessa milênios da Bíblia até chegar, após o verão, à estrada dos Salmos, em parte já tratados ao início do Pontificado, na esteira das audiências gerais de João Paulo II. Tocante, entre outras, é a reflexão sobre o aparente "silêncio de Deus", que, por vezes, experimenta quem reza em meio à dor e quase, por um momento de solidão abissal, até mesmo Jesus na Cruz. Palavras inspiradas do Salmo 22, que brotam de uma sabedoria antiga e descrevem as torturas sofridas com lúcida precisão neste momento por muitos cristãos, vítimas de um ódio cego:

"Quando o homem torna-se brutal e agride o irmão, algo de animalesco toma conta dele, parece perder toda a aparência humana; a violência tem sempre em si algo de bestial e somente a intervenção salvífica de Deus pode restituir o homem à sua humanidade" (Catequese de 14 de setembro de 2011)

Mas eis que, para o cristão, é exatamente a cena de violência do calvário que dá um sentido às violências sem explicação que abundam em tantas notícias tristes. Bento XVI recorda-o ao final de outubro, na véspera de sua viagem a Assis. Uma consolação que brota nos corações e nas mentes daqueles que sabem falar de Deus e com Deus:

"A Cruz é o novo arco da paz, sinal e instrumento de reconciliação, de perdão, de compreensão, sinal de que o amor é mais forte do que toda a violência e opressão, mais forte do que a morte: o mal se vence com o bem, com o amor" (Catequese de 26 de novembro de 2011).
Fonte: Canção Nova