quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Amazônia ganha Santuário e Nossa Senhora indígena


Amazônia: hectares de distâncias, desafios sem confim. Terra de povos originários, de religiosidade popular, de interesses de bons e maus. Em meio a tantos problemas, a Igreja quer reforçar sua presença, levando esperança e alento a seus habitantes.
A região vai ganhar um Santuário em frente ao Rio Negro: o Santuário de Nossa Senhora da Amazônia, zona oeste de Manaus, terá forma de canoa, principal meio de transporte dos povos amazônidas.
Nossa Senhora da Amazônia tem agora uma imagem, apresentada aos mais de 2 mil fiéis que participaram da celebração da Santa Missa na noite da última segunda-feira, no Largo de São Sebastião.
A representação da Virgem foi feita por uma artista local e escolhida através de um concurso nacional, realizado pela Arquidiocese de Manaus, no primeiro semestre deste ano. Na imagem, Nossa Senhora possui traços indígenas e pele escura, carregando o menino Jesus com as mesmas características, em cima de uma Vitória Régia, planta típica da região amazônica.
(CM)
Fonte: CNBB

Encontros e celebrações do Papa tiveram mais de dois milhões de fieis


Em 2011 mais de dois milhões e meio de fiéis (2.553.800) participaram dos vários encontros com Bento XVI: as audiências gerais (400.000) e particulares (101.800), celebrações litúrgicas (846.000), Angelus e Regina Coeli (1.206.000).
Os dados foram publicados na manhã desta quinta-feira, 29, pela Prefeitura da Casa Pontifícia. Um comunicado recorda que se trata de dados aproximativos, que são calculados com base nos pedidos de participação nos eventos dirigidos à Prefeitura, e nos ingressos distribuídos pela mesma, bem como nas estimativas de presença nos momentos como Angelus e Regina Coeli e nas grandes celebrações na Praça São Pedro: destaque para a cerimônia de Beatificação de João Paulo I, realizada em 1º de maio. Os dados mostram um crescimento de participação em relação aos últimos três anos.
O quadro apresentado refere-se somente aos encontros no Vaticano e Castel Gandolfo e não inclui outros momentos vividos pelo Pontífice com uma grande participação de fieis, como as viagens apostólicas pela Itália e as viagens apostólicas internacionais – explica a nota. (RL)
Fonte: CNBB

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bento XVI preside última Catequese de 2011: veja retrospectiva

A Cateqeuse presidida pelo Papa Bento XVI  nesta quarta-feira, 28, será a 45ª e última Audiência Geral de 2011.

Ao longo desses doze meses, cerca de 400 mil pessoas participaram dos tradicionais encontros das quartas-feiras para escutar os ensinamentos do Sucessor de Pedro, que contaram com diversos temas.

Após terminar, na primeira parte do ano, a narração sobre grandes figuras de santos e santas dos séculos 16 e 17, Bento XVI desenvolveu uma ampla reflexão sobre a relação entre o homem e a oração. Depois, prosseguiu, nos últimos meses, com uma série de meditações sobre alguns Salmos.

Primeiro os exemplos, depois as ferramentas. Assim poderia se resumir, em uma visão geral, os temas tratados pelo Papa durante as Catequeses de 2011. Primeiro os exemplos, isto é, os santos; em seguida, as ferramentas, ou seja, a oração como atitude a se cultivar e desenvolver e os Salmos como forma antiga e atemporal de reviver a eterna relação entre o homem e Deus.

Na perspectiva das Audiências Gerais, o ano de 2011 foi aberto com uma figura feminina, Catarina de Gênova, encerrando-se o ciclo dedicado aos santos dos 1500 e 1600 com outra mulher, Teresa de Lisieux. Entre essas, o Papa passou de personagem em personagem - incluindo Teresa de Ávila, Francisco de Sales, Joana d'Arc e Afonso Maria de Ligório - até concluir, em abril, com uma confidência:

"Para mim, não somente alguns grandes santos que amo e que conheço bem são estes 'indicadores do caminho', mas também aqueles santos simples, as pessoas boas que vejo na minha vida, que não serão nunca canonizadas. São pessoas normais, por assim dizer, sem heroísmo visível, mas, na bondade delas de todos os dias, vejo a verdade da fé" (Catequese de 13 de abril de 2011).

Essas mesmas palavras dedicadas pelo Papa a tantos gigantes da Igreja fazem sobressair melhor a simples e interminável verdade do cristianismo, que faz da santidade uma meta para qualquer um. Mas partindo de onde? Na mesma audiência conclusiva do ciclo, o Santo Padre deixa uma "pista" sobre suas intenções para as catequeses sucessivas:

"Essencial é nunca deixar um domingo sem um encontro com o Cristo Ressuscitado na Eucaristia; isto não é um peso acrescentado, mas é a luz para a toda a semana. Não começar e não terminar nunca um dia sem um breve contato com Deus".

A oração, portanto. É aqui que o Papa chega após a Páscoa. Durante dez meditações intensas, de maio a agosto, o Pontífice adentra na paisagem espiritual da oração, naquele "corpo a corpo simbólico não com um Deus adversário e inimigo, mas com um Senhor que abençoa", como define em uma ocasião. Iluminismos, ateísmos de Estado, secularismo desenfreado, apesar de seus esforços, não esmagaram o "mundo do sagrado", porque a água de uma ideologia nunca saciará verdadeiramente uma alma:

"O homem 'digital', bem como aquele das cavernas, busca na experiência religiosa as vias para superar seus limites e para assegurar a sua precária aventura terrena. [...] O homem carrega consigo uma sede de infinito, uma nostalgia da eternidade, uma busca pela beleza, um desejo pelo amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o impulsiona para o Absoluto; o homem carrega em si o desejo por Deus. E o homem sabe que, de qualquer modo, pode voltar-se a Deus, sabe que pode rezar a Ele" (Catequese de 11 de maio de 2011).

Dos Profetas a Cristo, Bento XVI atravessa milênios da Bíblia até chegar, após o verão, à estrada dos Salmos, em parte já tratados ao início do Pontificado, na esteira das audiências gerais de João Paulo II. Tocante, entre outras, é a reflexão sobre o aparente "silêncio de Deus", que, por vezes, experimenta quem reza em meio à dor e quase, por um momento de solidão abissal, até mesmo Jesus na Cruz. Palavras inspiradas do Salmo 22, que brotam de uma sabedoria antiga e descrevem as torturas sofridas com lúcida precisão neste momento por muitos cristãos, vítimas de um ódio cego:

"Quando o homem torna-se brutal e agride o irmão, algo de animalesco toma conta dele, parece perder toda a aparência humana; a violência tem sempre em si algo de bestial e somente a intervenção salvífica de Deus pode restituir o homem à sua humanidade" (Catequese de 14 de setembro de 2011)

Mas eis que, para o cristão, é exatamente a cena de violência do calvário que dá um sentido às violências sem explicação que abundam em tantas notícias tristes. Bento XVI recorda-o ao final de outubro, na véspera de sua viagem a Assis. Uma consolação que brota nos corações e nas mentes daqueles que sabem falar de Deus e com Deus:

"A Cruz é o novo arco da paz, sinal e instrumento de reconciliação, de perdão, de compreensão, sinal de que o amor é mais forte do que toda a violência e opressão, mais forte do que a morte: o mal se vence com o bem, com o amor" (Catequese de 26 de novembro de 2011).
Fonte: Canção Nova

Papa faz duas nomeações para a Igreja no Brasil



     Dom Remídio - Nomeado Bispo Diocesano de Cachoeira do Sul - RS


Dom Vital - Nomeado Bispo Diocesano de Diamantino - MT


O Papa Bento XVI fez duas nomeações nesta quarta-feira, 28, para a Igreja no Brasil. O Santo Padre nomeou o Bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), Dom Remídio José Bohn, como novo bispo de Cachoeira do Sul (RS), sucedendo Dom Irineu Silvio Wilges que renunciou por limite de idade - 75 anos - segundo o canon 401, do Código de Direito Canônico. 

A outra nomeação foi para a diocese vacante de Diamantino (MT), para a qual o Papa designou Dom Vital Chitolina, até então bispo da diocese de Paranatinga (MT).


Dom Remídio


Nasceu na cidade de Feliz (RS), no dia 21 de maio de 1950. Fez seus estudos primários na escola paroquial no distrito de São Roque, em Feliz. Cursou Filosofia no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição em Viamão (RS) e Teologia, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, na capital gaúcha. 

Dom Remídio foi pároco na paróquia São Pedro de Poço das Antas (RS); de 1982 a 1986, pároco da Paróquia Santo Antônio, em Canoas (RS); de 1993 a 1995; pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Porto Alegre; de 1996 a 2006, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Porto Alegre.  

Ele foi nomeado bispo auxiliar de Porto Alegre em 2006. Atualmente ele é o secretário do Regional Sul 3 da CNBB (Rio Grande do Sul).

Diamantino

A diocese de Diamantino (MT), vacante desde o ano de 2010, receberá o seu quinto bispo. Dom Vital Chitolina foi transferido de Paranatinga (MT) para assumir 120.084 km², organizado em 13 paróquias, com uma população de quase 300 mil habitantes.

Dom Vital atualmente é o vice-presidente do Regional Oeste 2 (Mato Grosso), foi ordenado bispo de Paranatinga, em 1998. Ele nasceu em 1954, em Tuparendi (RS). O seu lema episcopal é “preparai o caminho do Senhor”.
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Anúncio do Concílio Vaticano II no Natal de 1961


O dia de Natal de 1961 foi a data escolhida pelo Papa João XXIII para anunciar ao mundo que tinha chegado a "hora de convocar o Concílio Ecumênico Vaticano II". O bem-aventurado assinava, há 50 anos, a constituição apostólica 'Humanae Salutis', quase três anos depois de ter anunciado a intenção de convocar um concílio, 25 de janeiro de 1959, o 21.º da história da Igreja.
"Nós, desde quando subimos ao supremo pontificado, não obstante nossa indignidade e por um desígnio da Providência, sentimos logo o urgente dever de conclamar os nossos filhos para dar à Igreja a possibilidade de contribuir mais eficazmente na solução dos problemas da idade moderna", escrevia.
Para o Papa Roncalli, que viria a falecer antes da conclusão deste evento eclesial, "a jubilosa repercussão que teve seu anúncio, seguida da participação orante de toda a Igreja e do fervor nos trabalhos de preparação, verdadeiramente encorajador, como também o vivo interesse ou, pelo menos, a atenção respeitosa por parte de não-católicos e até de não-cristãos demonstraram, da maneira mais eloquente, como não escapou a ninguém a importância histórica do acontecimento".
João XXIII desejava uma "demonstração da Igreja, sempre viva e sempre jovem, que sente o ritmo do tempo". "Ao mundo perplexo, confuso, ansioso sob a contínua ameaça de novos e assustadores conflitos, o próximo concílio é chamado a oferecer uma possibilidade de suscitar, em todos os homens de boa vontade, pensamentos e propósitos de paz", podia ler-se. Angelo Guiseppe Roncalli, João XXIII, tinha sido eleito a 28 de outubro e investido a 4 de novembro de 1958, pelo que esta decisão causou "surpresa", como refere o historiador e padre Senra Coelho, do Instituto Superior de Teologia de Évora, num texto publicado no semanário Agência ECCLESIA.
O investigador lembra que "o Concílio Vaticano I fora adiado sine die, devido às dificuldades políticas surgidas com os movimentos promotores da unificação de Itália", em 1870. Segundo o padre Senra Coelho, "com a realização do Concílio Vaticano II mudou o olhar da Igreja para o mundo e muitos dos que estiveram sob suspeita, foram depois referência e assumiram atuações de primeira ordem". Paulo Rocha, diretor da Agência ECCLESIA, sublinha os contributos enviados para Roma nos três anos anteriores à realização das sessões conciliares, quando foram pedidos temas para debate e sugestões para o desenrolar dos trabalhos: "A Roma chegaram quase 2 mil respostas, onde estavam mais de 9 mil propostas".
"Depois, os anos de reunião, no Vaticano: 2500 participantes no Concílio, observadores, peritos, consultores teológicos, tradutores e muitas outras pessoas para concretizar uma ideia do Papa João XXIII, expressão de procuras e interrogações de mulheres e homens dos meados do séc. XX na tentativa de adequar verdades eternas a novos contextos", acrescenta. O arcebispo emérito de Braga, Portugal, D. Eurico Nogueira Dias, recorda ainda hoje o "entusiasmo" com que recebeu a convocação e elogia o momento em que "a Igreja resolve encarar os problemas no seu conjunto", permitindo que o Concílio se tornasse "um lugar de discussão clara, pública e sem reservas".
Fonte: CNBB

sábado, 24 de dezembro de 2011

Votos de um Feliz e Santo Natal

Eu, Alan Felipe Basteli, proprietário deste Blog e em nome de toda a equipe do "Regina Coeli" desejo a todos os amigos, leitores,colaboradores, visitantes os mais sinceros Votos de um Feliz e Santo Natal...
Que o Menino Deus nascido na pobrezinha Gruta de Belém seja o Grande Guia e Inspirador de vossas vidas; E desde já reafirmo nossa parceria para o ano de 2012, para que continuem acompanhando o "Regina Coeli" e os demais blogs católicos....
 Regina Coeli - Pro Ecclesiam et pro Vitae

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Papa faz balanço dos eventos de 2011



O Papa Bento XVI recebeu na manhã desta quinta-feira, na Sala Clementina, os Cardeais e membros da Cúria Romana para as felicitações de Natal.  Fazendo um balanço dos principais eventos que marcaram a vida da Igreja neste ano de 2011, Bento XVI escolheu uma única temática que, segundo ele, expressa o verdadeiro desafio que a Igreja é chamada a enfrentar hoje e também no futuro: a evangelização. Como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje?

Os fiéis, e não só eles, notam que as pessoas que frequentam regularmente a Igreja se tornam sempre mais idosas e o seu número diminui continuamente; há uma estagnação nas vocações ao sacerdócio; crescem o ceticismo e a descrença. Como, então, reverter essa tendência?

Para o Pontífice, o cerne da crise da Igreja na Europa é a crise da fé. Se não encontrarmos uma resposta para esta crise, ou seja, se a fé não ganhar de novo vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, permanecerão ineficazes todas as tentativas para reanimá-la.

Neste sentido, afirmou o Papa, o encontro com a jubilosa paixão pela fé na África foi um grande encorajamento. "Lá não se sentia qualquer indício desta lassidão da fé, tão difusa entre nós, não havia nada deste tédio de ser cristão que se constata sempre no meio de nós. Apesar de todos os problemas, de todos os sofrimentos e penas que existem, sem dúvida, precisamente na África, sempre se palpava a alegria de ser cristão, de pertencer à Igreja".

Um remédio contra a lassidão do crer, segundo Bento XVI, foi a experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madri, na Espanha, que ele definiu "magnífica". Um remédio que o Papa dividiu em cinco "doses".

Em primeiro lugar, nesses eventos, há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja. Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e no entanto nos sentimos imediatamente unidos como uma grande família.

Em segundo lugar, a Jornada favorece um novo modo de ser homem, de ser cristão, através do voluntariado. Cerca de 20 mil jovens fizeram o bem simplesmente porque é bom fazer o bem, é bom servir os outros. "É preciso apenas ousar o salto", afirmou o Papa.

O mesmo comportamento Bento também encontrou na África, por exemplo nas Irmãs de Madre Teresa que se prodigalizam pelas crianças abandonadas, doentes, pobres e atribuladas, sem se importarem consigo mesmas, tornando-se, precisamente assim, interiormente ricas e livres. Este é o comportamento propriamente cristão.

O terceiro elemento que faz parte das Jornadas Mundiais da Juventude é a adoração. Em Cristo ressuscitado, está presente Deus feito homem, que sofreu por nós porque nos ama. "Entramos nesta certeza do amor corpóreo de Deus por nós, e fazemo-lo amando com Ele. Isto é adoração. E só assim posso celebrar convenientemente a Eucaristia e receber devidamente o Corpo do Senhor."

Outro elemento importante das Jornadas Mundiais da Juventude é a presença do sacramento da Penitência. Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade.

Por fim, outra característica das Jornadas é a alegria, que brota da certeza de ser amado por Deus. Só a fé me dá esta certeza: É bom que eu exista; é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. A fé nos faz felizes a partir de dentro. "Esta é uma das maravilhosas experiências das Jornadas Mundiais da Juventude."

O Papa então se dirigiu aos seus colaboradores da Cúria: "Queria agradecer do íntimo do coração a todos vocês pelo apoio que prestam para levar adiante a missão que o Senhor nos confiou como testemunhas da sua verdade, e desejo a todos vocês a alegria que Deus nos quis dar na encarnação do seu Filho. Um santo Natal!".

Fonte: CNBB