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quarta-feira, 27 de maio de 2009

São Teodoro é tema da catequese de Bento XVI



Na manhã desta quarta-feira, 27, o Papa Bento XVI realizou a tradicional catequese, quando estavam reunidos os peregrinos, romanos e turistas na Praça São Pedro. Em sua catequese, Bento XVI ilustrou a vida de São Teodoro, o Estudita. Nascido na França em 759, foi um grande defensor das imagens sacras no segundo período da crise iconoclasta, ao lado do Patriarca de Constantinopla, Nicephorus.São Teodoro promoveu também a reforma dos aspectos disciplinares, administrativos e espirituais da vida monástica. Ele quis fazer de cada mosteiro uma comunidade bem organizada, um verdadeiro "Corpo de Cristo", no qual os monges assumissem o compromisso de respeitar os deveres cristãos com grande rigor. Não admitia que sob o pretexto da oração e da contemplação, o monge se dispensasse do trabalho, que é na realidade, o meio para encontrar Deus. Para ele, o amor ao trabalho era uma virtude tão importante como a obediência e a humildade.São Teodoro se comportou como um verdadeiro pai espiritual dos monges, ouvindo-os e mostrando-lhes a sua verdadeira amizade espiritual.A resistência de São Teodoro contra a iconoclastia de Leão V, o Armênio, lhe custou o exílio em diversos lugares da Ásia Menor. No fim de sua vida, retornou a Constantinopla, mas não a seu mosteiro. Morreu em 826, aos 67 anos. Entre suas obras, se destacam a Pequena e a Grande Catequese, o Livro panegírico, as composições poéticas, o testamento espiritual e as cartas.Após a catequese, Bento XVI saudou todos os presentes, em várias línguas, inclusive em português:"Uma saudação amiga e encorajadora para todos os peregrinos de língua portuguesa! Este nosso encontro acontece durante a novena de Pentecostes, que quer recriar sentimentos de fraterna benevolência e humilde adoração nos corações e comunidades, como argila nas mãos de Deus à espera do sopro vivificador do Espírito Santo. Venha Ele sobre os grupos brasileiros das dioceses de Bauru, São José dos Campos e São Paulo e também sobre os fiéis cristãos de Paderne e de Lisboa. Sobre todos os presentes e seus familiares, desça a minha Bênção".

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Papa pede que jovens testemunhem sua fé através do mundo digital





Nesta quarta-feira, 20, em sua catequese semanal, o Papa Bento XVI falou sobre a recente viagem apostólica à Terra Santa, uma peregrinação às origens de nossa fé e que contemplou a visita pastoral às comunidades cristãs que viram o nascimento, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. O Pontífice agradeceu às autoridades civis, ao Patriarca Latino, aos bispos da Igreja local, aos frades franciscanos da Custódia da Terra Santa e todos aqueles que contribuíram para a viagem.
Ao enfatizar ter ido como "peregrino da paz", Bento XVI disse que quis lembrar os judeus, cristãos e muçulmanos do nosso compromisso como fiéis em um único Deus, na promoção do respeito, da reconciliação e da cooperação, a serviço da paz".
Apesar das vicissitudes que marcaram os lugares santos por tantos séculos, apesar das guerras, das destruições e, infelizmente, dos conflitos entre cristãos, a Igreja continuou com sua missão, animada pelo Espírito do Senhor Ressuscitado. Ela caminha rumo à plena unidade, para que o mundo acredite no amor de Deus e sinta o prazer de sua paz”.
Após ilustrar as etapas mais significativas de seu itinerário, o Papa pediu a todos os peregrinos que se unam a ele na oração pelas necessidades da Igreja no Oriente Médio e pelo dom da paz para toda a região.

Novas tecnologias

Como todas as quartas-feiras, o Papa saudou os fiéis em várias línguas e dirigiu um breve apelo, em inglês, em vista do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que vai acontecer no próximo domingo, 24, dia em que celebramos a Ascensão do Senhor. O Santo Padre recordou que, em sua mensagem deste ano, convidou todos os que fazem uso das novas tecnologias da comunicação, especialmente os jovens, a utilizá-los de uma forma positiva e reconhecer o grande potencial desses meios em criar laços de amizade e solidariedade, o que pode contribuir para um mundo melhor.
As novas tecnologias – disse Bento XVI – trouxeram mudanças fundamentais na forma de divulgação de notícias e informações e no modo em que as pessoas comunicam e se relacionam.
“Gostaria de exortar todos aqueles que acessam o ciberespaço a estarem atentos em manter e promover uma cultura de respeito, de diálogo e de autêntica amizade, na qual os valores da verdade, da harmonia e do entendimento podem florescer”.
De modo especial, o Pontífice apelou aos jovens, a fim de que testemunhem a sua fé através do mundo digital e empreguem essas novas tecnologias para difundir o Evangelho. “Assim, a Boa Nova do amor infinito de Deus por todas as pessoas poderá ressoar em novas formas, neste nosso mundo sempre mais tecnológico!”, completou o Papa.

Mensagem aos fiéis de língua portuguesa

Em português, Bento XVI proferiu as seguintes palavras:

"Com gratidão e amizade, saúdo os diversos grupos do Brasil, o grupo de Terroso, no norte de Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, que vieram encontrar o Sucessor de Pedro, poucos dias depois de ter terminado a sua peregrinação à Terra Santa. Lá, onde o Verbo divino Se fez carne no seio da Virgem Maria, jorra uma fonte inesgotável de esperança e alegria que não cessa de animar o coração da Igreja, peregrina na história. Penhor de tal esperança e alegria, nos vossos corações de peregrinos, seja a bênção que vos dou extensiva às vossas famílias e comunidades eclesiais".

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Papa destaca a alegria própria do período da Páscoa


O Papa Bento XVI encontrou-se nesta manhã com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo na Praça São Pedro, para tradicional audiência geral das quartas-feiras. O Santo Padre deixou Castel Gandolfo, onde se encontra desde a tarde do último domingo para um período de repouso após as intensas celebrações da Semana Santa.
Nesta manhã o Papa voltou a falar sobre a alegria espiritual desses dias de Páscoa, que nenhum sofrimento ou pena pode apagar, e que se baseia na certeza de que Cristo, com sua morte e ressurreição, triunfou definitivamente sobre o mal e a morte.
A novidade supreendente da ressurreição é tão importante que a Igreja não deixa de proclamá-la, prolongando sua recordação especialmente no domingo que é o dia do Senhor e a Páscoa semanal do povo de Deus.
"Para nossa fé e nosso testemunho cristão – disse o papa - é fundamental proclamar a ressurreição de Jesus como um fato real, histórico e comprovado por testemunhas críveis, e que diz respeito à toda a familia humana. Este evento mudou a vida das testemunhas oculares e ao longo dos séculos gerações inteiras de homens o acolheram com fé e o testemunharam, até mesmo com o martírio."
Como afirma Santo Agostinho, a ressurreição de Cristo é a nossa esperança, e ilumina, além do mais, toda a nossa peregrinação terrena. O mistério pascal é o coração de toda a mensagem evangélica, o núcleo central do nosso "Credo", no qual se cumprem as escrituras. Na Páscoa, Deus se revela a si mesmo e o poder do amor trinitário que aniquila as forças destruidoras do mal e a morte.O Papa saudou os peregrinos em várias linguas e aApós a audiência o pontífice retornou a Castel Gandolfo.
Saudação em português"Amados peregrinos de língua portuguesa, alegrai-vos e exultai comigo, porque o Senhor Jesus ressuscitou. A ressurreição de Cristo é a nossa esperança! Este pregão pascal ressoa por toda a terra: ressoa no coração dos brasileiros e dos portugueses de Lamego e da diocese de Coimbra! Com alegria, saúdo a comunidade do seu Seminário Maior que, há 250 anos, facilita esta passagem do testemunho da ressurreição, com a formação de novos arautos e servidores. Sobre todos, desça a minha Bênção."

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Bento XVI explica sentido da Semana Santa



O Papa Bento XVI explicou na Catequese desta quarta-feira, 8, o itinerário do Tríduo Pascal, o conjunto de celebrações mais importante do ano para a Igreja, "que nos oferece a oportunidade para atualizar os mistérios centrais da Redenção"."A partir da tarde de amanhã, com a Missa da Ceia do Senhor, os solenes ritos litúrgicos nos ajudam a meditar de forma mais viva a paixão, morte e ressurreição do Senhor", disse.Bento XVI sublinhou o "prelúdio" que é a "Missa Crismal", na qual se exprime "a plenitude do Sacerdócio de Cristo, assim como a comunhão eclesial que deve animar o povo cristão reunido para o Sacrifício Eucarístico e vivificado na unidade pelo dom do Espírito Santo". Nesta celebração se abençoam o óleo dos catecúmenos e dos enfermos e se consagra o Santo Crisma. Este ano, a Missa Crismal tem um significado particular, destacou o Santo Padre, "pois será quase como uma preparação ao Ano Sacerdotal, que eu convoquei por ocasião dos 150 anos da morte de Santo Cura de Ars, e que terá início no próximo dia 19 de Julho".Sobre a Celebração da Ceia do Senhor, quinta-feira à tarde, o Papa recordou que "esta celebração nos convida a dar graças a Deus pelo dom da Eucaristia, que devemos acolher com devoção e adorar com fé".Por sua vez, a Sexta-feira Santa, "comemorando a paixão e morte de Jesus na cruz, é um dia de tristeza, mas ao mesmo tempo o momento propício para despertar a nossa fé, reforçar a nossa esperança e coragem para levarmos a nossa cruz, com humildade e confiança em Deus, na certeza do seu apoio e da sua vitória".Finalmente, "no grande silêncio do Sábado Santo, a Igreja vela em oração, partilhando os sentimentos de Maria - de sofrimento e de confiança em Deus"."Este recolhimento vai-nos conduzir à Vigília pascal, onde explodirá a alegria da Páscoa. Será então proclamada a vitória da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte e a Igreja se alegrará pelo reencontro com o seu Senhor", destacou o Papa.Ao final da Catequese, Bento XVI saudou os diversos peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Em sua saudação em língua portuguesa, o Papa disse:"Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os estudantes brasileiros de Londrina e todos os participantes no encontro universitário internacional UNIV 2009, formulando os votos mais cordiais de uma feliz e santa Páscoa para cada um dos presentes, suas famílias e comunidades de estudo e de fé. Possam os dias do Tríduo Pascal fortalecer em todos a esperança e a coragem de levar a sua cruz com humildade, confiança e abandono em Deus, certos do seu apoio e da sua vitória. Com estes votos, dou-vos a minha Bênção Apostólica".

quarta-feira, 11 de março de 2009

Bento XVI destaca vida e exemplo de São Bonifácio


"Da sua vida e obras podemos ressaltar a centralidade da Palavra de Deus."


O Papa Bento XVI encontrou-se, esta manhã, na Praça São Pedro, com os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a habitual audiência geral.
O Santo Padre continuou o quinto ciclo catequético de seu pontificado, dedicado aos grandes Escritores da Igreja do Oriente e do Ocidente da Idade Média. O papa deteve-se hoje na pessoa de São Bonifácio, o "apóstolo dos povos germânicos".
O nosso santo, que era chamado Winfrido, nasceu na Grã-Bretanha por volta do ano 675. Ainda muito jovem ingressou para o mosteiro, no qual se destacou por sua inteligência. Uma vez ordenado sacerdote, sentiu o chamado de Deus para ser missionário. Enviado à Frísia, atual Holanda, fracassou em sua primeira ação evangelizadora, por oposição do chefe local.
Sem se desanimar, dirigiu-se a Roma, onde o Papa Gregório II lhe confiou a tarefa de evangelizar os povos germânicos, dando-lhe o nome de Bonifácio. Em pouco tempo, sua obra deu resultados extraordinários. Assim, o pontífice lhe conferiu a ordenação episcopal.
São Bonifácio construiu numerosos mosteiros, que se converteram em autênticos focos de cultura e espiritualidade. Em 754, enquanto evangelizava novamente a Holanda, alguns pagãos o assassinaram na cidade de Dokkum, enquanto celebrava Missa.
Da sua vida e obras, disse por fim o papa, podemos ressaltar a centralidade da Palavra de Deus, a total comunhão com o papa e a promoção do encontro entre a cultura romano-cristã e a cultura germânica. Ao término da audiência geral, Bento XVI cumprimentou os presentes e concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Papa convida cristãos a cuidarem de sua formação religiosa








Cuidar de maneira assídua da formação religiosa para reproduzir na vida aquilo que se celebra na liturgia. Este foi o centro da audiência geral do Papa Bento XVI, desta quarta-feira, 18, na Praça de São Pedro. O ensinamento aos cristãos contemporâneos foi apresentado a partir dos escritos do Venerável Beda, uma das mais insígnes figuras eruditas da Alta Idade Média. Com os seus estudos, disse o Papa, dirigindo-se aos cerca de 20 mil fiéis presentes, o Venerável Beda contribuiu para a construção de uma Europa cristã.Bento XVI, salientando que este monge foi um dos homens mais instruídos da Idade Média e um autor profícuo, coerente com sua reputação de santidade e sabedoria, destacou que as formas diversas de vida cristã atual, ganham orientações precisas com os ensinamentos de Beda. Aos doutores, Bento XVI recordou as tarefas essenciais de estruturar a Palavra de Deus para apresentá-la de "forma atraente aos fiéis". O Papa pediu que exponham a verdade dos dogmas evitando as complicações e atendendo à "simplicidade católica" com a atitude dos pequenos e humildes. Aos pastores, o Papa sublinha que devem "dar a prioridade à pregação, não apenas usando a linguagem verbal, mas valorizando os ícones, as procissões e peregrinações" e acrescenta que Beda recomenda o uso da linguagem informal. Aos consagrados, que vivem a alegria da comunhão fraterna e progridem na sua vida espiritual através da contemplação, "Beda recomenda um apostolado em colaboração com os bispos para o desenvolvimento de atividades pastorais destinadas às jovens comunidades cristãs, disponibilizando-se para a missão evangelizadora fora do seu país”. O Santo Padre recordou ainda os ensinamentos de Beda dirigido aos fiéis leigos para "serem assíduos à instrução religiosa". Aos pais explica que também no seu ambiente doméstico podem exercer um trabalho pastoral, formando os filhos de maneira cristã. No final da catequese o Papa se voltou para os jovens, os doentes e os recém casados. Bento XVI pediu que os jovens "se preparem para a vida com empenho espiritual, edificando o vosso projeto sob a base sólida da fidelidade a Deus”. Aos doentes pediu para oferecerem o seu sofrimento como sinal de "construção do reino" e aos novos casais, o Papa pediu para "fazerem crescer em cada dia a vossa família, graças à escuta de Deus, porque o equilíbrio advém do vosso amor recíproco e se abre ao acolhimento aos mais necessitados".
Papa saúda os peregrinos brasileiros "Amados peregrinos de língua portuguesa, queridos estudantes brasileiros de Criciúma, possa a vossa vinda a Roma se cumprir nas vestes de um verdadeiro peregrino que, sabendo ainda não possuir o seu Bem maior, põe-se a caminho decidido a encontrá-Lo! Sabei que Deus Se deixa encontrar por quantos assim O procuram; e, com Ele e n’Ele, a vossa vida não poderá deixar de ser feliz. Sobre vós e vossas famílias desça a minha bênção".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Bento XVI inicia novo ciclo de reflexões nas Catequeses





Na catequese de hoje, o Papa Bento XVI iniciou uma nova série de reflexões. Depois do longo ciclo dedicado à pessoa de São Paulo Apóstolo, Bento XVI começou a falar sobre os grandes Escritores Eclesiásticos da Idade Média, iniciando com São João Clímaco.
São João Clímaco viveu nas montanhas do Sinai como eremita e monge, numa época de profunda crise, por causa das invasões dos bárbaros. Sua vida se caracterizou por um intenso amor a Deus e aos irmãos.
João Clímaco escreveu um tratado de vida espiritual intitulado "A escalada do Paraíso", no qual descreve o caminho que um monge deve percorrer, desde a renúncia do mundo até a perfeição do Amor.
Na primeira fase, trata da ruptura com o mundo, para voltar ao estado da infância espiritual. Depois, a luta espiritual contra as paixões para atingir as virtudes. Na última etapa da perfeição cristã, a alma, ao alcançar o estado de serenidade, se prepara para a oração do corpo e do coração.
O autor do tratado conclui com a apresentação das três virtudes teologais, fé, esperança e caridade, ressaltando, com São Paulo, a primazia da caridade sobre as demais virtudes.
Enfim, num escrito atual para os cristãos de hoje, São João Clímaco assinala a direção à qual todos da Igreja devem tender: a participação na morte e a ressurreição de Cristo, iniciada com o Batismo.Saudação em língua portuguesa
Ao término da sua catequese, o Papa cumprimentou os presentes em nove línguas, entre as quais o português:
"Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os de Portugal, das Paróquias de São Martinho de Lordelo do Ouro, Cristo Rei de Santa Bárbara Gaia, Santa Eulália de Águeda e de Nossa Senhora de Lourdes de Coimbra. A todos faço votos de uma feliz estadía na Cidade Eterna, e que este encontro com o Sucessor de Pedro reforce os propósitos de unidade e de comunhão na única fé, em Cristo Jesus Nosso Senhor. Que Deus vos abençoe e vos ampare, pela intercessão da Virgem de Fátima".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Papa encerra série de catequeses dedicadas ao apóstolo São Paulo







O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã de hoje com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo durante a habitual audiência geral na Sala Paulo VI, no Vaticano.
Com a audiência de hoje sobre o martírio de São Paulo, o Papa encerrou a série de catequeses que durante este Ano Paulino ele dedicou à pessoa do Apóstolo dos Gentios.
Escrevendo a seu amigo e colaborador Timóteo, disse o Papa, Paulo vislumbra o final de sua vida com essas palavras: "Eu estou a ponto de ser sacrificado e o momento da minha partida é iminente". (2 Tim 4, 6).
O Apóstolo tinha já a consciência de que seu serviço ao Evangelho estava para se concluir através de sua morte e de seu martírio. E assim foi. Segundo vários estudos de fontes antigas, a condenação à morte do Apóstolo se verificou na época de Nero, entre os anos 64 e 68.
Paulo foi decapitado no lugar conhecido como Tre fontane, Três fontes na cidade de Roma e, segundo essas mesmas tradições, seu sepulcro encontra-se na Via Ostiense, onde hoje se eleva a Basílica de São Paulo fora dos Muros.
Todavia, disse o Papa, para mais além dos fatos que determinaram sua morte, São Paulo deixou uma profunda marca na tradição da Igreja e uma extraordinária herança de ensinamentos cristãos. Na atualidade, como em todas as épocas, concluiu o Santo Padre, encontramos mestres e teólogos, santos e fundadores, que beberam e bebem de seus escritos e de seu exemplo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Papa fala sobre as cartas de São Paulo e condena holocausto





Em sua audiência de hoje, 28, o Papa Bento XVI continuou sua reflexão sobre o apóstolo Paulo, ilustrando a visão teológica das últimas cartas paulinas, chamadas Cartas pastorais, por dirigirem-se a Timóteo e Tito, dois Pastores da Igreja que foram estreitos colaboradores do Apóstolo. Nestas cartas, Paulo reafirma que a Escritura, inspirada por Deus, é útil para instruir, rumo à salvação, e que se há de guardar e seguir fielmente, como critério seguro, o depósito transmitido pelas gerações precedentes. Ao mesmo tempo, reafirma-se o enraizamento das comunidades cristãs nos pontos essenciais da fé, sinônimo da verdade, da qual a Igreja é coluna e a base.Elas são abertas ao universal, e rezam para que todos os homens alcancem o conhecimento da verdade. Nestas Cartas pastorais delineia-se o modo de ser da Igreja que estava nascendo. O Bispo aparece pela primeira vez com o triplo ministério: de bispo, de padre e de diácono. "A Igreja é como um lar familiar, o 'lar de Deus', no qual o bispo é o pai. Rezemos a São Paulo para que nós possamos ser sempre membros da 'família de Deus'". Condenação do Holocausto
Bento XVI reafirmou esta Quarta-feira, no Vaticano, a sua clara condenação do Holocausto, esclarecendo as polêmicas surgidas nos últimos dias por causa do levantamento das excomunhões a quatro Bispos lefebvrianos.Segundo o Papa, o Holocausto deve ser para todos "um alerta contra o esquecimento, a negação ou o reducionismo"."Nestes dias, em que recordamos a Shoah, vêm à minha memória as imagens das minhas repetidas viagens a Auschwitz, um dos lugares em que se consumou o massacre cruel de milhões de judeus, vítimas inocentes de um ódio cego, racial e religioso", disse na audiência geral desta manhã.O Papa quis "renovar com afeto a expressão da minha plena e indiscutível solidariedade com os nossos irmãos destinatários da primeira Aliança"."Desejo que a memória da Shoah leve a humanidade a refletir sobre o imprevisível poder do mal, quando conquista o coração do homem", alertou."A violência feita contra um só homem é violência feita contra todos", afirmou ainda, precisando que "a Shoah mostra em especial, às velhas e novas gerações, que só o caminho do diálogo e da escuta, do amor e do perdão, conduz povos, culturas e religiões do mundo à desejada fraternidade e paz na verdade"."Que nunca mais a violência humilhe a dignidade do homem", concluiu o Papa, numa intervenção marcada por uma longa salva de palmas dos presentes.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"Não há ecumenismo sem autêntica conversão", diz Papa











Antes da Catequese, Bento XVI abençoou os cordeiros que seram usados para fazer os novos pálios.




O Papa Bento XVI dedicou a audiência geral desta quarta-feira, 21, ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso. Na sala Paulo VI, o Papa recordou que os cristãos estão vivendo a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, uma iniciativa espiritual que este ano se inspira nas palavras de Ezequiel.Este é um convite dirigido a todos os cristãos de todas as Igrejas e de todas as comunidade eclesiais, que "devemos responder com generosidade". Este compromisso ecumênico, assinalou o Papa, "comporta uma adesão humilde a Deus. Não há ecumenismo verdadeiro sem uma autêntica conversão interior".O Papa indicou que este espírito tem animado a Igreja Católica, "que no último ano tem percorrido, convicta e radicada esperança, as relações fraternas e respeitosas com todas as Igrejas e comunidades eclesiais desde o Ocidente aos Oriente. Em diferentes situações, algumas mais positivas outras com grande dificuldade, a Igreja não tem poupado esforços para o compromisso e para o reforço da unidade".Igreja e diálogo teológico Bento XVI indicou que a relação entre as Igrejas e o diálogo teológico tem continuado a dar sinais encorajadores de convergência espiritual. O Santo Padre relembrou as ocasiões em que se encontrou com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I durante a Assembléia do Sínodo dos Bispos. "Tive o prazer de receber também os dois católicos da Igreja Apostólica da Armênia, Karekin II, de Etchmiazin, e Aram I de Antelias"."Estou em oração enquanto os nossos irmãos se preparam para eleger o novo Patriarca da sua venerada e grande Igreja Ortodoxa".O Papa recordou ainda o encontro com representantes das várias comunhões cristãs do Ocidente, "com os quais prossegue o diálogo sobre o importante testemunho que os cristãos são chamados a dar de modo concreto mesmo perante tantos desafios cultuais, sociais e econômicos".Exemplo do Apóstolo Paulo "No Ano Paulino, sigamos o caminho do Apóstolo, que gastou a sua vida por um único Senhor e pela unidade do corpo místico, dando, com o seu martírio, um testemunho de fidelidade e amor a Cristo". "Que estes dias de oração nos estimulem para atingir esta meta e sirvam também para dar graças a Deus pelo caminho percorrido até agora, continuando o diálogo, impulsionado pela verdade e pela caridade", terminou.Bento XVI saudou os peregrinos portugueses. "Ao saudar cordialmente todos os peregrinos e visitantes de língua portuguesa, dou as boas vindas, em particular ao grupo de sacerdotes do Porto: para todos invoco a proteção do Altíssimo. E que a luz de Cristo anime sempre em vós o entusiasmo para servir a Igreja como ela quer ser servida. Com a minha Benção".

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"Quem está com Cristo não teme nada nem ninguém", diz Papa


"Num mundo cheio de medos, quem está com Cristo não teme nada nem ninguém, porque Ele é o verdadeiro Senhor do mundo e, se estamos unidos a Cristo, não precisamos temer inimigos ou adversidades". Essas foram as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI, na audiência geral desta quarta-feira, 14, enquanto meditava as duas epístolas de São Paulo: as Cartas aos Colossenses e aos Efésios. Falando da Pessoa de Cristo, Bento XVI afirmou que "tanto numa como noutra carta, Jesus Cristo é designado como 'Cabeça'. E prosseguiu, "Ele é antes de mais nada o Chefe, que dirige e guia a comunidade cristã, e é também a Cabeça, pois comunica a sua vida a todos os membros do seu Corpo. Mas Cristo é também considerado o Chefe das potências celestes e do cosmos. Cristo, que nos amou e se entregou por nós está acima de todo e qualquer poder que pretendesse humilhar o homem. Unidos a Cristo, não devemos, portanto, temer o que quer que seja".O Santo Padre observou que "para o mundo pagão esta revelação de São Paulo constituía uma libertação. Também os pagãos de hoje veem o mundo cheio de poderes perigosos, mas quem está com Cristo não teme nada nem ninguém, concluiu o Papa, exortando: "Num mundo cheio de medos, também nós, cristãos havemos de aprender que Cristo, para além de toda e qualquer dominação, é o verdadeiro Senhor do mundo".SaudaçãoAo final da Audiência o Papa dirigiu uma saudação especial aos grupos de língua portuguesa: "Aos peregrinos portugueses vindos de Lisboa e aos brasileiros, professores, alunos e familiares do Colégio de São Bento do Rio de Janeiro, por ocasião das festas jubilares deste estabelecimento de ensino, como penhor de abundantes dons divinos que sirvam de estímulo para a sua vida cristã, concedo benevolamente minha Bênção Apostólica".