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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Possíveis milagres para a canonização de João Paulo II já estão sendo estudados, afirma postulador





Vaticano, 07 Mai. 12 / 07:06 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Postulador da causa de Canonização do Beato João Paulo II, Mons. Slawomir Oder, assegurou que existem três ou quatro casos muito interessantes que poderiam permitir a canonização do Beato João Paulo II.

No dia 1 de maio a Igreja recordou o primeiro aniversário da beatificação de João Paulo II presidida por Bento XVI diante de mais de dois milhões de pessoas reunidas na praça de São Pedro para presenciar a beatificação mais multitudinária da história.

Em uma entrevista concedida ao jornal italiano Avvenire, Mons. Oder explicou que as graças que poderiam ser atribuídas à intercessão do Beato Wojtyla poderiam ser contadas por dezenas, mas “aqueles que atualmente parecem mais interessantes são três ou quatro”.

Conforme informou, os casos que poderiam considerar-se milagrosos provêm de diversos países do mundo, “sobre tudo europeus, como a Polônia, Itália e Espanha, mas também das Américas, como Estados Unidos, México, Colômbia e Brasil”.

O postulador afirmou que continuam chegando ao seu escritório numerosas notícias de graças recebidas pela intercessão do Beato, e informou que “o fluxo de fiéis que vão rezar diante da tumba de João Paulo II a invocar sua intercessão é ininterrupto”.

Para que o beato possa ser venerado como santo é necessária a intercessão ante Deus de um segundo milagre. O primeiro que o elevou aos altares foi a cura da religiosa francesa Marie Simon Pierre, quem sofria Parkinson, uma enfermidade incurável que afetou também ao Beato João Paulo II.

Mons. Oder assinalou que nestes momentos está à espera da documentação relacionada com algumas graças, “em alguns casos foram iniciadas as investigações médicas. Mas se trata de investigações prévias e portanto não se pode absolutamente falar da eleição de um caso específico”. 
Mas, “os casos interessantes que merecem um aprofundamento já foram assinalados”, concluiu o postulador.

Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Papa realiza seis canonizações neste sábado



Na manhã deste sábado, 18/02, Bento XVI preside na Basílica de São Pedro, no Vaticano, uma reunião pública com os cardeais chamada de “Consistório Ordinário”. Neste encontro, além da criação de 22 novos cardeais, o papa irá realizar a canonização de seis beatos, de diferentes partes do mundo.
A lista dos canonizados é a seguinte:
2 sacerdotes: James Berthieu, sacerdote professo da Companhia de Jesus, que nasceu na França em 1838, mas morreu como mártir em Madagascar em 1896; e Giovanni Battista Piamarta, sacerdote que fundadou a Congregação Família de Nazaré e humildes servos do Senhor. Italiano que viveu entre 1841 e 1913, ficou conhecido como “o pai dos trabalhadores”.
2 religiosas: Maria do Monte Carmelo, virgem fundadora da Congregação Missionária do Ensino Irmãs Concepcionistas; e Mary Anne Cope, religiosa professa da Congregação das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco de Syracuse (Nova York);
3 leigos: Pedro Calungsod, que viveu no século XVII, falecido aos 17 anos nas Filipinas, onde era sacristão e catequista. Sofreu o martírio junto com outro beato, Diego de San Luis Vitores. Catherine Tekakwitha, que foi a primeira nativa norte-americana beatificada, e que agora será canonizada; eAnna Schäffer, alemã que viveu na virada do século XIX para o XX e que se destacou por sua fé na vontade de Deus, apesar de seu estado de doença que a deixou na cama por 25 anos.
A cerimônia de canonização será realizada na Basílica Vaticana após a liturgia de criação dos 22 novos cardeais da Igreja Católica. Entre eles, está o arcebispo emérito de Brasília e atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Religiosa e Sociedade de Vida Consagrada, o brasileiro dom João Braz de Aviz.
 Fonte: CNBB

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Papa preside canonização de três beatos no domingo

Dom Guido (E), Ir. Bonifácia (C) e Pe. Luigi (D) serão os 3 novos santos da Igreja Católica

O Papa Bento XVI presidirá a Missa com a Canonização de três beatos neste domingo, 23. A Celebração acontece no adro (parte externa) da Basílica Vaticana, às 10h.

Os Beatos a serem canonizados são:

- Guido Maria Conforti (1865-1931), Arcebispo-Bispo de Parma, Fundador da Pia Sociedade de São Francisco Xavier para as Missões Estrangeiras;
- Luigi Guanella (1842-1915), Sacerdote, Fundador da Congregação dos Servos da Caridade e do Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência;
- Bonifacia Rodríguez de Castro (1837-1905), Fundadora da Congregação das Servas de São José.
Fonte: Canção Nova

domingo, 16 de outubro de 2011

Milagre de Nhá Chica é aprovado por comissão médica do Vaticano


A comissão médica da Congregação das Causas dos Santos analisou o milagre ocorrido por intercessão da Venerável Serva de Deus Nhá Chica em favor da senhora Ana Lúcia. Todos os sete médicos deram voto favorável. A cura não tem explicação científica.

A grande graça atribuída a Nhá Chica refere-se à professora Ana Lúcia Meirelles Leite, de Caxambu (MG). Ana Lúcia foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pelas orações de Nhá Chica. O fato realizou-se em 1995.

Dessa forma, a Venerável Serva de Deus dá mais um passo em direção à Beatificação. Em janeiro deste ano, foram reconhecidas suas virtudes heróicas e Nhá Chica foi proclamada venerável. Resta, agora, passar pela comissão de Cardeais e Bispos, que devem confirmar a opinião dos médicos e, depois, o Papa assinar o decreto de beatificação e marcar a data.

O anúncio foi realizado na última quinta-feira, 13.
Fonte: Diocese de Campanha

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pedido para iniciar processo de beatificação de D. Luciano será enviado à Santa Sé



No último dia 26, uma missa na Catedral de Mariana, presidida pelo arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG), cardeal Serafim Fernandes de Araújo, lembrou os cinco anos da morte de dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana por 18 anos, de 1988 a 2006. Na ocasião, o arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, anunciou o que já havia antecipado em maio, durante a assembleia geral da CNBB: vai solicitar à Santa Sé autorização para iniciar o processo de beatificação de dom Luciano.

“Após cinco anos do falecimento de Dom Luciano, comunico oficialmente que, com o apoio dos bispos brasileiros, a arquidiocese de Mariana, iniciará o que é necessário para obter da Sé Apostólica a autorização para dar início ao processo de beatificação do quarto arcebispo de Mariana, dom Luciano Pedro Mendes de Almeida”, disse dom Geraldo.

Dom Luciano morreu no dia 27 de agosto de 2006, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Ele é reconhecido por sua inteligência brilhante e atuação firme na defesa dos direitos humanos e cuidado com os mais pobres, tendo sido secretário e presidente da CNBB por dois mandatos consecutivos em cada um dos cargos. Sua fama de santidade já corre entre o povo e seu túmulo, na cripta da catedral de Mariana, é permanentemente visitado pelos fiéis.

O pedido à Santa Sé vai respaldado por mais de 300 bispos que, na assembleia da CNBB, assinaram a petição a ser encaminhada por dom Geraldo à Congregação para a Causa dos Santos solicitando o nihil obstat (nada impede) para iniciar o processo de beatificação.

Uma vez autorizado o pedido, a arquidiocese instaurará um Tribunal Específico para conduzir a causa. O Tribunal ouvirá as pessoas que serão chamadas a depor no processo mediante um questionário elaborado pela própria Santa Sé. “Há todo um ritual e muitas formalidades que são determinadas no procedimento de um processo para a beatificação”, explicou dom Geraldo.

Beatificacao_domLucianodgeraldo2Para dom Geraldo, o atual momento representa, para a arquidiocese de Mariana, a importância de dom Luciano. “Sem desmerecer seus antecessores, dom Luciano tem um significado muito especial, e aqui deixou marcas de extraordinária importância. A atual estrutura pastoral que temos na arquidiocese de Mariana, o dinamismo pastoral que foi aqui implantado, esta abertura para a questão social, a defesa dos direitos humanos e, sobretudo, o serviço aos pobres com tantas obras sociais. Tudo isso, nós agradecemos a dom Luciano”.

Comenda

A Faculdade Arquidiocesana de Mariana realizou, na sexta-feira, 26, o ato solene de outorga da “Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida do Mérito Educacional e Responsabilidade Social".

Foram homenageados o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito do São Paulo (SP), ausente por motivo de saúde; o cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG); padre Paulo Vicente Ribeiro Nobre, assessor arquidiocesano da Dimensão Catequética da Arquidiocese de Mariana; irmã Carmem Mendes de Carvalho, coordenadora da residência arquiepiscopal durante o episcopado de dom Luciano; irmã Neusa Quirino Simões (Companhia de Maria), ex-secretária de dom Luciano na CNBB e o Núcleo de Apoio aos Toxicômanos e Alcoólatras de Ouro Preto, Grupo NATA.

São Paulo

No domingo, 28, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, inaugurou, na zona leste da cidade, um novo viaduto, que recebeu o nome Viaduto Dom Luciano Mendes de Almeida. O arcebispo, que era carioca, foi bispo auxiliar de São Paulo, na Região Belém, durante 12 anos, de 1976 a 1988. Em São Paulo, ele fundou a Pastoral do Menor, que hoje atua em todo o país, e inaugurou outras obras de atendimento aos pobres.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mais de 70 mil pessoas participam de cerimônia de beatificação de Irmã Dulce, em Salvador

beatificacao2irmadulceMilhares de pessoas celebram ontem, 22, em Salvador (BA), a beatificação de irmã Dulce. A religiosa dedicou sua vida a ajudar os pobres e excluídos, passando a ser chamada de Anjo Bom da Bahia. A solidariedade aos carentes e o reconhecimento de um milagre levaram a freira a ser proclamada beata, o que a deixa mais próxima de se tornar santa.

A cerimônia, iniciada às 17 horas, no Parque de Exposições de Salvador, foi acompanhada por 77 mil pessoas (dados da polícia militar da Bahia) e diversas autoridades, entre elas, a presidente da República Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner e o presidente do Senado, José Sarney. O rito foi conduzido pelo cardeal dom Geraldo Majella Agnelo, representando o papa Bento XVI. Com a beatificação, a religiosa passou a ser chamada de “Bem-Aventurada Dulce dos Pobres”.

Como beata, um grande quadro com o retrato da religiosa foi mostrado ao público, que agitou lenços e cantou em homenagem à freira baiana, que morreu há 19 anos.

beatificacao3irmadulceO processo de canonização começou em 2001. Em 2003, a Santa Sé emitiu validação jurídica do milagre atribuído à freira. Irmã Dulce intercedeu por uma mulher, no estado de Sergipe, que sofreu grave hemorragia após o parto, em 2001. Em 2009, o papa Bento XVI concedeu o título de venerável à freira baiana, reconhecimento de que viveu de forma heroica as virtudes da fé cristã, caridade e esperança. O feito foi investigado por peritos médicos e teólogos.

No ano passado, a Congregação para a Causa dos Santos certificou a autenticidade do milagre atribuído à irmã Dulce, última etapa para a beatificação. Em dezembro de 2010, o papa promulgou o decreto de beatificação. Após o decreto, deu-se início o processo para a santificação. Para ser considerada santa mais um milagre deve ser constatado.

Filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, irmã Dulce, nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana. Aos sete anos, a mãe morreu. Na adolescência, já dava sinais da vocação para ajudar os excluídos, acolhendo mendigos e doentes em sua casa.

beatificacao1irmadulceEm 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no município sergipano de São Cristovão. Aos 20 anos, fez os votos e adotou o nome de irmã Dulce, em homenagem à mãe.

Em Salvador, prestava assistência à comunidade pobre de Alagados, ajudou na fundação de uma associação católica de operários e também de uma escola para filhos dos operários. No início da década de 50, a freira usava o galinheiro do convento para abrigar doentes – foi o começo da Associação Obras Sociais Irmã Dulce, criada oficialmente em 1959. Depois, fundou o Convento Santo Antônio.

Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Com a saúde extremamente debilitada, a religiosa morreu em 1992, com 77 anos de idade. Com o processo de canonização, os restos mortais foram levados para a Capela do Convento Santo Antônio. Depois de receber o título de venerável, foram transferidos para a Capela das Relíquias, ambos em Salvador.

Palavra do Papa

O papa Bento XVI lembrou a beatificação de irmã Dulce, durante a tradicional Oração Regina Coeli. Num discurso em português, o papa chamou a religiosa baiana de “mãe dos desamparados”.

“Desejo também unir-me à alegria dos pastores e dos fieis congregados em Salvador para a beatificação da irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou para trás uma prodigiosa pegada de caridade a serviço dos mais pobres, fazendo com que todo o Brasil visse nela a mãe dos desamparados”, disse Bento XVI.

Fonte: CNBB

domingo, 1 de maio de 2011

João Paulo II é proclamado Beato, o dia esperado chegou, diz Papa




"E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica". Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu neste Domingo da Misericórdia, 1º de maio, data escolhida para a Beatificação do Papa polonês. Cerca de 1 milhão e meio de peregrinos dirigiram-se a Roma para fazer parte da cerimônia, uma das maiores da história da Igreja.
Após os ritos iniciais da Santa Missa, o Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, apresentou o pedido de Beatificação do até então Venerável Servo de Deus João Paulo II. Em seu pedido, o Cardeal lembrou João Paulo II como um homem que "mirava sempre o horizonte da esperança, convidando os povos a derrubar os muros das divisões". Logo após, Bento XVI pronunciou a fórmula que tornou João Paulo II Beato da Igreja e, da mesma janela onde foi apresentado como Papa ao mundo, em 1978, foi desvelada a imagem oficial do novo Beato.
Bento XVI recordou que, embora a tristeza pela perda de João Paulo II fosse profunda no dia de sua morte, a sensação de que uma graça especial envolvia o mundo todo era ainda maior. "Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica", exclamou.
O Santo Padre ressaltou que a bem-aventurança eterna de João Paulo II é a da fé, dom que recebeu do Pai para edificar a Igreja. Nessa perspectiva, também a Mãe do Redentor revela-se como ponto fundamental da vida e espiritualidade do Papa polonês. "Hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade", explicou.
As palavras memoráveis pronunciadas por João Paulo II na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro - "Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!" - foram vividas por ele em primeira pessoa. "Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem", salientou Bento XVI.
Por fim, o Bispo de Roma agradeceu a Deus também pela experiência de colaboração pessoal que teve longamente com o Beato Papa João Paulo II, já que foi chamado por Wojtyla como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ainda em 1982, somando 23 anos de amizade e colaboração.
"O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia. Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amém".
Ao final da celebração, Bento XVI, juntamente com os cardeais, bispos e concelebrantes, dirigiu-se em procissão ao interior da Basílica de São Pedro, para rezar diante do caixão de João Paulo II, que continua exposto para veneração.

Saiba mais

Neste Domingo da Misericórdia, às 5h (em Roma - 00h no horário de Brasília), uma vela acesa foi colocada em recordação a Karol Wojtyla junto à janela na qual o Papa aparece para a oração mariana do domingo. A data escolhida para a festa litúrgica de João Paulo II - 22 de outubro - faz referência ao dia da primeira Missa de seu Pontificado.
Nos últimos mil anos, nenhum Papa havia proclamado seu predecessor como beato. O Papa Bento XVI usou uma casula e uma mitra que pertenciam ao Papa Wojtyla. Da mesma forma, o cálice utilizado durante a Missa foi aquele usado por João Paulo II nos últimos anos de seu Pontificado.
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia da beatificação revela devoção de JPII à Divina Misericórdia


A Festa da Misericórdia de 2011 terá um aspecto todo especial, pois vai acontecer no mesmo dia da beatificação do Papa João Paulo II, em 1º de maio.

No dia 30 de abril de 2000, a partir das revelações de Jesus à Santa Faustina, João Paulo II, além de canonizá-la, instituiu a festa que, a partir de então, passou a ser celebrada no segundo Domingo da Páscoa, conforme consta no diário da santa, disseminado por todo mundo:

“Toda alma contemplará em relação a Mim [Jesus], por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia” (Diário, nº 699).

Além de João Paulo II ter nascido no mesmo país que a religiosa, o futuro beato também se mostrou um legítimo "divulgador da misericórdia”. Na homilia de dedicação do Santuário da Divina Misericórdia, em Lagiewniki, na Cracóvia (Polônia), no dia 17 de agosto de 2002, o Santo Padre, ao repetir a conhecida jaculatória "Jesus, eu confio em vós", afirmou que, mediante o contexto atual de tantas "manifestações do mal", esta invocação da misericórdia de Deus deve ser um sinal de confiança e esperança de todos os homens.
Deste modo, ele destacou, durante a homilia, que a "graça da misericórdia" deve prevalecer no coração humano, na sociedade e para a concretização da paz:

"Quanta necessidade da misericórdia de Deus tem hoje o mundo! Em todos os continentes, do profundo do sofrimento humano, parece que se eleva a invocação da misericórdia. Onde predominam o ódio e a sede de vingança, onde a guerra causa o sofrimento e a morte dos inocentes, é necessária a graça da misericórdia para aplacar as mentes e os corações, e para fazer reinar a paz. Onde falta o respeito pela vida e pela dignidade do homem, é necessário o amor misericordioso de Deus, em cuja luz se manifesta o indescritível valor de cada ser humano. É necessária a misericórdia para fazer com que toda a injustiça no mundo encontre o seu fim no esplendor da verdade”.

"Papa da misericórdia"
O reitor do Santuário da Divina Misericórdia no Brasil, padre Ednilson de Jesus, que pertence à Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição*, destaca que este é um dos títulos que pode ser atribuído a João Paulo II, pois enquanto padre e bispo na Polônia, Karol Wojtyla já conhecia a devoção.

Arquivo Canção NovaPadre Ednilson enfatiza ainda que a devoção significou uma mensagem de esperança para o complexo século XX, em que predominaram regimes totalitários e a ocorrência de guerras mundiaisO sacerdote considera que a mensagem da Divina Misericórdia teria "passagem livre" na Igreja somente através de alguém que a conhecia na íntegra. "O Papa João Paulo II e a Divina e Misericórdia estão estritamente unidos". É assim que enfatiza padre Ednilson, ao falar também da alegria de sua congregação pela beatificação do Santo Padre acontecer no Domingo da Misericórdia.
"João Paulo II instituiu [a festa] não só para a Igreja, mas é perceptível na sua vida que ele também fazia uso da misericórdia. Ele mesmo sempre acreditava na devoção, mesmo no período em que ela foi suspensa", acrescenta.
O reitor explica que, assim que assumiu o pontificado, o Santo Padre retomou a devoção na Igreja, pois ele mesmo fez a experiência do amor misericordioso de Deus.
Ao ressaltar esta experiência do Sumo Pontífice com Jesus Misericordioso, através dos escritos da religiosa, padre Ednilson de Jesus recorda as palavras do Papa na homilia de canonização de Faustina:
"E tu, Faustina, dom de Deus ao nosso tempo, dádiva da terra da Polônia à Igreja inteira, obtém-nos a graça de perceber a profundidade da Misericórdia Divina, ajuda-nos a torná-la experiência viva e a testemunhá-la aos irmãos!".
Por fim, o sacerdote explica que, hoje, a Igreja endossa a seriedade da devoção e o fato da beatificação acontecer na Festa da Misericórdia confirma o trecho do diário de Santa Faustina que é associado ao antecessor de Bento XVI - "Amo a Polônia de maneira especial e, se ela for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade. Dela sairá a centelha que preparará o mundo para a Minha Vinda derradeira" (Diário, nº 1732).

"Essas palavras se dirigem à pessoa de João Paulo II, se referem direta e exclusivamente a [ele]", conclui padre Ednilson.
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vaticano decreta data de memória litúrgica de JPII


Em razão da beatificação de João Paulo II, que será presidida pelo Papa Bento XVI no dia 1º de maio, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu um decreto regulamentando o culto litúrgico reservado ao futuro beato.

O dia 22 de outubro foi escolhido para celebração em memória de João Paulo II na Diocese de Roma e nas dioceses da Polônia.

Confira a íntegra do decreto

Para o culto litúrgico e prestação de homenagem em honra ao Beato João Paulo II

Em caráter excepcional, reconhecida por toda a Igreja Católica espalhada por toda a terra é a beatificação do Venerável João Paulo II, de feliz memória, que acontecerá na Praça São Pedro, em Roma, presidida pelo Santo Padre Bento XVI.

Em vista de tal extraordinariedade, foi recebido numerosos pedidos sobre o culto litúrgico em honra do novo beato. Segundo pontos e formas estabelecidas pela lei, esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos comunica a disposição destes pedidos.

Se dispõe que no ano sucessivo à beatificação de João Paulo II, até o dia 1º de maio de 2012, seja possível celebrar uma Santa Missa em Ação de Graça nos lugares e dias significativos. A responsabilidade de estabelecer o dia ou os dias, como também o lugar e os lugares de encontro do povo de Deus, compete ao bispo diocesano para a sua diocese. Consideradas as necessidades físicas e as conveniências pastorais, se concede a possibilidade de celebrar uma Santa Missa em honra ao novo beato em um domingo durante o ano como também em um dia entre 10 e 13, da tabela dos dias litúrgicos.

Do mesmo modo, para as famílias religiosas compete ao Superior Geral oferecer indicações sobre os dias e lugares significativos para toda a família religiosa.

Para a Santa Missa, haverá a possibilidade de cantar o Glória, recolhimento da coleta em honra ao beato. Já as outras orações, o prefácio, as antífonas e leituras bíblicas são extraídas em comunhão com os pastores para a memória de um Papa.

Se ocorrer num domingo durante o ano, para as leituras bíblicas, se poderá escolher textos adequados pela Comunidade dos pastores para a primeira leitura, Salmo responsorial e ao Evangelho.

As inscrições do novo Beato nos Calendários particulares

Se dispõe que, no Calendário próprio da Diocese de Roma e das dioceses da Polônia, a celebração do Beato João Paulo II, seja registrada no dia 22 de outubro e celebrada, a cada ano, como memória.

Sobre os textos litúrgico, se concede como própria a oração da comunidade e a segunda leitura do Oficio das leituras, com seu responsório. Os outros textos são escolhidos na Comunhão de pastores, para a memória de um Papa.

Quanto aos outros Calendário próprios, a requisição da memória facultativa do Beato João Paulo II poderá ser apresentada pela Congregação das Conferências dos Bispos para o seu território, pelo Bispo para a sua diocese e pelo Superior Geral para a sua família religiosa.

Dedicação de uma igreja a Deus em honra ao novo beato

A escolha do Beato João Paulo II como titular de uma igreja prevê induto da Sede Apostólica (cf. Ordo dedicationis ecclesiae, Praenotanda, nº 4), exceto quando já esteja inscrita no calendário particular: neste caso, não é necessário o induto, pois na igreja na qual ele é titular, está reservado para o grau de festa (cf. Congregatio de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Notificatio de cultu Beatorum, 21 de maio de 1999, nº 9).

Não obstante qualquer disposição em contrário.

Da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 2 de abril de 2011
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 5 de abril de 2011

Restos mortais de JPII serão venerados, mas não haverá exumação


Os restos mortais de João Paulo II (Karol Wojtyla) poderão ser venerados pelos fiéis após a Missa de Beatificação do Papa Polonês. No entanto, o corpo do Pontífice não estará visível aos fiéis.

A Missa de Beatificação será presidida por Bento XVI no Domingo da Oitava da Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 1º de maio, às 10h (horário de Roma), na Praça de São Pedro. Logo após, o Papa e os cardeais concelebrantes da Missa irão em procissão da Praça de São Pedro até o interior da Basílica, onde se ajoelharão diante da urna com os restos mortais de João Paulo II para rezar.

A urna será colocada sobre um catafalco [suporte usado durante homenagens fúnebres] e coberta com uma tela branca, diante da monumental tumba de São Pedro, nas Grutas Vaticanas, onde permanecerá até a manhã do dia 1º, poucas horas antes de começar a cerimônia de Beatificação. Devido ao translado, as Grutas Vaticanas (cripta) - onde hoje descansam os restos mortais do Pontífice - permanecerão fechadas ao público de 29 de abril a 1º de maio.

Depois do Papa e dos cardeais, todos os fiéis que desejarem poderão também rezar diante dos restos mortais de João Paulo II. A Basílica de São Pedro permanecerá aberta enquanto durar o fluxo de fiéis, para permitir que as centenas de milhares de pessoas esperadas para a cerimônia possam rezar diante do primeiro Pontífice polonês da história.

Após isso, a urna com os restos mortais do Santo Padre não será aberta durante o translado das Grutas Vaticanas para o altar da Capela de São Sebastião, na Basílica de São Pedro, onde será depositada. Logo, não haverá uma exumação. O motivo é o curto espaço de tempo desde o falecimento de João Paulo II, segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

A Capela de São Sebastião foi restaurada, com nova iluminação e som, e guarda atualmente os restos do Papa Inocêncio XI (1611-1689). Na próxima sexta, 29, a urna com os restos de Inocêncio será transladada para o Altar da Transfiguração, em uma cerimônia simples, presidida pelo Cardeal Arcipreste do templo, Angelo Comastri, e o capítulo catedralício.

Até agora

Desde 8 de abril de 2005, os restos de João Paulo II repousam nas Grutas Vaticanas, na tumba que foi do Beato João XXIII e a poucos metros da tumba de São Pedro. Ele é o único Papa que repousa entre duas rainhas, Cristina da Suécia e Carlota do Chipre, enterradas nas Grutas Vaticanas a poucos metros de sua sepultura.

Uma simples lápide de mármore branco cobre a tumba, lugar de peregrinação de fiéis de todo o mundo. Segundo dados do Vaticano, uma média de mais de 20 mil pessoas a visitam diariamente. Ioannes Pavlvs PP II. 16.X.1978-2.IV.2005 são as únicas letras e números gravados no mármore, proveniente da famosa montanha de Carrara, no noroeste italiano. A lápide mede 2,20 metros de altura por 1,20 metros de largura.

João Paulo II apreciava muito João XXIII, motivo pelo qual decidiu ser enterrado na tumba que era ocupada por esse, uma vez que o corpo do "Papa Bom" - que convocou o Concílio Vaticano II e efetuou mudanças profundas na Igreja - foi transladado à Basílica Vaticana após sua beatificação, em 3 de setembro de 2000, pelo próprio João Paulo II. Os restos de João XXIII descansam na capela de São Jerônimo, a poucos passos da que abrigará os restos de Wojtyla.
Fonte: Canção Nova

Programa completo para beatificação de JPII é divulgado


O Vaticano divulgou nesta terça-feira, 5, o programa completo e os detalhes da vigília e da cerimônia de beatificação de João Paulo II.

Vigília

Durante a abertura da vigília na noite do sábado, 30, realizada no Circo Máximo, em Roma, das 20h às 22h30 (horário de Roma) serão relembrados os principais momentos da vida e as palavras do saudoso Papa polonês.

A vigília será acompanhada pelo Coral da Diocese de Roma e pela Orquestra do Conservatório de Santa Cecília, regida pelo monsenhor Marco Frisina.

Depois da solene procissão que levará a imagem de Maria Salus Populi Romani, serão apresentados alguns testemunhos de colaboradores próximos a Karol Wojtyla: Joaquín Navarro-Valls, Cardeal Stanisław Dziwisz, e Marie Simon-Pierre, agraciada pelo milagre que abriu o processo de beatificação.

Ao fim desta primeira parte, serão recitados os Mistérios Luminosos do santo Rosário em conexão com cinco santuários marianos em diferentes pontos do planeta: Santuário de Łagniewniki, em Cracóvia, Polônia; Santuário de Kawekamo, em Bugando, Tanzânia; Santuário de Notre Dame do Líbano, em Harissa; Basílica de Santa Maria de Guadalupe, na Cidade do México; e Santuário de Fátima, em Portugal.

Cada um dos mistérios do Rosário será ligado a uma intenção: pelos jovens; pela família; pela evangelização, pela esperança e paz aos povos; e pela Igreja, respectivamente.

Na segunda parte da vigília, será apresentado o hino de beatificação de João Paulo II, intitulado “Abram as portas a Cristo”, em seguida, o vigário da Diocese de Roma, Agostino Vallini apresentará uma síntese da personalidade espiritual e pastoral do beato.

No final, haverá uma conexão em vídeo com o Papa Bento XVI, direto do Palácio Apostólico, que fará a oração de conclusão e dará a benção apostólica a todos os participantes.

Missa de beatificação

No Domingo da Oitava da Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 1º de maio, será realizada a celebração presidida pelo Papa Bento XVI, às 10h (horário de Roma) na Praça de São Pedro.

A Santa Missa também será animada pelo Coral da Diocese de Roma e pela Orquestra do Conservatório de Santa Cecília.

Missa em Ação de Graças

Já na segunda-feira, 2 de maio, haverá a primeira Missa em Ação de Graças pelo novo beato, presidida pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone, na Praça de São Pedro, às 10h30 (horário de Roma).

A animação musical ficará sob a responsabilidade do Coral da Diocese de Roma com a participação do Coral de Valsária e da Orquestra Sinfônica de Wadowice (cidade natal do Papa).
Fonte: Canção Nova

Beatificação de JPII teve preferência, mas foi feita com rigor


O Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, declarou que o processo de beatificação do Papa João Paulo II "teve preferência" com respeito a outros casos "pela fama de santidade difundida em quase todo mundo", e recordou que isto "não impede que tenha sido realizado de forma rigorosa".

Um mês antes da celebração da beatificação do predecessor de Bento XVI, que será celebrado no próximo 1º de maio, o Cardeal Amato sublinhou que a fama de santidade "foi mostrada imediatamente depois da morte de João Paulo II", por isso o processo tão somente leva adiante "um sentimento difundido entre todos os fiéis, que o acolheram com entusiasmo".

O Cardeal Amato explicou como se desenvolveu o processo de beatificação em um congresso celebrado na Universidade Pontifícia da Santa Cruz de Roma e indicou que o processo de João Paulo II teve início na diocese de Roma "porque qualquer processo de beatificação começa na diocese onde faleceu a pessoa".

Os processos de beatificação, conforme explicou o Cardeal Amato, devem começar "5 anos depois da morte da pessoa" embora "em 1983 o próprio João Paulo II permitiu que se desse uma dispensa destes 5 anos para iniciar alguns processos claros". Esta dispensa, conforme acrescentou o Cardeal, foi também concedida pelo Papa Bento XVI com respeito ao processo de João Paulo II, a pedido do então Vigário da diocese de Roma, Cardeal Camillo Ruini.

Posteriormente se celebra o processo diocesano, que inclui a coleta dos testemunhos de pessoas que o conheceram que, conforme explicou o Cardeal Amato, são "a base de todo o processo, porque demonstra sua fama de santidade" e também a eleição do milagre, assim como os estudos médicos necessários para verificar sua autenticidade.

Depois do processo diocesano, os documentos são enviados à Congregação para a Causa dos Santos, onde se realiza um processo análogo, com novos estudos sobre o milagre e os testemunhos.

O Cardeal Amato sublinhou que João Paulo II "deu valor aos santos" que são "boas notícias ante as más notícias do mundo" porque são "expressão do Evangelho, que é a boa notícia por excelência".

Do mesmo modo, o prefeito destacou a "grande fé em Deus e a confiança na providência" de João Paulo II, quem foi "um grande missionário que proclamou a vida de Jesus por todo mundo".

Navarro afirma que o papa mostrou Deus a uma geração inteira

Por sua parte, o ex-porta-voz da Santa Sede, Joaquín Navarro Valls, explicou que João Paulo II "mostrou a toda uma geração o tema de Deus" e sublinhou que Karol Wojtyla convenceu "a sua geração de que não se pode entender o ser humano sem Deus".

Conforme sustentou Navarro Valls, João Paulo II demonstrou que "o ser humano sem Deus é um triste animal engenhoso" e recordou que o ponto central de sua mensagem era "manter o caráter transcendental da pessoa".

O antigo porta-voz do Vaticano sublinhou também que "o grande mérito de João Paulo II foi ter mantido sempre, apesar de tudo, a flexibilidade interior para responder "sim" a tudo aquilo que Deus lhe pedia", o qual "é o motivo de sua santidade".

João Paulo II, conforme explicou o ex-porta-voz do Vaticano, entrava "diretamente no coração das pessoas, porque sabia despertar no coração humano a verdade que toda pessoa procura" e afirmou que "sentia-se sacerdote, por isso necessitava a solidão para falar com todos".

Navarro Valls, quem esteve à frente da Sala de Imprensa do Vaticano durante 22 anos, assegurou que "o melhor testemunho da mensagem de João Paulo II é ele mesmo" e destacou que sua comunicação "apoiava-se em fazer entender que a verdade pode transformar a vida".

Por último, Navarro Valls recordou que Karol Wojtyla estava convencido que "o homem tem capacidade para conhecer a verdade" e sublinhou que a vida do anterior Pontífice demonstra "uma verdade assimilada e feita própria".
Fonte: ACI Digital

sábado, 2 de abril de 2011

Bento XVI autoriza decretos de 13 Servos de Deus


Na manhã deste sábado, 2, o Papa Bento XVI recebeu em Audiência privada o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

Durante a Audiência, o Sumo Pontífice autorizou a Congregação a promulgar os Decretos a seguir:

- um milagre, atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Serafino Morazzone, Sacerdote diocesano; nascido em Milão (Itália) em 1º de fevereiro de 1747 e falecido em Chiuso di Lecco (Itália) em 13 de abril de 1822;

- um milagre, atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Clemente Vismara, Sacerdote professo do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras (P.I.M.E.); nascido em Agrate Brianza (Itália) em 6 de setembro de 1897 e falecido em Mong Ping (Myanmar) em 15 de junho de 1988;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Elena Aiello, Fundadora da Congregação das Irmãs Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; nascida em Montalto Uffugo (Itália) em 10 de abril de 1895 e falecida em Roma (Itália) em 19 de junho de 1961;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Caterina Irigoyen Echegaray (nome religioso: Maria do Esposalício), Irmã professa da Congregação das Servas de Maria Ministras dos Enfermos; nascida em Pamplona (Espanha) em 625 de novembro de 1848 e falecida em Madri (Espanha) em 10 de outubro de 1918;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Enrica Alfieri (no século: Maria Angela), Irmã professa da Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret; nascida em Borgovercelli (Itália) em 23 de fevereiro de 1891 e falecida em Milão (Itália) em 23 de novembro de 1951;

- o martírio do Servo de Deus Pietro-Adriano Toulorge, Sacerdote professo dos Canônicos Regulares Premonstratenses; nascido em La Quièze (França) em 4 de maio de 1757 e assassinado, por ódio à fé, em Coutances (França) em 13 de outubro de 1793;

- o martírio do Servo de Deus Francesco Stefano Lacal, Sacerdote professo, e 21 Companheiros da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Virgem Imaculada, bem como de Candido Castán San José, Leigo, assassinados, por ódio à fé, na Espanha em 1936;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Tommaso Kurialacherry, primeiro Bispo de Changanacherry e Fundador das irmãs da Adoração do Ssmo. Sacramento; nascido em Champakulam (Índia) em 14 de janeiro de 1873 e falecido em Roma (Itália) em 2 de junho de 1925;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Adolfo Châtillon (nome religioso: Teofanio Leone), Religioso professo dos Irmãos das Escolas Cristãs; nascido em Nicolet (Canadá) em 31 de outubro de 1871 e falecido em Laval-des-Rapides (Canadá) em 28 de abril de 1929;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Chiara di Santa Teresa di Gesù Bambino (no século: Vincenza Damato), Monja professa da Ordem de Santa Clara de Assis; nascida em Barletta (Itália) em 11 de novembro de 1909 e falecido em Bari (Itália) em 9 de março de 1948;

- as virtudes heroicas da Servo de Deus Maria Dolores Inglese (no século: Libera Italia, Maria), Religiosa professa da Congregação das Servas de Maria Reparadoras; nascida em Rovigo (Itália) em 16 de dezembro de 1866 e ali falecida em 29 de dezembro de 1928;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Irene Stefani (no século: Aurelia), Religiosa professa do Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata; nascida em Anfo (Itália) em 22 de agosto de 1891 e falecida em Gikondi (Quênia) em 31 de outubro de 1930;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Bernardo Lehner, Leigo; nascido em Herrngiersdorf (Alemanha) em 4 de janeiro de 1930 e falecido em Ratisbona (Alemanha) em 24 de janeiro de 1944.
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 30 de março de 2011

Haverá lugar para todos na Beatificação de João Paulo II


ROMA, terça-feira, 29 de março de 2011 (ZENIT.org) - "Roma está pronta para acolher todos os peregrinos que quiserem vir: temos disponibilidade de lugares, assim como todas as cidades perto de Roma."
Estas foram as palavras de Dom Liberio Andreatta, na apresentação operacional dos eventos relacionados à beatificação de João Paulo II. A reunião foi realizada na sede do Vicariato de Roma, com a presença de significativas autoridades civis, desmentindo assim as vozes que anunciavam uma situação de emergência.
Para se deslocar dentro Roma, o bilhete dos peregrinos permitirá utilizar o transporte público gratuitamente durante os três dias; o metrô funcionará 22 horas por dia (exceto das 2h às 4h).
Para chegar à capital, serão utilizados os trens, os mesmos que em dia úteis transportam milhares de pessoas, só que, nesses dias, sem o fluxo de trabalhadores. Haverá também uma "noite branca" de igrejas e locais de entrega de pacotes com alimentos.
"Esta será uma demonstração de como João Paulo II é amado", disse Dom Andreatta, que precisou: "Escolheu-se o dia 1º de maio, domingo ‘in Albis', porque é dedicado à Misericórdia Divina, porque ele quis santificar Santa Faustina e porque morreu logo depois das vésperas da Festa da Divina Misericórdia."
Os três eventos relativos à beatificação são:
- A vigília no ‘Circus Maximus', em 30 de abril, presidida pelo cardeal Agostino Valli, organizada pela diocese de Roma e à qual Bento XVI participará por meio de uma conexão de vídeo. Será possível entrar enquanto houver espaço e não se precisará de ingressos ou tickets.
- A Missa da beatificação de João Paulo II, em 1º de maio, às 10h, presidida pelo Santo Padre. Depois, na basílica de São Pedro, no altar da Confissão, será aberta a veneração dos restos mortais de João Paulo II, até o final da fila de fiéis.
- A Missa de Ação de Graças, na segunda-feira, 2 de maio, em São Pedro. O evento conclusivo será presidido pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
Durante a coletiva de imprensa, foi reiterado várias vezes que não haverá tickets para entrar no ‘Circus Maximus' nem em São Pedro. Ninguém pode, portanto, vender bilhetes de entrada para os eventos.
A organização do evento foi confiada à Obra Romana de Peregrinações (ORP), que preparará, no ‘Circus Maximus', o sistema de vídeo, áudio e palco para a celebração da vigília, que estará conectada, pela internet, a cinco santuários do mundo.
As áreas periféricas de São Pedro serão equipadas com telões: Castel Sant'Angelo, Via della Conciliazione, Piazza Risorgimento e outros lugares, tudo gerido por 2.500 voluntários.
Também serão distribuídos pacotes com alimentos; a ‘Nestlé' doou um milhão de garrafas de água. Haverá um kit de informações, com passeios na região do Lácio, que estão relacionados com a vida de João Paulo II, além de serviços de cuidados à saúde. Serão facilitadas as tarifas de trem, de companhias aéreas, navios etc.
"Os custos, ao contrário de outras vezes, considerando a difícil situação econômica atual - disse Dom Andreatta -, não pretendem pesar nos balanços das administrações públicas." E indicou: "Nós sabemos, através da Cáritas, que muitas famílias têm dificuldade para chegar ao final do mês. E embora cada evento traga riqueza, porque a prefeitura acaba recolhendo impostos, o verdadeiro evento é religioso e, portanto, queremos pensar também nessas famílias".
"O custo estimado é de três ou quatro euros por pessoa. Não se sabe, portanto, o montante total do evento, visto que variará segundo a quantidade de pessoas que vierem a Roma", disse Dom Andreatta, acrescentando: "No final do evento, será divulgado o orçamento de forma transparente, de modo a saber como os recursos foram utilizados. Tudo faturado e com IVA".
O Pe. Caesar Atuire, administrador da ORP, reiterou: "Não há nenhuma emergência, há lugares para todos. Venham a Roma, que Roma os acolherá".
Sobre os preços inflacionados de hotéis, lembrou que assinaram um decálogo ético com a federação hoteleira e as coisas estão voltando ao normal. E reiterou que "ninguém está autorizado a vender ingressos para entrar na Praça de São Pedro nem para outros eventos".
Atuire recordou que "ninguém será deixado de fora por motivos financeiros; os jovens que não têm como pagar alojamento terão lugares exclusivos para dormir".
Em relação ao estacionamento, haverá várias áreas em torno de Roma. Assim, o sistema será reforçado com meios de transporte e principal será o trem. Também haverá estacionamentos facilitados para pessoas portadoras de deficiência.
O tempo aconselhado para viver bem o evento, disse o Pe. Atuire, é de três dias.
"Haverá uma organização modular- reiterou -, que permitirá assistir todos os peregrinos que quiserem vir. O número pode mudar e nós estamos prontos." Estima-se que serão pelo menos 300 mil peregrinos.
Após o evento, se sobrarem fundos das doações recebidas, serão destinados a um refeitório para os desabrigados na área da estação Termini.
Sobre a coincidência com as celebrações de 1º de maio, considerado por alguns como uma data que a Igreja está "roubando" dos trabalhadores, o Pe. Atuire disse que "não existe conflituosidade com o concerto de São João de Latrão, porque a cerimônia será de manhã e o concerto, à tarde". Ele também lembrou que o dia 1º de maio é a festa de São José Operário e que a palavra "roubo" sugere uma ideologização.
Em 5 de abril, haverá uma coletiva de imprensa institucional, com o conteúdo do evento e alguns novos detalhes.
Sobre a presença de 300 mil peregrinos, considerados poucos com relação aos dois milhões estimados inicialmente, o gerente da ORP considerou que depende também de como são feitos os cálculos, visto que, se forem baseados nos eventos, pode-se chegar até a 1,5 milhão.
Abriu-se, além disso, uma conta em diversos bancos e os doadores não pagarão taxas extras.
Do selo comemorativo se ocupará o Ministério do Desenvolvimento e ele será oficialmente entregue em 29 de abril, junto com a medalha; ambos estão baseados em uma foto de João Paulo II, tirada em 1999.
Fonte: Zenit

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mensagem da CNBB pela Beatificação do Papa João Paulo II


Por ocasião da beatificação do Papa João Paulo II

“Deus nos chamou à santidade” (1 Ts 4,7)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige-se aos católicos e a todas as pessoas de boa vontade para manifestar sua alegria e gratidão a Deus pela beatificação do Servo de Deus, João Paulo II, no próximo dia primeiro de maio. O Papa João Paulo II amava muito o Brasil e visitou nosso País por três vezes. Entre nós, ele foi carinhosamente acolhido e aclamado como “João de Deus”.

A beatificação nos incentiva a aprofundar nossa vocação universal à santidade. Na sua primeira mensagem, ele convidou a todos: “abri as portas a Cristo Jesus!” Sua vida foi um testemunho eloquente de santidade, pela grande fé, amor à Eucaristia, devoção filial a Maria e pela prática do perdão incondicional. A Palavra de Deus foi por ele intensamente vivida e anunciada aos mais diferentes povos. A espiritualidade da cruz o acompanhou na experiência da orfandade e da pobreza, nas atrocidades da guerra e do regime comunista, mas principalmente no atentado sofrido na Praça de São Pedro. De maneira serena e edificante, suportou as incompreensões e oposições, as limitações da idade avançada e da doença.

O mundo inteiro foi edificado pelo seu empenho em favor da vida, da família e da paz, dos direitos humanos, da ecologia, do ecumenismo e do diálogo com as religiões. Revelou-se um grande líder mundial, um verdadeiro “pai” da família humana. Pediu várias vezes perdão pelas falhas históricas dos filhos da Igreja. Ele mesmo foi ao encontro do seu agressor, na prisão, oferecendo-lhe o perdão. Pela encíclica Dives in Misericordia e na instituição do “Domingo da Divina Misericórdia”, manifestou seu compromisso com a reconciliação da humanidade.

Foi um papa missionário. Numerosas viagens apostólicas marcaram seu pontificado e incentivaram, na Igreja, o ardor missionário e o diálogo com as culturas. No Grande Jubileu conclamou e encorajou a Igreja a entrar no terceiro milênio cristão, “lançando as redes em águas mais profundas”. Afirmou e promoveu a dignidade da mulher; ampliou o ensino Social da Igreja e confirmou que a promoção humana é parte integrante da evangelização. Valorizou os meios de comunicação social a serviço do Evangelho. A todos cativou pelo seu afeto e sensibilidade humana; crianças, jovens, pobres, doentes, encarcerados e trabalhadores foram seus preferidos.

O Papa João Paulo II estimulou, especialmente, as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Aos sacerdotes dirigiu, todos os anos, na Quinta-Feira Santa, sua Mensagem pessoal. Leigos e consagrados foram valorizados e encorajados nos Sínodos a eles dedicados, para promover sua dignidade, vocação e missão na Igreja.

Convidamos, portanto, todo o povo a louvar e agradecer a Deus pela beatificação do Papa João Paulo II. “O Brasil precisa de santos”, proclamou ele na beatificação de Madre Paulina. Sensibilizados por essas palavras, confiamos à sua intercessão a santificação da Igreja e a paz no mundo. Fazemos votos de que seu testemunho e seus ensinamentos continuem a animar a grande família dos povos na construção de uma convivência justa, solidária e fraterna, sinal do Reino de Deus, entre nós.

Brasília, na Solenidade da Anunciação do Senhor,

25 de março de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
Fonte: CNBB