Mostrando postagens com marcador Assembleia Geral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Assembleia Geral. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dom Orani Tempesta: "A Jornada Mundial da Juventude é um momento de oração"



Jovens de todas as partes do mundo tem um encontro marcado com o Papa Bento XVI em 2013 no Rio de Janeiro (RJ). Entre os dias 23 e 28 de julho, a capital fluminense será sede da JMJ – Jornada Mundial da Juventude 2013.
O arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL), dom Orani João Tempesta e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro participaram da coletiva de imprensa na 50ª Assembleia Geral da CNBB, nesta quarta-feira (25), no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida.
Atendendo aos jornalistas, dom Orani falou sobre a preparação e o trabalho da CNBB para a JMJ e  a peregrinação dos ícones da jornada pelo Brasil.
Segundo dom Orani a Jornada Mundial da Juventude tem aspecto de peregrinação e não de turismo, ressaltando que a JMJ é tempo de oração.
De acordo com dom Orani, a CNBB, por meio de sua Comissão para a Juventude não mede esforços para fazer desse grande evento um marco na história das Jornadas e juntamente com a Arquidiocese do Rio de Janeiro e da comunidade católica de todo Brasil já começou a procurar parceiros para essa grande festa da juventude.
O arcebispo do Rio de Janeiro afirmou que despois de 26 anos da JMJ de Buenos Aires, a primeira edição em nível mundial do evento retorna a América Latina e se insere no contexto da missão continental proposta pelos bispos do CELAM durante o encontro de Aparecida em 2007.
“Estamos cumprindo a missão da CNBB, que em 2007 fez o apelo para que o Brasil sediasse este encontro, que foi prontamente acolhido pelo Papa”, afirmou dom Orani.
Dom Orani ainda falou sobre as questões logísticas do encontro e ressaltou que a Arquidiocese do Rio de Janeiro tem feito contato com o governo municipal, estadual e federal para acertar detalhes como de infraestrutura, transporte e vistos dos peregrinos.
“Em julho deste ano teremos a definição dos locais onde serão realizados os grandes momentos da Jornada, das celebrações e o início das inscrições dos peregrinos pelo site oficial da JMJ”, declarou.
Dom Orani ressaltou que o evento já conta com cerca de 20 mil voluntários inscritos e que a perspectiva é de que se alcance o número de 60 mil voluntários.
Campanha de Hospedagem - Uma das etapas principais da JMJ é a acolhida aos peregrinos que virão de todas as partes do mundo.
De acordo com Dom Orani, a arquidiocese do Rio de Janeiro já está trabalhando para que aconteça a hospedagem de todos os jovens.
Os peregrinos poderão se hospedar nas paróquias e comunidades. Foi também lançada uma a Campanha de Hospedagem.
Para ser um hospedeiro durante a JMJ Rio 2013 é necessário fazer um cadastro no endereçowww.rio2013.com\pt\hospedagem.
O arcebispo do Rio de Janeiro falou ainda que com a preparação da jornada a Igreja mostra que confia na juventude e que os jovens tem o poder de transformar a sociedade com entusiasmos e valores cristãos.
Para o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro a organização da JMJ quer ser uma luz no trabalho da Pastoral da Juventude.
“A JMJ está imersa em contexto maior que vem fortalecer o trabalho da Igreja com os jovens. Acredito que a sociedade vai se surpreender com o impacto positivo desse grande evento”, afirmou.
Dom Eduardo afirmou que a CNBB já possui uma história com a juventude e citou toda a  preocupação da Igreja com os jovens também brota no documento 85 da CNBB, que ressalta  que Jesus envia a Igreja ao mundo para dar continuidade à sua obra.
“Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade e todos os nossos esforços para a realização da Jornada reforça a que a Igreja acredita na nossa juventude”, afirmou dom Eduardo.
O bispo ainda falou sobre a Campanha da Fraternidade de 2013 que vai abordar as questões ligadas a juventude.
“A CNBB tem mostrado varias de suas manifestações pela juventude. Nas últimas assembleias já falamos sobre as questões ligadas aos nossos jovens e isso mostra a preocupação do episcopado com a juventude”, afirmou.
Dom Eduardo ainda citou que nessa mudança de época em que vivemos existe uma preocupação da Igreja com a cultura midiática, em especial as redes sociais na vida dos jovens e que isso deverá ser uma das abordagens da Campanha da Fraternidade de 2013.
Todas as noticias e informações sobre a organização da JMJ RIO 2013 podem ser obtidas através do site www.rio2013.com.
Fonte: CNBB

Bispos divulgam nota sobre a Reforma do Código Penal



Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida em Aparecida (SP) aprovaram a criação de uma comissão para acompanhar o trabalho de reforma do Código penal Brasileiro, que está sendo feito por um grupo de juristas no Senado Federal.
De acordo com os bispos, “a revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, portanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração”.
Segundo dom Dimas Lara Barbosa, presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação da CNBB, como se trata de um tema abrangente e delicado, as questões levantadas por alguns setores preocupam a igreja. “Aqueles que defendem a redução da maioridade penal, a pena de morte, a descriminalização do aborto e alguns outros temas que não levam em conta em primeiro lugar a pessoa humana”.
Segue a nota:
NOTA DA CNBB SOBRE A REFORMA DO CÓDIGO PENAL
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião da reforma do Código Penal, encaminhada pelo Senado Federal através de uma Comissão de Juristas, expressa, por missão e dever, seu interesse em acompanhar o processo em marcha e declarar seu compromisso de corresponsabilidade na consolidação da democracia.
Preocupam-nos algumas propostas que devem ser apresentadas pela referida Comissão, relativas aos capítulos que tratam sobre os crimes contra a vida e contra o patrimônio.
Reconhecemos que, para atender melhor às exigências da sociedade, o Código Penal em vigor, aprovado em 1940, precisa incorporar elementos novos, exigência das grandes transformações, que marcam os tempos atuais, sem prejuízo dos valores perenes como a vida e a família.
A revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, porquanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração. Tal prática reforça a democracia e ajuda a população a assimilar melhor as normas jurídicas, que interferem profundamente em sua vida e nos relacionamentos humanos e sociais.
Os redatores do novo Código, de posse das propostas encaminhadas pela Comissão de Juristas, considerem que toda lei deve ser elaborada, a partir do respeito aos direitos humanos, na perspectiva de superação da impunidade e a serviço do bem comum. Deve reconhecer e preservar os princípios éticos e morais bem como os valores culturais que integram a vida quotidiana do povo brasileiro.
A Lei penal deve ser aplicada tendo por base os pressupostos de defesa e promoção da dignidade humana em todas as dimensões, deixando claro que a punição tem como finalidade a reabilitação do infrator, independente de sua condição social, política, econômica, étnica, conforme determinam os artigos 3º e 5º da Constituição.
Esperamos que o sentido de justiça, a serviço do bem maior – a pessoa humana - anime a todos nesta tarefa, inspirados na palavra do Beato João Paulo II: “A justiça sozinha não basta; e pode mesmo chegar a negar-se a si própria, se não se abrir àquela força mais profunda que é o amor” (Mensagem para o Dia Mundial da Paz – 2004).
Que o Espírito Santo ilumine o coração e a mente dos legisladores, Senadores e Deputados Federais, sobre quem invocamos também a proteção de Nossa Senhora Aparecida para que, em comunhão com todos os brasileiros, busquem realizar o que Jesus Cristo nos indica como promessa e tarefa: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundancia” (Jo 10,10).
Aparecida-SP, 25 de abril de 2012.
Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão – MA
Vice-presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília - DF
Secretário Geral da CNBB
Fonte: CNBB

Preparativos da JMJ são apresentados aos bispos da 50ª AG



A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, que completa um ano de existência, apresentou um resumo de suas atividades. O foco principal são os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai se realizar no Rio de Janeiro em julho de 2013.
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, presidente da Comissão, apresentou os subsídios produzidos pela Comissão desde sua criação. “A Pastoral Juvenil quer garantir que antes, durante e depois da JMJ a formação dos nossos jovens em vista da construção da civilização do Amor”, destacou.
O arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, apresentou o Comitê Organizador Local (COL) da Jornada, bem como um vídeo a respeito do evento. “É com muita alegria e responsabilidade que acolhemos esta missão de organizar a JMJ”, declarou dom Orani. Cada bispo presente na 50ª AG recebeu um kit com as informações gerais da organização do evento.
“A Jornada é maior que a Jornada”, afirmou o padre Joel Portela Amado, coordenador geral da COL. Para ele, isso se deve ao grande esforço de evangelização do evento, que terá um grande legado pastoral, social e ecológico.
As inscrições para a JMJ serão feitas pelo site oficial (www.rio2013.com), a partir de julho de 2013. Haverão três possibilidades de hospedagem: hotéis, casa de família ou alojamentos, com destaque para a setorização linguística, ou seja, os peregrinos serão reunidos a partir de seu idioma, para facilitar a participação nas catequeses do evento.
A apresentação terminou com um resumo da peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora pelo Brasil. 118 dioceses já foram visitadas até agora, e a partir de agosto possivelmente em todos os folhetos de missa do país haverá uma motivação de oração para a JMJ. Seminários destinados a jovens sobre comunicação, bioética e missionariedade serão realizados ainda este ano.
Fonte: CNBB

terça-feira, 24 de abril de 2012

Comissão Brasileira Justiça e Paz apresenta seus trabalhos aos bispos em Assembleia



O secretário adjunto da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), Carlos Moura, apresentou na manhã de hoje, 24, aos bispos que participam da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em Aparecida (SP), o andamento dos trabalhos realizados por este organismo vinculado à Conferência dos Bispos.
Doutor Carlos Moura, como é conhecido, agradeceu à Presidência da CNBB pela oportunidade de apresentar os trabalhos da Comissão. “Destacamos, em primeiro lugar, o trabalho vigilante quanto ao desempenho das atividades políticas, especialmente, as articulações que resultam na aprovação da Lei Complementar 135/2010, popularmente conhecida como Ficha Limpa. A proposta, de iniciativa popular que originou a referida lei foi aprovada, em 2008, na 46ª Assembleia Geral da CNBB. Seus efeitos já se fazem sentir, seja por impugnação pela justiça eleitoral, de inúmeros candidatos, seja por desistência em razão do risco de se enquadrarem nas restrições previstas na lei”, destacou Carlos Moura.
O doutor Carlos Moura lembrou ainda que 12 estados membros da federação e centenas de prefeituras já incorporaram as hipóteses previstas na lei da Ficha Limpa, como impeditivo à posse na administração direta e indireta em cargos de confiança e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) poderá também considerar os critérios da Lei Complementar 135.
“A CBJP, em decorrência da Campanha da Fraternidade de 2011, juntamente com entidades da sociedade civil, criou Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. Este Comitê tem, entre outras atividades relativas ao tema, colaborar para a aprovação de um Código Florestal que garanta a Agricultura Familiar e proteja as florestas e a biodiversidade”, acrescentou o doutor Carlos Moura.
Entre outros temas, citou que a Comissão acompanha os debates sobre a Conferência Rio+20, que acontecerá no Rio de Janeiro, no mês de junho. “A CBJP integra ainda o Grupo de Articulação da ‘Cúpula dos Povos – Rio+20’ – espaço organizado pela sociedade civil global”, completou.
Finalizando, Carlos Moura falou sobre a parceria da entidade com a Conferência Episcopal Italiana (CEI) para a realização do primeiro Curso sobre Direitos Humanos. “Nossa meta é capacitar agentes pastorais para que atuem, à luz da Doutrina Social da Igreja, na área de Direitos Humanos e na promoção de uma cultura de paz”.

Cardeal Cláudio Hummes fala sobre os desafios de inculturar a fé nos povos da Amazônia



Hoje, 24, na coletiva de imprensa da 50ª AG dos bispos da CNBB, esteve presente o arcebispo emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, Cardeal Cláudio Hummes. Na ocasião, o arcebispo afirmou que “a fé tem um caráter missionário”, e falou sobre os desafios de levar a evangelização a povos longínquos da Amazônia como ribeirinhos, povos da floresta e indígenas.
Durante sua declaração, o cardeal ressaltou que um dos desafios da missão evangelizadora, é a falta de uma constante formação de clero local nessas comunidades da floresta. “Existe uma dificuldade cultural de se formar padres nessas localidades”, disse dom Cláudio Hummes.  De acordo com o cardeal, mesmo entre os índios católicos, que fazem parte da igreja há três ou quatro gerações, é complexa a tarefa de formação de sacerdotes.
“Na igreja, a cultura europeia tem uma preponderância muito grande, então como um índio, por exemplo, se sente em um seminário, onde a grande maioria são brancos, e poucos índios? Obviamente eles não se sentem em casa”, explica. Além da questão cultural, para ele, há a necessidade de se destinar mais verbas para os povos da Amazônia. “Como acolher as vocações se os recursos são escassos?”, questiona o cardeal.
Para dom Cláudio, é sempre um desafio quando duas culturas distintas têm que coexistir. Com os índios, por exemplo, ele explica que a forma ideal de conviver e de evangelizar, é a partir do diálogo. “Temos que ouvir os povos indígenas. Eles têm uma forma própria de entender a vida, tem sua religiosidade. É preciso dialogar com esses elementos verdadeiros que eles possuem”, disse.
O Cardeal acredita que é necessário fazer com que a fé no evangelho amadureça nas localidades cristãs. “A igreja missionária deve inculturar a fé nas culturas onde se prega o evangelho. Uma fé não inculturada, não é uma fé vivida e madura”, alega.
O arcebispo finalizou dizendo que um dos grandes desafios é fazer cm que a Amazônia avance sem perder sua identidade. “Temos que atender aos pedidos dos povos, ouvir suas necessidades. Eles precisam ser ouvidos para serem sujeitos de sua própria história. Temos que fazer com que a Amazônia progrida, porém mantendo sua particularidade”, disse.
Fonte: CNBB

“A Igreja é essencialmente missionária” diz dom Sérgio Braschi



O bispo de Ponta Grossa (PR), dom Sérgio Braschi, que é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, participou da sétima entrevista coletiva da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta terça-feira, 24.
Dom Sérgio afirmou que a Igreja é missionária, pois continua a missão de Jesus. “Nossa Igreja é missionária por excelência, em suas raízes e assim se faz por continuar a missão de Jesus Cristo”, afirmou.
O bispo de Ponta Grossa falou também sobre o 3º Congresso Missionário Nacional, evento que vai acontecer em Palmas (TO), entre os dias 12 e 15 de julho, deverá reunir pessoas de todas as regiões do país.
Com o tema “Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II” e lema “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21)”,o encontro tem por objetivo preparar as lideranças missionárias para o 4º Congresso Americano Missionário e o 9º Congresso Missionário Latino-Americano, que serão realizados simultaneamente em Maracaibo, Venezuela, em 2013.
O evento é realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e demais forças missionárias da Igreja Católica no Brasil: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conselho Missionário Nacional (Comina) e Centro Cultural Missionário (CCM).
Segundo dom Sérgio, outra reflexão importante e central durante o evento brasileiro será o mundo secular e pluricultural em que vivemos hoje e qual o papel da dimensão missionária nessa nova realidade.
“Este é também um momento importante e se insere nas preocupações da nossa Igreja como forma de transmissão da fé para as novas gerações de famílias e novas comunidades”, destacou o presidente da Comissão Episcopal para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial.
Dom Sérgio falou também sobre as novas vocações missionárias e sobre os jovens que desejam fazer este trabalho. “Todo batizado é missionário. Pelo batismo ou pela crisma nós já somos chamados a continuar a missão de Jesus”, afirmou.
O bispo ainda disse que há no meio do povo de Deus pessoas que são chamadas para missões para levar a Palavra de Deus até as comunidades que são mais distantes.
“Há uma grande abertura no seio da nossa juventude para essas vocações. O jovem é tem anseio de conhecer outras culturas e estar em contato com outras realidades. Acredito que isso os levem a ser jovens de fé”, acrescentou.
Dom Sérgio ainda disse aos jornalistas que a Igreja vive uma primavera de missionários e que essas vocações também são fruto do Concílio Vaticano II.
O bispo de Ponta Grossa ainda citou a Conferência de Aparecida, realizada em 2007, e que trouxe um “brotar”, um novo renascimento e muito entusiasmo para as missões.
“Quero destacar também que todos os leigos podem participar da missão da Igreja. Desde a criança, adolescentes, jovens e adultos são chamados a essas vocações. Precisamos envolver toda a comunidade para que rezem pelos nossos missionários em tantos lugares do mundo”.
Programa de reabilitação pós terremoto no Haiti
Respondendo às perguntas dos jornalistas, Dom Sérgio falou sobre os missionários atuantes nos programas de reconstrução do Haiti.
“Este é um trabalho de suma importância junto aos nossos irmãos haitianos. Nossos missionários trabalham em projetos destinados a auxiliar em segurança, na reconstrução de casas e Igrejas, em programas de economia solidária, educação, saúde entre outros”, afirmou.
Dom Sérgio acrescentou que a solidariedade desses missionários no Haiti é sinônimo de esperança para a população do Haiti.
Fonte: CNBB

Bispos do Brasil divulgam nota em defesa dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais



Os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral (AG) em Aparecida (SP) divulgaram nesta terça-feira uma nota em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais.
Diz a nota “Sem a garantia do acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas cultivadas, alterando o ciclo da vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens”.
Os bispos lamentam o adiamento das demarcações e a exploração das terras dos povos tradicionais. Na nota, eles chamam a atenção para as condições do povo Guarani-Kaiwá, no Mato grosso do Sul, que estão vivendo “um verdadeiro genocídio”.
Em relação aos povos quilombolas, os bispos denunciam a morosidade no reconhecimento dos territórios. Para o presidente da
Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemézio Lazzaris, o que mais tem preocupado a CNBB não é somente a demarcação das terras, mas a reintegração daquelas ocupadas indevidamente. “Nós precisamos da demarcação mas também do reconhecimento das terras que já pertencem aos índios e aos quilombolas”.
Dom Enemézio explicou que no Pará, Maranhão, Mato Grosso do Norte e do Sul, são mais 50 dioceses com comunidades indígena. “Nesses locais temos uma corrida pela terra, se passa por cima de seus ocupantes, para que ela seja usada para o lucro, sem se levar em conta o meio ambiente e sem se respeitar as comunidades que ali sempre habitaram”.
Segue a nota:
Em defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais
Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 50ª Assembleia Geral, reafirmamos nosso compromisso com os povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais, pelo fortalecimento de suas identidades e organizações próprias, na defesa dos seus territórios, na educação intercultural bilingue dos povos indígenas e na defesa de seus direitos.  “A partir dos princípios do Evangelho, apoiamos a denúncia de atitudes contrárias à vida plena em nossos povos de origem e nos comprometemos a prosseguir na obra da evangelização (...), assim como a procurar as aprendizagens educativas e de trabalho com as transformações culturais que isso implica” (cf. DAp 530).
A Constituição Federal de 1988, ao confirmar o direito territorial dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, bem como dos pescadores artesanais e outras populações tradicionais, representou muito mais do que a necessária reparação do erro histórico da apropriação de suas terras e da escravidão. É o reconhecimento da sociedade brasileira de que para esses povos a terra e a água são um bem sagrado, que vai além da mera produção para sobrevivência, não se reduzindo à simples mercadoria. É patrimônio coletivo de todo um povo, de seus usos e costumes, assim como a apropriação dos seus frutos.
Ao Governo Federal, cabe o dever constitucional de reconhecer, demarcar, homologar e titular os territórios indígenas, quilombolas e das demais populações tradicionais, ressarcindo seus direitos, passo fundamental e determinante para garantir sua sobrevivência.
Sem a garantia de acesso à terra, elemento base da cultura e da economia dessas populações, elas continuarão a sofrer opressão, marginalização, exclusão e expulsão, promovidas por empresas depredadoras, pelo turismo, a especulação imobiliária, o agronegócio e pelos projetos governamentais, como as grandes barragens, que têm invadido áreas  cultivadas, alterando o ciclo de vida dos rios e provocando o despovoamento de suas margens.
Lamentamos profundamente o adiamento dos procedimentos administrativos de demarcação, a invasão e a exploração das terras dos povos tradicionais. Chamamos especial atenção para as condições de confinamento e os assassinatos que vitimam o povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Um verdadeiro genocídio está em curso, maculando a imagem de nosso País como defensor dos direitos humanos.
Repudiamos, de modo veemente, o ataque desferido pela bancada ruralista e outros segmentos do Congresso Nacional aos direitos dos povos indígenas, consignados em nossa Carta Magna, através de proposta de emenda constitucional, a PEC 215/2000.
Em relação às comunidades quilombolas, preocupa-nos a morosidade no reconhecimento dos seus territórios. Rejeitamos a sórdida estratégia de questionar a constitucionalidade do processo de titulação de suas terras, de modo a impedir os trâmites legais que atendam aos seus legítimos anseios.
Conclamamos o Governo brasileiro ao cumprimento da Constituição Federal e dos instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT; à proteção dos direitos dos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e das demais populações tradicionais, como forma de pagamento da dívida histórica que o Brasil tem com esses povos, demarcando e homologando os seus territórios, impedindo sua invasão, em defesa dos mais pobres e vulneráveis em nosso País.
Sob a proteção de Maria, a quem invocamos como Rainha e Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, confiamos a proteção do nosso povo que constrói, na fé e esperança, um Brasil verdadeiramente para todos.
Aparecida – SP, 23 de abril de 2012
Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão – MA
Vice-presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília - DF
Secretário Geral da CNBB
Fonte: CNBB

Questões sociais marcam a coletiva de imprensa desta terça-feira



Na tarde de hoje, 24, aconteceu no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), mais uma entrevista coletiva com a imprensa. Os bispos que falaram com a imprensa foram: o arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, cardeal Cláudio Hummes; o bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Enemésio Angelo Lazzaris e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Sérgio Arthur Braschi.
Abrindo a coletiva, dom Sérgio Braschi destacou o 3º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá em Palmas (TO), de 12 a 15 de julho. Além disso, dom Sérgio ressaltou a participação brasileira no 4º Congresso Americano Missionário e no 9º Congresso Missionário Latino-Americano (CAM 4 – Comla 9), a ser realizado na Venezuela, em novembro de 2013.
“A Igreja é essencialmente missionária, por isso destacamos o 3º Congresso Missionário Nacional, que tem como tema ‘Discipulado missionário do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II’. Esse congresso tem a finalidade de rever a caminhada missionária no Brasil”, disse dom Sérgio sobre o evento que acontecerá em Palmas.
Já o cardeal Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, fez um relato de sua viagem missionária à Amazônia, no último mês.
“Fiquei impressionado com a viagem que a Comissão para a Amazônia fez àquela região. Pudemos ver com nossos próprios olhos as dificuldades enfrentadas por àquele povo. Pude perceber que a Igreja lá ainda está florescendo. Visitei a diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), e fique encantado, pois, de acordo com informações locais, a diocese é formada por 98% de indígenas. E a floresta, por lá, ainda é intocada, com apenas 4% de desmatamento. Uma verdadeira beleza”, destacou dom Cláudio Hummes.
Dom Enemésio Lazzaris apresentou aos jornalistas uma nota da CNBB sobre a defesa dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais populações tradicionais.
“Vivemos a realidade de dois ‘Brasis’, o que se vangloria com a realização de grandes obras e dos que são impactados por esses mega projetos, como é o caso claro das pessoas que vivem a realidade da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA)”, ressaltou dom Enemésio.
Perfil dos Bispos
Cardeal Cláudio Hummes
Criado Cardeal do Título Presbiteral de Santo Antônio de Pádua na Via Merulana, em 21 de fevereiro de 2001, o arcebispo emérito de São Paulo, dom Claúdio Hummes, nasceu em 8 de agosto de 1934, em Montenegro (RS). Atual presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, tem por formações Filosofia e teologia, com especialização em Ecumenismo e doutorado em Filosofia, é autor de diversas obras, e possui extensa trajetória de atividades no episcopado brasileiro. Foi arcebispo de São Paulo (1998-2006), membro da Comissão Episcopal Pastoral da CNBB, na Linha 5, Ecumenismo (1976-1978), e Linha 1, Leigos, Família, Pastoral Urbana e Operária (1979-1983).
O cardeal compõem várias congregações, dentre as quais, podemos citar para a Doutrina da Fé; para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; e para os Bispos. Atua, também, nos Pontifícios Conselhos, para os Leigos, para o diálogo Inter-religioso, “Cor Unum”, e na Pontifícia Comissão paraa América Latina (CAL). É membro dos Conselhos, Ordinário da Secretaria Geral dos Sínodos dos Bispos, e de Cardeais para o Estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé e Pontifícia Comissão para a Amérca Latina.
Dom Enemézio Angelo Lazzaris
Bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral da Terra, dom Enemésio nasceu em 19 de dezembro de 1948, em Siderópolis (SC). Sua ordenação Episcopal foi em 29 de março de 2008, também, em Balsas. Por formação é filósofo, teólogo, e mestre em Teologia com especialização em Espiritualidade na Teresianum, em Roma (1981-1983).
Em Belo Horizonte (MG), do período de 1974 a 1981, foi formador e promotor Vocacional, e de 1983 a 1989, foi diretor do Lar dos Meninos e do Seminário Dom Carlos Sterpi. Também atuou como diretor da Comunidade Instituto de Artes e Ofícios Divina Providência no Rio de Janeiro (RJ), do período de 1997 a 1998. Foi superior Provincial da Província Norte do Brasil, de 1998 a 2004.
Dom Sérgio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesal da CNBB, dom Sérgio, nasceu em 03 de dezembro de 1948, em Curitiba (PR). Filósofo, teólogo, com especialização em Licenciatura em Teologia Dogmática (Eclesiologia) pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, Itália.
Dentre inúmeras atividades foi diretor Espiritual do Seminário Menor São José (1974-1978); diretor Arquidiocesano de Vocações Sacerdotais (1974-1977); reitor dos seminários, ‘São José’ (1979-1981) e ‘Rainha dos Apóstolos’ (1982-1986). Foi membro do conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores (1983-1986 e 1994-1998). Do período de 1993 a 1996, coordenou a Pastoral na área de periferia de Curitiba (PR).
Fonte: CNBB